segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

E o que vem depois...

No momento em que perdemos alguém a quem amamos, não há nada a se fazer e não adianta lamentar. Ás vezes, até agradecemos, pois o sofrimento da pessoa querida acabou.

Choramos mais pela nossa dor, pois sabemos o que virá depois. Ou talvez choremos por não sabermos...

O que vem depois é a saudade e essa, como ouvi dizer “varia com o tamanho do amor” e é por isso que minha saudade durará eternamente.

A saudade dói muito. Mas não falo da saudade que “matamos” com um telefonema, ou quando sabemos que o encontro ocorrerá em breve.

A saudade que dói é aquela que a única forma de saciá-la é com fotografias e lembranças.

Como diria Leoni:
“E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz”.

Hoje é dia de Natal e todos estão felizes, comemorando e rindo, mas eu não estou com o tão chamado “espírito natalino”.

Na verdade há alguns anos não gosto de Natal e ninguém nunca me entendeu, porque talvez eu nunca tenha conseguido explicar. Mas a partir de agora, eu tenho um bom motivo para lhes dar.

Perdi a minha avó a exatos quatro dias e como já disseram “vó é mãe duas vezes” e é por isso que não perdi uma avó, perdi quase que uma mãe.

Alguem que estava comigo em todos os momentos.
Alguem que sabia me fazer sorrir a cada instante.
Alguem que tinha o melhor colo que conheçi.
Alguem que me ajudou de todos as formas sempre que necessário.
Enfim, alguem importante demais na minha vida.

Algumas vezes eu reclamava, pois sempre que estava no quarto, ouvia os pés de vovó se arrastando em direção ao meu quarto e hoje eu daria tudo pra ouvir aqueles passos.

A saudade é enorme, mas uma coisa que me tranquiliza é que pude dar a minha avó uma última alegria, a de passar no vestibular.

Ás pessoas me ligam e perguntam se estou bem. O que elas esperam que eu responda? Nunca sei o que dizer e digo sempre que estou bem sim.

Afinal, a saudade vai exister sempre dentro de mim e ninguém poderá me ajudar quanto a isso.

Ninguem sabe o que se passa na minha mente (talvez apenas os leitores desse blog, ou talvez, nem vocês...), ninguém sabe a falta que minha avó me faz.

Muitas vezes me peguei pensando o que aconteceria caso alguém morresse, mas confesso que nunca cheguei a pensar na morte de minha avó. Nunca achei que ela fosse morrer logo.

Hoje, morando nessa casa onde tudo é exatamente do jeito dela, nos locais que ela escolheu e da forma dela, é inevitável pensar nela o tempo todo.

Mas é isso. A vida é assim mesmo, temos um ciclo a seguir e tudo sempre terá um fim, exeto a saudade.

-Beijos
Kari Mendonça

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Só um desabafo...

À um pouco mais de um ano eu havia acabado de chegar em Garanhuns para o casamento de um primo quando soube da notícia da morte de uma tia.

Imediatamente pegamos a estrada de volta á Recife.

Estávamos no carro todos em estado de choque, pois apenas tínhamos ouvido falar que minha tia seria submetida a uma operação e até onde sabíamos, seria no dia anterior.

Soubemos mais tarde que de fato a operação foi no dia anterior e a morte foi causada por alguma complicação até agora inexplicável para mim (talvez por eu não entender muito da área médica).

A viagem entre Garanhuns e Recife, com minha mãe no volante (levando em conta que ela não corre, e não gosta de dirigir a noite) demora ou demorava, cerca de umas quatro horas e foi necessário um pouco mais para que a minha “ficha pudesse cair” para o fato de que minha tia estava morta.

Até hoje ainda me pego pensando que de fato ela morreu, e ás vezes ainda sinto dificuldade de acreditar, pois foi algo repentino demais.

Na ocasião, conclui para mim mesma, que perder alguém repentinamente era a pior forma de se perder alguém (ficou repetido,eu sei, mas não encontrei outra forma de expressar a minha conclusão).

Hoje, devido ao que venho passando, percebo que repentinamente não é a pior forma de se perder alguém, pois vejo que não há nada pior do que se ver alguém que se ama morrer aos poucos.

Minha avó está no hospital á um pouco mais de um mês.

Ela tem câncer e está com metástase no líquido da coluna (caso você seja um leigo como eu, acho melhor explicar que esse tal líquido é “meio” que o centro do sistema nervoso, pois ele passa todas as informações do corpo ao cérebro), sendo assim, as informações estão com dificuldades de chegar ao cérebro e a cada dia ela perde alguns movimentos e alguns sentidos.

Se você nunca passou por isso, mesmo que eu não simpatize nem um pouco contigo, eu espero de verdade que você nunca tenha que passar.

Não há, nesse mundo, nada pior do que se ver alguém que se ama morrer aos poucos.

Dói tanto que não consigo explicar minha dor com palavras por mais que eu tente ou procure no dicionário.

O que mais me dói, é que não posso fazer nada, pois já não há nada que possa ser feito e tudo o que faço é acompanhar a vida de alguém tão importante pra mim se acabando a cada dia.

Confesso que sinto um pouco de inveja dos que a conhecem, pois se lembrarão dela sempre como uma pessoa forte, um tanto implicante, com um sorriso alegre e um abraço gostoso.

Mas já não consigo me lembrar de tudo isso, pois não me sai da cabeça a pessoa sem forças que tenho visto nos últimos dias, com um olhar de angústia, um sorriso inconsciente e uma expressão de dor.

Já não sei mais até onde as minhas forças chegarão, mas Deus tem me provado que sou muito mais forte do que pensava e que ainda preciso ser, pois as outras pessoas que estão sofrendo também precisam de mim.

Não tenho medo da morte nem nunca o tive, pois creio que há algo muito melhor ao lado do Pai, mas o que me incomoda é a forma como tudo acontece e já não entendo porque minha avó precisa passar por tanto sofrimento.

Sei que Deus tem um propósito para cada um de nós e sei que Ele sempre fará o melhor, mas apenas peço que não a deixe sofrendo tanto por tanto tempo mais, pois a dor de que a vê sofrendo é também de um tamanho muito grande.

Bom, aqui fica mais um desabafo meu.

-Beijos
Kari Mendonça

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Esperança

"Quando estou só e o choro parece querer chegar
E um sentimento de temor
Como será o amanhã que eu não vejo e quer me assustar
Oh, meu Deus! Ajuda-me a confiar

Quando os sonhos se frustram
Ou parecem não se realizar
Quando as forças se acabam
Tudo o que eu sei é te adorar

Quando as feridas no meu coração não querem sarar
E me atrapalham a visão
Tuas promessas são tão grandes e as lutas querem me esmagar
Oh, meu Deus! Ajuda-me a avançar

Quando os sonhos se frustram
Ou parecem não se realizar
Quando as forças se acabam
Tudo o que eu sei é te adorar

Tua presença me aquieta a alma e me faz ninar
Como um bebê que não precisa se preocupar
A minha vida escondida em tuas mãos esta
Oh, meu Deus! Em Ti eu posso descansar

A esperança renasce
E a certeza de que perto estás
Tua paz me invade
Pois tudo o que sei é te adorar

A esperança renasce
E a certeza de que perto estás
Tua paz me invade
Pois tudo o que sei é te adorar

Pois tudo o que sei é te adorar
É te adorar"


Já disse que não gosto de colocar aqui coisas das quais não escrevi, mas não ando com cabeça pra escrever muitas coisas e essa música, do Ministério Diante do Trono da Igreja Batista de Alagoinha, têm me falado muito e tem me ajudado a ter forças e esperança.

Espero que ela possa ajudá-lo tanto quanto a mim.

-Beijos
Kari Mendonça

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Um pequeno equívoco...

Pare.

Antes de ler esse post você terá de ler o post anterior ou ficará completamente perdido.

Confesso que cometi um pequeno equívoco ao comparar os gays aos negros, índios e mulheres, afinal, os gays optaram por serem gays, já os outros não tiveram nenhuma opção.

Mas, tenho que discordar em uma coisa: a comparação entre os gays e um assassino.

Os gays optaram por serem gays, não vou dizer que concordo, mas respeito, afinal são seres humanos como eu. A escolha em ser gay não atinge e nem interfere na vida de ninguém mais.

Já um assassino é culpado por, não só interferir, mas destruir a vida de alguém. Ele foi contra a “moral da sociedade” (se é que essa sociedade ainda tem alguma moral), de fato, mas nada é justificável a tal ato.

Se formos culpar a sociedade por tudo, como alguns justificam o assassino dizendo “mas era pobre e estava com fome”, então, culparemos a sociedade por existirem tantas lésbicas em Recife, por exemplo, afinal, aqui existem 15 mulheres para cada homem.

Vê-se que a sociedade nem sempre tem culpa, pois, por mais que a sociedade lhe prejudique, a escolha é sempre sua, tanto ser gay quanto ser um assassino, apesar de que, acho essa comparação um tanto ridícula.

Mais uma vez, obrigada pelos comentários, tanto gostei, que fiz um post em resposta.

-Abraços
Kari Mendonça

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Dia da Conciência Negra (???)


Hoje, dia 20 de novembro é considerado dia da conciência negra, "dia de orgulho nacional" como diz a wikipédia(minha principal fonte).

O dia 20/11 foi escolhido em "homenagem" a traição feita ao grande líder Zumbi dos Palmares(o da foto), quando foi denunciado, preso e degolado aos 40 anos de idade, em 1695.

Zumbi, foi criado pelo padre Antônio Melo, aprendeu português e latim, mas regressou a Palmares, onde se mostrou um grande guerreiro e organizador militar. Após várias lutas, assumiu o comando em Palmares onde continuou lutando contra tropas portuguesas até que foi traído e então decapitado.

Então, hoje, a sociedade deve se envergonhar pelo que fez aos negros e por isso criou o "dia da conciência negra".

Mas me tira uma dúvida, a intenção é conscientizar os branco ou os negros? E se forem os negros, desejam concientizá-los de que?

A humanindade deveria se envergonhar por ser tão racista, machista e egoísta.

Se não fossem assim, não criariam um dia em homenagem aos negros, aos índios ou as mulhres. Afinal, somos todos iguais e deveriamos ser homenageados todos os dias e da mesma forma.

Se você não concorda que o fato de criar um dia para homenagear é o mesmo que confirmar que o preconceito existe, eu te pergunto, e por que não existe nenhum dia em homenagem aos homens?

Pois é, não existe porque os homens nunca foram descrimindos, nunca se sentiram menor que os outros e nunca foram motivos de piada.

Os negros nunca fizeram nada para merecer todo esse preconceito, nem os índios e muito menos as mulheres(é fato que hoje, algumas não se dão ao valor, mas estamos generalizando...).

Certa vez disseram que os negros eram a "raça inferior", porém, geneticamente falando, eles são a única raça pura e todos os outros(morenos escuros e claros, mulatos, mestiços e até os brancos) são todos seus descendentes, por assim dizer.

Ah. Eu havia me esquecido que os gays também são tratados com preconceito e não é a toa de que existe o dia do orgulho gay.

Não consigo entender como é tão difícil concientizar a humanindade de que somos todos iguais independente de qualquer, sim, QUALQUER coisa.

É ridículo o fato de termos de criar um dia para específico do ano para que lembremos coisas óbvias e que nos deveriam se ensinadas nas escolas e em casa, como: não ter preconceito com os negros (afinal, deve ser essa a intenção do dia de hoje, né?), a mulher é tão igual como homem, os gays são pessoas antes de tudo e assim por diante.

Acho que já me fiz entender não é? Espero sinceramente que sim.

Então, façamos assim: quando você tiver um filho(se ainda não o tem) trate de ensina-lo a ter respeito pelas pessoas todos os dias. Ensine-o que somos todos iguais independente de cor, raça, opção sexual, nacionalidade ou qualquer outra coisa.

Ah, e mostre-o que o fato de existir um dia em homenagem a quem quer que for, não diminue a nossa responsabilidade em acabar com o preconceito em todos os momentos.

-Abraços
Kari Mendonça

(PS.: -DV, olha, tu vens comentando por aqui, sempre coisas que me deixam feliz por ler. Não sei porque, mas gosto dos seus comentários, mas tenho uma pequena curiosidade, quem és tu? Eu te conheço? É. Só queria saber. Mas obrigada mesmo assim.)

sábado, 18 de novembro de 2006

Eu e ele (¬¬)

A vida é uma coisa engraçada e ao mesmo tempo completamente sem graça.

É engraçado perceber, que mesmo contra a nossa vontade, somos metamorfoses ambulantes e estamos sempre mudando o modo de ver alguns acontecimentos.

Você pode discordar de mim e como não quero discursão e nem estou fazendo uma redação, então, falarei por mim, na primeira pessoa.

Andei analizando algumas coisas e vi que mudei completamente em relação a alguns assuntos. Vou dar um exemplo para não ficar uma afirmação vaga.

Um dia me contaram uma piada sobre o aniversário de uma pessoa com câncer e como seriam cantados os parabéns e me recordo que na ocasião eu ri bastante. Hoje percebo que não havia nenhuma graça naquilo.

Talvez a graça tenha "desaparecido" quando tive que cantar os parabéns para pessoas queridas, quando essas se encontravam com câncer e não tiveram muito tempo de vida.

Cheguei até aqui pra falar da relação que existe entre mim e o câncer.

Não, eu não tenho câncer e não estou com os dias contados. Mas ninguém sabe quando os nossos dias acabarão, não é mesmo?

O câncer nunca chegou a me atingir fisicamente, mas já atingiu e atinge muitos dos meus queridos e amados e por isso me ataca psicologicamente falando.

Sou uma pessoa bastante curiosa, mas apesar de já ter visto o que essa doença tão traiçoeira pode fazer com alguém, eu nunca tinha pesquisado ao seu respeito, até ontem.

Não sei se fiz o certo. Descobri estatísticas, tratamentos, algumas de suas supostas causas, mas descobri também o que pode fazer com alguém e terminei lendo sobre o que já tinha visto.

Caramba, eu odeio o câncer. Pode ser uma afirmação de algum insano. Mas eu nunca disse que não possuia nenhuma insanidade.

Odeio-o porque ele destroe as pessoas, destruiu e ainda vem destruindo pessoas que eu amo demais.

É impressionante como uma pequena célula, algo invisível aos olhos, pode aos poucos destruir uma vida.

Sabia que o vírus que causa a verruga pode causar mutações nas céluas? E qualquer mutação celular pode causar o câncer. Pois é, uma simples verruga pode destruir tudo.

Não. Eu não inventei essa informação, pode procurar por câncer ou cancro no wikipédia e você lerá sobre os mutações das céluas e sobre tantas outas coisas que o câncer pode fazer.

O câncer é uma pequena célula que sofreu mutações e está de certa forma "infectada" e assim, ela começa a infectar todas as céluas ao seu redor até que já não haja nenhum célula "boa" e já não haja mais solução. Então, tudo o que se tem a fazer, é esperar.

Calma, não estou dizendo que o câncer não tem cura. Temos o exemplo de celebridades como Ana Maria Braga, Patrícia Pilar e algumas outras que não me recordo no momento.

Existem tratamentos e muitas vezes a cura. Mas existem casos em que os tratamentos já são desnecessários e a cura é quase inexistente.

Se você tem câncer ou conheçe alguém que tenha, não fique com raiva de mim e nem me faça críticas, por favor. Mas sou uma jovem, que já perdeu algumas pessoas queridas por causa desse câncer e já não aguento mais ver quem amo sofrer tanto.

Como sempre digo. Talvez eu tenha falado muitas bobagens, mas cheguei ao meu objetivo: o de desabafar e me livrar do que tanto doi quando fica dentro de mim.

-Abraços
Kari Mendonça

sábado, 11 de novembro de 2006

O medo do desconhecido

Ontem recebi uma notícia que mudou a minha vida, ou mudará a partir de agora.

Passei no vestibular, pois é, nem acabei o terceiro ano e já tenho certeza de que estarei na faculdade no ano que vem.

Ainda não me permitir me alegrar com a notícia, visto que muitas coisas estão acontecendo, então, pensei que não seria justo me alegrar quando pessoas que tanto amo estão em momentos tão difíceis.

Pra falar a verdade, ainda não consegui "absorver" a notícia, mas penso que foi bem recebida, pelo que percebi através da alegria de meus pais e alguns mais próximos.

Mesmo sem "digerir" o assunto, tive um pouco de medo. O medo do desconhecido.

Não sei como será daqui pra frente.

Se tenho certeza se fiz a escolha certa? Tenho sim.

Jornalismo sempre foi a minha paixão. Devem ter percebido que gosto de escrever, mesmo escrevendo coisas sem sentido ás vezes.

Gosto de pesquisar, sou curiosa e procuro sempre estar bem informada, percebo pequenos detalhes pois sou bastante observadora.

Não sei se isso poderá me ajudar.

Não sei como serão as minhas aulas, nem as pessoas.

Mas uma certeza eu tenho: estou andando no caminho certo.

Mesmo sem tanta certeza de para onde estou indo, sei que estou seguindo os meus intintos e quero ver até onde eles me levarão.

Antes de saber o resultado, ficava imaginando como seria quando as aulas começassem e agora fico com um frio na barriga só de pensar. Mas estou louca pra que começem logo.

Não vejo a hora de começar a estudar coisas que sempre gostei.

Não vejo a hora de abolir a química, a física e a matemática da minha vida(que os químicos, físicos e matemáticos me perdoem, mas essas matérias não são pra mim...).

Talvez, se você já faz faculdade ou já acabou, pense que estou falando bobagens.

Bom, talvez eu esteja.

Mas falo o que sinto e "se pra os outros já não faz sentido" não tenho culpa nenhuma quanto a isso.

-Abraços

Kari Mendonça

domingo, 5 de novembro de 2006

Férias!, Marian Keyes

Ultimamente ando lendo bastante.

Sempre gostei de ler, mas tenho lido com a finalidade de "fugir da realidade" e entrar em mundo completamente diferente, com pessoas diferentes, ocasiões diferentes, e até lugares diferentes e isso tem me feito muito bem.

Alguns poderiam classificar os livros que ando lendo como "livros de mulherzinha", e de fato são de mulher. Feitos por mulheres(os que tenho lido, mas alguns foram feitos por homens como Luca Biancchini) e para mulheres, afim de mostar a realidade feminina.

Algumas vezes de forma hilária, outras em forma de suspense e outras abordam assuntos sérios.

Afinal, diferente do que alguns homens pensam, nós mulheres, não vivemos loucamente a procura de um príncipe encantado. Claro, seria bom se ele aparecesse, mas não vivemos 24 horas por dia pensando em quando isso acontecerá.

Me prolonguei um pouco, mas estou aqui para falar especificamente sobre um dos livros, o livro Férias! de Marian Keyes.

O livro conta a história de Rachel, uma jovem com um emprego, um namorado, e uma liberdade invejável, fora pelo fato de ser uma toxocômana.

Caramba, confesso que aprendi muito com esse livro e de agora em diante(ou melhor, desde ontem a noite, quando acabei de ler o livro) não vou mais julgar as pessoas apenas pelo que vejo ou por algumas de suas atitudes.

O livro mostra que alguém não se torna um toxocâmano apenas por querer ser toxocômano e não pega drogas apenas para se drogar.

Tudo têm um antes.

É impressionante o desenrolar da história. O livro mostra que tudo começa do começo.

Deixe-me explicar.

Uma pessoa não começa a se drogar do nada e não se torna um viciado por acaso. Alguns fatos que marcaram a sua infância podem ser os grandes causadores da sua dependência e o quando a ressaca chega, a pessoa se droga para não sentir a ressaca.

E assim vive em um ciclo sem fim...

Descobri que as pessoas se drogam por não quererem enfrentar a realidade.

A droga é apenas um refúgio. Refúgio esse que pode destruir toda uma vida.

Sei que era apenas um livro, mas sei que a história de Rachel é igual a de muita gente.

Não estou dizendo que os apoio, apenas agora compreendo o que os leva aonde quer que pensem que estão indo.

Antes eu apenas ouvia falar sobre as drogas, de longe, mas após ler o livro, pude, de certa forma, estar perto de uma dependente e pude ver o seu ponto de vista.

Não sei se falei coisas sem sentido, mas o que eu queria dizer é que o livro é bom e faz você compreender um outro cotidiano e também ajuda a acabar com o preconceito com os dependentes químcos.

Enfim... me prolonguei demais, mas espero que o recado tenha sido passado, seja ele qual for... hehehehe

Kari Mendonça

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Um amigo de verdade

Que todos os meus amigos me perdoem, mas preciso colocar pra fora uma parte da minha angústia e da minha dor.

Ultimamente minha vida anda dando inúmeras voltas e não acho que elas estejam parando, penso que só estão começando.

Percebi então, que não tenho nenhum amigo de verdade.

Amigos eu tenho. Sempre que estou feliz falo com alguém, brinco, dou gargalhadas, mas sempre que estou triste, percebo que estou sozinha.

Não tenho liberdade com ninguem do que tipo que posso ligar na hora do meu desespero, onde eu não precise dizer nem ouvir nada, apenas chorar.

Não tenho ninguém para limpar minhas lágrimas. Ninguém para me oferecer o ombro.

Não sei mais o que pode acontecer. Sinceramente, peço a Deus que as coisas começam a melhorar, mas todos os dias acontece algo e tudo desmorona de novo, até quando? Eu não sei...

E, passando por tantas coisas, por tantas provações divinas, tenho cada vez uma certeza maior de que estou sozinha nesse mundo(exceto os meus pais, pois estão comigo em todos os momentos).

Ás vezes me pego recordando algumas coisas, momentos felizes, e percebo o enorme números de amigos que estavam a minha volta.

Mas quando me recordo dos momentos tristes, percebo que estava sozinha em todos eles.

Você então deve estar pensando que eu não estou com ninguem durante o momento de dor, que sou uma das primeiras que desaparece, não é?

Engano seu. Confesso no nos momentos de dor, nunca sei o que dizer, mas sempre dou uma abraço e pronto. Nada mais precisa ser dito, sabe? O meu abraço, ás vezes, fala mais que a minha boca e assim, eu tento estar presente na vida dos meus amigos sempre que posso.

Mas confesso que ando meio cansada disso, sabe?

Eu me dou para as pessoas. Eu sou uma ótima ouvinte(foi o que me disseram uma vez), gosto de dar conselhos, quando me permitem. O fato de não gostar de telefone e não viver ligando, não mostra que não amo os meus amigos, pois demonstro o que sinto de outra forma.

Mas ás vezes percebo, que, aqueles que me consideram uma ótima ouvinte, não parecem muito interessados quando se trata de me ouvirem. E sinto uma vontade enorme de gritar: MAIS EU TE OUVI DROGA! SERÁ QUE DAVA PRA ME ESCUTAR UM POUCO QUE SEJA?

Ás vezes eu só queria um ombro(sim, eu já disse isso, eu sei, mas é pra você perceber a falta que um ombro me faz) para chorar desesperadamente.

Muitos dos meus amigos sumiram. É trite, mas hoje, passo por muitos deles e me viram a cara.

Com tanta bobagem útil, como o orkut ou o msn, percebo o quanto estão afastados de mim. Deixe-me explicar.

Quando tenho saudade de alguem que não vejo a algum tempo, deixo um recadinho pra ele dizendo que sinto a sua falta, mas olhando minha caixa de recados, nunca me deixaram um desses.

Será que não faço falta na vida de ninguém? Será que nunca tive importância na vida de ninguém?

Tá, talvez eu esteja um pouco melancolica hoje, mas não estou bem e talvez você tenha percebido isso logo que começou a ler.

Enfim... já falei demais e mais uma vez não sei se algo faz sentido ou não, mas eu precisa desse momento com o meu teclado.

Kari Mendonça

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O mundo dá voltas. O tempo não pára. E aí?

Não gosto de colocar aqui coisas que não foram escritas por mim, mas andei escutando essas músicas(de temas completamente diferentes, porém me refiro as partes citadas), e vi que elas são muito verdadeiras, mas essa introdução ficou confusa, né? Então leia e depois eu comento...

"Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro"


"O mundo dá voltas!!!
não posso mais parar
é só correr atrás
nem tudo mudou
não quero mais pensar
no que ficou pra trás
que nada faz voltar."


Agora eu vou explicar o que a letra de "O tempo não pára" do Cazuza e "O mundo dá voltas" do CPM 22 têm em comum.

Na verdade, em comum, elas num tem nada.

Mas, o tempo não pára fala da situação do Brasil e do brasileiro e podemos perceber que a música escrita a mais de 20 anos, expressa exatamente a situação atual e é aí que entra o CPM, confirmando que o mundo dá voltas e por isso as coisas vivem se repetindo.

Confesso que isso me deixa um pouco aperriada. Será que nunca conseguiremos sair dessa situação? Dessa desgraça toda? Será que andaremos sempre em círculos e passaremos pelos mesmos pontos e erros todas as vezes?

Olha, eu não posso te responder. Mas eu, de verdade, espero que um dia possamos andar em linha reta, para experimentar coisas novas, novas caminhos, e que possamos dizer o quão ultrapassa a música do Cazuza se tornou.

Mas enquanto isso. Faça a sua parte, que eu faço a minha.

Kari Mendonça

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Pra você

Você surgiu por acaso e virou meu amigo.
Lembra quando a gente “tirava onda” juntos?

De repente percebi que não era só amizade. E você me mostrou o desconhecido.
Me ensinou que o beijo pode expressar algo maior que uma simples gratidão.
Tivemos tantos momentos juntos...

Lembro de algumas conversas e alguns momentos.
Lembro do seu sorriso e de quando te chamaram e doido e você disse que era sim, mas era doido por mim. Foi tão lindo...

Lembro das nossas brigas e de quando fazíamos as pazes.
Lembro exatamente de quando tudo acabou, mas que não ficou totalmente acabado porque me disseram que ainda havia amor da sua parte.

Lembro de quando esclarecemos tudo e das inúmeras vezes que deixamos de nos falar.
Lembro das inúmeras tentativas de sermos bons amigos.

Mas lembro e sei que não dá.

Eu não consigo ser sua amiga. Já tentei.

Já me disseram que o segredo era não me apaixonar, mas eu não consegui.

Eu conheço teus olhos e sei o que eles me dizem. Conheço teus lábios e sei que aquele beijo não foi em vão... Mas eu não consigo entender o que está acontecendo...

Numa certa conversa, você disse que sempre que voltava a “dar em cima” de mim, era porque você tava afim, disse que nunca faria isso se não estivesse e eu acreditei.

Nunca achei que pudesse haver tanto amor dentro de mim.
Nunca imaginei que pudesse amar tanto assim.
Nunca pensei(e nem quis) te amar e esperar por tanto tempo.

Tentar te esquecer?

Já não conheço mais nenhuma fórmula.
“Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer, mas só me lembram que nada vai resolver...”

Sempre que estou quase conseguindo você volta pra mim, nem que seja de uma forma utópica e ilusória, mas você volta e os meus sentimentos começam todos a reaparecer.

Talvez o meu maior erro dessa vez tenha sido te permitir um beijo.
Não que eu não o quisesse, eu queria, e muito.
Mas porque agora eu não consigo esquecer e não consigo parar de pensar em você.

Não foi em vão que te beijei.
Queria que você pudesse se decidir e ver realmente você me quer.
Queria que você sentisse o meu gosto de novo e tivesse certeza que sentiu falta, ou não.

Agora já não sei o que fazer.
Não consigo esquecer, mas já aprendi a viver sem você.

Mas a vida não acabou. Nem a minha e nem a sua, então ainda posso ter esperança.
Ainda posso acordar e pensar que você vai voltar pra mim.
Ainda posso ir dormir esperando que a manhã seguinte seja melhor que a que passou.

Alguns me chamam de tola. Tola posso ser.
Mas já não tenho mais o que fazer a não ser amar você(ficou breguinha, né? mas o que eu posso fazer... Kkkk).

Karina Mendonça

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Bem vindo ao Senado?!?!?

Bem vindo ao Senado, Vossa Excelência.

Infelizmente tenho que demonstrar a minha enorme insatisfação pela sua conquista. Não consigo compreender como Vossa Excelência conseguiu tal façanha.

Ah. Deve ter sido com o apoio do povo brasileiro, não é mesmo? Mas engraçado. Achei que o povo ainda lembrasse do que Vossa Excelência havia feito há exatamente 14 anos atrás. Sendo assim, os seus eleitores devem ter sido todos menores de 15 anos, certo? Opa. Mas menores de 15 anos não votam.

É, então não consigo mesmo entender o que aconteceu.

Talvez os Alagoanos tenham esquecido quem foi o "Caçador de Marajás" e o que ele fez. Mas faço questão de lembrar a todos, claro, se Vossa Excelência me permitir...

Quando governador, Vossa Excelência fez questão de diminuir o salário dos trabalhadores públicos, por um motivo o qual não achei em lugar algum.

Como canditato a presidência, não soube agir sozinho e precisou da ajuda da ex. esposa de seu concorrente para chamá-lo de racista e acussá-lo de aborto. Não entendo. Não tinha propostas? Porque usar da vida pessoal? Acho, particularmente, nada a ver, mas enfim...

Não vou dizer que me lembro, pois era apenas uma criança, mas graças a alguns professores, aos meus pais, aos livros e a internet, sei exatamente o que aconteceu duranto o seu governo e sei que inúmeras pessoas optaram pelo suicídio a ter de viver da forma que Vossa Excelência os deixou, ou seja, sem nenhum tostão.

Influenciados ou não, Vossa Excelência, de certa forma, incentivou os jovens desse país a sairem pela rua com as “caras pintadas” e pedirem pelo seu afastamento do governo, pois estavam todos, desde o seu próprio irmão até os jovens, revoltados com tanta corrupção.

Caramba, Vossa Excelência foi julgado por mais de 103crimes, sendo absorvido em alguns, sim, de fato, no entanto...

Vossa Excelência fez tantas coisas terríveis com o povo brasileiro, que chegou a declarar que seu desgosto pela época que passou foi tão grande que chegou a pensar em se matar. Me desculpe, mas não entendo porque não o fez.

Não entendo também, a tamanha falta de “semancol” que o fez tentar a prefeitura de São Paulo em 2002, mas tenho que lhe dar os parabéns pela vitória a Senador pelo estado de Alagoas.

Mas ainda não consigo entender o povo brasileiro. Onde esta a memória desse povo? Não se lembram de todo o dinheiro que perderam por sua causa? Não se lembram da angústia que tiveram de passar e começar tudo do zero?

Realmente, só tenho que parabenizá-lo, mais uma vez.

O Senado nunca mais será o mesmo, inclusive com alguns de seus “companheiros” também eleitos nessas eleições, não é?

E agora? Aonde a gente vai chegar??

E o Senhado? Como é que fica??

Karina Mendonca, em uma carta ao mais novo Senador e ex. Presidente do país que julgava ter um pouco de noção, mas já vi que estamos todos completamente insanos...

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sem título e sem conclusão

Relutei o quanto consegui, mas acho que não deveria deixar essas eleições passarem em branco, por isso, estou aqui para escrever não sobre elas, mas sobre o que penso a seu respeito.

Ando pensando e analisando muito alguns candidatos e pude perceber que são todos iguais, todos com as “boas intenções” e todos parecem tão honestos e tão bons. Sendo assim, como as coisas chegaram onde estão?

Apesar de que, sabemos onde as coisas chegaram?
Sabemos quem nos roubou?
Sabemos os culpados pelo descaso com as escolas públicas ou com a saúde do país?
Sabemos para onde foi todo o dinheiro que pagamos com os altos impostos?

É, porque é bem visível que o dinheiro dos impostos não foi para seus devidos fins, se não, os leitos dos hospitais talvez estivessem em melhores condições.

Talvez os alunos estivessem assistindo aula em uma boa cadeira com um bom livro em uma escola pública.

Tenho treze anos de escola. Tive inúmeros professores. E se bem me lembro, a maioria deles viviam dizendo que foram alunos de escolas públicas, que tiveram um ótimo ensino e que por isso tinham se tornado profissionais tão bons. Aí eu te pergunto, o que está acontecendo com os nossos dias?

Correndo o risco de parecer ridícula, e roubando algumas palavras do grande revolucionário Che Guevara, o que falta é o amor, pois é ele que move um verdadeiro revolucionário.

Penso que os políticos deveriam todos ser revolucionários, a fim de revolucionar o congresso para melhorar a vida dos cidadãos brasileiros.

Não consigo entender quanta ganância existe em um ser, para preferir viver no luxo vendo seu povo na miséria, a preferir que todos vivessem na maior igualdade possível (leia bem, eu disse possível, e não igualdade total entre todos, pois sei que é algo totalmente utópico, mas isso é um outro assunto...).

Falei, falei e ainda não disse nada sobre eleições. Mas vamos lá...

É chegado o ano das eleições, ou melhor, é chegada a eleição e estamos todos sem saber de nada. Nenhuma das CPIs chegaram a alguma conclusão, algumas chegaram a indiciar alguns políticos, mas não foi possível prende-los devido a proximidade das eleições.

Aí eu te pergunto, como vamos votar se nem ao menos sabemos quem são os culpados? Sim, volto a fazer a mesma pergunta que já fiz, porque ainda não consegui obter nenhuma resposta.

Talvez o problema seja exclusivamente meu, talvez eu seja imatura demais, mas não voto nessas eleições, não só pelo fato de não ter tirado o meu título (motivo esse opcional), mas pelo fato de não ter nenhum candidato pra votar.

Em cada governo temos inúmeros problemas, em um as CPIs são escondidas e todos reclamam, no outro, as CPIs são expostas e todos se chocam, afinal, em quem devo acreditar?

Todos são desonestos, todos não corruptos, todos nos roubam e nos deixam na miséria cada vez maior.

Cansei de pensar que fulano “rouba mais faz”. E daí se ele faz? Ele me rouba e é isso que eu não vou mais suportar calada.

Cansei de ser feita de besta de dois em dois anos. Tudo se repete. Todos prometem as mesmas coisas e no fim, todos terminam fazendo o mesmo e esquecendo de todo o prometido.

Agora, se pararmos para analisar, são todos burros, pois se algum dos políticos que promete ajeitar a educação e a saúde do país cumprisse a sua promessa, tenho certeza que este, teria para o resto da vida o voto da maioria.

Mas parece que, como já dito, falta o amor em todos eles.

Termino por aqui, sem nenhuma conclusão. Afinal, não consigo concluir algo que nunca foi concluído.

Karina Mendonça

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

A vida e as pessoas

Andei pensando e percebendo algumas coisas em relação à vida e as pessoas.

Há vários tipos de pessoas que passam pela nossa vida, ou nem passam, mas nem por isso deixam de existir.

Existem as pessoas que não conhecemos e nem ao menos sabemos da sua existência, enquanto outras sabemos tanto da existência quando de toda a vida pessoal.

Algumas outras, não conhecemos, mas por algum motivo as nossas vidas foram cruzadas, nem que seja por uma fração de segundo.

Existem os que apenas conhecemos e com quem falamos o necessário, porém, algumas com quem nem ao menos nos damos ao trabalho do necessário.

Alguns tornam seus amigos, e é finalmente sobre esses que quero falar.

Em um dado momento, somos melhores amigos. Passamos noites inteiras conversando, achando papo em pequenos assuntos, saímos inúmeras vezes juntos só pra não dá tempo de sentir saudade e de quem nunca queremos nos separar.

Mas, como na vida “nem tudo são flores”, esses amigos se dividem em quatro tipos, dos quais nem todos são agradáveis, porém todos são verdadeiros, digo por experiência própria.

O primeiro tipo é aquele que nunca deixa de ser seu amigo e por menos intensa que seja a amizade, ela nunca acaba e sempre estão a par um da vida do outro e nunca esquecem de seus aniversários, ou seja, estão de certa forma, sempre mantendo contato, mas não só por obrigação.

O segundo tipo é aquele com quem você não mantém um contato intenso, porém a amizade ainda existe entre ambos os lados e por isso, cada encontro, mesmo que casual, é sempre uma festa. Cada encontro é cheio de novidades, devido ao tempo que não tiveram contato.

O terceiro tipo resume-se ao esquecimento, causado por algum motivo, mesmo que você não saiba qual seja ela. Ou seja, quando se encontram tudo o que fazem é soltar o leve cumprimento: Oi, tudo bom? Ou até nem mesmo o “Oi” existe, apenas passam, se olham(ou nem isso) e seguem seus caminhos, como leve conhecidos.

O quarto e último tipo é aquele em que as pessoas nunca mais se vêem e tornam-se uma leve lembrança. São aqueles que, causado por algum episódio, nos lembramos por algum motivo, ou simplesmente, nos lembramos de repente, “não mais que de repente”.

Provavelmente, alguns dos que foram seus melhores amigos algum dia, se encaixam em algum desses tipos.

Tenho pensado bastante nisso, pois algumas pessoas tão importantes pra mim, tornaram-se meras lembranças, ou meros conhecidos.

Não consigo entender o motivo dessa mudança radical. Éramos tão amigos, tínhamos tanto o que conversar, mas o que aconteceu?

Chego a pensar que talvez a amizade nunca tenha sido verdadeira, porém, era tão intensa... Então lembro que foi eterno enquanto durou e é uma pena que não tenha durado para sempre.

Mas sei que as coisas acontecem por algum motivo, e mesmo tendo se distanciado, e mesmo que eu não lembre, essas pessoas marcaram a minha vida de alguma forma e sei que fizeram toda a diferença na formação do ser que sou hoje.

Por isso, agradeço a todos que um dia passaram pela minha vida, sei que fiquei com um pouco de cada um e sei também, que cada um levou um pedaçinho meu.

Karina Mendonça

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Amar...amor...

De acordo com Oswald de Andrade, o amor resume-se ao humor, já Drummond diz que o "amor é estado de graça e com amor não se paga".

Amar não resume-se ao sexo oposto, mas em uma relação entre duas. Existe amor de irmão, amor de pai, de primo, de amigo e acima de tudo o amor que vem com a paixão.

O amor é complexo, alguns amam simplesmente por amar, outros necessitam ser amados antes de tudo. Alguns reclamam que são sulfocados pelo "amor em excesso", já outros por recebê-lo de forma escassa.

Penso que o mais importante na vida é amor. Ninguém vive sem tê-lo, seja correspondido, rejeitado ou platônico.

Vivemos numa eterna busca ao amor perfeito, e acabamos nos esquecendo que não somos perfeitos, e por ser "controlado"(ou simplesmente, sentido) pelas pelas pessoas o amor também não pode ser.

Se o julgam por amar de mais ou em "quantidades insulficientes", talvez o problema não seja a "quantidade" do seu amor, mas o remetente. Seria melhor procurar um outro remetente, pois o seu amor em excesso pode completar alguém e o seu amor escasso pode ser o sulficiente para outro alguém.

O amor não mede conseqüências, vence barreiras, preconceitos e seja lá o que for.

Porém amar, nem sempre é um mar de rosas. O amor quando não correspondido pode causar sérios danos, e por isso, devemos saber a hora de parar. Não de parar de amar, pois é difícl, porém, a hora de parar de alimentar esse tal amor, pois o amor é como uma planta, se não o regar, não cresce.

Sei que falei muito e posso não ter chegado a nenhuma conclusão, entretanto, o amor não se conclui, apenas se sente e pronto.

Antes de ir, gostaria de citar uma frase da jornalista Maria Colassanti, tirada do seu livro A Nova Mulher. " Lembre-se que o amor da vida é aquele que a gente escolhe entre tantos e aquele com quem, entre tantos, fica".

Karina Mendonça

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

E o patinho já não é feio...

Recebi um e-mail, essa semana, falando do lançamento de alguns livros infantis nos Estados Unidos.

Livros um pouco diferentes, onde o patinho ao invés de feio era afeminado e no final ainda declara: "Eu sou muito gay e tenho orgulho disso!". Também lançaram livros onde a criança possuia duas mães ou dois pais, ou um pai, transexual que continuava sendo seu pai independente de tudo.

Olhando esse e-mail fiquei refletindo sobre o que anda acontecendo no nosso mundo e cheguei a conclusão de que estamos completamente perdidos e andando em direção a lugar algum.

Falando abertamente e correndo todos os riscos, declaro que sou contra o homossexualismo, porém, penso que cada um deve tomar conta de si mesmo e creio que todos são capazes de tomarem suas próprias decisões, portanto, se optaram pelo homossexualismo, eu nada tenho haver com isso.

No entanto, não podemos negar a ordem natural das coisas e sabemos que o homem e todos os seus "pertences" foram feitos para a mulher e vice-versa.

Não podemos olhar com naturalidade por mais rotineiro que isso tenha se tornado. Que fique claro que não tenho preconceito, cada um é responsável pelos seus atos, como já disse anteriormente, mas não podemos querer que todos achem normal.

Os homossexuais começaram a achar que são superiores, por algum motivo que ainda não compreendo. Se os olham, dizem que estão sendo julgados, se falam algo, vão logo recorrendo a justiça.

Penso que após a qualquer escolha na vida, devemos estar preparado para enfrentar o que for, seja preconceito, sejam comentários maudosos, mas o que não podemos é exigir que todos achem que a nossa escolha foi correta.

Quanto ao respeito, todos o merecem, independente de opnião, religião ou qualquer outra coisa, o respeito ao ser humano tem que ser superior a tudo e a todos, desde, claro, que o respeito seja mútuo.

Voltando ao patinho, dizem tê-lo tornado afeminado para que não houvesse preconceito entre as crianças e para que elas pudessem crescer com a naturalidade do assunto, porém, nem todos os pais pensam desta forma, e por isso essa história resultou em alguns muitos processos.

Acho que nossas crianças devem crescer conhecendo a vida, e como todos, aprendo a vivê-la.

Mas não concordo com o fato de querem implantar uma idéia e uma opinião na cabeça delas, deixemos que elas vivam e sejam capazes de criar suas próprias opiniões e que sejam capazes de julgarem o que acham certo ou deixam de achar.

Karina Mendonça

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

A um amigo que não era meu amigo

À algum tempo você se foi.

Você não era meu amigo,
não me conhecia, e confesso
que não era muito ligada na tua.

Mas quando você foi embora,
de uma forma tão... tão...

Tão triste, violenta, revoltante e
por um motivo tão banal,
foi capaz de mobilizar horrores e
infelizmente ganhou até fãs depois disso.
Tenho que confessar que me enquado neste grupo.

Mas além de tudo, me tornei uma admiradora,
descobri quem você era, o que pensava e o que fazia,
e começei a dar valor as coisas que você sempre quis mostrar
enquanto estava por aqui.

Não te conhecia, mas o que te aconteceu mecheu muito comigo
e me deixou triste como nunca havia me sentido por um desconhecido.

Começei a ver a vida de uma forma diferente.

Começei a me indignar por coisas que antes me passavam despercebidas,
e tudo por sua causa.

É uma pena que não pude te admirar enquanto havia tempo,
mas saiba que você esta imortalizado nas suas palavras, letras,
melodias e pensamentos.

Hoje, você hoje faz muita falta pra mim, penso muito em você, e que
teria sido ótimo que tivéssemos nos conhecido, mas se não pôde ser assim,
ainda posso te ouvir cantar e te ver tocar.

(Essa é uma "carta desabafo" a um alguém especial que infelizmente não pude conhecer, mas que hoje, por algum motivo me faz falta e por quem tenho uma enorme admiração.)

Karina Mendonça

sábado, 19 de agosto de 2006

Tribos da vida

Vivemos numa sociedade heterogênea, onde existem todos os tipos de pessoas, tribos, raças, gostos e outras coisas.

Se um indivíduo é branco, ele é branco e ponto final, se um outro é negro, isso também é indiscutível, mas como saber a qual tribo eles pertencem? Como saber os seus gostos, apenas com um olhar?

Não acho que seja algo facilmente notável, afinal, alguém pode se vestir de preto e não ser emo, punk ou roqueiro, assim como pode gostar de rosa e não ser paty e isso é algo que não diz respeito a mais ninguém, apenas ao indivíduo em questão.

Uma coisa que me deixa um pouco, ou muito, chateada, é o fato de olharem para mim e quererem me rotular. Não me sinto bem quando alguém me olha e diz que sou isso ou aquilo, ou que gosto desse tipo de coisa e escuto tal música.

Não, não sou o que pareço ser e nem gosto do tipo de música que alguém pode pensar. Pra falar a verdade, não sei bem qual tipo de música é o meu preferido, afinal escuto todos os tipos, depende apenas do meu estado de espírito, do meu humor e do meu dia, apenas isso.

Quanto ao modo de me vestir, também depende de muitas coisas, ás vezes sinto-me a vontade com uma certa roupa e outras não quero vê-la nem de longe.

Não gosto de rótulos. Não gosto dessa mania de definir pessoas apenas pelo que se vê, pois sei que “nem tudo que parece é” e sei disso, pois muitas vezes já fui chamada de coisas que não sou e já fui “classificada” como de algumas tribos as quais não pertenço e nem pretendo.

Deveríamos começar um diálogo, conhecer as pessoas antes de julgá-las ou classifica-las, afinal, acho que uma roqueira jamais gostaria de ser considerada uma paty ou vice-versa e nem acho que todos pertencem obrigatoriamente a alguma tribo.

Existem várias pessoas únicas, com o seu modo de vestir, que não se preoculpam com moda ou qualquer outra coisa que torne todas as pessoas, de alguma fora, iguais, e penso que essa pessoas deveriam ser muito mais valorizadas e não ridicularizas como tem acontecido.

Karina Mendonça

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Esclarecendo alguns pontos...

Hoje vou desabafar, só que será um pouco diferente, pois o meu desabafo tem o propósito de esclarecer algumas coisas para os que me conhecem pois já não agüento ser motivo de críticas e de piadas, quando ninguém sabe o que penso.

É, já deu pra perceber que esse assunto me irrita um pouco, né? Vou tentar explicar e deixar a par do assunto os meus desconhecidos.

Sou jovem, tenho sonhos e ilusões, gosto de algumas pessoas e desgosto de outras, admiro alguns e desprezo outros e o “ponto chave” do assunto de hoje, é um cara que eu admiro muito, Ernesto Guevara de la Serna.

Calma, não me interessa o que você pensa sobre ele, apenas, caso interesse, continue a ler e me entenda um pouco ou saia deste site e procure algo mais interessante pra fazer.

Ernesto “Che” Guevara, nascido em Rosário, na Argentina, em 14 de maio de 1928, apesar de ser lembrado como cubano, devido a nacionalidade “adotada” após a participação no Movimento 26 de julho e posteriormente, no governo revolucionário cubando.

Tornou-se "revoltado" após uma viagem feita com o amigo Alberto Granado pela América Latina, onde presenciou diferenças sociais e "mundos" até então desconhecidos.

Percebeu que estava em uma posição muito privilegiada da sociedade e decidiu que todos deveriam ter oportunidades como as que teve.

Decidiu lutar por um comunismo, ou seja, por uma igualdade entre todos, onde não houvesse nenhuma diferença e nenhum nível que separece as pessoas quando todas são iguais e assim deveriam ser tratadas.

Foi alguém que não conseguiu lutar por sua patría, mas lutou por muitas outras, pois não era egoísta e pensava na igualdade entre as pessoas como um todo e também pela igualdade na América Latina.

Agora que você já o conheçe um pouco, poderá me entender.

Penso que seja um cara admirável, pois lutou por um ideial, coisa que pouco acontece hoje em dia, deixou todo o luxo que tinha direito e foi a luta, buscando sempre a igualdade para todos.

Foi alguém que, algumas vezes, colocou a própria vida em risco, pelo bem da revolução, para que esta não fosse prejudicada. Sempre deu o máximo de si e um exemplo para que todos pudessem seguir.

Alguns o chamam de assassino, mas descordo , pois se estava numa guerrilha, era questão de vida ou morta, ou seja, ou matava ou morria, ou você pensa que os soldados americanos que estão a alguns anos no Iraque nunca mataram ninguém para que pudessem continuar vivos?

Sei que não era perfeito, afinal, era um humano. Talvez se tivesse continuado vivo, teria "caído" no mesmo erro que o Fidel Castro, quando o poder subio a cabeça, mas morreu antes que isso pudesse ocorrer, por isso, ainda tem a minha admiração.

Acho que esclareci algumas coisas, portanto, antes de me julgar, me pergunte o que penso e o porque de estar agindo como estou, talvez assim você passe a me compreender melhor.

Agora você deve estar só com uma dúvida, pensando se sou comunista ou não. Mas isso... deixa para uma próxima vez e prometo que esclarecerei o que penso a respeito.

Karina Mendonça

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Ler devia ser proibido

"20% dos adultos do planeta são analfabetos.
75% dos analfabetos de todo o mundo estão reunidos em apenas 12 países.
O Brasil é um deles.
´O Livro é como uma janela.
Quem não o lê é como alguém que ficou distante da janela...
...e só pode ver uma pequena parte da paisagem.` Kahlil Gibran

Pensando a respeito eu acho que ler devia ser proibido.
Nada contra quem lê, mas de certas coisas não se duvida e ler não é nada bom.
A leitura nos torna incapazes de suportar a realidade.
A leitura tira o homem de sua vida pacata e o transporta a lugares nada convencionais,
pra uma criança o perigo é ainda maior porque ela pode crescer inconformada com os problemas do mundo e querer até mudá-lo.
Dá pra imaginar?
E tem outra coisa, ler pode estimular a criatividade e você não quer uma criancinha bancando geniozinho por aí, quer?
Além disso, a leitura pode tornar o homem mais consciente, e ia ser uma confusão de todo mundo resolvesse exigir o que merece.
Nada de vagar pelos caminhos da imaginação simplesmente porque leu um bom livro.
A quem diga que ler engrandece, mas eu (...)
Quer um conselho? Silêncio.
Ler só serve aos sonhadores e sua vida não é uma brincadeira.
Cuidado, ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas."
http://www.youtube.com/watch?v=57hum9zwjZc&search=leitura


Que fique bem claro que EU NÃO ESCREVI NADA DO QUE TEM AÍ EM CIMA, tudo foi tirado do vídeo que encontra-se neste link, porém, como achei muito interessante, resolvi postar.

Ah... o que encontra-se dentro do parênteses é porque eu não consegui entender o que foi dito, mesmo tendo escutado umas trocentas vezes, então, se quizer entender, vê o vídeo, é muito interessante.

Refletindo sobre o falado...
Não existe nada melhor do que ler, eu particularmente, adoro ler, um bom livro, claro. Adoro sentar no meu quarto e me transportar dele pra onde eu quizer. Já fui pra Londres, Dublin, Rio de Janeiro, já andei pela América Latina, já fiz coisas que jamais faria se não tivesse com o livro na mão.

Cara... ler é bom demais, ler mostra pra gente que a vida pode ser muito melhor do que é, mas que pra isso a gente precisa lutar, não basta sonhar e esperar, temos que sonhar e lutar e assim poderemos realizar e talvez, mudar o mundo.

É, acho que sou uma dessas crianças que cresceu lendo muito e agora só pensa em mudar o mundo...

Karina Mendonça

domingo, 16 de julho de 2006

De que vale o amor?

Desculpa se estou pensando besteiras, mas aconteceram algumas coisas que me deixaram um pouco triste e que me deixaram pensando muito a respeito do amor ou de um relacionamento entre duas pessoas.

Me pergunto de que vale o amor, pra que serve e por que nunca o podemos escolher.
De que vale as mais belas palavras ditas se na maioria das vezes são substituidas por insultos?
De que vale os melhores momentos se no fim, só conseguiremos lembrar dos ruins?
De que vale os sorrisos e beijos trocados se só sobrarão as lágrimas?

Estou sendo um pouco dramática? Talvez. Mas penso que o amor nunca é eterno, por mais eterno que dure, ele nunca dura pra sempre. Por mais que queiramos aquela chama acessa e aquele sentimento e romantismo maravilhosos, tudo um dia esfria, tudo "morga", tudo acaba...

Se foi bom enquanto durou, estão serviu para proporcionar bons momentos, mas independente da forma que tenha acabado, sempre trará muita dor e sempre será muito difícil lembrar e impossível esquecer.

O amor machuca de qualquer forma, mesmo quem ama quem está ao seu lado até quem ama no silêncio.

Sei que sou jovem, num tive tantos amores assim, talvez tenha tido apenas um, mas ás vezes não precisamos viver experiências para saber o que nos é proporcionado(por exemplo, eu não preciso fumar cocaína pra saber os efeitos colaterais, certo?).

Vou-me indo(estranho isso, né? mas é só pra mudar um pouco), um pouco triste por algumas coisas, um pouco feliz por outras, cheia de coisas na cabeça, e tentando levar a vida da melhor maneira possível.

E que fique bem claro que não estou desiludida da vida, apenas triste pela existência de tal sentimento que nos proporciona coisas tão boas e tão ruins.

Karina Mendonça

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Já não a entendo mais...

Estava eu, hoje, penando na humanidade e cheguei à conclusão de que não a entendo, talvez porque possuo algum bloqueio intelectual ou talvez porque a mesma não deva ser entendida.

Não posso afirmar a respeito de algo sobre o qual não vivi, mas posso falar o que ouvi através a alguns relatos que tive e por isso sei que a humanidade não era nem um pouco parecida com a que existe hoje, talvez porque perdemos uma das coisas mais importantes que deve existir entre, pelo menos duas pessoas, o respeito.

Perdeu-se a educação, a solidariedade, o amor, e tudo o que deve existir entre as pessoas e por isso, chegamos ao caos e talvez este, nunca tenha um fim.

Vou ser um pouco mais especifica e dizer algumas coisas das quais não consigo me acostumar e que por isso, ainda me chocam bastante.

Se duas pessoas que não se conhecem ficam, ou seja, beijam-se e algumas vezes fazem sexo, enfim, trocam momentos de intimidade e no dia seguinte encontram-se e agem como se nada tivesse acontecido, mas de fato, algo aconteceu e é totalmente ignorado por algum motivo totalmente desconhecido pela minha pessoa.
Também me pergunto como, com tantos métodos e tantos meios de se evitar uma gravidez, o número de adolescentes, jovens e até crianças dando a luz aumentaram consideravelmente (não digo isso apenas por estatísticas, mas pelo que vejo).

Um outro exemplo, é que hoje, ninguém pensa em mais ninguém, todos olham apenas para si mesmos e esquecem-se de que não estão sozinhos no mundo. Esquecem-se de que cada ação causa uma reação e que cada atitude não interfere apenas em uma vida, mas na vida de muitos e um, apenas um ato é capaz de mudar o percurso de toda uma humanidade.

Perdemos o costume, ou talvez não tenhamos sido educados para isso, mas não nos cumprimentamos mais, não nos desculpamos, perdemos a noção na educação básica, logo aquela que não no exige nenhum esforço.

Fico me perguntando onde queremos chegar e para onde estamos caminhando e se algum dia conseguiremos sair de onde estamos. Temos um tecnologia avançada, em relação aos anos passados, temos coisas maravilhosas e muito, muito úteis para a vida em geral, mas de que vale, tanta tecnologia se não nos respeitamos, se não nos damos o devido valor?

Pensamos muitas vezes, apenas em ganhar dinheiro, em fazer as coisas multiplicarem-se, mas esquecemos de que não estamos sozinhos.

Acho que já disse tudo o que queria, penso que fui um pouco repetitiva, mas foi apenas para enfatizar algumas idéias e alguns pensamentos. Espero, de verdade, que a humanidade possa, algum dia, se reerguer e mostrar para si mesma que ela pode ser muito melhor do que isso.

Karina Mendonça

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Sem sentido (talvez)

Hoje eu num tô afim de falar dos problemas que cercam esse mundo. Quero falar sobre a vida, a minha, talvez, mas não quero falar da vida em si, enfim, não sei sobre o que especificamente quero falar, só estou afim de escrever algumas coisas que estou pensando e talvez sentindo e pronto. Só quero tirar de mim e botar no "papel".

Ando pensando muito na vida, e cheguei a conclusão de que é impossível concluir alguma coisa a esse respeito.

A vida é algo estranho, engraçado, trágico, feliz, triste, enfim, é algo que envolve muitas coisas, muitos sentimentos, muitas pessoas e consequentimente (sem trema, porque eu não consegui achar nesse teclado, mas não estamos numa aula de redação, certo? Então, continuemos...) muitas vidas.

Cada acontecimento em uma vida, envolve tantas outras que fica difícil diferenciar essas tantas vidas que muitas vezes tornam-se apenas uma (compliquei, né? Deixa eu ver se consigo me explicar melhor. Algumas vezes uma vida vai de encontro com a outra e ambas terminam tornando-se apenas uma e assim, quando uma é abalada, consequentemente -sem trema também- a outra sofre com o abalo).

Não sei se estou falando muitas besteiras e nem se você conseguirá me entender, na verdade nem sei se estou me entendendo nesse exato momento, mas tudo que sei é que tô sentindo um monte de coisa ao mesmo tempo e isso esta começando a me deixar meio nervosa (quem me conheçe, sabe que eu nunca fui muito calma, mas é que é coisa demais pra uma cabeçinha só, sabe?).

Vou tentar ser um pouco mais clara. Nesse momento estou tensa, espero por uma resposta que nunca chega e não consigo parar de pensar a respeito, também não sei se estou amando (como alguém não sabe o que sente? Mas de uma coisa eu estou certa, não amo mais alguém que amei por tempo até demais) e nem sei se fico feliz ou não com isso, não sei como agir a respeito de algumas coisas e nem ao menos sei se devo legar outras coisas em conta, simplismente me sinto perdida, no meio de um deserto, procurando desesperadamente um oasis.

Falei muito e acho que não conclui quase nada, né? Me desculpa então, mas é que esse espaço é meu, sabe? Então, eu posso usá-lo só pra desabafar e você não tem nenhuma obrigação de ler, no entanto, se leu, muito obrigada.

Karina Mendonça

sábado, 1 de julho de 2006

E agora Brasil?

Pois é, perdemos o hexa, saimos da copa e voltamos para casa, ou melhor, em teoria, né, porque apenas dois jogadores da seleção ainda moram por aqui, né?

Será que agora teremos tempo pra olhar para o nosso país, digo, o país, não a seleção. Será que agora poderemos voltar aos velhos assuntos? Tipo... Ao gás da Bolívia, ou ao mensalão, ou as CPIs que foram terminadas(sem nunca terem tido um fim), ou as eleições?

Bom, perdemos o hexa, mas ainda somos o país que mais ganhou no mundial(o único em 5 vitórias), ainda "temos" o melhor jogador do mundo(Ronaldinho), ainda "temos" o cara que mais fez gols(Ronaldo) e temos que lembrar, que ainda temos uma eleição por vir e ainda temos que votar, por isso, precisamos abrir os nossos olhos e olhar com o olhar crítico para podermos escolher o melhor para nós, afinal, o voto é a maior coisa que você pode fazer pelo seu país e se você não está sendo valorizado por isso, então mostre que sua indignação e mostre que você não é besta, ou você é?

Ou somos muito bestas ou somos completamente comodistas. Estamos sendo feitos de idiotas por quem anda pelo poder, eles brincam com a gente, como se fóssemos fantoches, mas nós, brasileiros, temos que nos "libertar" e mostrar que fantoches nós não somos, que somos seres humanos, que pagamos impostos caros e que, por isso, merecemos TODO o respeito do mundo.

Espero sinceramente, que agora, todos possam gastar mais tempo, tentando se informar com o que anda acontecendo, que todos voltem os seus olhos para as eleições e que todos tenham conciência de tudo o que anda acontecendo por aqui.

E caso você ainda não tenha notado, sim, eu estou feliz com a derrota, e espero que ela ajuda a abrir os olhos daqueles que não saiam da frente da televisão para ver os jogos, que estes, continuem na frente da tv, mas para ver notícias de verdade, para saber o que anda acontecendo, para saberem onda está o erro e para que possam concertar, usando a sua arma mais poderoza, o voto.

Por hoje, é só.

Karina Mendonça

terça-feira, 27 de junho de 2006

Globo não, Mídia

Sempre que se fala em mídia, a primeira que coisa que vem a mente é a Rede Globo (não só como rede de televisão, mas também com suas revistas e tudo financiado pela mesma). É sempre nela que pensamos quando falamos de uma mídia manipuladora, mas afinal, o que é manipulador, a mídia ou a Globo???

Mídia, “ todo suporte de difusão da informação que constitui um meio intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens; meios de comunicação social de massas não diretamente interpessoais”, no caso, a mídia brasileira, é formada por inúmeros meios, como a televisão (formada pela Rede Globo, o SBT, a Rede Tv, a Rede Record, a Band, a Tv Gazeta, a Rede Mulher, a Tv Cultura, a Mtv, a Tv Senado e algumas outras redes de televisão), internet, jornais (inúmeros em todo o Brasil), revistas (também inúmeras), cinemas e também inúmeras outras coisas.
Ai eu tenho uma dúvida, ou melhor algumas...

Por que sempre que a gente pensa em programa humorístico, pensamos logo no Casseta e Planeta? Existem alguns outros, e bons, como o Show do Tom, na Rede Record ou o Pânico na Tv, na Rede Tv.
Por que sempre que pensamos em jornal á noite, lembramos do Jornal Nacional? Existem outros, sabia? Como o SBT Brasil, com Ana Paula Padrão, no Sbt ou o Brasil Urgente, com José Luiz Datena na Band e alguns outros, que se eu for ficar sitando não acabo mais.
Por que sempre que pensamos em programa culinário, só lembramos do Mais Você, com Ana Maria Braga? Existe o Mulheres com Cátia Fonseca na Tv Gazeta, ou o Pra Valer com Claudete Troiano na Band, entre outros.
Ou por que quando pensamos em programa de auditório só pensamos no Caldeirão do Huck ou Faustão, quando existe o Programa do Raul ou o Sabadão com Gilberto Barros?
Ah, também tem as novelas, por que as da rede globo são sempre as melhores? Algumas do SBT são legais, ou das da Rede Record e também da Band.
E por que sempre que pensamos em revista informativas, só se fala em Veja, Istoé ou Época? Existe a Carta Capital, sabia? Ou a Super interessante ou tantas outras.

É parece que quem manipula é a Globo, não a mídia em geral, afinal, quando pensamos em programa para jovens, por exemplo, só pensamos em Malhação, oxente... mas existe o RBD também (não sei se é legal, confesso que nunca vi, mas tenho que confessar também que malhação já perdeu a graça de tão repetitiva) ou Floribela, mas não, parece que só presta o que é da Globo. Talvez por isso achamos esses programas durante a tarde, esses que falam da vida de pessoas, tão chatos, porque não existe um desses na globo, porque eu aposto que se existisse todos assistiriam e achariam o máximo, como tudo o que ela apresenta (pois fiquei você sabendo que já aprendi muito nesses programas, como por exemplo, sobre problemas cardíacos, ou problemas de pulmão, entre tantos outros, e sim, todos em programas a tarde e de fofoca...).

Nunca entendi esse poder tão grande que existe nas mãos dessa grande empresa, isso é por causa de dinheiro? Pois é, deve ser. O que é uma pena, pois aí, a manipulação fica maior já que existe todo esse domínio representado tanto na televisão quanto em revistas (editora globo), filmes ou sei lá o que.

Mas por que ninguém se impõe? Por que ninguém resolve boicotar a Globo? Ora droga, temos que acordar e ver que a mídia brasileira possui muitas maravilhas, com ótimos repórteres, jornalistas, editores, ótimos atores, diretores de novelas e humoristas (uma coisa engraçada é que muitos saem da Globo para outras emissoras e acabam perdendo seu “ibope”, mas como se eles eram tão adorados quando estavam lá? Vai entender a mente do brasileiro, viu?).

Aí você deve ta pensando que eu to falando tudo isso, mas devo assistir sempre a globo, né? Pra falar a verdade, a muito tempo que não assisto, ou melhor, a muito não assisto televisão em geral porque estou sempre aqui pela internet ou fuçando o meu computador. Mas não pense que eu sou uma alienada que não sabe de nada, eu vivo em sites de noticias, tenho um ótimo provedor que me dá acesso aos melhor jornais de todo o mundo e eu estou sempre me informando (não vou dizer qual o provedor não, porque não to ganhando nada pela propaganda...hehehe), mas só quero mostrar que você pode se informar por vários outros meio que não o só pelo Jornal Nacional ou o Jornal Hoje, pela Veja ou pela Época, você deve procurar outros meios, outras editoras, talvez até você mude sua opinião sobre algumas coisas .

Acabei me prolongando demais, mas espero ter deixado claro que mídia não se resume a Rede Globo e que, portanto, sempre que você ouvir falar em mídia, que você pense em todos os meios de informação, todos, sem nenhuma exceção.

Karina Mendonça

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Se cuide, viu?

Algumas vezes, quando me despeço (no sentido de despedir, é que tô com preguiça de ver como escreve, mas isso é um desabafo e não uma redação de vestibular, então...) de algumas pessoas elas dizem: se cuida, tá?

Algumas, talvez muitas pessoas já me disseram isso, mas só um, só um "se cuide, viu?", eu não consegui esquecer. Por que? Não sei, mas não sai da minha mente aquelas palavras chegando a mim, talvez pelo fato de eu não ter conseguido me cuidar, ou melhor, de eu não estar conseguindo.

Engraçado como lembro de tudo naquele dia, lembro de onde estávamos, lembro do que fizemos, lembro do que comemos e lembro até do que você vestia(engraçado, num sei porque tô "falando" pra 3ªpessoas, mas vai ficar assim mesmo) e lembro exatamente quando você (???) me abraçou e finalmente saiu o "se cuida, viu?".

Essa frase me marcou, talvez porque eu estivesse me despedindo numa ocasião um pouco diferente da normal (eu estava indo morar em outro estado, por isso foi uma despedida de verdade) e o que foi dito, foi que onde eu estivesse, eu deveria me cuidar. Mas me cuidar como? Ainda fico tentando entender, mas acho que independente disso, eu não estou conseguindo, a saudade é muito grande, eu não consigo me acostumar e achar tudo normal, mas eu tento, eu juro que tento me cuidar nem que seja um pouquinho, mas é complicado, sabe?

É complicado pra mim, não posso me cuidar sozinha, talvez precise de ajuda, mas também não posso ser tão egoíste e achar que o mundo só tem os meus problemas e as minhas faltas de cuidado, porque as coisas não são assim de forma alguma. Vivemos em um grande país, com grandes problemas e tenho ás vezes, que esquecer os meus problemas e pensar nos problemas gerais da nação (ficou bonito isso, num foi??).

"Se cuida, viu?", poderíamos dizer isso pra o Brasil, acho que ele tá precisando se cuidar, mas ele não se cuida sozinho, ele tem quem cuide dele. Mas parece que não estão cuidando muito direitinho não, né? Então, a gente tem que ir cuidando aos pouquinhos, assim ô, cada um vai cuidando de um pedaçinho e assim, um dia, estaremos todos cuidando desse pedação tão grande que é o Brasil.

Pronto. Já disse tudo que eu tinha pra dizer por hoje. Espero que o recado esteja dado.

Se cuida, tá?
Karina Mendonça

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Por que as pessoas morrem???

A morte é um assunto que tá muito na minha cabeça ultimamente. Um dos motivos é que grandes pessoas estão morrendo em um curto período de tempo e mesmo não estando no meu dia a dia, mesmo não fazendo nenhuma diferença na minha vida a ausência delas, eu sei que fará na vida de muitos, e sei disso pois já perdi algumas pessoas e sei como essa perda é difícil.

Não vou dizer que superei a morte de todos que perdi, não, algumas não superei até hoje, outras não acredito(ainda não) que se foram, outros eu via com tão pouca freqüência que ainda acho que vou encontrá-los, quando vou em suas casas fico esperando que saiam do quarto e venham me cumprimentar, espero ver seus rostos uma última vez, mas eles nunca saem e isso é o que mais me dói.

Como eu já disse aqui, sei que a morte faz parte do ciclo da vida, e desta vez, não estou aqui questionando as causas dela, mas estou apenas falando dela, falando o quanto ela é difícil pra quem fica.

Ás vezes, ainda hoje, acordo no meio da noite e me lembro que perdi alguém, tenho que ficar repetindo pra mim por algum tempo que aquilo realmente aconteceu, porque ás vezes é tão difícil acreditar.

Fico triste, quando me lembro de alguém, pelo fato de não me lembrar tão bem, eles foram muito cedo, eu ainda era muito pequena e não tive tempo de separar algumas lembranças, mas outros, aprendi que por serem velhos, eu sabia que iriam um pouco mais cedo e por isso fiz questão de curti cada momento ao seu lado e de marcar alguns momentos para ficarem registrados pra sempre, e funcionou muito bem, já outros, foram tão de repente que não tive tempo de me preperar psicologicamente para sua perda.

Tenho uma fita do aniversário de quatro anos da minha irmã, era uma fita que eu sempre gostei de ver, até que começei a sentir falta de algumas pessoas que estavam nela e com o tempo esse número foi crescendo, tanto que parei de ver, começou a me causar muita dor.

Mas gosto de fotos, sempre gostei, fotos nos trazem lembranças, nos levam a momentos, aí você pergunta como eu gosto da foto e não do vídeo, mas é porque o vídeo é real demais, é como se eles ainda estivessem vivos, e a foto não, a foto nos mostra um determinado momento, uma determinada pose, e o resto, fica pela lembrança.

De todas as fotos, tenho uma que acho muito especial, nela estou abraçando alguém que já se foi, que não tive muito tempo pra dizer como era boa pra mim, mas que me faz falta, e na foto estamos num momento tão bonito que sempre que olho custo a acreditar.

Ás vezes sonho com eles, e não quero acordar pra não perdê-los de vista, e quando acordo fico lembrando de todos os detalhes do sonho e começo a ver como fazem falta pra mim, mesmo que não tão freqüentemente.

Quando eu era pequena, queria morrer antes de todos que conhecia, só pra não ter que passar pela dor de perder alguém, mas com o tempo, vi que era muito difícil e que eu teria que me "acostumar" a sentir isso, mas confesso que não é nada agradável.

Morrer, todos nós vamos um dia, deixaremos saudades, dor, tristeza, mas temos que lembrar que também deixaremos lembranças, essas são as únicas que nunca vão morrer é por isso que tento valorizar todo momento que tenho junto das pessoas que amo, pra que, quando eu for (de repente ou não) todos eles saibam o quanto foram amados e importantes por mim.

Beijos a todos
Karina Mendonça

domingo, 18 de junho de 2006

Egoísta, eu???

Vivemos numa sociedade completamente egoísta, é, egoísta sim.
Sempre que vamos fazer algo, seja o que for, pensamos primeiro na gente. Se vamos comprar algo, pensamos se vamos gostar, se vamos a algum lugar pensamos se nos sentiremos bem, se abrimos a boca pra falar algo, pensamos se concordados ou não, e por isso muitas vezes, acabamos comprando o errado, indo pra lugares péssimos e falando coisas super desagradáveis.

Vou meu explicar melhor.
Essa semana recebi um e-mail que contava uma historinha mais ou menos assim:

O menino foi comprar droga e o traficante que disse amanhã iram invadir o morro, e o menino disse: invade mermo, e mete bala.
No dia seguinte, quando acordado pela mãe, o menino ainda drogado, mandou a mãe embora e esta foi para o trabalho. Algum tempo depois, quando estava saindo de casa, o menino percebeu uma movimentação na rua e foi olhar o que havia acontecido, então ele gritou: mãããããããããããããããe. E quando perguntou ao policial o que havia acontecido, este disse que foram alguns traficantes que tentavam invadir o morro.

Essa foi a história bem resumidinha, mas dá pra perceber que o menino quando comprou a droga só pensou nele, em como se sentiria com aquilo, mas tenho certeza que depois que aquela sua compra matou a sua mãe, ele deve ter se sentido bastante culpado, talvez se ele tivesse sido um pouco menos egoísta, e pensado um pouco em como aquele droga chegou aos traficantes e a quem ele estaria financiando, talvez ele não tivesse comprado-a.

Às vezes, no calor da raiva, e da discussão, falamos coisas que nunca desejaríamos ouvir, falamos verdadeiros absurdos, e depois quando nos damos conta, quando nos damos, é um pouco tarde, porque como diz um ditado, a palavra falada não volta atrás, por mais que o perdão seja pedido e “aprovado”, haverá sempre aquela marquinha, sabe? Que mesmo sem querer, vai sempre latejar na sua cabeça.

Talvez se pensássemos um pouco nos outros, talvez se nos esquecêssemos por algum tempo e dedicássemos todas as nossas atitudes aos outros, o mundo seria bem melhor, quando falei de lugares ali em cima (ir pra lugares péssimos), quis dizer que, de vez em quando, podemos deixar de ir aonde tanto queremos, e deixar que alguém escolha um bom lugar para nós, afinal, que custa um pouco de sacrifício, né não?

Talvez, se falássemos apenas o que gostaríamos de ouvir ou sei fizéssemos apenas o que gostariam que fosse feito por nós, talvez assim, viveríamos um pouco melhor, mas parece que é tudo tão difícil, né? Somos egoístas demais pra tal sacrifício...

Karina Mendonça

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Até quando???

O Caso Serrambi (pra quem não é pernambucano, foi o caso mostrado no dia 15/06 no Linha Direta), é mais um caso sem solução no país.
Vendo-o hoje no programa, mais uma vez, fiquei chocada com tudo aquilo, talvez se você não for pernambucano não me entenda, talvez tenha sido só mais um caso que aparece no programa, mas nós pernambucanos, mesmo os que não conheciam as duas adolescentes, acompanhamos o caso de perto e desde o início.

Não se sabe como elas morreram, e talvez nunca se tenha a resposta, assim como nunca se saberá se existe um culpado ou não.

Mas se os corpos delas foram achados no meio do canavial, alguém os colocou ali, certo? E esse alguém também nunca se saberá quem foi, talvez porque tenha muito dinheiro, ou talvez porque nunca se tenha realmente nenhum prova sobre nada.

Duas adolescentes, que tinham uma vida pela frente, assim como tantos outros que se vão. Não falo da morte em si ser injusta, não, é apenas uma parte do ciclo da vida, a parte final, eu sei, mas apenas uma parte, o que acho injusto é como algumas pessoas são levadas até ela.

Todos os familiares que perdi, morrem de morte “natural”, doença, essas coisas, nunca tive um familiar, amigo ou conhecido que tenha sido assassinado.

Mas eu vivo num mundo muito grande, e não é porque as coisas não acontecem diretamente comigo que elas não abalam.

Não sei se ainda existem pessoas “sensíveis” como eu, mas sempre que sei de alguma notícia ruim, fico tremendamente abalada. Sempre que vejo uma nova morte na televisão, fico triste, pois penso em tudo o que rodeia aquela pessoa que morreu, afinal, existem familiares, amigos, conhecidos, filhos talvez, e fico pensando em como eles devem estar tristes, em como estão abalados, loucos por justiça e pensando porque tudo foi acontecer logo com eles.

Não é porque moro num país violento que passei a achar normal as pessoas serem assassinadas a todo o momento, não é porque vivo no planeta que vou achar normal pessoas morrerem por causa de brigas por territórios ou qualquer coisa.

Não é porque as coisas vivem acontecendo que eu vou acha-las natural, não, pelo contrário, o fato de elas acontecerem repetidamente é o que me deixa mais chocada, e o fato de ninguém tentar fazer nada me deixa mais chocada ainda, e triste também.

Se tantas pessoas são assassinadas todos os dias no país, por que nenhuma providência é feita em relação a isso? Por que essas mortes nunca têm um culpado e tornam-se apenas mais um caso sem solução no meio da gaveta?

É necessário que muita coisa seja feita para que se possa consertar essa bagunça, seriam necessárias várias medidas e várias precauções, mas sabe por que ninguém se interessa em fazer essa tal “faxina”?

Porque muitos lucram com tanta desordem, porque precisariam ser gastos milhões de reais para construírem prisões com boas instalações para suportar tantos delinqüentes , e o país não poderia gastar tanto assim, afinal, tem que pagar a copa do mundo (uns 22milhões, como já li por aí), ou talvez uns dez milhões para conhecer o espaço ou pagar aos políticos, claro.

Precisaríamos também de bons policias, policias que na hora em que fossem coagidos pudessem atirar, é, porque os “direitos humanos” parecem que não serve para os humanos direitos.

Até quando morrerão pessoas de forma tão bruta? Até quando serão só mais um caso? Até quando não haverá a justiça?

Sinceramente espero que um dia, haja justiça, espero que tantas mortes, um dia tenham tantos culpados e que todos eles paguem pelo que fizeram. Sei que independente de como paguem, a vida dos que foram mortos não será devolvida, mas pelo menos, terá havido justiça.


Esse foi só mais um desabafo de uma jovem inconformada.


Karina Mendonça

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Sonhar

Sonhar não é apenas uma palavra,
não é só um verbo.
É um sentimento,
o pior dos sentimentos.
Ruim, pois quem sonha um dia acorda,
quem sonha se ilude,
quem sonha sofre,
quem sonha chora, pois um dia percebe
que tudo não passou de um simples sonho.
Mas o pior de tudo é que ninguém
vive sem sonhar,
ninguém vive apenas da realidade.
E no final,
todos sonham,
todos acordam,
todos se iludem,
todos sofrem,
todos choram
e todos voltam a sonhar.

Karina Mendonça

terça-feira, 13 de junho de 2006

De luto pelo meu Brasil


Algumas pessoas, ao primeiro sinal de decepção tornam-se apáticas, desiludidos, dizem que odeiam o Brasil e que sonham em ir embora. Confesso que um convite para ir embora, dependendo do destino, seria bastante atraente, mas por que abandonar os meus problemas e me envolver com o dos outros???

Porém, essas pessoas que dizem odiar o Brasil, esquecem de todos os pontos negativos e até do seu “ódio”, param todas as suas atividades para assistir aos jogos da copa. A partir do próximo dia 13, o país todo vai parar para assistir ao jogo, ninguém lembrará de quem foi morto nesses últimos dias, de toda a corrupção e das desigualdades sociais.

Aí eu te pergunto, por que??? Por que essa busca pelo hexa??? De que vale o hexa, se não para um felicidade que acabará antes do fim do ano?

O hexa não vai acabar com a corrupção, ou com a fome, com a violência ou com a desigualdade social. De que vale ser o “país do futebol”, se a miséria é tão grande? Isso me faz lembrar de uma música de Renato Russo, Que país é esse?

Aí eu pergunto,
Que país é esse, onde todos os jornais do domingo mostram apenas a cidade na qual a seleção se hospedará primeiramente?
Que país é esse, onde vivem inúmero alienados, que param todas as suas atividades para assistirem a jogos de futebol?
Que país é esse, que possui uma das maiores belezas naturais do mundo e não tem a autonomia para explorá-la?
Que país é esse, onde a corrupção só faz crescer em todos os governos?
Que país é esse, onde uma cidade inteira para por causa de bandidos que encontram-se presos?
Que país é esse, onde uma cidade é totalmente controlada por traficantes?
Que país é esse, onde o salário mínimo não sustenta ninguém?
Que país é esse, onde é necessário pagar aos pais, para que seus filhos estejam nas escolas?
Que país é esse, onde sair de casa, ou até mesmo ficar nela, tornou-se perigoso?
Que país é esse? Não é o que eu quero pra mim.

É por isso que me encontro de luto, pela decepção que o meu país, que eu tanto amo, vem me dando.

Temos que sair do comodismo e tentar mudar os inúmeros erros que nos cercam. De que adianta mudar de país e tentar fazer algo em um país “alheio”, se o seu país, a sua verdadeira pátria, encontra-se uma bagunça? Temos que primeiro, mudar a nossa casa, para só então, podermos mudar o resto!

Bom, esse foi só o primeiro dos meus desabafos....

Karina Mendonça