sábado, 19 de agosto de 2006

Tribos da vida

Vivemos numa sociedade heterogênea, onde existem todos os tipos de pessoas, tribos, raças, gostos e outras coisas.

Se um indivíduo é branco, ele é branco e ponto final, se um outro é negro, isso também é indiscutível, mas como saber a qual tribo eles pertencem? Como saber os seus gostos, apenas com um olhar?

Não acho que seja algo facilmente notável, afinal, alguém pode se vestir de preto e não ser emo, punk ou roqueiro, assim como pode gostar de rosa e não ser paty e isso é algo que não diz respeito a mais ninguém, apenas ao indivíduo em questão.

Uma coisa que me deixa um pouco, ou muito, chateada, é o fato de olharem para mim e quererem me rotular. Não me sinto bem quando alguém me olha e diz que sou isso ou aquilo, ou que gosto desse tipo de coisa e escuto tal música.

Não, não sou o que pareço ser e nem gosto do tipo de música que alguém pode pensar. Pra falar a verdade, não sei bem qual tipo de música é o meu preferido, afinal escuto todos os tipos, depende apenas do meu estado de espírito, do meu humor e do meu dia, apenas isso.

Quanto ao modo de me vestir, também depende de muitas coisas, ás vezes sinto-me a vontade com uma certa roupa e outras não quero vê-la nem de longe.

Não gosto de rótulos. Não gosto dessa mania de definir pessoas apenas pelo que se vê, pois sei que “nem tudo que parece é” e sei disso, pois muitas vezes já fui chamada de coisas que não sou e já fui “classificada” como de algumas tribos as quais não pertenço e nem pretendo.

Deveríamos começar um diálogo, conhecer as pessoas antes de julgá-las ou classifica-las, afinal, acho que uma roqueira jamais gostaria de ser considerada uma paty ou vice-versa e nem acho que todos pertencem obrigatoriamente a alguma tribo.

Existem várias pessoas únicas, com o seu modo de vestir, que não se preoculpam com moda ou qualquer outra coisa que torne todas as pessoas, de alguma fora, iguais, e penso que essa pessoas deveriam ser muito mais valorizadas e não ridicularizas como tem acontecido.

Karina Mendonça

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Esclarecendo alguns pontos...

Hoje vou desabafar, só que será um pouco diferente, pois o meu desabafo tem o propósito de esclarecer algumas coisas para os que me conhecem pois já não agüento ser motivo de críticas e de piadas, quando ninguém sabe o que penso.

É, já deu pra perceber que esse assunto me irrita um pouco, né? Vou tentar explicar e deixar a par do assunto os meus desconhecidos.

Sou jovem, tenho sonhos e ilusões, gosto de algumas pessoas e desgosto de outras, admiro alguns e desprezo outros e o “ponto chave” do assunto de hoje, é um cara que eu admiro muito, Ernesto Guevara de la Serna.

Calma, não me interessa o que você pensa sobre ele, apenas, caso interesse, continue a ler e me entenda um pouco ou saia deste site e procure algo mais interessante pra fazer.

Ernesto “Che” Guevara, nascido em Rosário, na Argentina, em 14 de maio de 1928, apesar de ser lembrado como cubano, devido a nacionalidade “adotada” após a participação no Movimento 26 de julho e posteriormente, no governo revolucionário cubando.

Tornou-se "revoltado" após uma viagem feita com o amigo Alberto Granado pela América Latina, onde presenciou diferenças sociais e "mundos" até então desconhecidos.

Percebeu que estava em uma posição muito privilegiada da sociedade e decidiu que todos deveriam ter oportunidades como as que teve.

Decidiu lutar por um comunismo, ou seja, por uma igualdade entre todos, onde não houvesse nenhuma diferença e nenhum nível que separece as pessoas quando todas são iguais e assim deveriam ser tratadas.

Foi alguém que não conseguiu lutar por sua patría, mas lutou por muitas outras, pois não era egoísta e pensava na igualdade entre as pessoas como um todo e também pela igualdade na América Latina.

Agora que você já o conheçe um pouco, poderá me entender.

Penso que seja um cara admirável, pois lutou por um ideial, coisa que pouco acontece hoje em dia, deixou todo o luxo que tinha direito e foi a luta, buscando sempre a igualdade para todos.

Foi alguém que, algumas vezes, colocou a própria vida em risco, pelo bem da revolução, para que esta não fosse prejudicada. Sempre deu o máximo de si e um exemplo para que todos pudessem seguir.

Alguns o chamam de assassino, mas descordo , pois se estava numa guerrilha, era questão de vida ou morta, ou seja, ou matava ou morria, ou você pensa que os soldados americanos que estão a alguns anos no Iraque nunca mataram ninguém para que pudessem continuar vivos?

Sei que não era perfeito, afinal, era um humano. Talvez se tivesse continuado vivo, teria "caído" no mesmo erro que o Fidel Castro, quando o poder subio a cabeça, mas morreu antes que isso pudesse ocorrer, por isso, ainda tem a minha admiração.

Acho que esclareci algumas coisas, portanto, antes de me julgar, me pergunte o que penso e o porque de estar agindo como estou, talvez assim você passe a me compreender melhor.

Agora você deve estar só com uma dúvida, pensando se sou comunista ou não. Mas isso... deixa para uma próxima vez e prometo que esclarecerei o que penso a respeito.

Karina Mendonça