quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sem título e sem conclusão

Relutei o quanto consegui, mas acho que não deveria deixar essas eleições passarem em branco, por isso, estou aqui para escrever não sobre elas, mas sobre o que penso a seu respeito.

Ando pensando e analisando muito alguns candidatos e pude perceber que são todos iguais, todos com as “boas intenções” e todos parecem tão honestos e tão bons. Sendo assim, como as coisas chegaram onde estão?

Apesar de que, sabemos onde as coisas chegaram?
Sabemos quem nos roubou?
Sabemos os culpados pelo descaso com as escolas públicas ou com a saúde do país?
Sabemos para onde foi todo o dinheiro que pagamos com os altos impostos?

É, porque é bem visível que o dinheiro dos impostos não foi para seus devidos fins, se não, os leitos dos hospitais talvez estivessem em melhores condições.

Talvez os alunos estivessem assistindo aula em uma boa cadeira com um bom livro em uma escola pública.

Tenho treze anos de escola. Tive inúmeros professores. E se bem me lembro, a maioria deles viviam dizendo que foram alunos de escolas públicas, que tiveram um ótimo ensino e que por isso tinham se tornado profissionais tão bons. Aí eu te pergunto, o que está acontecendo com os nossos dias?

Correndo o risco de parecer ridícula, e roubando algumas palavras do grande revolucionário Che Guevara, o que falta é o amor, pois é ele que move um verdadeiro revolucionário.

Penso que os políticos deveriam todos ser revolucionários, a fim de revolucionar o congresso para melhorar a vida dos cidadãos brasileiros.

Não consigo entender quanta ganância existe em um ser, para preferir viver no luxo vendo seu povo na miséria, a preferir que todos vivessem na maior igualdade possível (leia bem, eu disse possível, e não igualdade total entre todos, pois sei que é algo totalmente utópico, mas isso é um outro assunto...).

Falei, falei e ainda não disse nada sobre eleições. Mas vamos lá...

É chegado o ano das eleições, ou melhor, é chegada a eleição e estamos todos sem saber de nada. Nenhuma das CPIs chegaram a alguma conclusão, algumas chegaram a indiciar alguns políticos, mas não foi possível prende-los devido a proximidade das eleições.

Aí eu te pergunto, como vamos votar se nem ao menos sabemos quem são os culpados? Sim, volto a fazer a mesma pergunta que já fiz, porque ainda não consegui obter nenhuma resposta.

Talvez o problema seja exclusivamente meu, talvez eu seja imatura demais, mas não voto nessas eleições, não só pelo fato de não ter tirado o meu título (motivo esse opcional), mas pelo fato de não ter nenhum candidato pra votar.

Em cada governo temos inúmeros problemas, em um as CPIs são escondidas e todos reclamam, no outro, as CPIs são expostas e todos se chocam, afinal, em quem devo acreditar?

Todos são desonestos, todos não corruptos, todos nos roubam e nos deixam na miséria cada vez maior.

Cansei de pensar que fulano “rouba mais faz”. E daí se ele faz? Ele me rouba e é isso que eu não vou mais suportar calada.

Cansei de ser feita de besta de dois em dois anos. Tudo se repete. Todos prometem as mesmas coisas e no fim, todos terminam fazendo o mesmo e esquecendo de todo o prometido.

Agora, se pararmos para analisar, são todos burros, pois se algum dos políticos que promete ajeitar a educação e a saúde do país cumprisse a sua promessa, tenho certeza que este, teria para o resto da vida o voto da maioria.

Mas parece que, como já dito, falta o amor em todos eles.

Termino por aqui, sem nenhuma conclusão. Afinal, não consigo concluir algo que nunca foi concluído.

Karina Mendonça

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

A vida e as pessoas

Andei pensando e percebendo algumas coisas em relação à vida e as pessoas.

Há vários tipos de pessoas que passam pela nossa vida, ou nem passam, mas nem por isso deixam de existir.

Existem as pessoas que não conhecemos e nem ao menos sabemos da sua existência, enquanto outras sabemos tanto da existência quando de toda a vida pessoal.

Algumas outras, não conhecemos, mas por algum motivo as nossas vidas foram cruzadas, nem que seja por uma fração de segundo.

Existem os que apenas conhecemos e com quem falamos o necessário, porém, algumas com quem nem ao menos nos damos ao trabalho do necessário.

Alguns tornam seus amigos, e é finalmente sobre esses que quero falar.

Em um dado momento, somos melhores amigos. Passamos noites inteiras conversando, achando papo em pequenos assuntos, saímos inúmeras vezes juntos só pra não dá tempo de sentir saudade e de quem nunca queremos nos separar.

Mas, como na vida “nem tudo são flores”, esses amigos se dividem em quatro tipos, dos quais nem todos são agradáveis, porém todos são verdadeiros, digo por experiência própria.

O primeiro tipo é aquele que nunca deixa de ser seu amigo e por menos intensa que seja a amizade, ela nunca acaba e sempre estão a par um da vida do outro e nunca esquecem de seus aniversários, ou seja, estão de certa forma, sempre mantendo contato, mas não só por obrigação.

O segundo tipo é aquele com quem você não mantém um contato intenso, porém a amizade ainda existe entre ambos os lados e por isso, cada encontro, mesmo que casual, é sempre uma festa. Cada encontro é cheio de novidades, devido ao tempo que não tiveram contato.

O terceiro tipo resume-se ao esquecimento, causado por algum motivo, mesmo que você não saiba qual seja ela. Ou seja, quando se encontram tudo o que fazem é soltar o leve cumprimento: Oi, tudo bom? Ou até nem mesmo o “Oi” existe, apenas passam, se olham(ou nem isso) e seguem seus caminhos, como leve conhecidos.

O quarto e último tipo é aquele em que as pessoas nunca mais se vêem e tornam-se uma leve lembrança. São aqueles que, causado por algum episódio, nos lembramos por algum motivo, ou simplesmente, nos lembramos de repente, “não mais que de repente”.

Provavelmente, alguns dos que foram seus melhores amigos algum dia, se encaixam em algum desses tipos.

Tenho pensado bastante nisso, pois algumas pessoas tão importantes pra mim, tornaram-se meras lembranças, ou meros conhecidos.

Não consigo entender o motivo dessa mudança radical. Éramos tão amigos, tínhamos tanto o que conversar, mas o que aconteceu?

Chego a pensar que talvez a amizade nunca tenha sido verdadeira, porém, era tão intensa... Então lembro que foi eterno enquanto durou e é uma pena que não tenha durado para sempre.

Mas sei que as coisas acontecem por algum motivo, e mesmo tendo se distanciado, e mesmo que eu não lembre, essas pessoas marcaram a minha vida de alguma forma e sei que fizeram toda a diferença na formação do ser que sou hoje.

Por isso, agradeço a todos que um dia passaram pela minha vida, sei que fiquei com um pouco de cada um e sei também, que cada um levou um pedaçinho meu.

Karina Mendonça

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Amar...amor...

De acordo com Oswald de Andrade, o amor resume-se ao humor, já Drummond diz que o "amor é estado de graça e com amor não se paga".

Amar não resume-se ao sexo oposto, mas em uma relação entre duas. Existe amor de irmão, amor de pai, de primo, de amigo e acima de tudo o amor que vem com a paixão.

O amor é complexo, alguns amam simplesmente por amar, outros necessitam ser amados antes de tudo. Alguns reclamam que são sulfocados pelo "amor em excesso", já outros por recebê-lo de forma escassa.

Penso que o mais importante na vida é amor. Ninguém vive sem tê-lo, seja correspondido, rejeitado ou platônico.

Vivemos numa eterna busca ao amor perfeito, e acabamos nos esquecendo que não somos perfeitos, e por ser "controlado"(ou simplesmente, sentido) pelas pelas pessoas o amor também não pode ser.

Se o julgam por amar de mais ou em "quantidades insulficientes", talvez o problema não seja a "quantidade" do seu amor, mas o remetente. Seria melhor procurar um outro remetente, pois o seu amor em excesso pode completar alguém e o seu amor escasso pode ser o sulficiente para outro alguém.

O amor não mede conseqüências, vence barreiras, preconceitos e seja lá o que for.

Porém amar, nem sempre é um mar de rosas. O amor quando não correspondido pode causar sérios danos, e por isso, devemos saber a hora de parar. Não de parar de amar, pois é difícl, porém, a hora de parar de alimentar esse tal amor, pois o amor é como uma planta, se não o regar, não cresce.

Sei que falei muito e posso não ter chegado a nenhuma conclusão, entretanto, o amor não se conclui, apenas se sente e pronto.

Antes de ir, gostaria de citar uma frase da jornalista Maria Colassanti, tirada do seu livro A Nova Mulher. " Lembre-se que o amor da vida é aquele que a gente escolhe entre tantos e aquele com quem, entre tantos, fica".

Karina Mendonça

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

E o patinho já não é feio...

Recebi um e-mail, essa semana, falando do lançamento de alguns livros infantis nos Estados Unidos.

Livros um pouco diferentes, onde o patinho ao invés de feio era afeminado e no final ainda declara: "Eu sou muito gay e tenho orgulho disso!". Também lançaram livros onde a criança possuia duas mães ou dois pais, ou um pai, transexual que continuava sendo seu pai independente de tudo.

Olhando esse e-mail fiquei refletindo sobre o que anda acontecendo no nosso mundo e cheguei a conclusão de que estamos completamente perdidos e andando em direção a lugar algum.

Falando abertamente e correndo todos os riscos, declaro que sou contra o homossexualismo, porém, penso que cada um deve tomar conta de si mesmo e creio que todos são capazes de tomarem suas próprias decisões, portanto, se optaram pelo homossexualismo, eu nada tenho haver com isso.

No entanto, não podemos negar a ordem natural das coisas e sabemos que o homem e todos os seus "pertences" foram feitos para a mulher e vice-versa.

Não podemos olhar com naturalidade por mais rotineiro que isso tenha se tornado. Que fique claro que não tenho preconceito, cada um é responsável pelos seus atos, como já disse anteriormente, mas não podemos querer que todos achem normal.

Os homossexuais começaram a achar que são superiores, por algum motivo que ainda não compreendo. Se os olham, dizem que estão sendo julgados, se falam algo, vão logo recorrendo a justiça.

Penso que após a qualquer escolha na vida, devemos estar preparado para enfrentar o que for, seja preconceito, sejam comentários maudosos, mas o que não podemos é exigir que todos achem que a nossa escolha foi correta.

Quanto ao respeito, todos o merecem, independente de opnião, religião ou qualquer outra coisa, o respeito ao ser humano tem que ser superior a tudo e a todos, desde, claro, que o respeito seja mútuo.

Voltando ao patinho, dizem tê-lo tornado afeminado para que não houvesse preconceito entre as crianças e para que elas pudessem crescer com a naturalidade do assunto, porém, nem todos os pais pensam desta forma, e por isso essa história resultou em alguns muitos processos.

Acho que nossas crianças devem crescer conhecendo a vida, e como todos, aprendo a vivê-la.

Mas não concordo com o fato de querem implantar uma idéia e uma opinião na cabeça delas, deixemos que elas vivam e sejam capazes de criar suas próprias opiniões e que sejam capazes de julgarem o que acham certo ou deixam de achar.

Karina Mendonça

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

A um amigo que não era meu amigo

À algum tempo você se foi.

Você não era meu amigo,
não me conhecia, e confesso
que não era muito ligada na tua.

Mas quando você foi embora,
de uma forma tão... tão...

Tão triste, violenta, revoltante e
por um motivo tão banal,
foi capaz de mobilizar horrores e
infelizmente ganhou até fãs depois disso.
Tenho que confessar que me enquado neste grupo.

Mas além de tudo, me tornei uma admiradora,
descobri quem você era, o que pensava e o que fazia,
e começei a dar valor as coisas que você sempre quis mostrar
enquanto estava por aqui.

Não te conhecia, mas o que te aconteceu mecheu muito comigo
e me deixou triste como nunca havia me sentido por um desconhecido.

Começei a ver a vida de uma forma diferente.

Começei a me indignar por coisas que antes me passavam despercebidas,
e tudo por sua causa.

É uma pena que não pude te admirar enquanto havia tempo,
mas saiba que você esta imortalizado nas suas palavras, letras,
melodias e pensamentos.

Hoje, você hoje faz muita falta pra mim, penso muito em você, e que
teria sido ótimo que tivéssemos nos conhecido, mas se não pôde ser assim,
ainda posso te ouvir cantar e te ver tocar.

(Essa é uma "carta desabafo" a um alguém especial que infelizmente não pude conhecer, mas que hoje, por algum motivo me faz falta e por quem tenho uma enorme admiração.)

Karina Mendonça