segunda-feira, 4 de setembro de 2006

A um amigo que não era meu amigo

À algum tempo você se foi.

Você não era meu amigo,
não me conhecia, e confesso
que não era muito ligada na tua.

Mas quando você foi embora,
de uma forma tão... tão...

Tão triste, violenta, revoltante e
por um motivo tão banal,
foi capaz de mobilizar horrores e
infelizmente ganhou até fãs depois disso.
Tenho que confessar que me enquado neste grupo.

Mas além de tudo, me tornei uma admiradora,
descobri quem você era, o que pensava e o que fazia,
e começei a dar valor as coisas que você sempre quis mostrar
enquanto estava por aqui.

Não te conhecia, mas o que te aconteceu mecheu muito comigo
e me deixou triste como nunca havia me sentido por um desconhecido.

Começei a ver a vida de uma forma diferente.

Começei a me indignar por coisas que antes me passavam despercebidas,
e tudo por sua causa.

É uma pena que não pude te admirar enquanto havia tempo,
mas saiba que você esta imortalizado nas suas palavras, letras,
melodias e pensamentos.

Hoje, você hoje faz muita falta pra mim, penso muito em você, e que
teria sido ótimo que tivéssemos nos conhecido, mas se não pôde ser assim,
ainda posso te ouvir cantar e te ver tocar.

(Essa é uma "carta desabafo" a um alguém especial que infelizmente não pude conhecer, mas que hoje, por algum motivo me faz falta e por quem tenho uma enorme admiração.)

Karina Mendonça

Um comentário:

MArjorie disse...

É por isso que eu digo sempre, aproveita... deixa de lado aquilo que vc acha e ousa...
Se precisar quebra a cara um pouquinho, agente só aprende assim mesmo!

Beijo pra tu
Adorei