segunda-feira, 18 de setembro de 2006

A vida e as pessoas

Andei pensando e percebendo algumas coisas em relação à vida e as pessoas.

Há vários tipos de pessoas que passam pela nossa vida, ou nem passam, mas nem por isso deixam de existir.

Existem as pessoas que não conhecemos e nem ao menos sabemos da sua existência, enquanto outras sabemos tanto da existência quando de toda a vida pessoal.

Algumas outras, não conhecemos, mas por algum motivo as nossas vidas foram cruzadas, nem que seja por uma fração de segundo.

Existem os que apenas conhecemos e com quem falamos o necessário, porém, algumas com quem nem ao menos nos damos ao trabalho do necessário.

Alguns tornam seus amigos, e é finalmente sobre esses que quero falar.

Em um dado momento, somos melhores amigos. Passamos noites inteiras conversando, achando papo em pequenos assuntos, saímos inúmeras vezes juntos só pra não dá tempo de sentir saudade e de quem nunca queremos nos separar.

Mas, como na vida “nem tudo são flores”, esses amigos se dividem em quatro tipos, dos quais nem todos são agradáveis, porém todos são verdadeiros, digo por experiência própria.

O primeiro tipo é aquele que nunca deixa de ser seu amigo e por menos intensa que seja a amizade, ela nunca acaba e sempre estão a par um da vida do outro e nunca esquecem de seus aniversários, ou seja, estão de certa forma, sempre mantendo contato, mas não só por obrigação.

O segundo tipo é aquele com quem você não mantém um contato intenso, porém a amizade ainda existe entre ambos os lados e por isso, cada encontro, mesmo que casual, é sempre uma festa. Cada encontro é cheio de novidades, devido ao tempo que não tiveram contato.

O terceiro tipo resume-se ao esquecimento, causado por algum motivo, mesmo que você não saiba qual seja ela. Ou seja, quando se encontram tudo o que fazem é soltar o leve cumprimento: Oi, tudo bom? Ou até nem mesmo o “Oi” existe, apenas passam, se olham(ou nem isso) e seguem seus caminhos, como leve conhecidos.

O quarto e último tipo é aquele em que as pessoas nunca mais se vêem e tornam-se uma leve lembrança. São aqueles que, causado por algum episódio, nos lembramos por algum motivo, ou simplesmente, nos lembramos de repente, “não mais que de repente”.

Provavelmente, alguns dos que foram seus melhores amigos algum dia, se encaixam em algum desses tipos.

Tenho pensado bastante nisso, pois algumas pessoas tão importantes pra mim, tornaram-se meras lembranças, ou meros conhecidos.

Não consigo entender o motivo dessa mudança radical. Éramos tão amigos, tínhamos tanto o que conversar, mas o que aconteceu?

Chego a pensar que talvez a amizade nunca tenha sido verdadeira, porém, era tão intensa... Então lembro que foi eterno enquanto durou e é uma pena que não tenha durado para sempre.

Mas sei que as coisas acontecem por algum motivo, e mesmo tendo se distanciado, e mesmo que eu não lembre, essas pessoas marcaram a minha vida de alguma forma e sei que fizeram toda a diferença na formação do ser que sou hoje.

Por isso, agradeço a todos que um dia passaram pela minha vida, sei que fiquei com um pouco de cada um e sei também, que cada um levou um pedaçinho meu.

Karina Mendonça

2 comentários:

Anônimo disse...

Existem amigos e amigos,devemos dar valor as amizades que ficam, que não tem interesse algum, simplismente nasceram de uma empatia muito grande, o resto, os outros amigos que só se mostram quando procuram o seu próprio interesse, devem ser esquecidos ou simplesmente colocados na gaveta de baixo do armário, aquelas que só possuem trecos. Beijos pra tu. Adriani

Libelula da Noite disse...

Espero q eu seja uma pessoa que passou por seu blog, e que irá ficar em sua vida =)
Bjus!