terça-feira, 31 de outubro de 2006

Um amigo de verdade

Que todos os meus amigos me perdoem, mas preciso colocar pra fora uma parte da minha angústia e da minha dor.

Ultimamente minha vida anda dando inúmeras voltas e não acho que elas estejam parando, penso que só estão começando.

Percebi então, que não tenho nenhum amigo de verdade.

Amigos eu tenho. Sempre que estou feliz falo com alguém, brinco, dou gargalhadas, mas sempre que estou triste, percebo que estou sozinha.

Não tenho liberdade com ninguem do que tipo que posso ligar na hora do meu desespero, onde eu não precise dizer nem ouvir nada, apenas chorar.

Não tenho ninguém para limpar minhas lágrimas. Ninguém para me oferecer o ombro.

Não sei mais o que pode acontecer. Sinceramente, peço a Deus que as coisas começam a melhorar, mas todos os dias acontece algo e tudo desmorona de novo, até quando? Eu não sei...

E, passando por tantas coisas, por tantas provações divinas, tenho cada vez uma certeza maior de que estou sozinha nesse mundo(exceto os meus pais, pois estão comigo em todos os momentos).

Ás vezes me pego recordando algumas coisas, momentos felizes, e percebo o enorme números de amigos que estavam a minha volta.

Mas quando me recordo dos momentos tristes, percebo que estava sozinha em todos eles.

Você então deve estar pensando que eu não estou com ninguem durante o momento de dor, que sou uma das primeiras que desaparece, não é?

Engano seu. Confesso no nos momentos de dor, nunca sei o que dizer, mas sempre dou uma abraço e pronto. Nada mais precisa ser dito, sabe? O meu abraço, ás vezes, fala mais que a minha boca e assim, eu tento estar presente na vida dos meus amigos sempre que posso.

Mas confesso que ando meio cansada disso, sabe?

Eu me dou para as pessoas. Eu sou uma ótima ouvinte(foi o que me disseram uma vez), gosto de dar conselhos, quando me permitem. O fato de não gostar de telefone e não viver ligando, não mostra que não amo os meus amigos, pois demonstro o que sinto de outra forma.

Mas ás vezes percebo, que, aqueles que me consideram uma ótima ouvinte, não parecem muito interessados quando se trata de me ouvirem. E sinto uma vontade enorme de gritar: MAIS EU TE OUVI DROGA! SERÁ QUE DAVA PRA ME ESCUTAR UM POUCO QUE SEJA?

Ás vezes eu só queria um ombro(sim, eu já disse isso, eu sei, mas é pra você perceber a falta que um ombro me faz) para chorar desesperadamente.

Muitos dos meus amigos sumiram. É trite, mas hoje, passo por muitos deles e me viram a cara.

Com tanta bobagem útil, como o orkut ou o msn, percebo o quanto estão afastados de mim. Deixe-me explicar.

Quando tenho saudade de alguem que não vejo a algum tempo, deixo um recadinho pra ele dizendo que sinto a sua falta, mas olhando minha caixa de recados, nunca me deixaram um desses.

Será que não faço falta na vida de ninguém? Será que nunca tive importância na vida de ninguém?

Tá, talvez eu esteja um pouco melancolica hoje, mas não estou bem e talvez você tenha percebido isso logo que começou a ler.

Enfim... já falei demais e mais uma vez não sei se algo faz sentido ou não, mas eu precisa desse momento com o meu teclado.

Kari Mendonça

4 comentários:

Tia Ana disse...

Kakazinha,

Apesar de não termos ligações de sangue, me identifico muito com você, com o seu "discurso"... Mas, isso agora não importa, o que importa, mesmo, é que sempre que quiser pode contar comigo, que meu ombro estará sempre disponível pra você, assim como meus ouvidos, também.
Amo muito tu e me importo muito com tudo que se passa com você.
Um beijo e um abraço bem apertado.
Bjus

Alexandre Hallais disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre Hallais disse...

Minha doce Kari,

Demorei um ano para postar, mas te falo...
Você não merece isso e essa pessoa não era seu amigo de verdade.

Falsos.

Beijos e pode contar comigo.

Sonia disse...

Querida Kari

Também me identifico com você. Eu vivia rodeada de amigos, sentia-me muito querida e era muito feliz. Pouco após ficar viúva, fui exonerada de um cargo municipal (obrigatório), entre outras coisas, e o meu poder aquisitivo declinou estupidamente. Enfim... "coincidentemente", meus amigos sumiram. Entrei em depressão e passei por maus pedaços. Hoje, eu recuperei minhas forças e estou bem perto do que já fui, mas aprendi que não podemos transferir a responsabilidade de sermos felizes para as outras pessoas, no caso, os amigos. Continue sendo você mesma, sendo boa amiga e ouvinte, mas não espere que os outros tenham um espírito evoluído como o seu... não espere mais do que eles podem ou sabem te dar. Seja feliz, da melhor maneira que puder, procurando fechar os olhos para as imperfeições dos seres humanos. Procure sua felicidade nas pequenas coisas, como o nascer do sol, a natureza, um doce olhar de um bichinho de estimação... Ame-se a cada minuto e, principalmente, confie em Deus. Um grande beijo no seu coração. Soninha Gouvêa (v. meu perfil Orkut)