quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Um pequeno equívoco...

Pare.

Antes de ler esse post você terá de ler o post anterior ou ficará completamente perdido.

Confesso que cometi um pequeno equívoco ao comparar os gays aos negros, índios e mulheres, afinal, os gays optaram por serem gays, já os outros não tiveram nenhuma opção.

Mas, tenho que discordar em uma coisa: a comparação entre os gays e um assassino.

Os gays optaram por serem gays, não vou dizer que concordo, mas respeito, afinal são seres humanos como eu. A escolha em ser gay não atinge e nem interfere na vida de ninguém mais.

Já um assassino é culpado por, não só interferir, mas destruir a vida de alguém. Ele foi contra a “moral da sociedade” (se é que essa sociedade ainda tem alguma moral), de fato, mas nada é justificável a tal ato.

Se formos culpar a sociedade por tudo, como alguns justificam o assassino dizendo “mas era pobre e estava com fome”, então, culparemos a sociedade por existirem tantas lésbicas em Recife, por exemplo, afinal, aqui existem 15 mulheres para cada homem.

Vê-se que a sociedade nem sempre tem culpa, pois, por mais que a sociedade lhe prejudique, a escolha é sempre sua, tanto ser gay quanto ser um assassino, apesar de que, acho essa comparação um tanto ridícula.

Mais uma vez, obrigada pelos comentários, tanto gostei, que fiz um post em resposta.

-Abraços
Kari Mendonça

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Dia da Conciência Negra (???)


Hoje, dia 20 de novembro é considerado dia da conciência negra, "dia de orgulho nacional" como diz a wikipédia(minha principal fonte).

O dia 20/11 foi escolhido em "homenagem" a traição feita ao grande líder Zumbi dos Palmares(o da foto), quando foi denunciado, preso e degolado aos 40 anos de idade, em 1695.

Zumbi, foi criado pelo padre Antônio Melo, aprendeu português e latim, mas regressou a Palmares, onde se mostrou um grande guerreiro e organizador militar. Após várias lutas, assumiu o comando em Palmares onde continuou lutando contra tropas portuguesas até que foi traído e então decapitado.

Então, hoje, a sociedade deve se envergonhar pelo que fez aos negros e por isso criou o "dia da conciência negra".

Mas me tira uma dúvida, a intenção é conscientizar os branco ou os negros? E se forem os negros, desejam concientizá-los de que?

A humanindade deveria se envergonhar por ser tão racista, machista e egoísta.

Se não fossem assim, não criariam um dia em homenagem aos negros, aos índios ou as mulhres. Afinal, somos todos iguais e deveriamos ser homenageados todos os dias e da mesma forma.

Se você não concorda que o fato de criar um dia para homenagear é o mesmo que confirmar que o preconceito existe, eu te pergunto, e por que não existe nenhum dia em homenagem aos homens?

Pois é, não existe porque os homens nunca foram descrimindos, nunca se sentiram menor que os outros e nunca foram motivos de piada.

Os negros nunca fizeram nada para merecer todo esse preconceito, nem os índios e muito menos as mulheres(é fato que hoje, algumas não se dão ao valor, mas estamos generalizando...).

Certa vez disseram que os negros eram a "raça inferior", porém, geneticamente falando, eles são a única raça pura e todos os outros(morenos escuros e claros, mulatos, mestiços e até os brancos) são todos seus descendentes, por assim dizer.

Ah. Eu havia me esquecido que os gays também são tratados com preconceito e não é a toa de que existe o dia do orgulho gay.

Não consigo entender como é tão difícil concientizar a humanindade de que somos todos iguais independente de qualquer, sim, QUALQUER coisa.

É ridículo o fato de termos de criar um dia para específico do ano para que lembremos coisas óbvias e que nos deveriam se ensinadas nas escolas e em casa, como: não ter preconceito com os negros (afinal, deve ser essa a intenção do dia de hoje, né?), a mulher é tão igual como homem, os gays são pessoas antes de tudo e assim por diante.

Acho que já me fiz entender não é? Espero sinceramente que sim.

Então, façamos assim: quando você tiver um filho(se ainda não o tem) trate de ensina-lo a ter respeito pelas pessoas todos os dias. Ensine-o que somos todos iguais independente de cor, raça, opção sexual, nacionalidade ou qualquer outra coisa.

Ah, e mostre-o que o fato de existir um dia em homenagem a quem quer que for, não diminue a nossa responsabilidade em acabar com o preconceito em todos os momentos.

-Abraços
Kari Mendonça

(PS.: -DV, olha, tu vens comentando por aqui, sempre coisas que me deixam feliz por ler. Não sei porque, mas gosto dos seus comentários, mas tenho uma pequena curiosidade, quem és tu? Eu te conheço? É. Só queria saber. Mas obrigada mesmo assim.)

sábado, 18 de novembro de 2006

Eu e ele (¬¬)

A vida é uma coisa engraçada e ao mesmo tempo completamente sem graça.

É engraçado perceber, que mesmo contra a nossa vontade, somos metamorfoses ambulantes e estamos sempre mudando o modo de ver alguns acontecimentos.

Você pode discordar de mim e como não quero discursão e nem estou fazendo uma redação, então, falarei por mim, na primeira pessoa.

Andei analizando algumas coisas e vi que mudei completamente em relação a alguns assuntos. Vou dar um exemplo para não ficar uma afirmação vaga.

Um dia me contaram uma piada sobre o aniversário de uma pessoa com câncer e como seriam cantados os parabéns e me recordo que na ocasião eu ri bastante. Hoje percebo que não havia nenhuma graça naquilo.

Talvez a graça tenha "desaparecido" quando tive que cantar os parabéns para pessoas queridas, quando essas se encontravam com câncer e não tiveram muito tempo de vida.

Cheguei até aqui pra falar da relação que existe entre mim e o câncer.

Não, eu não tenho câncer e não estou com os dias contados. Mas ninguém sabe quando os nossos dias acabarão, não é mesmo?

O câncer nunca chegou a me atingir fisicamente, mas já atingiu e atinge muitos dos meus queridos e amados e por isso me ataca psicologicamente falando.

Sou uma pessoa bastante curiosa, mas apesar de já ter visto o que essa doença tão traiçoeira pode fazer com alguém, eu nunca tinha pesquisado ao seu respeito, até ontem.

Não sei se fiz o certo. Descobri estatísticas, tratamentos, algumas de suas supostas causas, mas descobri também o que pode fazer com alguém e terminei lendo sobre o que já tinha visto.

Caramba, eu odeio o câncer. Pode ser uma afirmação de algum insano. Mas eu nunca disse que não possuia nenhuma insanidade.

Odeio-o porque ele destroe as pessoas, destruiu e ainda vem destruindo pessoas que eu amo demais.

É impressionante como uma pequena célula, algo invisível aos olhos, pode aos poucos destruir uma vida.

Sabia que o vírus que causa a verruga pode causar mutações nas céluas? E qualquer mutação celular pode causar o câncer. Pois é, uma simples verruga pode destruir tudo.

Não. Eu não inventei essa informação, pode procurar por câncer ou cancro no wikipédia e você lerá sobre os mutações das céluas e sobre tantas outas coisas que o câncer pode fazer.

O câncer é uma pequena célula que sofreu mutações e está de certa forma "infectada" e assim, ela começa a infectar todas as céluas ao seu redor até que já não haja nenhum célula "boa" e já não haja mais solução. Então, tudo o que se tem a fazer, é esperar.

Calma, não estou dizendo que o câncer não tem cura. Temos o exemplo de celebridades como Ana Maria Braga, Patrícia Pilar e algumas outras que não me recordo no momento.

Existem tratamentos e muitas vezes a cura. Mas existem casos em que os tratamentos já são desnecessários e a cura é quase inexistente.

Se você tem câncer ou conheçe alguém que tenha, não fique com raiva de mim e nem me faça críticas, por favor. Mas sou uma jovem, que já perdeu algumas pessoas queridas por causa desse câncer e já não aguento mais ver quem amo sofrer tanto.

Como sempre digo. Talvez eu tenha falado muitas bobagens, mas cheguei ao meu objetivo: o de desabafar e me livrar do que tanto doi quando fica dentro de mim.

-Abraços
Kari Mendonça

sábado, 11 de novembro de 2006

O medo do desconhecido

Ontem recebi uma notícia que mudou a minha vida, ou mudará a partir de agora.

Passei no vestibular, pois é, nem acabei o terceiro ano e já tenho certeza de que estarei na faculdade no ano que vem.

Ainda não me permitir me alegrar com a notícia, visto que muitas coisas estão acontecendo, então, pensei que não seria justo me alegrar quando pessoas que tanto amo estão em momentos tão difíceis.

Pra falar a verdade, ainda não consegui "absorver" a notícia, mas penso que foi bem recebida, pelo que percebi através da alegria de meus pais e alguns mais próximos.

Mesmo sem "digerir" o assunto, tive um pouco de medo. O medo do desconhecido.

Não sei como será daqui pra frente.

Se tenho certeza se fiz a escolha certa? Tenho sim.

Jornalismo sempre foi a minha paixão. Devem ter percebido que gosto de escrever, mesmo escrevendo coisas sem sentido ás vezes.

Gosto de pesquisar, sou curiosa e procuro sempre estar bem informada, percebo pequenos detalhes pois sou bastante observadora.

Não sei se isso poderá me ajudar.

Não sei como serão as minhas aulas, nem as pessoas.

Mas uma certeza eu tenho: estou andando no caminho certo.

Mesmo sem tanta certeza de para onde estou indo, sei que estou seguindo os meus intintos e quero ver até onde eles me levarão.

Antes de saber o resultado, ficava imaginando como seria quando as aulas começassem e agora fico com um frio na barriga só de pensar. Mas estou louca pra que começem logo.

Não vejo a hora de começar a estudar coisas que sempre gostei.

Não vejo a hora de abolir a química, a física e a matemática da minha vida(que os químicos, físicos e matemáticos me perdoem, mas essas matérias não são pra mim...).

Talvez, se você já faz faculdade ou já acabou, pense que estou falando bobagens.

Bom, talvez eu esteja.

Mas falo o que sinto e "se pra os outros já não faz sentido" não tenho culpa nenhuma quanto a isso.

-Abraços

Kari Mendonça

domingo, 5 de novembro de 2006

Férias!, Marian Keyes

Ultimamente ando lendo bastante.

Sempre gostei de ler, mas tenho lido com a finalidade de "fugir da realidade" e entrar em mundo completamente diferente, com pessoas diferentes, ocasiões diferentes, e até lugares diferentes e isso tem me feito muito bem.

Alguns poderiam classificar os livros que ando lendo como "livros de mulherzinha", e de fato são de mulher. Feitos por mulheres(os que tenho lido, mas alguns foram feitos por homens como Luca Biancchini) e para mulheres, afim de mostar a realidade feminina.

Algumas vezes de forma hilária, outras em forma de suspense e outras abordam assuntos sérios.

Afinal, diferente do que alguns homens pensam, nós mulheres, não vivemos loucamente a procura de um príncipe encantado. Claro, seria bom se ele aparecesse, mas não vivemos 24 horas por dia pensando em quando isso acontecerá.

Me prolonguei um pouco, mas estou aqui para falar especificamente sobre um dos livros, o livro Férias! de Marian Keyes.

O livro conta a história de Rachel, uma jovem com um emprego, um namorado, e uma liberdade invejável, fora pelo fato de ser uma toxocômana.

Caramba, confesso que aprendi muito com esse livro e de agora em diante(ou melhor, desde ontem a noite, quando acabei de ler o livro) não vou mais julgar as pessoas apenas pelo que vejo ou por algumas de suas atitudes.

O livro mostra que alguém não se torna um toxocâmano apenas por querer ser toxocômano e não pega drogas apenas para se drogar.

Tudo têm um antes.

É impressionante o desenrolar da história. O livro mostra que tudo começa do começo.

Deixe-me explicar.

Uma pessoa não começa a se drogar do nada e não se torna um viciado por acaso. Alguns fatos que marcaram a sua infância podem ser os grandes causadores da sua dependência e o quando a ressaca chega, a pessoa se droga para não sentir a ressaca.

E assim vive em um ciclo sem fim...

Descobri que as pessoas se drogam por não quererem enfrentar a realidade.

A droga é apenas um refúgio. Refúgio esse que pode destruir toda uma vida.

Sei que era apenas um livro, mas sei que a história de Rachel é igual a de muita gente.

Não estou dizendo que os apoio, apenas agora compreendo o que os leva aonde quer que pensem que estão indo.

Antes eu apenas ouvia falar sobre as drogas, de longe, mas após ler o livro, pude, de certa forma, estar perto de uma dependente e pude ver o seu ponto de vista.

Não sei se falei coisas sem sentido, mas o que eu queria dizer é que o livro é bom e faz você compreender um outro cotidiano e também ajuda a acabar com o preconceito com os dependentes químcos.

Enfim... me prolonguei demais, mas espero que o recado tenha sido passado, seja ele qual for... hehehehe

Kari Mendonça