segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Felicidade...

Ela existe?
Ou é apenas algo útopico?
Conheces alguém feliz por completo?
Tivesses momentos felizes?
Eles duraram pra sempre?
O que seria o "sempre"?
Por que choras? Não és feliz?
Conseguisse ser feliz por uma semana consecultiva?
Ou sempre aparece algo que destói tudo?
Sorrir é ser feliz?
Ou não tem nada a ver?
Chorar significa a ausência da felicidade?
Se não és feliz, como sabes que a felicidade existe?
Já te falaram sobre ela?
Posso tocar? Ou só dá pra sentir?
Como se sente a felicidade?
Qualquer um pode ter?
E como faz pra conseguir?

O que é felicidade afinal, um estilo de vida ou um estado de espírito?

(foi confuso? é assim que me sinto...)

-Abraços
Kari Mendonça

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Eu já...

Já tive vontade de sumir e não voltar nunca mais.
Já amei desesperadamente.
Já me decepcionei e achei que nunca ia conseguir acreditar em alguém de novo.
Já ganhei alguns amigos e perdi inúmeros outros.
Já fui leal a quem me apunhalou pelas costas.
Já chorei no banheiro por vários motivos.
Já chorei pela perda de uma gata ou uma cachorra.
Já perdi quem muito amei.
Já me iludi achando que era correspondida.
Já esperei um amor que nunca me notou.
Já chorei de raiva.
Já pensei em fugir de casa.
Já quis fazer faculdade de medicina.
Já quis beijar um desconhecido.
Já chorei vendo filmes.
Já chorei de tanto rir.
Já senti saudade de quem não pode mais voltar.
Já lamentei não ter ido aquela festa.
Já odiei ter ido naquele dia.
Já tive vontade de chorar quando vi alguém.
Já quis dar um murro bem forte naquele cara.
Já entrei e sai sem ser notada.
Já fui chama de idiota.
Já ouvi que me amavam.
Já sai sem me despedir.
Já entrei sem cumprimentar.
Já beijei um amigo.
Já guardei pastas com matérias de uma certa banda.
Já passei o dia ouvindo a mesma música.
Já passei um dia no quarto sem querer ver ninguém.
Já passei a madrugada todo vendo filmes.
Já tirei 1(um) numa prova.
Já tirei 10(dez) em outra.
Já chorendo vendo fotos.
Já dormi pensando em alguém.
Já fiz tanta coisa nessa vida, que nem me lembro.
Mas de uma coisa eu tenho certeza,
cada situação me ensinou algo.
Me ajudou a seguir, a me levantar, a acreditar
e a estar preparada para a próxima batalha.
É isso, os erros que cometemos e as tribulações pelas
quais passamos devem nos servir como enormes lições.
Lições essas que só conseguimos notar com o tempo,
pois o tempo nos revela inúmeras coisas.
Fique atento.

-Abraços
Kari Mendonça

domingo, 18 de fevereiro de 2007

O Rio, a família e o Brasil

Estava sem internet em casa (pois me mudei, falei sobre isso no post passado) e tinha prometido a mim mesma que assim que a internet fosse instalada eu escreveria um post bem legal falando um monte de coisas.

A internet foi instalada na quinta-feira e desde então venho tentado escrever o post tão pensando, mas o fato é que não estou conseguindo.

Já pesquisei na internet para falar sobre “A cidade maravilhosa”.

Sobre o fato de eu não acha-la tão maravilhosa assim, pois apesar de muito bonita, a violência em grande escala acaba escondendo um pouco a beleza natura.

Pesquisei no dicionário o significado da palavra FAMÍLIA, pois queria falar o que essa palavra significa pra mim.

Penso que família não significa apenas aqueles com quem possuímos consangüinidade, mas sim aqueles a quem temos afeto e amor (e fique sabendo, que o dicionário em parte concorda comigo).

Ah. Comecei um esboço também falando sobre um Brasil de vários povos e várias línguas.

Onde, falando português podemos não entender nada que uma outra pessoa está dizendo.

Escrevi, pensei, pesquisei bastante e não consegui fazer nada produtivo para postar por aqui.

Então, achei produtivo o bastante para minha publicação escrever sobre o fato de não conseguir escrever e isso acabou me ajudando a escrever. Interessante, não?

Resolvi também falar um pouco de cada esboço meu, já que não escrevi o suficiente para três posts (visto que são três assuntos), escrevei para um só.

Não conheço o Rio de Janeiro, mas vontade não me falta.

Mas me pergunto por que o termo “A cidade maravilhosa” ainda é tão usado, quando de maravilhoso não tem mais tanta coisa quanto antes.

Pelo que ouço falar, grande parte dos morros foram invadidos por favelas e isso acaba poluindo a imagem.

Assistindo ao filme “Zuzu Angel”, na cena em que ela está no avião, ela pega o microfone da comissária de bordo e diz que essa cidade que chamam de maravilhosa já não é maravilhosa há muito tempo, pois ela esconde crimes terríveis.

Acho que continua escondendo até hoje, não? Ou talvez hoje já não seja escondido e sim “aberto ao público”.
Apesar de que, mesmo que o frevo fosse abolido da faça de terra, não gostaria que parassem de chamar Recife de “A cidade do frevo”, mas enfim...

Quanto à família, cresci considerando meus familiares àqueles que estavam na mesma árvore genealógica que eu.

Com o tempo, fui percebendo que eu não tinha nenhuma “afinidade” com os meus, até então, familiares e que essa “afinidade” era enorme com alguns que considerava apenas como amigos.

Percebi então, que muitos “familiares” não se importavam com a minha vida e me perguntei por que eu deveria me importar com a deles.

Foi então que, certo dia, tomei uma decisão: família pra mim passou a não ter nada haver com sangue, mas com sentimentos.

Muitos passaram a ser apenas consangüíneos meus e outros se tornaram da minha verdadeira família.

E com isso, acabou surgindo a Family Trolóló. Pode parecer idiota para alguns, como pareceu pra mim no início.

Mas com o tempo fui vendo que essa galera (membros da family trolóló) eram mais que amigos pra mim, pois eram importantes demais e por isso não havia mal algum em considerá-los minha família.

Quanto ao Brasil, eu acho muito legal o fato de ter vários vocábulos.

Um dia, conversando com um amigo que é de Maceió, mora em Olinda e vive viajando pra o Espírito Santo, descobri que em cada lugar existem algumas palavras características.

Nesse dia, descobri que o que os cariocas chamam de sacolé, eu conheço como dudu, num é legal isso?

Você entenderia se eu dissesse:

“Ô abestalhado, vai lá no Brompreço comprar guaraná e macaxeira, que mainha tá arretada que só a muléstia porque tão mangando no colégio que Juninho é cangalho.”

Preciso traduzir? Então vai lá:
Abestalhado: leso, besta
Bompreço: é um supermercado que tem no nordeste, mas chamos de bompreço qualquer outro supermercado que exista.
Guaraná: não exatamente o Guaraná, pois chamamos de guaraná qualquer refrigerante. (Ex. Qual o guaraná que tem aqui em?)
Mainha: mãe
Arretada: com raiva (nesse caso, mas pode significar muito bom. Ex. Essa festa tá arretada de boa.)
Que só a muléstia: muito, absurdamente muito (no caso, com muita raiva)
Mangando: tirando onda ou tirando sarro da cara de alguém
Cangalho: pessoa com as pernas arqueadas.

Viu como é interessante o fato de eu e você falarmos português e você não entender o que falo? Eu acho isso o máximo...

Pronto. Juntei várias tentativas frustradas de um post e acabei fazendo outro.

É isso. Disse o que queria dizer, se não achou interessante, eu só lamento.

- Abraços
Kari Mendonça

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Muitas coisas em um espaço só

Hoje não venho escrever nada de mais.

Venho de certa forma atualizar o meu blog e informar que não o abandonei de forma alguma.

Me mudei a quase três semanas e a telemar vem me enrolando até então, e por isso estou sem telefone e consequentemente sem internet.

Parece que as coisas finalmente estão começando a dar certo.

Tenho reparado certos sorrios em meu rosto que já não via a algum tempo.

Tenho achado graça de coisas que havia começado a ignorar.

E acima de tudo, tenho percebido tranquilidade nas pessoas que amo e isso me deixa mais calma e mais feliz.

Pois é, não sou tão egoísta assim não.

O humor, as atitudes e as emoções dos que me cercam me atingem mesmo que sem nehuma intenção e vê-los felizes me deixa, no mínimo, mais tranquila.

Estou um pouco ansiosa, pois o início das aulas se aproxima e não tenho a mínima idéia de como as coisas serão.

Nunca fui boa com "primeiros dias de aula" e principalmente quando sou "novata", mas agora é diferente, né?

Afinal, todos são "novatos", pois iniciaremos o primeiro períodio de uma nova etapa da nossas vidas e espero que sejo tudo bem legal.

A falta de internet não está sendo no todo ruim, pois tenho tido muito tempo pra pensar e refletir em coisas que já não me abalavam mais.

Percebi que tantos dos meus amigos talvez não fossem tão amigos assim, pois, fazendo um pequeno balanço dos momentos difíceis que vivi, percebi que em nenhum deles, nenhum dos tal amigos, estavam perto de mim.

No entanto, percebi que alguns outros, estavam comigo em todos os momentos e que também, foram eles os que proporcionaram os melhores momentos pra mim.

Ah. Com o fim do colégio, começei a pensar e vi que os últimos três anos foram os melhores anos "letivos" pra mim.

Não me refiro a notas, de forma alguma, me refiro apenas nas companhias maravilhosas que tive.

Nos amigos que estavam sempre por perto.

Lembrei-me de momentos maravilhosos, como as tardes que passamos no MC Donald's conversando besteiras, ou os dias no Caxangá tomando banho de piscina e pegando um bronze...

Tempo bom que não volta atrás, mais que jamais sairá da memória de cada um de nós.

Falei sobre tudo e não tive a intenção de dizer nada de especial.

Estava apenas com saudade de botar pra fora os meus pensamentos e agora que tive essa pequena oportunidade, não pude recusá-la.

-Abraços
Kari Mendonça