domingo, 18 de fevereiro de 2007

O Rio, a família e o Brasil

Estava sem internet em casa (pois me mudei, falei sobre isso no post passado) e tinha prometido a mim mesma que assim que a internet fosse instalada eu escreveria um post bem legal falando um monte de coisas.

A internet foi instalada na quinta-feira e desde então venho tentado escrever o post tão pensando, mas o fato é que não estou conseguindo.

Já pesquisei na internet para falar sobre “A cidade maravilhosa”.

Sobre o fato de eu não acha-la tão maravilhosa assim, pois apesar de muito bonita, a violência em grande escala acaba escondendo um pouco a beleza natura.

Pesquisei no dicionário o significado da palavra FAMÍLIA, pois queria falar o que essa palavra significa pra mim.

Penso que família não significa apenas aqueles com quem possuímos consangüinidade, mas sim aqueles a quem temos afeto e amor (e fique sabendo, que o dicionário em parte concorda comigo).

Ah. Comecei um esboço também falando sobre um Brasil de vários povos e várias línguas.

Onde, falando português podemos não entender nada que uma outra pessoa está dizendo.

Escrevi, pensei, pesquisei bastante e não consegui fazer nada produtivo para postar por aqui.

Então, achei produtivo o bastante para minha publicação escrever sobre o fato de não conseguir escrever e isso acabou me ajudando a escrever. Interessante, não?

Resolvi também falar um pouco de cada esboço meu, já que não escrevi o suficiente para três posts (visto que são três assuntos), escrevei para um só.

Não conheço o Rio de Janeiro, mas vontade não me falta.

Mas me pergunto por que o termo “A cidade maravilhosa” ainda é tão usado, quando de maravilhoso não tem mais tanta coisa quanto antes.

Pelo que ouço falar, grande parte dos morros foram invadidos por favelas e isso acaba poluindo a imagem.

Assistindo ao filme “Zuzu Angel”, na cena em que ela está no avião, ela pega o microfone da comissária de bordo e diz que essa cidade que chamam de maravilhosa já não é maravilhosa há muito tempo, pois ela esconde crimes terríveis.

Acho que continua escondendo até hoje, não? Ou talvez hoje já não seja escondido e sim “aberto ao público”.
Apesar de que, mesmo que o frevo fosse abolido da faça de terra, não gostaria que parassem de chamar Recife de “A cidade do frevo”, mas enfim...

Quanto à família, cresci considerando meus familiares àqueles que estavam na mesma árvore genealógica que eu.

Com o tempo, fui percebendo que eu não tinha nenhuma “afinidade” com os meus, até então, familiares e que essa “afinidade” era enorme com alguns que considerava apenas como amigos.

Percebi então, que muitos “familiares” não se importavam com a minha vida e me perguntei por que eu deveria me importar com a deles.

Foi então que, certo dia, tomei uma decisão: família pra mim passou a não ter nada haver com sangue, mas com sentimentos.

Muitos passaram a ser apenas consangüíneos meus e outros se tornaram da minha verdadeira família.

E com isso, acabou surgindo a Family Trolóló. Pode parecer idiota para alguns, como pareceu pra mim no início.

Mas com o tempo fui vendo que essa galera (membros da family trolóló) eram mais que amigos pra mim, pois eram importantes demais e por isso não havia mal algum em considerá-los minha família.

Quanto ao Brasil, eu acho muito legal o fato de ter vários vocábulos.

Um dia, conversando com um amigo que é de Maceió, mora em Olinda e vive viajando pra o Espírito Santo, descobri que em cada lugar existem algumas palavras características.

Nesse dia, descobri que o que os cariocas chamam de sacolé, eu conheço como dudu, num é legal isso?

Você entenderia se eu dissesse:

“Ô abestalhado, vai lá no Brompreço comprar guaraná e macaxeira, que mainha tá arretada que só a muléstia porque tão mangando no colégio que Juninho é cangalho.”

Preciso traduzir? Então vai lá:
Abestalhado: leso, besta
Bompreço: é um supermercado que tem no nordeste, mas chamos de bompreço qualquer outro supermercado que exista.
Guaraná: não exatamente o Guaraná, pois chamamos de guaraná qualquer refrigerante. (Ex. Qual o guaraná que tem aqui em?)
Mainha: mãe
Arretada: com raiva (nesse caso, mas pode significar muito bom. Ex. Essa festa tá arretada de boa.)
Que só a muléstia: muito, absurdamente muito (no caso, com muita raiva)
Mangando: tirando onda ou tirando sarro da cara de alguém
Cangalho: pessoa com as pernas arqueadas.

Viu como é interessante o fato de eu e você falarmos português e você não entender o que falo? Eu acho isso o máximo...

Pronto. Juntei várias tentativas frustradas de um post e acabei fazendo outro.

É isso. Disse o que queria dizer, se não achou interessante, eu só lamento.

- Abraços
Kari Mendonça

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