sexta-feira, 29 de junho de 2007

Quase

"Ainda pior que a convicção do não,
É a incerteza do talvez,
É a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda,
Que me entristece,
Que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
Quem quase passou ainda estuda,
Quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
Nas chances que se perdem por medo,
Nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor.

Está estampada na distância e
na frieza dos sorrisos
,
Na frouxidão dos abraços,
Na indiferença dos "bom
dia", quase que sussurrados
.

Sobra covardia e falta coragem até
para ser feliz.

A paixão queima,
O amor enlouquece,
O desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no
meio-termo,
O mar não teria ondas,
Os dias seriam nublados e o arco-íris
em tons de cinza.

O nada não ilumina,
Não inspira,
Não aflige nem acalma,
Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão,
Para os fracassos, chance,
Para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é
instantâneo ou indolor não é romance.


Não deixe que a saudade
sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de
tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...

Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
QUEM QUASE VIVE JÁ MORREU."


Luís Fernando Veríssimo


Desculpem-me a falta de textos meus, mas o meu computador andou com problemas e o tempo está um pouco corrido.
Por isso resolvi postar uma poesia que gosto muito.

Adoro poesia, principalmente aquelas que me tocam, espero que possa tocá-lo também!

-Um beijo
Kari Mendonça

domingo, 24 de junho de 2007

O vestido azul

Hoje eu recebi um e-mail que muito me chamou a atenção.
Uma história interessante e muito bonita, que podemos aprender muito com ela.

"Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita.
Ela freqüentava a escola local.
Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja.
Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou penalizado com a situação da menina.
"Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?".
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo.
Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola.
Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas.
Quando acabou a semana, o pai falou: "mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços?
Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas
paredes, consertar a cerca e plantar um jardim."
Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes.
Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram
também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.
Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado.
Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que
eles bem mereciam um auxílio das autoridades.
Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar
uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra.
Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul.
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro.
Ele fez o que podia, deu a sua parte.
Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.
Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive?
Por acaso somos daqueles que somente apontamos os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?
Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas.
Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada.
É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul.
Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.
Você acaba de receber um lindo vestido azul.
Faça a sua parte.
Ajude-nos a melhorar o PLANETA!"

Pois é, agora basta que eu e você começemos a usar esse vestido azul!

-Abraços

Kari Mendonça


quarta-feira, 13 de junho de 2007

365 dias se passaram...

Hoje não é um dia qualquer, afinal o blog está fazendo aniversário!!!

Confesso que já alguns meses venho pensando nesse post e já o tinha planejado como DE LUTO PELO MEU BRASIL (PARTE II).

Assunto sobre o tema não me falta. Revoltas, tristezas e absurdos para comentar são inúmeros, no entanto, resolvi fazer uma retrospectiva sobre a minha vida.

Eu não estava em uma boa época, estava morando em uma cidade estranha, os meus amigos tinham me esquecido e estávamos brigados. As coisas estavam o que considero “um saco”.

Até que algo aconteceu com um cara que eu nem conheci, mas que me abalou de uma maneira que nunca imaginei.

Fiquei triste e revoltada com o que lhe havia acontecido e num momento de angústia, durante uma aula qualquer, escrevi um texto colocando toda minha indignação, tristeza e revolta e resolvi posta-lo no meu fotolog.

Os comentários foram os mais diversos possíveis, mas um, em especial, me chamou a atenção, era de um dos meus amigos (aqueles da briga). Acredita que ele levou meu texto pra aula de filosofia?

Isso me inspirou e resolvi fazer um blog. Assim surgiu o BOTANDO PRA FORA.

Desde então muitas coisas vem acontecendo e percebi que muitos dos acontecimentos foram importantes e marcantes pra minha vida, mas eu nem tive tempo de percebê-los.

Pouco depois de junho, voltei para o Recife, fui morar na casa dos meus avós, pois minha avó estava doente.

Voltei para o meu colégio, para os meus amigos e para todos os lugares antes freqüentados. Mas tudo parecia diferente demais.

Eu já não me encaixava mais em lugar algum. Alguns dos meus amigos nem notaram a minha volta, o que me entristeceu bastante.

Diferente de todo “terceiranista”, eu não estudei nem um pouco, mas não para me divertir ou curtir, olhe pelo meu lado, no início do ano eu estava em um lugar estranho tentando me adaptar, depois eu estava com a minha avó doente, e a cada dia surgia uma nova dificuldade.

Minha cabeça não conseguia se concentrar em livro algum.

Finalmente, após todas as provas possíveis e imagináveis(recuperação, final e recuperação final), o terceiro ano havia acabado.

Mas nesse tempo, a minha avó estava no hospital, e por isso não fui a minha formatura.

No meio de tanta confusão, eu nem percebi que uma das fases mais importantes da minha vida, havia acabado.

Passei no vestibular, não na federal, claro, nem me dei ao trabalho de tentar (e antes que você me critique por isso, fique sabendo que os dias das provas, foram aqueles em que minha avó está pior).

A minha avó terminou não resistindo, e foi muito doloso perdê-la, pois era alguém muito especial pra mim.

Voltei para o meu apartamento, o mesmo que morava antes de sair do Recife, e a vida parecia ter voltado ao normal. Mas nada foi como havia sido.

A faculdade começou. Conheci pessoas ótimas, estou adorando cada uma das minhas matérias e estudo com mais prazer do que nunca.

Alguns dos meus amigos seguiram seus rumos e quase nunca os vejo e quando nos vemos, a comunicação é bem superficial. É estranho.

Com alguns outros amigos mantenho um certo contato e morro de saudade deles a cada dia. Mas estamos providenciando o assassinato de tal saudade.

Os últimos 365 não foram dos melhores, mas não posso dizer que não aprendi com eles.

Aprendi que devo mostrar as pessoas o que sinto por elas, antes que seja tarde demais.

Aprendi que amigos vão e vêm, mas que as lembranças serão eternas, mesma que a amizade já não dure.

Aprendi que a vida não passa, ela corre e por isso é bom estar atento a todos os momentos e agarrando a todas as oportunidades.

Aprendi que ter um blog é muito legal, porque pessoas que nem te conhecem comentam sobre o que você escreveu e às vezes é muito bom ler tais comentários.

Aprendi também, que mesmo tendo apenas uma comunicação mediada com aqueles que visitam o meu blog, é muito bom conhece-los e saibam considero-os bastante.

Obrigada a todos que visitam o meu blog. Aqueles que comentam ou aos que só visitam. Saibam que sempre leio os comentários e sempre reflito sobre cada um deles.

-Um abraço
Kari Mendonça