terça-feira, 10 de julho de 2007

A internacionalização da Amazônia

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do
Distrito Federal, CRISTOVÃO BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta
de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvão Buarque:


"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazônia.

Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais
que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a
Amazônia para o nosso futuro.

Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado.

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser
queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões
arbitrárias dos especuladores globais.

Não podemos deixar que as Reservas financeiras sirvam para queimar países
inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio
humano.

Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural
amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um
país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro
de um grande mestre.

Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.


Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do
Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por
constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser
internacionalizada.
Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade.

Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife,
cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer
ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.

Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas,
provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis
queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos EUA tem defendido
a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha
possibilidade de COMER e de ir a escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.


Ainda mais do que merece a Amazônia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um
patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam
estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.


Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a
Amazônia seja nossa.

Só nossa!".



-Abraços
Kari Mendonça

PS.: Quero me desculpar, primeiro pela falta de textos meus, mas desde que fiquei de férias, o meu computador tem passado mais tempo no "médico" do que em casa, por isso, nas raras vezes que o encontro em casa, não consigo escrever nada que valha a pena.
Em segundo, desculpem a falta de comentários meus, pelos mesmos motivos, prometo que voltarei ao normal, pois sinto falta de ler os meus blogs favaritos.

7 comentários:

Antônio disse...

Muito bom, é o que eu chamo de dar nos dedos. Sempre achei o Cristovam um pouco incompreendido, principalmente nas eleições presidenciais. Um homem como ele não poderia ter ficado atrás da Heloísa, por exemplo, mas o Brasil não entendeu bem a mensagem dele. Faltou educação para isso (tom de ironia).
A melhor frase que resume esse texto é "pimenta nos olhos dos outros é refresco". É muito fácil dar palpite no Brasil e continuar com a soberania americana no mundo. Ainda bem que ainda tem gente inteligente que sai por cima nessas horas.
E não se preocupe com a ausência em textos e comentários, vez por outra todos nós passamos por isso.

Bjos, cuide-se!

Priscilla Pontes disse...

Eu sou fã desse cara, já havia recebido esse texto por email e adorei a forma como ele soube responder à pergunta feita a ele com o intuito de forçá-lo a ver que seu pensamento estava errado, e ele soube, msmo assim defender a amazônia...foi um "tapa com luva de pelica" como se diz, na cara desses que só se interessam pela extração de riquezas alheias e para isso se utilizam dos mais diversos ideais "humanitários"...
é , quem sabe um dia eu dê um discurso desse na ONU?
é p isso que esotu estudando né?
(aí tuh faz uma reportagem sobre meu discurso tah? hehehe)

;***

saudades!!

Palavras de um mundo incerto disse...

Oi guria!

Li todo texto e me espantei,pois o que ambos querem,é money e não salvar um planeta que é composto por homens humanos,que agem como desumanos.

Enquanto existir essa questão:divisão,tudo se encaminhará a um caminho que já está escrito,que já está acontecendo.

Marcos Ster

Ps: Todos textos que tu colocares lerei e relei,pois gosto de tuas visões que faz deste mundo,que fez com que nos encontrássemos neste milhões e milhões de habitantes do BRASIL.

Ps2:Com carinho!

Ps:Eu,Marcos Ster

Palavras de um mundo incerto disse...

É, a saudade bate!

Mas descanse muito e aproveita esta folga.

Abs e um beijo!

Marcos Ster

Ps:Com saudade!

Marcus Vinícius disse...

Eu vi um texto sobre essa palestra. Minha professora me enviou por e-mail...
Adorei. O cara é um gênio, uma virtuose das palavras, no mínimo.

Abraço

Palavras de um mundo incerto disse...

Bom finde!

Bjos e vários abraços!

Com carinho!

Marcos Ster

kaya disse...

Nossa, Kari!!! AMEI isso. O homem falou muito beeem!!!

Não é à toa que eu escolhi o seu blog pra receber um prêmio especial.....

é isso mesmo!!!

vai lá no meu blog e pegue o seu presente!!!


beijaummmm =********** espero que goste do presente!