sábado, 11 de agosto de 2007

Como posso crer?

Conversando com alguns amigos, certa vez, eles comentaram que de vez em quando passavam pelo meu blog.

Perguntei-lhes por que não comentavam e eles disseram que gostavam de apenas ler.

No entanto, é sempre bom um comentário, é o que chamamos na comunicação de feedback.

É bom, pois me ajuda, a saber, o que você pensou ao ler o texto e o que você pensa a respeito do assunto.

Todos os comentário são sempre lidos, e quando possível, analisados.

Não é a toa, que venho comentar sobre um comentário em especial.

Á alguns posts, foi comentado que eu estava descrente da humanidade e que isso não era bom. Desde então, venho pensando muito a respeito.

De fato, a humanidade me choca a cada dia e me entristece ver o que o homem é capaz de fazer.

Como posso crer numa humanidade capaz de usar a religião como desculpa para tantos atos terríveis?

Como posso, eu, crer numa humanidade em que o dinheiro é mais importante do que as pessoas?

Onde o outro não tem valor nenhum, se isso não for para beneficiá-lo?

Onde as guerras começam pelos motivos mais banais possíveis?

Onde um cara que passou anos lutando contra uma ditadura, acabou por se tornar um grande ditador?

Onde um outro cara, passou anos de sua vida, tentando subir e prometendo ajudar aos outros, e quando finalmente conseguiu, resolve pensar que seria o máximo juntar os presidentes da América Latina para um jogo de futebol (?)??

Onde alguém é capaz de matar uma criança, um ser tão inocente?

Como eu posso crer que essa humanidade tão cruel e tão egoísta é capaz de mudar?

É difícil. Mas acredite, eu ainda penso que as coisas poderiam mudar.

Não posso explicar, mas eu não acredito na humanidade e ao mesmo tempo eu acho que ela pode ser transformada.

Ás vezes, como comentei a um amigo, tenho vontade de sair por aí gritando e perguntado se são todos estão loucos e se não vêem o que anda acontecendo.

E se vêem, por que não fazem nada? Talvez não tenhamos mais nada a fazer, ou talvez tenhamos ainda uma grade luta pela frente.

Mas isso, só saberemos se lutarmos, se formos contra o que nos é imposto.

Che Guevara, ao deixar uma carta aos filhos disse: “Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de um revolucionário.”

Você não precisa sair por aí com uma blusa vermelha ou com uma estrela. Você não precisa ser um revolucionário.

Mas se você sentir profundamente essas tantas injustiças que vemos todos os dias, tanto na televisão, quando no dia-a-dia, acredito que já temos um pedaço do caminho andado.

Eu não posso mudar a humanidade sozinha. Mas eu posso fazer a minha parte. E você a sua.

E que fique claro que, apesar de tudo, eu ainda creio nessa humanidade desgraçada e imunda, afinal, se eu não crer, como poderei acreditar que as coisas melhorarão um dia?

Por isso, nunca deixe de comentar, as críticas são sempre boas!

-È isso!
Kari Mendonça

PS.: Tá, eu sei que pode parecer "clichê" falar "faça a sua parte", mas eu realmente acredito que se eu fizer minha parte e se você fizer a sua estaremos nos diferenciando dos que não fazem nada, logo, podemos mudar o mundo!
Se cada um fizer um "pedaçinho", juntos teremos feito um "pedaço considerável", não acha?

7 comentários:

"Devaneios..." disse...

É. Concordo. No entanto, acredito mais q se olharmos para o nosso prórprio umbigo e tentarmos fazer a nossa parte com o mínimo, pq afinal de contas também fazemdo parte dessa humanidade "imunda" q dizes. Parece meio clichê "FAÇA SUA PARTE!", mas essa é uma forma de dar exemplo e de tornar diferente dos outros, pois podemos ser todos iguais de certa forma, mas as aitudes boas q temos nos diferencia.

Adorei seu blog e deixo aqui minha opinião.
bjs

Priscilla Pontes disse...

ah kari qnto a marginalização concordo perfeitamento c o que vc falou o fato é que ionfelizmente a palavra marginalizar tomou um sentido pejorativo de forma que os que "estão Às margens" são os excluídos da nossa sociedade...
Qnto ao seu post realmente é mio complicado observar tantas atrucidades que o homem vem cometendo ao longo desses anos e crer na humanidade, porém se somos parte dela e qnto À isso n há como modificar devemos sim lutar para mudar essa realidade, se não conseguirmos mudar o mundo, pélo menos mudaremos as pessoas que nos cercam e quem sabe estas as pessoas que o cercam e assim sucessivamente, sim, msmo sendo clichÊ, eu acredito no "Faça sua parte" como você e acho que é muito melhor doq ue cruzar os braços e olhar a coisa toda piorar não é verdade?

Bjos!

Ah,o blog amador tá na tiva viu, continuareio com ele, inclusive já postei lá...

Xerooo

Priscilla Pontes disse...

é verdade kari, eu tenho mtos "eus" de que não gosto mas que inda existem em mim, seja pelas minhas imperfeições seja pela minha necessidade msmo, mas como aprendi numa aula de antropologia, somos nada mais do que um ponto de encontro de diversas identidades culturais, elas habitam em nós e mtas vezes se contradizem, mas existem!

Eu vou passar no email p ler...mas vê pela manhã dia 18 eu vou ter aula, mas assim que terminar vou pra tua casa.

Bjos!

Auíri Au disse...

Oi..
amei o texto!!!
realmente se cada um fizer a sua parte o mundo irá mudar, eu sei!!!

Força



beijos



luz e amor

Samanta disse...

Kari, cê já viu o filme "O Segredo"?
Leu o livro "A profecia celestina"?
Cada qual a seu modo, fala exatamente isso e disso: que se cada um fizer a sua parte poderíamos mudar o mundo!
Eu acredito piamente nisso.
Meu lema!
Beijos no coração.

Ismael disse...

Olá, Karina!

Só tirando uma onda de leve com o comentário da Samanta sobre o livro "O segredo": se não leu, não perca seu precioso tempo lendo. Eu o li porque ganhei de aniversário, mas é tão mongol, tão ignóbil, que no fundo no fundo, acho que pouquíssimas pessoas gostaram de fato dele, e só leram pelo modismo, no afã causado pelo marketing em cima dele.

Voltando ao seu texto... Você não está sozinha acreditando que ainda tme um jeito. E o caminho não é diferente doq ue você imagina mesmo não; é começando de cada um, individualmente, em pequenas atitudes que grandes coisas serão feitas, tal qual agem as formigas, que se colaboram mutuamente. Não acredito/ nunca acreditei em intifadas, rebeliões, grandes revoluções. Acredito no pequeno gesto do dia-a-dia.

Leia depois, se quiser, um texto chamado "Chumiguinhas" ( http://meucafe.blogspot.com/2005/12/chumiguinhas.html ) no Café.

Abração, tenha um ótimo dia.

Poeta da Vida disse...

Têm ambos: livro e filme. O filme veio primeiro, depois o livro. No Brasil, livro fez/está fazendo mais sucesso.