quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Eu, hoje (?)

Há algum tempo atrás eu não era como sou hoje. Não falo fisicamente, pois, reparando as minhas fotos, noto que são todas iguais. Mas isso não vem ao caso. Eu era diferente em vários aspectos. Acho que melhorei em alguns, em outros, nem tanto.

A paciência nunca foi uma das minhas melhores amigas. Hoje nos encontramos em algumas ocasiões, mas confesso que a nossa relação não é das melhores. Coisas pequenas estão me tirando do sério, mas a culpa não é exatamente minha, sabe?

Não sei explicar, mas coisas cotidianas estão me irritando. Coisas simples, mas que estão se tornando chatas. Deixa-me explicar melhor...

As pessoas ultimamente só falam em dinheiro. “Porque tá tudo muito caro”, “porque não tenho dinheiro para o carro novo”, “queria dar uma progressiva no cabelo, mas é caro”. Esse tipo de coisa. Só falam nisso agora, parece que o mundo gira em torno do dinheiro.

Eu sei que o dinheiro é importante e tal, sei que faz falta, sei que algumas coisas, de fato, estão mais caras do que ontem, sei de tudo isso, mas também sei que dinheiro não é tudo nessa vida e por isso não precisam ficar falando sobre ele o tempo inteiro.

A vida alheia é um outro assunto que se tornou desinteressante pra mim. Já tive orkut, já passei horas olhando os “orkuts” dos outros. Pra saber se fulano tava namorando. Se fulana já tinha acabado com aquele babaca... Mas começou a me fazer mal, sabe?

Deletei o orkut. Não me trazia nenhuma gratificação. Parei de saber o que acontece com os outros e hoje me sinto muito bem. Numa roda de conversa, quando começam a falar da vida das pessoas, fico na minha. Não acho necessário comentar nada a respeito.

Voltando a falar sobre como eu era, sempre falei o que me viesse na cabeça. Nunca medi minhas palavras e acabei magoando muitos. Hoje já não assim. Passo a maior parte do tempo em silêncio, apenas ouvindo. Dou a minha opinião apenas quando acho necessário, e me preocupo mais com as palavras.

Ás vezes não me controlo, e acabo falando o que não devo ou quando não posso. Mas é sem querer, de verdade.

Dessa forma, aprendi a ouvir mais. É tão bom ouvir as pessoas. Ás vezes elas estão tristes, abusadas, desesperadas e tudo o que elas querem é botar pra fora, mas sem obter nenhuma opinião a respeito, sabe? E eu escuto, com todo prazer.

Outra coisa que eu não dava muito valor, eram os meus amigos. Sempre achei que os valorizava, até perdê-los e perceber que a culpa não foi de ninguém exatamente. Aprendi que se eu amo os meus amigos, eu devo demonstrar isso a eles.

Mais uma vez acho que acabei falando algumas coisas nada a ver. Queria falar sobre como mudei de uns tempos pra cá, mas não sei se cheguei ao meu objetivo.

No entanto, percebi que a paciência de certa forma é minha amiga, pois para ouvir as pessoas, muitas vezes, é necessário ser muito paciente pra não olhar e dizer: “deixa de ser idiota, oras."

-É isso
Kari Mendonça

5 comentários:

menina lunar disse...

Paciência pra tolerar as futilidades alheias, paciência pra perder e aprender a valorizar, paciência pra parar na garganta aquilo que imediatamente "botaria pra fora"...

Sei bem como é isso.
Tô precisando muito, aliás.
Ultimamente.

rsrsrs
Beijo Kari!!

Marcus Vinícius disse...

Minha mãe vive falando da vida dos outros, eu só não entendo por que. Qual é a graça de saber o que fulano ou fulana fez a respeito de coisas que não nos dizem respeito?

Eu também estou irritado. Pequenas coisas. Weblogger, a falta de dinheiro (ou a suposta falta de dinheiro), a alta do dóar, esse tipo de coisa.

Paciência não é meu forte. Eu sou muito estourado. Principalmente quando passo por uma fase como agora, em que eu estou irritado ao normal. Se saem um dedo da linha eu já quero torcer o pescoço.

Era isso.

Beijo

Antônio disse...

É interessante ler auto-avaliações das pessoas.
Eu sou muito paciente e calmo, sempre fui. Quando adolescente, também não tinha papas na língua e desferia acidez sem convite especial. Atualmente, me controlo mais, pra não falar demais.
Ouço bastante, tanto que muita gente me procura pra desabafar e pedir conselhos. Gosto disso.
Tive um ano difícil em 2006, no qual algumas características desfiguraram, eu andava irritado, confuso, perdido. Mas, não considero isso uma mudança de personalidade, e sim uma fase ruim, que depois passou.
Não podemos negar que muitas coisas modelam-se de acordo com as situações que vivemos, porém existe uma essência que carregamos conosco a vida inteira, e essa raramente varia, pois é intrínseca na nossa personalidade.
Ainda assim, é bom refletir e, claro, tentar melhorar sempre. Não fosse isso, qual seria a graça de viver?

Beijo, cuide-se!

Thayana Melo disse...

Poxa Kari,adorei sua postagem!!!
Fiquei sem palavras, e percebi q HOJE,me pareco muito com vc!
E muito obrigada por me escutar sempre...
E sempre q quiser pode contar comigo q estarei aqui para te escutar!
Ahhh, e sempre q achar necessario pode me dar sua opniao ta?!
Te adoro!!!
Um enorme beijo...

Palavras de um mundo incerto disse...

A maioria das coisas que tu colocaste a respeito de ti, se encaixou comigo.

Valeu e fico feliz por saber ouvir e depois opinar!

Bjo!!!

Marcos Ster