domingo, 12 de agosto de 2007

Um jovem casal


Ele era magro, bonito, alto. Ela era também magra, uma morena bonita e não muito mais baixa do que ele.
Ele tinha uma cara de bobo, de apaixonado, e não tirava os olhos dela nenhum minuto. Ela parecia mais séria, mostrava um ar de superioridade, mas notava-se que também gostava muito dele.
A princípio, ele estava brincando com os amigos que aos poucos, foram indo embora, então, finalmente sentou-se ao lado dela e envolveu seus braços, como se fosse uma cobra, nos braços dela.
Notei que se beijaram algumas vezes, e sempre no fim, ele com aquela cara de bobo e ela muito tímida.
Algum tempo depois, após alguns beijos e alguns olhares sem graça, ela teve que ir embora. Ao se levantar, ele fez questão de beijá-la e ela retribuiu.
Até que ele a chamou, um papel havia caído no chão, e ela voltou para buscá-lo.
Ele tentou beijá-la mais uma vez, mas ela fingiu que não viu e saiu.

Notei que eram jovens. Jovens até demais, mas percebi que não há idade para amar.
Já ouvi comentários de que não havia prova maior de amor do que um casal de idosos, pois demonstrava que nem tempo havia atrapalhado aquele sentimento tão lindo.
Sempre concordei com essa afirmação, no entanto, naquela tarde, percebi que também não há nada mais lindo que um jovem amor.
Aquele que nasce num jovem pela primeira vez, e traz todas aquelas sensações tão boas(?).
Com o primeiro amor, nasce vergonha, surge saudade, a espera, o medo de não saber o que está acontecendo e nem ao menos o que acontecerá.
Acontece o primeiro encontro premeditado, um abraço gostoso e tão sonhado....
Traz também o primeiro beijo. O beijo sem graça, onde não se sabe o que fazer com a boca, a cabeça, ou as mãos....
Acontece o primeiro telefonema, não se sabe o que dizer, a conversa quase não acontece, mas ouvir a respiração do outro, já dá uma grande satisfação. Com o tempo a conversa começa a fluir naturalmente.
Segue-se pelo segundo encontro, aquele após o primeiro beijo, onde o segundo(beijo) já é imaginado, onde cada segundo é mágico e vai ficar guardado pra sempre.
O primeiro amor pode não durar pra sempre, mas terá sido bom enquanto durou e com toda certeza, terá ensinado muitas coisas.
No “segundo amor”, as coisas são muito diferentes e ao mesmo tempo muito iguais.
Já se sabe como reagir em alguns momentos. O beijo parece ser ainda mais gostoso. A vergonha ainda existe, mas vai embora muito mais rápido que da primeira vez.
E assim as coisas vão acontecendo, sempre ficando mais fáceis e mais difíceis ao mesmo tempo.
O amor é sempre amor. Mas existem várias formas de amar. Já não se quer amar mais tão intensamente para não sofrer como da última vez, então, tenta-se amar um pouco mesmo. Mas é difícil, a intensidade do amor não é controlada, não por nós mesmos.
Ele surge, e quando você percebe, já não há mais nada a se fazer, apenas, tentar aproveitar cada bom momento que ele lhe proporcionar e aprender com cada momento difícil. Afinal, a vida é um eterno aprendizado. E o amor não é diferente.

Acabei falando, falando...
Mas é que aquele jovem casal, que não deviam ter mais de 13 anos, me chamou a atenção e não os consegui tirá-los da minha cabeça, sempre pensando em como poderia postar algo a respeito daqueles poucos minutos que presenciei naquela tarde. Pronto! Parece que eu achei uma forma de encaixá-los no meu post.

-Um beijo
Kari Mendonça

13 comentários:

Auíri Au disse...

..Não precisa esperar a pessoa certa para se apaixonar...


O amor não está a venda!!!


Ame.....cante, grite, ligue, beije....


paz e amor

Marcus Vinícius disse...

É exatamente isso que você falou.
Nos encontros seguintes ao primeiro beijo tudo é magico, né? E as coisas vão ficando cada vez mais fáceis, e cada vez mais difíceis (como controlar as mãos...) como você disse.

Acho que nunca tinham me descrito tão bem como é o amor. Parabéns pelo ótimo texto.

Abraço!

benechaves disse...

Olá!

Navegando mares nordestinos vejo-me diante de ti. Olhei, vasculhei e certamente voltarei. Que vc tenha boa sorte e sucesso!

Um beijo natalense...

Antônio disse...

Eu considero o amor lindo em toda e qualquer forma. Seja jovem, idoso, amor de namorados, de mãe, de amigos, platônico, enfim, toda forma de amar é válida.
Mas, no que tange ao primeiro amor, ou às primeiras experiências amorosas, devo confessar que nunca deixo de me apaixonar com intensidade e sinto sempre aquele friozinho na barriga. Sempre volto a ter 12 anos quando me apaixono novamente. E é tão bom... =)

Sobre o texto abaixo, concordo plenamente com as considerações sobre comentários. É exatamente como eu penso. Adoro vir aqui.

Beijão, cuide-se!

.eu sou assim. disse...

.o primeiro amor... que delícia.
.tantos sentimento e sensações novas.
.como é gostoso.
.pena que não volta.
.o amadurecimento tira um pouca da magia.
.mas foi bom... me fez relembrar detalhes antes adormecidos.

.

Fernanda Passos disse...

O amor............
sempre inspira uma reflexão.
O primeiro é fulminante. Tudo novidade.
Os outros, fulminantes também.
Amor é sempre amor e, quase nunca, eterno.
Bjs.
E obrigada pela visita.

Myra Caminha Nunes disse...

Que lindo... Como a gente não escolhe quem vai amar, a gente também não escolhe a hora de amar... Nunca vi nada mais espontâneo isso...

Bjo,
Myra.

Priscilla Pontes disse...

Lindas palavras kari,e é assim mesmo como vc falou..no fim o que fica infelizmente é o emdo de amar, pelo medo de se machucar, mas é justamente com os machucados que aprendemos a verdadeiramente amar, eles são necessários, o coração novo em folha que nunca amou não carrega a ceteza e a sabedoria daquele coração castigado, machucado e tantas vezes remendado...
Amar é viver, é sentir, é AMAR!

Bjos!

Nahira disse...

Concordo que não dá para controlar a intensidade do amor... texto forte! Gostei imenso do exemplo presenciado , dos dois jovens.. Acrdito q nao haja idade para amar mesmo =)bjs

Hugão disse...

Oi kari!
Texto lindo de novo!
ah o amor, inexplic�vel, insubstitu�vel, indescrit�vel..
Seu texto me fez lembrar meus 13 anos!
xD
Beij�o!

, disse...

é tudo tão estranho na primeira vez, tão magico
e por vezes depois de mais vezes as pessoas acabam banalizando

=**

Luan Iglesias disse...

Que observadora. Quantos detalhes. É o amor que em meio a juras eternas sempre se torna finito. Mas o importante é oque se vive, e o que se aprende com o tempo certo de cada relacionamento.

Saudações!

Myra Caminha Nunes disse...

É, a gente foi lá na cultura... mas num tinha os livros q eu queria... Eeei, pri me contou q tu era do contato!!! Da sala dela, caramba, eu sou mto retardada, pq eu num lembro de tu, minha nossa... Eu era de humanas A, a ovelha negra... Que curso c tá fazendo?

Bjo,
Myra.