quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Eu e elas

Recentemente fui questionada sobre a possibilidade de não ser quem aparento ser. Desde então, tenho passado muito tempo pensando sobre quem realmente eu sou.

Eu sou eu, oras! Mas não sou eu em todos os momentos. Ou melhor, sou eu, mas não a mesma eu. Confuso, né? Mas então, deixe-me apresentar algumas das criaturinhas que vivem dentro de mim, comigo, que formam o meu Eu.

Um dia existiu Karininha, uma criança, um tanto chatinha. Seus amigos eram todos mais velhos, por causa da sua irmã, e ela adorava se sentir pequenininha entre eles. Mas também adorava pisar nos seus pés e isso os irritava um pouco. Mas ela cresceu e perdeu muito do que um dia foi.

Hoje, existe Karina Mendonça, uma estudante de jornalismo desempregada. Uma aluna não muito notada, pois a timidez a impede de falar em público e por isso, acaba sempre omitindo suas opiniões e suas dúvidas. Uma jovem “na dela” e considerada um pouco séria. Escolheu o curso de jornalismo, pois gosta de escrever e pensa em mudar o mundo.

Também existe Karê (para uns) ou Kari (para outros), uma menina cheia de amigos. Não gosta de baladas, mas não troca os momentos com os amigos por nada nesse mundo. Adora falar besteira, é engraçada e vive com o rosto doendo de tanto rir, pois qualquer coisa, qualquer que seja, acaba lhe tirando um sorriso do rosto. Também é uma mulher, que gosta de ouvir, os mesmos amigos que a divertem, nos momentos sérios e gosta de aconselhar.

Ah, ainda tem Kaká, que um dia foi Katitia. Uma menina que nunca vai crescer e que adora todos os seus primos. E que, apesar de ter tentado sempre mostrar que era mais forte do que eles, ela gosta de se sentir pequenina e frágil entre eles.

Eita! Não podia esquecer Kazinha, uma filha nem sempre tão boa assim. Uma jovem criança que insiste em crescer logo. Dominada pela determinação e independência, ela faz questão de se impor, sempre. Tem com seus pais uma relação de amizade, o que sempre os aproximou. Ela é doce e amarga, depende do referencial...

Existe também Karina, que sempre aparece quando o assunto é sério, e talvez por isso ela seja tão sensível e tão forte ao mesmo tempo. Ela é séria, mas adora os momentos de descontração. Seu coração nem sempre fala mais alto que a razão. Mas razão nem sempre tem prioridade nas suas decisões.

E quase acabando, existe Kari Mendonça, que foi reduzida para Kari. Ah, essa vocês conhecem muito bem. Ela tem um blog, sabe? E nele escreve tudo o que sente ou dá vontade. Tem os sentimentos a “flor da pele”. É cheia de revoltas e desejos. Sonha em mudar o mundo e ir embora pra um certo lugarzinho onde há alguém a sua espera.

Mas dentre todas essas criaturinhas, arrisco-me a dizer que sou Eu, essa que vos escreve, a mais completa dentre todas elas, pois sou uma mistura de todas. Sou completa pois sou única e ao mesmo tempo cheia de partes.

Em alguns momentos sou invadida pela timidez ou pela força. Ás vezes sinto-me frágil e pequena, e tudo o que quero é colo. Há momentos também em que a revolta toma conta de mim e não consigo me conformar com tanta injustiça em um mundo tão pequeno.

Também há os sentimentos que são sempre intensos, e talvez isso explique essa imensa necessidade de botar tudo pra fora. Em momentos sinto-me mulher, com vontades, sonhos e desejos. Uma mulher que sabe o que quer da vida, que afirma tudo com convicção e quando decide algo, vai até as últimas conseqüências.

E essa última sou Eu e eu não tenho nome. Sou uma mistura de criaturinhas, de sentimentos, de atitudes, de tantas outras coisas e de nomes. Por isso, insisto em dizer que Eu, sou apenas Eu.

Eu,

"todas elas juntas num só ser"

28 comentários:

ahallais disse...

Doce Kari,

você é simplesmente você e isso é tudo de bom.
Você é a Kari amiga, a Kari demais, a Kari trilegal!

Você é o resumo de tudo que há de bom!

Beijos anjinho...

Em busca de mim mesma!!! disse...

Kari, adorei o seu texto, muito bom e bem expressivo... Já percebi que somos parecidas e pensamos mais ou menos da mesma forma!!!

Bjs

Hugo Simões disse...

Kari!
Não tive tempo de ler os textos ainda + qndo puder lerei todos!
Desculpa a ausencia, mas ando mtooo ocupado!
Beijão, adoro vc e seu blog!
;**

Em busca de mim mesma!!! disse...

Karina, tenho que concordar com vc, e ser bastante racional... Não tenho cooperado e tenho me entregado a um sentimento que na verdade eu sempre soube o final que teria... Fomos felizes em alguns momentos e mias tarde estarei relatando um final de semana de sonhos e paixão, talvez não hoje, quem sabe?! Mas, hoje só quero ficar boa da depressão que é um somatório de frustações e muita dor... Valeu pela compreensão!!!

Beijos

Janaína

Candy disse...

Todos temos varios "eus". Eu se fosse falar de cada uma de mim ia terminar me perdendo! hauahaau... mas gostei do estilo do post. Vou até copiar! hehe

Sabia que vc era tímida não. achei que fosse daquela que na sala sempre está debatendo. Eu sou assim como vc tb: eu por timidez deixo de dizer muita coisas... das quais considero um monte importante.
MAs é isso aí... =D

Ah, já tudo ok... hehe

Beijoooos

Em busca de mim mesma!!! disse...

Eu entendi o que vc quis dizer... Eu já vi o que vc custou tempos para ver, mas foi um casamento... 2 anos de renuncia... eu estou em tratamento e seu que irei ficar boa... agora então que encontrei esse cantinho, com a força que estou recebendo, irei resistir!!! Bjs

Adriano Veríssimo disse...

É Kari...Está correta!

Todos temos Medo. E como ser humano, acho péssimo esse sentimento, mas me lembro de quando tinha 11 anos, bem no início quando comecei a fazer Teatro e me lembro de um espetáculo chamado "Eternidade, quem sabe..." de um diretor que viria a trabalhar com ele futuramente. Dentro do espetáculo, tinha uma cena, a primeira por sinal, que havia todos os sentimentos e bem no centro do palco tinha o MEDO, e ele era o o que mais tinha medo e tinha medo de ser o Medo, por as pessoas o levavam tão a sério que ele começou a sentir muito medo, mesmo sabendo que era necessário que ele existisse dentro de cada um de nós...
E isso ficou marcado por mim sabe!? E agora falando sobre MEDO, me veio na cabeça essa imagem, essa lembrança.

rsrs

E fui eu que disse sim, que "sofrer é consequência", como tudo na vida...rs

Beijo grande Coração!

Obrigado por se fazer presente no meu "Canto"...

...E ótimo Feriado pra ti...

= )

Adriano Veríssimo disse...

Referente ao seu texto...

Você pode ser tudo o que você quiser, mas a sua alma poética, sensível e divertida estará sempre presente, isso você for vigilante e não perder essas preciosidades no meio do caminho.

Para "Kari" (que é a que eu conheço..rs), seja isso, aquilo, aquilo outro, mas não perca o que tens de precioso...O CORAÇÃO!

= )

Adriano Veríssimo disse...

Foi muito marcante mesmo. E o legal era o figurino verde, cor da esperança. Será que quem sente medo, tem esperança? hmmmm...

rs

Claro que pode Kari, sendo que o seu já estah linkado no meu e vc nem percebeu neh!? Coloquei sem autorização mesmo...rs...Coisas boas temos que divulgar...

= )

Beijo!

Antônio disse...

Bom, eu tenho cinco nomes. Não teria a mínima dificuldade em nomear os tantos trejeitos que me caracterizam. Entretanto, eu ainda me considero um só, que apenas modela-se quando a situação exige, mas sem perder a essência de Antônio de sempre.
Por isso, concordei muito com a última parte, em que te auto defines como "Eu". Muito inteligente, uma pena que se manifeste pouco na faculdade. Se o fizesse com maior freqüência, farias um grande sucesso, tenho certeza.

Beijo, querida!

Helena disse...

Todos nós temos nossas partes de nós mesmos, e isso é algo inevitavel.
O problema é quando tais partes não nos agradam. Mas se agradam, entao tudo bem.
Kaaaari,
que bom que gostou do template
E obrigada pela força
Bjos

Em busca de mim mesma!!! disse...

Oie Kari...
Hoje estou um pouco triste, então vim aqui no seu cantinho e li de verdade o último texto que postou, sabia que às vezes acho que quero mudar o mundo, os sentimentos, as circunstâncias, tudo e quando não consigo me sinto tão incapaz, tão inválida...

Bjs

Janaína

Marcus Vinícius disse...

Guria, tu tem um jeito de escrever, sei lá como explicar, mas eu adoro.
É um jeito clássico misturado com um jeito só teu, não dá pra explicar. Continua assim que eu adoro o teu blog...

E sobre esses todos Tu's aí. Todo mundo tem várias facetas, cada uma pra uma pessoa ou pra um grupo de amigos diferente. Eu, por exemplo, consigo ser eu mesmo (defina "ser eu mesmo" como ser eu de um jeito em que eu não tento me policiar, que eu falo sem censura, entende? Não que eu falo palavrões, mas eu falo coisas que na frente de outras pessoas eu não falaria) só na frente de um ou dois amigos.
Por eu ser eu muito pouco, eu tento me melhorar como um todo pra eu ser eu todo tempo, sem "fingir" ou "dissimular", sabe?

E acabei falando demais. Escrevi um texto à parte em um comentário.

Beijão!

Marcus Vinícius disse...

Ah, só pra acrescentar:

Eu acho que nós temos esses vários Eu's reservas pra usa-los nas situações em que são necessários por medo de sermos rejeitados.
Um medo burro, já que alguem que nos rejeitaria é o mesmo alguem que não nos merece.

Pena que eu não tenho essa clareza de mente o tempo todo... ia me dar bem melhor e com certeza me imporia(?) mais. Às vezes me dizem que eu me deixo ser pisado. Mas por mais que eu tente eu acabo com a sindrome Adam Sendler, sabe? Nos filmes dele ele sempre é o rejeitado, o deixado de lado, o fracassado, enfim, o LOSER. Mas isso vem de dentro, e só no final do filme é que ele deixa de ser tão fragil, geralmente depois de ter começado a namorar a melhor loira do elenco.

Beijão!

FÁTIMA disse...

Kari, o maior desafio é ser fiel ao nosso desejo e ao que acreditamos ser justo. Se apesar dos vários "eus" em nós, conseguirmos isso, estaremos inteiros, formando um EU mais forte. Obrigada pela sua visita no VERBO SOLTO e pelas suas gentis palavras. Abraço imenso.

Em busca de mim mesma!!! disse...

Valeu pela força...

Bjs

Janaína

Candy disse...

Uhulll
\o/
olha eu aqui!
comé que tá indo de feriado? comé que foram as provas? =D

bjooooos

Reticências disse...

Ei moça, tudo bem?

Não importa o nome. Será sempre você e todas as suas faces. Lindo ver alguém se des-construindo assim, com tanta lucidez. Sobre a jornalista tímida, uma dica. Faça como no blog. Bote pra fora suas idéias, alguém certemente irá notá-las. Sobre a profissão e sua possibilidade de mudar o mundo, sugiro que você leia “Porque vale a pena ser jornalista” de Clóvis Rossi. É um acalanto de alguém que, como nós crê no jornalismo honesto.

Fechar os olhos e tentar enxergar o que eles escondem é uma experiência transcendental por isso pode ser boa ou ruim...


Ps sobre o chimarrão. Pois então teremos que marcar um revival. Nem que seja pra dizeres que é quente e amargo rs. Tomo sempre que posso, suas propriedades terapêuticas são inúmeras. Mas como entre a cuia, a bomba a erva e a água exige todo um ritual prefiro dedica-lo aos dias com os amigos.

Menina Lunar disse...

Tão legal isso, cada um de nós é cheio de universos dentro de si.
Lindaa a foto!!
Beijo bem grande!

Janaína Rovari disse...

Oie minha amiga,

Já posso te chamar assim, né?
Eu estou muito triste pq o meu amor, se foi, foi roubado por alguém que eu não poderia lutar contra. Fizemos muitas coisas para nos magoar, tanto eu tanto ele, e é por isso que hoje estou doente, estou com depressão, pq não aguentei a pressão e reoslvi desistir...
Hoje ele está no Rio, mas ao encontro dessa mulher, que consegui tirá-lo de mim... Não quero voltar e entendo que não somos um para o outro, mas está doendo muito ver os recados e as agressão direcionados a mim...
Eu só queria que eles parassem, e me deixasse ficar boa...
O meu médico já disse que a minha recuperação depende disso, os bloquei de todas as formas, mas ontem de madrugada o telefone da minha casa ficou tocando direto por várias vezes... Acho que era ele e não falavam nada.
Estou muito triste...
Vc tem msn?
Se tiver pode me adicionar?
janainarovari@hotmail.com

Bjs

Janaína

Priscilla Pontes disse...

kari!
que lindo...realmente a tantas identidades em nós, identidades que nem sempre se entendem, que às vezem se confrontam, mas que nos completam, pois para cada momento temos um "eu" que nos sustenta.

qnato ao post do rotineiro, realmnte, muitas vezes me pergunto se estamos vivenciando a "modernidade" quando sentimentos e atitudes tão antigas e bárbaras ainda são observadas diariamente...



Bjos.

Priscilla Pontes disse...

essa era intenção ^^

fui na bienal na quarta e comprei alguns livros p facul...pq painho como prof.do estado ganhou 200 reais de crédito em livros =D aí eu aproveitei um pokinho..

qnto ao filme.eu marquei de ir ver com o pessoal da facul quarta no boa vista, pq agnte n marca de se encontrar lá?


Bjos.

Priscilla Pontes disse...

eu n sei ainda a hora, mas te ligo antes avisando...^^

eba!!!


Bjos.

Priscilla Pontes disse...

ashahshahshahs

é q eu tava ficando entediada com o jeito que ele era...^^

e realmente sempre é bom mudar, renovar...

mas eu ligo sim!



Bjos.

Enterufter disse...

Muito tempo sem vir aqui, dá nisso. Altas novidades...rsrsrs

Carambas! Quantas pessoas numa pessoa só. Só uma coisa a dizer: Graças a Deus, já pensou como seria uma única pessoa o tempo todo, não dá. Acho que também estou dividido em partes que aparecem quando a situação exige e que de vez em quando sou a mistura de todos.

Enfim, muito bom o texto!

P.S.: Agora tenta buscar aí dentro uma Kari desinibida e começar a expressar suas opiniões e dúvidas. Você os está privando dos comentários inteligentes que certamente faria.

Beijos!

Janaína Rovari disse...

Oie amiga, passei só pra dá um oie e dizer que hoje estou melhor!!! Bjs
Janaína

Palavras de um mundo incerto disse...

Ei,
Eu conheço essa "guria"aí da foto.

**risos**

Palavras de um mundo incerto disse...

Bjos!

Com carinho

Marcos Ster