sábado, 6 de outubro de 2007

Eu e outubro passado...

De vez em quando, nas horas vagas (o dia quase inteiro, infelizmente), venho ao blogue e leio algo que escrevi há algum tempo. Os meus arquivos têm me causado muito interesse, talvez por 2006 não tiver sido um ano agradável, tento esquece-lo cada dia um pouco.

Nesse caso, não é lendo os arquivos que esqueço, mas acredite, é bom perceber como as coisas mudaram. Mudaram e mudaram muito. Pra melhor, ainda bem! Gosto de ler. Lembro como estava me sentindo quando escrevi aquilo. Lembro das minhas lágrimas, das risadas, dos momentos... Enfim, tenho lido e ao resolver ler o mês de outubro me deparei com alguns fatos e sentimentos.

Em 2006, comecei outubro escrevendo quase que uma carta ao então, mais novo Senador do estado de Alagoas, Fernando Collor. Na ocasião, fiquei chocada com tal vitória e ainda perguntei aonde iria parar o nosso Senado. Bom, acho que já sabemos, não é? O Senado foi para lugar nenhum com as costas viradas para o Brasil.

Em um outro texto escrevi uma também carta a alguém. Ele leu, o que me deixou extremamente satisfeita na época, levando em conta que ele nunca vinha aqui. No entanto, o desenrolar da estória não foi lá dos melhores, ou assim pensei naquele momento.

Mas hoje vejo que o desenrolar da estória foi o melhor que jamais poderia ter sido. Finalmente uma “odisséia” da minha vida chegou ao fim. Libertei-me daquele sentimento que andou comigo durante tanto tempo. Pude então, colocar uma flor no túmulo daquela estória e seguir em frente.

Num outro texto, mostrei o que as músicas “O tempo não pára” e “O mundo dá voltas” tem em comum. A música do poeta Cazuza, apesar de escrita há tantos anos é ainda, uma realidade brasileira, o que me leva a pensar que Badauí tem toda razão ao dizer que o “mundo dá voltas”.

Em um último texto, escrevi sobre a falta que um amigo me fazia. Não havia nenhum amigo em particular, eu estava apenas à procura de um amigo. Percebi que nos momentos alegres, sempre havia alguém ao meu lado, no entanto, nos momentos tristes eu estava sempre sozinha.

Hoje a minha realidade é completamente diferente. Tenho amigos, amigos de verdade, sabe? Daqueles que choram junto comigo. Daqueles que me criticam pra que eu possa crescer. E mais, descobri que alguns desses amigos, eu já os tinha, só não os tinha reparado ainda.

Estamos no começo do mês, eu sei. Mas, definitivamente, as coisas melhoraram na minha vida. E por mais que elas desandem nada poderá mudar o que já melhorou.
Kari Mendonça
Luto

4 comentários:

Reticências disse...

Olá...

“É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual (...)
É bom e é tão diferente...”

Outubro pra mim é sempre uma hora de reflexão. Como se não me pegasse assim nos outros meses. Mas é especial, aquele momento pré-aniversário em que a gente tenta passar os anos vividos a limpo. Confesso que chega a ser um pouco doloroso, mas como você disse, nada é capaz de levar embora as boas novas.

Abçs

Menina Lunar disse...

Outubor, outubro. Ainda bem que em um ano evoluiu bastante, Kari. Que possas repetir isso a cada mês, cada semana, cada dia.

Post LINDO abaixo, e adorei o estilo "Carpe Diem" do "É fato e eu não faço nada".. Me lembrou o meu "Post-umo", hehe.

Beijo gigante!!

benechaves disse...

Oi, querida: sempre é bom passar por aqui! E, quando passo, vejo algumas boas considerações e ilações de sua parte. Em 'mundo pequeno e injusto' vc registra o quanto da violência. O quanto uma pessoa (e várias tb) morre baleada e ferida neste nosso cotidiano. Pessoas jovens, velhas e etc. É uma pena tudo isso. E tb fala da morte, este 'monstro' que nos persegue enquanto vivos. E por aí vai... escrevendo no seu dia-a-dia para uns e outros. Contestando, vc que faz jornalismo e fica atenta à sua área.

Um beijo vivo...

Obs: vc anda meio desaparecida, não? Muito estudo?

Rui Caetano disse...

É sempre agradável quando olhamos para o nosso ontem e reconhecemos que as coisas evoluiram para melhor.