quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Razão ou coração?

Ontem, ao chegar à faculdade, encontrei minha amiga um pouco triste. Logo ela que é sempre tão alegre e sorridente. Perguntei-a o que tinha acontecido e ela me informou que havia se tornado uma pessoa solteira. Tomei um susto! Eu a conheço desde o começo do ano, e já não é a primeira vez que eles acabam o namoro.

Na primeira vez, logo no começo do ano, ela quase não conseguiu falar nada, só fazia chorar. Ontem, no entanto, ela não estava chorando e me contou toda a estória sem cair uma lágrima sequer, exceto no final, quando ela me olhou e disse, “eu gosto muito dele, sabe? Mas eu sei que a gente já não dá certo juntos.”.

Enquanto eu deveria ter me alegrado em saber que ela finalmente percebeu isso, por algum motivo fiquei triste. Um namoro com mais de cinco anos, não acaba dessa forma, pensei eu. Mas acabou, e apesar disso, eu sei que eles ainda se amam muito.

E então eu fiquei pensando que todo fim de namoro é triste. Depois pensei um pouco mais, e percebei que não. Não para todas as partes, e nem em todas as situações. Um namoro que tive acabou várias vezes, e todos os finais foram diferentes. A primeira vez, eu o olhei nos olhos e disse: “não dá mais pra mim”. Voltamos, e na semana seguinte, eu o liguei e disse novamente que realmente não dava mais.

Um ano depois estávamos juntos de novo e com pouco tempo ele acabou, e enquanto eu me acabava de chorar, ele estava muito bem. Passei anos gostando dele e sofrendo por não estarmos juntos, mas ele sempre me dizia que gostava de muito de mim, mas que não poderíamos ficar juntos. Eu sempre o questionava que, se gostasse mesmo, não haveria motivos que não nos deixassem ficar juntos.

Hoje, porém, eu percebo que ele estava certo. Nós nos gostávamos, mas não dávamos mais certo. Ele me irritava. Sempre odiei o seu jeito de se vestir, e a sua mania de brincar com tudo e com todos. Nunca o vi sério e isso sempre me tirou do sério. Sempre detestei a forma como ele tratava as amigas e como sempre me dizia que não tinha tido nada com nenhuma delas, quando eu sabia que tinha. Alguma parte de mim, sempre soube que jamais daríamos certo.

Mas eu o amava muito, e acabei sofrendo um bocado. Um amor platônico é mais fácil de ser levado, pois a outra parte não sabe de nada e por isso, não tem como te fazer sofrer. Já um amor não correspondido também é um pouco mais fácil, pois o outro não gosta e pronto. Quando o fim é por alguma briga, o ódio ou a raiva substituem o amor. Mas quando ambos se gostam, é difícil seguir em frente.

Você sempre se questiona porque o sentimento ainda existe, e porque dói tanto. É quando a razão fala mais alto que o coração. E talvez quando eu chegue à faculdade hoje, e minha amiga me diga que voltou com o namorado. Mas, não sei por que, algo me diz que dessa vez, será diferente. ♥


Kari Mendonça

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A "coisificação" da mulher

Já há algum tempo que venho reparando nos homens. Não neles exatamente, mas em como eles reagem ao perceber uma figura feminina nas proximidades. Cada vez eu fico mais chocada e tenho mais certeza de como eles (muitos deles, a maioria, mas não todos) são uns idiotas.

Fico me perguntando, quando a mulher deixou de ser aquela figura tão santificada e tão respeitada. Tudo bem que o respeito à mulher nunca foi tão grande, pois ela sempre foi apenas um ser inferir e submisso aos homens, mas antigamente, pelo menos, a mulher era tratada com um pouco mais de dignidade.

Hoje, no entanto, a mulher é vista apenas como uma coisa. Coisa essa que os homens gostam de olhar, ou melhor, se olhassem apenas, seria muito bom, mas eles de fato, "secam" as mulheres com os olhos. É impressionante como eles se viram para olhar uma mulher que passou e mais especificamente, olhar a sua "bunda".

Uma mulher consegue analisar um homem em uma fração de segundos. Ela consegue perceber toda a roupa que ele está vestindo, a cor do cabelo, dos olhos, e até toda a suas costas (sim, as mulheres também olham para um pouco abaixo das costas, qual o problema?), e ele nem sequer percebe que toda essa análise foi feita.

Mas eles não conseguem ser discretos assim. Quando um homem olha uma mulher, é possível sentir o seu olhar penetrando a alma, tamanha é a fixação com que olham, seja para qual parte do corpo for. Não tem coisa pior para um mulher, do que perceber um homem olhando os seus peitos. É constrangedor e dá uma raiva muito grande.

São poucas, muito poucas as mulheres que se sentem bem em receber esses olhares, não sei por que, mas elas se sentem valorizadas. È, mas não é porque algumas poucas mulheres pensam assim que eles deveriam nos olhar como simples coisas.

Não somos vítimas, e nem coitadinhas, de forma alguma. Mas merecemos respeito e gostaríamos de ser olhadas ao menos, como seres humanos, e não como um corpo apenas com "bunda" e peito, pois acredite, de nada valem esses dois "apetrechos" quando a cabeça é vazia.

De nada vale um corpo bonito, quando o conteúdo é vazio. Acredite, a beleza um dia acaba. Os homens sempre dizem que o que procuram primeiro numa mulher é a beleza e o corpo, depois eles procuram o conteúdo. As mulheres, no entanto, gostam de poupar trabalho e procuram primeiro por um bom conteúdo, depois elas olham as embalagens.

Claro que, para todos os tipos citados, existem exceções. Algumas poucas mulheres procuram só beleza, e alguns pouquíssimos homens procuram o conteúdo. Mas nunca esqueça que, somos mulheres, somos jóias raríssimas, verdadeiras rosas.

Merecemos todo cuidado e todo o valor que as pedras mais preciosas necessitam. Por isso, dá próxima vez que for olhar para uma mulher, admire-a com todo respeito, e não olhe apenas como se estivesse olhando uma coisinha qualquer.


Kari Mendonça

domingo, 25 de novembro de 2007

Retrato falado

Enviado pela Thaís, e como ela mesma falou, é ótimo pra quando a gente não sabe o que escrever...

Uma hora: 10:45
Um astro: Adam Garcia
Um móvel: minha cama
Um líquido: água
Uma pedra preciosa: esmeralda
Uma árvore: pau-brasil
Uma flor: lírio
Uma cor: azul
Um animal: cachorro
Uma música: "Fotografia", Leoni
Um livro: "É agora ou nunca", Marian Keyes
Um lugar: meu quarto
Um verbo: amar
Uma expressão: "viva cada dia como se fosse o último"
Um mês: janeiro
Um número: 2
Um instrumento musical: violão
Estação do ano: verão
Um filme: "A casa do lago"

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Pra ti

Hoje eu estava só, e tudo o que eu mais queria era te ter ao meu lado. Tinha tantas coisas para te falar. E eu até,
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“tentei dizer
mas vi você
tão longe de chegar...
mais perto de algum lugar.”
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E ao te ver assim tão longe, as palavras travaram e não mais consegui dizer tudo o que eu queria. Mas, o que eu mais quero te dizer é o quanto eu te quero. E que, eu tenho apenas uma certeza, e
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“eu não consigo esconder
certo ou errado, eu quero ter você”.
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Ás vezes bate um certo desespero. E eu penso que não mais suportarei tudo isso, eu até tento esconder de mim mesma esses pensamentos estranhos, mas o que eu sinto por ti,

“não dá pra ocultar
algo preso quer sair do meu olhar
atravessar montanhas e te alcançar
tocar o seu olhar
te fazer me enxergar e se enxergar em mim”.
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E é nessas horas de desespero, que eu me pergunto,
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“qual é o fio que nos une e nos separa?”
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Eu não sei responder. Há muitas perguntas para as quais eu não tenho resposta. Há tantas coisas nessa vida que eu não sei nada a respeito. Mas você me apareceu e me ajudou a enchergar o mundo de uma forma um pouco diferente. E talvez por isso, cada dia eu gosto um pouco mais de ti. E ás vezes eu só tenho vontade de te pedir uma coisa,
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“me prenda em seus braços
é o que eu te peço”.
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Estar nos teus braços, estar contigo é o que mais quero, e não me canso de te dizer isso, pois não quero que tu esqueças jamais. E por ti, eu até iria ainda fosse só,
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"pra dizer que sem você não há mais nada
quero ter você bem mais que perto
com você eu sinto o céu aberto”.
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E não pense que eu também não sinto medo, pois eu sinto. Tenho medo de, por algum motivo, tudo acabar de repente, e,
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“eu não quero te perder
eu não quero te prender
eu só quero te encontrar, uma manhã e um pouco mais”.
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Pois eu tenho apenas,
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“um desejo de ti
um desejo de ir
pela estrada”.
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Ah! Uma vez eu ouvi que,
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“viver é um livro de esquecimento”,
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é por isso que,
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“eu só quero lembrar de você
até perder a memória”.
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E olha, não esquece nunca, nunca que,
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“eu nunca disse que iria ser
a pessoa certa pra você
mas sou eu quem te adora”.
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E adoro muito!
E te quero mais que tudo!
E és tu, só tu, que me faz cada dia mais feliz.
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Eu queria te escrever algo bem bonito, eu até tentei, mas não consegui.
Mas eu precisava muito te dizer tudo isso, e percebi que algumas músicas iriam me ajudar, e por isso resolvi usá-las pra te dizer e te mostrar o quanto és especial pra mim! Te adoro muitão!
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Kari Mendonça
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PS.: As partes em vermelho são músicas de Ana Carolina.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O choro

Ela estava sentada, em frente ao computador, tentando escrever uma carta, enquanto as lágrimas lhe escorriam pelo rosto. Ninguém percebeu o seu choro silencioso, e ao mesmo tempo em que isso a consolava, a vontade de fazer o choro falar era muito maior.

Até que a sua mãe a chamou, ela não teve como se esconder e ao olhar para trás, foi questionada sobre as lágrimas. Era tudo o que ela precisava, e nesse exato momento as lágrimas começaram a escorrer desesperadamente pelo seu rosto, o silêncio desapareceu por completo.

O seu choro era alto e enquanto chorava, ela buscava desesperada pelo ar, precisava respirar ou seria engolida pelo seu próprio choro. Ele já não saia apenas dos olhos, mas da alma. E a cada lágrima escorrida, um pouco de alívio lhe cercava a alma.

Enquanto tentavam lhe acalmar, ela apenas chorava. Não conseguia falar nada, nem sequer pensar em alguma coisa, precisava apenas chorar, pois assim como escrever, chorar sempre a acalmou. E em alguma parte de si, sentiu-se feliz por estar finalmente chorando daquele jeito.

Sua cabeça estava pesada, algumas lembranças pareciam maiores a cada momento, e sua angústia só aumentava. O ato de chorar não a ajudou fisicamente, pois a sua cabeça começou a doer ainda mais, seus olhos ardiam. Mas a sua alma, aquela que mais importava, estava em paz.

E quando finalmente se acalmou, ela resolveu tomar um banho. Sua mãe sempre a mandava tomar banho quando ela estava triste, doente ou com raiva. Antes ela alegava que estava doente, por exemplo, e não suja. Mas sua mãe sempre afirmava que um banho era sempre uma boa ajuda.

E, ao sair do banho, ela estava se sentindo melhor. Ainda com uma pequena dor de cabeça, mas um alívio tremendo na alma.



Kari Mendonça

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Uma carta

Apenas uma carta que jamais será lida pelo destinatário....
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Hoje é teu aniversário, não é? Não pense que esqueci. Jamais esquecerei que dia é hoje e quais lembranças ele me traz. Se algum dia eu pudesse esquecer o teu aniversário, depois do que aconteceu, não esqueço mais.

Uma pequena parte de mim quer te ligar e desejar os parabéns e toda felicidade do mundo. Essa parte quer te dar um abraço e dizer que, apesar da distância e de nos vermos tão poucas vezes, és especial pra mim e não importa o que aconteça, sempre estarás nos meus pensamentos.

Mas a outra parte de mim é a que mais dói. Pois ela te culpa por tudo o que aconteceu. E por mais que eu tente me convencer que não tivesses culpa nenhuma, ainda assim eu te culpo.

Sei que não estavas em nenhuma situação favorável. Sei o quanto foi terrível o ano que passou pra ti e sei que o teu sofrimento foi enorme. Tento me lembrar sempre disso, mas sempre que lembro, percebo que depois que ficastes doente, ela ficou ainda pior. Parecia que ela já não queria mais lutar pela vida para que tu pudesses viver.

Ou melhor, não parecia, ela realmente parou de lutar. Ouvi dizer que ela fez um certo “acordo” com Deus, para que Ele a levasse se fosse pra tu ficares aqui, bem. E parece que Ele a ouviu, não é? Ela se foi e aqui estas tu, muito bem agora.

Ver-te bem o que mais me dói, quando deveria me deixar feliz. Desculpe-me se não consigo comemorar a tua vitória. Desculpe-me se é tão difícil olhar pra ti como antes. Mas acredite, não é fácil lembrar que as últimas palavras que ela disse com consciência e que lembro, foi sobre querer te ver.

Ela queria mais que tudo estar contigo. Sempre que aparecia alguém ela perguntava sobre ti. Todas as enfermeiras e médicos daquele hospital sabiam o teu nome e sabiam um pouco da tua estória. Ela estava sempre enchendo o peito para falar sobre ti.

Imagina o quanto não foi terrível perceber que ela só estava daquele jeito porque soube que estavas doente. Fico me perguntando, “e se ela nunca tivesse sabido de nada, ainda estaria aqui?” Talvez sim, talvez não. Mas eu não consigo parar de pensar no “talvez sim” e é por isso que não consigo deixar de te culpar.

Acredite, naquele momento eu fiquei muito dividida entre sofrer por ti ou por ela. Por algum tempo sofri pelos dois, mas quando comecei a vê-la morrer na minha frente, a percebê-la cada dia pior, o meu coração só conseguia sofrer por ela. E confesso que por um certo tempo, acabei esquecendo que estavas tão mal.

Eu poderia dizer que hoje faz um ano e então pareceria tão pouco tempo. Mas eu também poderia expressar dizendo que tudo aconteceu há 365 dias atrás e talvez pareça que foi há tanto tempo. E é exatamente assim que parece, que foi há muito tempo. E ao mesmo tempo em que é como se tivesse sido ontem.

Tenho todas as lembranças muito claras. Lembro de todos aqueles 32 dias com muita exatidão. Lembro do quanto foi terrível. E aí eu lembro da sua reação ao saber de tudo. Eu soube que você reagiu como se nada tivesse acontecido e isso me deixa com muita raiva, porque eu não consigo parar de pensar que fostes tu a causa de sua morte. E ainda assim vós não demonstrastes nenhuma reação?

Eu sempre pensei que jamais desejaria que alguém passasse pelo que passei. E que ninguém visse o que vi. Mas eu não posso mentir que ás vezes queria que tivesses estado lá. Que tivesses visto tudo, cada segundo e cada mudança de expressão naqueles olhos. Talvez assim tivesses reagido e tivesses sofrido um pouco do que sofri.

Parece injusto eu sei, não queria te desejar isso, pois, mais uma vez digo, que sei o quanto foi difícil viver o que estavas vivendo. Mas enfim... Não consigo não te culpar e talvez jamais consiga.
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Eu não queria, mas insistiram e não tive como não falar contigo. Ouvir a tua voz foi estranho e ao mesmo tempo tão bom. Percebi o quanto estavas feliz e confesso que a culpa que te joguei diminuiu um pouco, mas não desapareceu. A vontade de te dar um abraço e um beijo aumentaram consideravelmente. Me senti mal por pensar o que ando pensando, mas não consigo afastar esses pensamentos e sentimentos de mim.

Me desculpa.
Feliz aniversário!


Beijos,
Karina

domingo, 18 de novembro de 2007

A rosa

Certa vez ouvi que “um casamento é como um jardim e por isso deve ser cultivado todos os dias. Afinal, você não planta um jardim e aparece um mês depois para vê-lo, pois jamais o encontrará.” Refletindo sobre tal afirmação, tive que acha-la muito verdadeira.

Percebi então que, qualquer relacionamento é como uma rosa, e por isso deve ser plantado, cultivado e regado todos os dias. Deve ser cuidado com carinho devido à fragilidade das pétalas, e regado, acima de tudo, com o respeito.

E assim como as rosas, existem os espinhos. Não adianta tentar arranca-los, pois só trará sofrimento a rosa e deixará marcas que só poderão ser vistas algum tempo depois. Ás vezes a cicatriz é muito pequena, mas sempre é colocada a mostra em meio a uma discussão. É por isso que não se deve arrancá-los, deve-se apenas aprender a segurar a rosa sem deixar que os espinhos o arranhem.

Na hora da discussão, todas as armas são usadas. Todas as feridas são mostradas, todas as mágoas e ressentimentos. Essa é uma forma de destruir qualquer beleza existente na rosa, pois, sem qualquer uma das suas mais belas pétalas, ela perde todo o seu encanto, e jamais será possível qualquer remendo.

Não gaste a sua relação com coisas pequenas. Lembre dos espinhos que a rosa tem e perceba que nem tudo é do jeito que você gostaria que fosse, e nem por isso é menos bonito e vale menos a pena. Diga um “eu te amo” sempre que sentir vontade, você não imagina a diferença que isso pode fazer em qualquer rosa.

Mas não pense que quanto mais duradoura é uma relação, mais forte ela fica. Pelo contrário, cada dia ela fica mais fragilizada, pois se conhece o outro um pouco mais e sabe-se exatamente o seu “ponto fraco”. O tempo pode desgastar uma relação e não é fácil ir contra ele.

No entanto, a relação não só deve durar enquanto a rosa estiver viva. Lembre-se que é possível eternizar uma rosa ao colocá-la dentro de um livro. Ela não perderá a sua beleza, porém cada dia estará mais frágil e por isso deverá ser manuseada com todo cuidado.

Depois de pensar sobre tudo isso, jamais olharei uma rosa da mesma forma, e jamais conduzirei qualquer relação sem cuidado, sem cultivo e sem amor. ♥


Kari Mendonça

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Fim de tarde

Ela acordou cedo. Havia sonhado com ele a noite inteira e já não agüentava mais tanta saudade. Precisava sentir aqueles braços entrelaçando seu corpo. Sentir seu cheiro, sua pele. Já não agüentava mais esperar tanto por aqueles beijos. Precisava vê-lo, precisava estar com ele e não podia mais esperar um dia sequer.

Ligou para o seu amigo, ele vendia passagens e eles já haviam conversando sobre a possível viagem que ela faria. Viagem essa que já não agüentava mais adiar ou esperar tanto. Acertaram tudo, ela embarcaria em duas horas, pois queria estar lá o mais rápido possível.

Arrumou suas coisas. Não levaria muito, pois estaria de volta em alguns dias. Estava indo apenas matar essa saudade que doía tanto. Arrumou-se, e foi até o aeroporto. As coisas foram um pouco rápidas, já que não havia muito tempo para grandes planos.

Entrou no avião. Era a primeira vez que entrava em um, mas não ficou nervosa, queria apenas que as horas passassem um pouco depressa. Ligou o seu mp3, escolheu suas melhores músicas e nem percebeu a hora passar. De repente, percebeu que já haviam chegado.

E foi apenas nesse momento que ela começou a ficar um pouco nervosa. O que diria a ele? Perguntou-se pela primeira vez. Havia imaginado aquele momento tantas vezes e por isso nunca imaginou que essa dúvida pudesse lhe passar pela cabeça. Resolveu, portanto, ignora-la.

Desceu naquele aeroporto, já havia ouvido falar muito dele. E já havia desejado estar ali inúmeras vezes. Sentiu-se feliz por finalmente estar ali. Olhou para o relógio e percebeu que ele sairia do trabalho em quarenta minutos. Procurou um táxi e disse para onde iria.

Desceu na frente de onde ele trabalhava. Faltava pouco para ele sair. O nervosismo apareceu mais uma vez, mas ela o ignorou e finalmente ligou para ele. Ele atendeu o celular um tanto surpreso, ela nunca o havia ligado no meio da semana em pleno entardecer.

- Oi!
- Oi? Minha pequenininha, tudo bem?
- Tudo bem sim! Só queria te dizer que, quando tu saíres, eu estou aqui na frente te esperando, tá?
- Hã? Como assim?
- Como assim o quê? Eu to aqui na frente ô, esperando tu!


E ainda segurando os celulares, ele apareceu na frente dela. A timidez desapareceu e qualquer nervosismo também. Ela o abraçou bem forte. Ele ainda estava sem acreditar, mas a abraçou também e, quando seus olhos se encontraram, eles se beijaram. E foi um beijo gostoso, cheio de carinho, de vontades, de desejos. Um beijo bem demorado.

Quando conseguiram se separar um pouquinho, ela disse que não o queria atrapalhar e iria esperar a hora que ele fosse embora para poderem conversar e então ficar juntos. Ele ainda não conseguia acreditar que estava olhando para ela, aquela a quem ele tanto queria. Despediram-se e ele voltou ao trabalho.

Cinco minutos depois ele estava de volta. Ela o olhou e eles sorriram. Pegaram-se nas mãos e saíram. Ele não perguntou nada, sabia para onde leva-la, já havia prometido há muito tempo. Chegaram naquele parque. Era tão bonito quanto ela havia imaginado, mas era muito melhor poder estar ali com ele.

Ela o olhou nos olhos. Não conseguia olha-lo sem abrir um largo sorriso. Também não conseguia se segurar e o beijou. Mais um beijo cheio de carinho, de desejos. Tão bom! E eles passaram todo aquele fim de tarde ali, sentados, entre conversas e beijos. Entre olhares e amassos.

E ela desejou não voltar pra casa nunca mais. Só pra poder ficar ali, com ele. Só para poder tê-lo em seus braços e beija-lo quando quisesse. Para nunca mais deixar de olhar aqueles olhos, aquela boca... E foi por isso que ela aproveitou cada segundo ao seu lado, e talvez por isso, cada segundo tenha sido tão mágico. ♥


Kari Mendonça

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Fila de banco

Estava eu decidida a fazer um post sobre a saudade, mas não a saudade convencional, aquela que todo mundo sente e fala. Uma saudade diferente. Mas interrompi meus pensamentos para ir ao banco fazer um pagamento. Maldita hora que eu fui ao banco. Cheguei ás duas e vinte, peguei uma ficha, passei quase uma hora na fila, até que descobri por um acaso, que não poderia fazer pagamentos com cheques de outra agência.

Tá, se você já sabia disso, não venha me dizer um monte de coisas. Mas eu me pergunto, por que não existem placas com informações em banco? Por que só existem propagandas idiotas sobre como você gastar mais dinheiro e dever mais ao banco? Bom... Mas isso não vem ao caso.

Já não é a primeira vez que vou ao banco e passo horas em uma fila. Mas pude reparar que, fila de banco é sempre fila de banco. Os assuntos são sempre os mesmos. Ah não! Eu não gosto de conversar em fila de banco ou do que for. Minha mãe me ensinou a não falar com estranhos e talvez por isso eu tenha tanta aversão a papo com pessoas que não conheço, mas claro, exceto que alguém nos apresente, mas enfim...

Voltando ao assunto do “papo de banco”. Pude reparar que são sempre os mesmo. As pessoas criticam a fila que está sempre grande e parece não andar nunca. É engraçado ver algumas pessoas revoltadas com tamanha demora, elas gritam, xingam o gerente, fazem qualquer coisa para chamar atenção. O mais engraçado é que nada acontece e a fila continua seguindo seu rumo bem devagar.

Como normalmente a maioria vai ao banco fazer algum pagamento, um outro assunto muito falado é sobre o preço das coisas. Como a conta de luz está alta, ou a conta de água que parece nunca baixar, ou a de telefone que mudou de nome. Ah! Alguns vão sacar algum dinheiro ou fazer depósito e por isso é muito comentando sobre as taxas bancárias que são sempre muito altas. Claro que a CPMF também sempre acaba entrando no assunto...

E como os assuntos sempre mostram que o cidadão, por algum motivo, está em desvantagem, o assunto sempre termina na presidência e o pivô sempre acaba sendo Lula. Apenas uma vez ouvi um rapaz falando que Lula estava fazendo algumas melhorias no Nordeste e por isso gostava dele. Em todas as outras vezes, as pessoas da fila estavam discutindo como o Brasil está ruim.

É engraçado perceber que elas não têm nenhum argumento, tudo o que elas fazem é criticar. Criticam porque acham errado ou porque disseram para elas que estava errado. Criticam, pois não há nada melhor do que falar do que está errado. Tá, eu sei que o Brasil tem muitas coisas a serem criticadas e não condeno quem o faz.

Mas acho que, se você vai criticar alguma coisa, você deve ao menos ter algum argumento, sabe? Bom... Mas o assunto num era esse, era só sobre as filas dos bancos. Mas ahh! Deixa pra lá!


Kari Mendonça

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Indecisão?

O ano está finalmente chegando ao final. Para uns, um ano comum com alguns problemas e algumas alegrias, para outros, um dos anos mais estressantes da sua vida, o ano do vestibular. E, a maioria dos que estão se preparando para o vestibular, não tem mais de 18 anos.

E é aí onde eu sempre tive uma pequena dúvida. Estaria um jovem preparado para decidir todo o seu futuro aos 17 anos? Afinal, o vestibular é o que coloca você dentro de uma faculdade, onde passará no mínimo quatro anos estudando sobre um certo assunto específico e então, você será encaminhado para o mercado de trabalho onde passará o resto da sua vida trabalhando naquilo.

Acredito que, aos 17 anos a maioria dos jovens não está preparado para decidir todo o seu futuro. Nem sempre pensei assim, até ver que muitos que passaram no vestibular na primeira vez que o fizeram, decidiram fazer um outro curso alguns anos depois. Vivencie vários exemplos disso dentro da minha própria casa.

Uma das minhas irmãs fez vestibular para Hotelaria, não passou, e no ano seguinte decidiu fazer Letras. Outra irmã minha, começou um curso de História, mas desistiu antes de acabar o primeiro semestre e hoje está tentando para Medicina. Já a minha irmã mais velha, cursou dois anos de Ciências Sociais e desistiu. Hoje ela faz Educação Física e está muito satisfeita.

Estudo com um menino que já começou o curso de Psicologia, de Direito e agora está cursando Publicidade. Uma amiga que também faz Jornalismo, decidiu que queria mudar de curso e ir para Enfermagem, no entanto, ela é do “ProUni” e por isso não pode mudar de área, apenas de curso. Sendo assim, ela resolveu que fará Direito no semestre que vem.

É normal que nem todos façam vestibular para aquilo o sonhavam quando criança, afinal, estamos em constante mudança e é normal que mudemos de idéia. Há algum tempo, eu costumava criticar aqueles que acabam o Ensino Médio e decidem não fazer vestibular, pois dizem não estar preparados. Hoje eu os compreendo, e até os admiro, pois, quando decidirem o que querem, creio que farão a escolha certa.

É certo que, nenhum ano dentro de uma universidade será perdido, mesmo que o curso final não tenha nenhum vinculo com o inicial. Também é certo que, todo conhecimento é muito válido. Mas afinal, o problema seria do jovem indeciso ou do sistema educacional?

Eu poderia criticar o jovem, pois é sempre mais fácil criticá-lo. No entanto, muitas vezes não estamos preparados para tantas decisões importantes. É enorme a pressão que vivemos. Os nossos pais esperam que tenhamos um futuro e que sejamos bem sucedidos, e a sociedade nos espera no concorrido mercado de trabalho. O mundo espera que deixemos de ser um adolescente e nos tornemos um cidadão com direitos, deveres e inúmeras obrigações.

Talvez o sistema também tenha um pouco de culpa nisso tudo. Nas escolas européias, o aluno entra para a universidade aos 20 anos. Sim, a diferença entre 17 e 20 pode não parecer muito grande, mas acredite, a diferença é enorme. Um exemplo disso é que, se repararmos uma criança de 1 ano e outra de 3, ambas estarão em estágios completamente diferentes de suas vidas, e a diferença é facilmente perceptível.

Talvez o sistema nunca mude. Talvez, nós jovens, nunca deixemos de ser um pouco complicados. Mas, o que é triste de ver é o enorme número de profissionais insatisfeitos, ou porque fizeram algo que lhes foi imposto ou porque decidiram fazer algo apenas pelo maior número de ofertas de emprego.

É difícil decidir todo o seu futuro com uma simples inscrição, porém, pior ainda é não fazer aquilo que se quer, mesmo que não seja na sua primeira opção.
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Kari Mendonça

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Um par de olhos

A caminho da faculdade, ele me olhou. Não como outros, pois não olhou para mim, mas para os meus olhos. Olhei-o fixamente também. Decidi não desviar o olhar enquanto nos aproximávamos. Após alguns longos segundos, quase nos esbarramos e ele desviou, olhei mais um instante, e fiz o mesmo.

Não o consegui tirar da cabeça, e nem ao menos, esquecer aquele olhar. Ele era bonito, tenho que confessar que reparei, mas isso não vem ao caso. Passei o resto do caminho pensando naquele olhar, ou melhor, naquela “troca de olhares”. Foi intenso, mas foi rápido.

Percebi que nunca mais verei aqueles olhos e nem aquele olhar que tanto me chamou atenção. Mas afinal, por que me chamou tanta atenção um simples par de olhos encontrados no meio de um caminho?

Na verdade eu não sei porque ainda estou pensando naqueles rápidos segundos. Talvez porque eles me façam pensar nas inúmeras pessoas que atravessam a minha vida por um curto período de tempo.

Sempre que ando pela rua, coisa que gosto de fazer com muita freqüência, apesar de parecer bastante “desligada”, como me disseram certa vez, eu presto bastante atenção a tudo ao meu redor.

Reparo em tudo que está acontecendo. Fico imaginando como será a vida de cada uma daquelas pessoas. O que elas fazem no seu dia-a-dia. Pergunto-me se elas têm alguém especial esperando em casa, se amam ou se tem filhos.

Fico imaginando que sim ou que não, a cada uma das perguntas e a minha mente vira um filme sobre a vida de cada uma delas. Parece louco, eu sei. Mas são coisas da mente, que culpa tenho eu, afinal?

Sempre penso que qualquer um pode virar alvo de um conto ou de alguma estória desse blog, e com aqueles olhos não foi diferente. No entanto, a diferente está em não ter pensado sobre a vida do dono do par de olhos. Não me perguntei o que ele faz e nem se tem alguém especial em sua vida.

Lembrando agora, acho que ele estava indo ou voltando da aula. Não tenho certeza, mas acho que vi um caderno. Sua blusa era cinza e a calça preta. Reparei tudo isso enquanto apenas lhe olhava os olhos. Juro que não virei depois que ele passou.

Talvez nos encontremos algum dia. Mas espero que não aconteça, ou aqueles rápidos segundos perderão todo o encanto. E, talvez eu nunca esqueça aquele par de olhos, tamanha foi a intensidade. E essa sim faz com que valha a pena lembrar pra sempre daquele par de olhos castanhos.

No entanto, depois de pensar mais um pouco sobre aquele momento, de lembrar daqueles segundos tão intensos em que aquele olhar me penetrou a alma, desejei que aqueles olhos não fossem castanhos, mas sim, um certo par de olhos verdes.


Kari Mendonça

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ser pernambucano é...

- Ser acusado justamente de que somos os mais megalomaníacos dos brasileiros e de estarmos no topo de um tal de IGPM (Índice Geral de Pouca Modéstia);

- Ter a mania de dizer que tudo daqui é melhor!(e não é mermo???);

- Dizer de boca cheia que o Shopping Center Recife é o maior da América Latina;

- Falar também que o Chevrolet Hall é a maior casa de show da América Latina;

- Ter a maior avenida em linha reta do mundo - a Caxangá, no Recife;

- Ter a maior feira ao ar livre do mundo- a de Caruaru;

- Ter também o maior teatro ao ar livre do mundo - Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, onde é encenada na Semana Santa o espetáculo "A Paixão de Cristo";

- Ter a mais antiga sinagoga da América Latina - fica no Bairro do Recife, situado na ilha de Santo Antônio. Sem falar que foram judeus recém-saídos do Recife que migraram para os Estados Unidos e ali fundaram Nova York;

- Achar a Torre de Cristal do Brennand a obra de arte mais bonita do mundo;

- Saber que Recife é um dos grandes pólos de informática e de medicina do Brasil;

- Ir pra o teatro assistir "Cinderela" com Jason Wallace e se identificar com o sotaque e as gírias usadas no espetáculo;

- Vibrar com a chegada de Joana Maranhão na final das olimpíadas, pois desde 54 que nenhuma nadadora brasileira consegue tal feito;

- Freqüentar a praia de Boa Viagem em frente ao Acaiaca;

- Tomar um banho no mar de Boa Viagem mesmo com placas de advertência de tubarão em todos os lugares;

- E ir à Praia de Boa Viagem e tomar um "Caldinho Ele e Ela" p/ curar ressaca, gripe e dor de corno;

- Adorar bolo-de-rolo, sucos de pitanga, mangaba, cajá, tamarindo, graviola, manga, chupar pitomba e jaboticaba;

- Saber a delícia que é um bolo de bacia com caldo de cana;

- Correr no Parque da Jaqueira e depois se empanturrar de caldo de cana na saída;

- Tomar um caldo de cana no centro da cidade;

- Tomar café da manhã (macaxeira com charque) nos Mercados da Madalena e Casa Amarela depois da noitada;

- Adorar o tempero da comida pernambucana: Buchada, Chambaril, Mão-de-Vaca, Rabada, Vaca atolada, Sururu, Caranguejo, Carne de Bode, Carne-de-Sol, Feijoada, Dobradinha, Fava...etc.

- Nunca usar artigo na frente de nome próprio: nada de A Maria, ou O Recife...

- Saber o significado das palavras "pirangueiro", "pantim", "mangar" e "lascou";

- Chamar Paínho e Maínha p/ visitar Voínho e Voínha;

- Falar visse no final de cada frase;

- Dizer: "É rocha !" , "É porque não dá mermo", "Di cum força", "digaí", "tá ligado!?", "oxente", entre outras...

- E as praias de Pernambuco? Boa Viagem, Piedade, Candeias, Gaibu, Paraíso;

- Jantar olhando para a lua incrivelmente cheia e linda nos bares e restaurantes na beira do rio Capibaribe ou da praia de Boa Viagem.;

- Achar que Recife seria melhor se os holandeses tivessem permanecido e admirar Maurício de Nassau mesmo sabendo pouco sobre ele;

- É sabermos da nossa importância na construção da história desse país, da nossa identidade cultural Do nosso passado fundiário, dos nossos engenhos de açúcar;

- Ir ao monte das Tabocas perto de Vitória de Santo Antão e passar horas imaginando como uma batalha naquele lugar "deu origem" a um lugar tão maravilhoso quanto Pernambuco;

- Dar mais importância ao Campeonato Pernambucano de Futebol do que qualquer Campeonato Nacional, pois futebol se restringe a rivalidades entre Náutico, Sport e Santa Cruz;

- Ir ao Alto da Sé em Olinda apenas para ver Recife ao longe e comer tapioca;

- Ir prá Gravatá, Garanhuns... e se encher de casacos, luvas... independente do frio que esteja fazendo;

- Ficar sempre dividido entre as belezas das Praias de Porto de Galinhas e de Calhetas;

- Ouvir Alceu, Geraldinho Azevedo, Chico Science, Luiz Gonzaga, Lenine e outros tantos e poder dizer "São meus conterrâneos";

- Nos orgulharmos dos nossos grandes literatos: de João Cabral de Melo Neto, de Manuel Bandeira, de Carlos Penna Filho, de Osman Lins, de Gilvan Lemos, Raimundo Carrero, Luzilá Gonçalves, Nélson Rodrigues, Josué de Castro, Paulo Freire, Gilberto Freyre, além de Ariano Suassuna (que só fez nascer na Paraíba)...Entre tantos outros;

- Considerar Reginaldo Rossi o nosso Rei;

- Achar que José Pimentel é a cara do Cristo;

- E fazer qualquer coisa por um taquinho de rapadura e/ou queijo coalho quando reside fora de Pernambuco;

- Se você reside fora do estado, é recomendar aos filhos omitirem o fato de serem Pernambucanos para não humilhar os colegas;

- Poder dançar um frevo em Olinda e se orgulhar em dizer que é nosso;

- Encher os olhos d'água com aquele sorriso no rosto e até se tremer de emoção só de falar do carnaval de Olinda...;

- Saber distinguir entre o Maracatu do Baque Solto do Maracatu do Baque Virado;

- Ir ao Recife antigo e pode constatar todo aquele patrimônio arquitetônico;

- Acreditar que Recife é mesmo a "Veneza Brasileira";

- Amar as pontes e Rio Capibaribe do Recife

- Saber que O Galo da Madrugada é o maior bloco carnavalesco do mundo (conduz mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas do Recife), de acordo com o Livro dos Recordes;

- Ter orgulho do nosso São João que é o maior e melhor do universo;

- Ter O Diário de Pernambuco como o jornal mais antigo da América Latina;

- Saber que a primeira emissora de rádio da América Latina é a Rádio Clube de Pernambuco;

- Dizer que Olinda se transformou recentemente na Capital Cultural do
Brasil;

- Estudos da Fundação Getúlio Vargas, que aponta as características econômicas de cada região, mostra que somos mais eficientes no comércio (influência dos holandeses?);

- Passar um tempo fora, chegar na capital e cantar: "Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço, quero ver novamente Vassouras na rua passando, tomar umas e outras e cair no passo...";

- Ah... Fazer a maior festa de forma bem calorosa, ao encontrar um conterrâneo em outro estado ou país;

- Morar em outro estado ou país e não perder o sotaque pernambuquês;

- É encher o peito pra cantar: ".. eu sou mameluco, sou de Casa Forte, sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte...";

- É ser original, alegre, receptivo e solidário. É você perguntar onde fica o local tal e ser bem orientado por qualquer pernambucano;

- É valorizar a cultura popular, apreciar suas belas praias, é ser um cabra da peste!!!!!;

- Ter o maior paraíso do mundo e poder dizer com todas as letras: Fernando de Noronha é NOSSA!

- É se arrepiar com o nosso hino como se fosse o hino nacional, é usar nossa bandeira com todo orgulho, é saber a riqueza de nossa história...;

- Usar camiseta, boné, botton com a bandeira do estado (que aliás, é a mais linda do país);

- Saber cantar o Hino de Pernambuco em todos os ritmos: forró, frevo, maracatu. Enfim... é amar a nossa terra e defendê-la acima de qualquer coisa!

- É ser muito sortudo por nascer numa terra tão linda como essa!

“Acho até que você pode tirar uma pessoa de Pernambuco, mas nunca poderá tirar Pernambuco de uma pessoa!”

(Autor desconhecido)


-Aqui está o link para ouvir o hino em forma de frevo, dessa terra tão bonita e ver lindas fotos!

Desconheço o autor desse texto, mas eu o acho magnífico.
O melhor de tudo foi que, quando o li pela primeira vez, eu não estava morando em Recife e nem em Pernambuco, e talvez por isso ele me tocou tanto.
É lindo demais e, para os pernambucanos, toca mesmo!
No entanto, se você não é pernambucano e por algum motivo não gosta daqui, isso não me diz respeito.

Peço apenas, que você respeite a minha opinião e o meu amor a essa terra, que é a única que posso dizer que é realmente minha e tenho muito orgulho disso.

Beijão,
Kari Mendonça

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Momento diferente (II)

E mais uma vez eu me vejo aqui, um tanto emocionada e muito agradecida. Fui indicada a dois prêmios muito lindos, e por duas pessoas muito especiais.

O primeiro foi o prêmio que recebi carinhosamente da Thayssa. Muito obrigada, viu moçinha?


E os meus indicados são:

Katarine, uma jornalista recém formada, que quase abandonou o blog, mas que finalmente voltou com tudo, dando uma pequena pausa para as férias tão merecidas.

Adriana, uma mulher, mãe, esposa, dona de casa e trabalhadora. Uma verdadeira heroína, que consegue ajustar tudo isso e ainda manter um blog onde nos conta suas novidades.

Candy, uma menininha ótima que, a cada dia fica um pouco mais especial pra mim. Ela é muito parecida comigo, sabe? Cada dia a gente descobre mais uma coisa em comum.

O segundo prêmio recebi da Samanta e confesso que fiquei bastante emocionada. Muito obrigada mesmo, viu?

"Todos temos blogs pelo fato de gostarmos de escrever. Por prazer, profissionalismo, ou qualquer motivo pessoal. E a maioria gosta de escrever para liberar algum sentimento profundo, seja ele bom ou ruim. Escreve para se encontrar, para analisar a situação depois de algum tempo, ou naquela mesma hora, e também por essa paixão de pôr tudo no "papel". E estou chamando esses blogueiros de Escritores da própria liberdade. Escritores sim, mesmo que amadores, que escrevem suas emoções, que não guardam tudo para si. Que compartilham tudo com pessoas muitas vezes estranhas(entre as conhecidas)... Escritores que admiro muito, por vários motivos, que se destacam de um jeito único, para cada uma das pessoas que os conhecem. Blogueiros que publicam a sua liberdade de expressão.”

Do Blog Batom Cor de Rosa, criador do prêmio.

E os meus indicados são:

Marcos, não canso de dizer que ele é muito especial pra mim e que eu adoro ler tudo o que ele escreve, seja tentando poetizar ou falando sobre as coisas desse mundo imundo.

Marquinhos, que me conquista um pouco a cada dia. Adoro ler o blog dele, pois é sempre como se estivéssemos tendo uma conversa, sabe? É legal.

Candy, como já falei, cada dia a gente se descobre um pouco mais. Uma menina que escreve com o coração sobre todas as coisas. Adoro o cantinho dela!

Carol, uma menina que, como ela mesma disse, foi amizade à primeira vista. É
outra que escreve com o coração os textinhos mais lindos que eu leio.

Alexandre, um grande poeta que teima em dizer que não é escritor. Também escreve com o coração e sempre emociona. Tem um coração enorme e se tornou um cara muito especial.

Ah! Teve um selinho que eu ganhei da Candy, mas, como houve um pequeno probleminha no blog dela, eu não tive como pegar o selinho. Mas Candy, muito obrigada também, viu?

Bom, é isso. Muito obrigada mesmo pelas indicações, viu moçinhas? Como eu já disse, todas vocês são muito especiais pra mim e considero os blogs muito especiais e muito bons.
Não é a toa que eu estou sempre passando por lá, não é?E acreditem, eu sou muito chata na hora de escolher alguma coisa pra ler!


Obrigada mesmo!

Kari Mendonça

domingo, 4 de novembro de 2007

"Nunca é tarde para sonhar"

Recentemente estava conversando com a minha mãe e percebemos que os últimos filmes que assistimos (e acredite, são muitos os filmes que assistimos) não foram filmes com estórias apenas, mas sempre com uma lição. Filmes muito bons.

Hoje assisti ao filme “Em busca da felicidade” (The way to the Texas). Logo na capa do filme me encantei com a frase “nunca é tarde para sonhar”, e ao assistir o filme, percebi que, de fato, a frase é perfeita.

O filme mostra acima de tudo, uma linda estória de amor entre um menino de uma menina. Ele era um pouco conformado com a vida, mas de repente ela apareceu e transformou completamente aquela vida pacata e chata que ele levava.

Juntos eles decidem viver a vida da melhor forma possível. E juntos eles fazem várias coisas, passam por várias situações e por vários lugares e não importa o que aconteça, eles estão sempre juntos e sempre apoiando um ao outro.

Ela, por ser mais culta, adora ensina-lo algumas coisas. Ele, por sua vez, adora aprender. A maior lição que ela o passa é que na vida, devemos sempre ter um plano e devemos estar dispostos a lutar o quanto for para que o plano possa se realizar e para que possam segui-lo.


Logo que acabei de assistir ao filme, fiquei bastante pensativa. No filme, quando ela se refere a “um plano”, é o mesmo que falar de um sonho. Perguntei a mim mesma se eu tenho algum plano e se estou disposta a enfrentar o que for para segui-lo.

Sim, eu tenho um plano e estou disposta a fazer tudo o que puder para realizá-lo. Parece louco, pois ainda estou no primeiro ano da faculdade e já penso no meu mestrado. Ás vezes me questiono se não estou sonhando alto demais ou querendo mais do que devo.

Mas então eu penso que sonhar nunca é demais. Ter objetivos na vida é fundamental. É certo que existirão obstáculos no meio do caminho, e é por isso que devemos ter certeza do que queremos e disposição para enfrentar o que for.

Pois, quando não há disposição e nem convicção, o primeiro obstáculo, por menor que seja, acaba por se transformar em uma barreira enorme. E assim, por um motivo tão pequeno, acabamos desistindo de toda uma vida.

E só sentiremos falta dessa vida, quando finalmente percebermos que não nos tornamos nada daquilo que um dia sequer sonhamos. Por isso, não deixe os seus sonhos passarem por você, agarre-os o máximo que puder, jamais os deixe fugir, e aproveito o maravilhoso prazer de sua companhia.

Outra coisa que me chamou a atenção no filme foi o amor entre os dois. Confesso que acabei aprendendo um monte de coisas. Coisas como, não existe idade para amar, o amor pode aparecer a qualquer momento e transformar a sua vida.

Amar é estar junto, mesmo que não fisicamente. É se fazer presente mesmo na ausência. É estar junto nos momentos felizes e mais ainda nos momento de dor. É estar disposto a enfrentar toda e qualquer dificuldade sem deixar que elas interfiram no relacionamento.

Enfim, percebe-se que o filme mexeu bastante comigo, né?
Fica uma dica pra quem puder assistir.
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Kari Mendonça

PS.: Tem post meu lá no satélite da Menina Lunar, se quiser aparecer...

sábado, 3 de novembro de 2007

Aproveite o tempo que tem

É muito comum escutar que o tempo é o remédio para todos os males. Que só ele é capaz de apagar um amor ou uma dor. Dizem até que o tempo faz milagres. Quem nunca ouviu esse tipo de coisa?

No entanto, o tempo me dá medo. Tenho medo que o tempo desgaste ou apague tudo isso que existe em mim. Não falo fisicamente, pois não tenho medo de envelhecer, pelo contrário, aprecio o amadurecimento humano.

No entanto, tenho medo de não saber como usar o meu tempo, e o que mais me dói é ver pessoas gastando-o da forma mais banal possível.

Não gaste o seu tempo com besteiras. Lembre-se que o tempo é sagrado e passa apenas uma vez. Não é possível voltar atrás, portanto, faço o melhor que puder com ele. Aproveite-o ao máximo e não o desperdice.

Sabe o MSN? Use-o apenas para conversar com pessoas distantes, aquelas que só a internet ajuda a mantê-los perto, pois, querendo ou não, é a forma mais econômica. Não o use para conversar com aqueles que estão de fato perto, e se usar, que seja apenas para marcar um encontro. Não transforme as suas amizades reais em amizades virtuais apenas.

Sabe aquela conversa do seu pai, sobre usar telefone só para recados? Obedeça-o. Ligue de vez em quando para aqueles que te fazem falta para avisá-los de que está com saudades, e se possível, marque também um encontro. Nem que seja um rápido almoço ou apenas um “cafezinho” para botar o papo em dia.

Aproveite ao máximo o tempo que passar junto da pessoa amada, seja namorado, marido, ou que for. Não use o tempo em que estiverem juntos para perguntar quem foi a “fulaninha” que deixou um recado no orkut dele. Faça melhor, não leia os recados dele, afinal, não são para você. Confie no que ele diz e não gaste o tempo de vocês com cenas de ciúme.

Algumas pessoas sempre dizem que você não deve sair de algum lugar “brigado” com alguém, afinal, pode ser seu ultimo encontro. E é verdade! Já pensou se você briga com seu melhor amigo, sai de lá com raiva e, minutos depois descobre que o ele sofreu um acidente? Não seria terrível lembrar daquela última conversa? Daquele último momento juntos?

Por isso, sempre que brigar, não vá embora com raiva, espere alguns minutos, “esfrie” a cabeça e tente conversar. Não precisa necessariamente fazer as pazes, mas que a despedida seja, ao menos, amigável.

Sabe aquelas horas que você passa pensando em alguém que não gosta? Já pensou o quanto esse tempo é desperdiçado? De que adianta gastar algo tão precioso com alguém que não te faz bem? Use o seu tempo pensando apenas naqueles que, de fato, te fazem bem, aqueles que, só de pensar, te tiram um sorriso do rosto.

Não seja tão amargo e nem orgulhoso. Orgulho não leva ninguém a canto nenhum. Se acha que está certo a todo custo, pense mais um pouco. Releve, nem que seja para considerar a culpa 50% para cada um.

Quando encontrar alguém e perguntar como esse alguém está, pergunte demonstrando interesse e esteja preparado para ouvir qualquer resposta. Ás vezes estamos tão desesperados para falar com alguém, mas ninguém parece querer nos escutar. Se vai perguntar, seja sincero, não pergunte apenas por educação.

Também não seja apenas educado ao ouvir um “eu te amo”. Oras! Se não ama, é melhor não responder coisa alguma. É preferível ouvir um silêncio a um “eu te amo” seguido de atitudes que desmentem essa frase tão bonita.

Ah! Se encontrar alguém chorando, não venha dizer coisas idiotas ou sem sentido. Sente-se junto, dê um abraço e fique por perto. Demonstre sua compaixão e seu companheiro. Mostre que você está perto em todos os momentos, até nos de dor. Mas por favor, não fale nada inútil.

Entre tantas outras coisas, nunca deixe de demonstrar o que sente por alguém. Demonstre o seu carinho, seja com atitudes ou palavras. Se estiver apaixonada (o), se insinue, não deixe a sua paixão passar por aí. Agarre-a e aproveite. Se estiver amando, não deixe de falar a pessoa amada, pois “se amamos e não dizemos, corremos o risco de esquecer.”

E não esqueça que o tempo é sagrado demais para ser desperdiçado em vão.


Kari Mendonça

PS.: Tem post meu lá no satélite da Menina Lunar, se quiser aparecer...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Por mais que eu tente

Meia-noite e eu publiquei um texto aqui no blog. Não gostei muito, mas publiquei.
Ao acordar, a primeira coisa que fiz foi deletar. Passei o dia fora e não tive tempo de pensar em nada legal para colocar aqui. Ao chegar em casa, resolvi publicar algo de Fernando Pessoa, "a felicidade pode demorar", publiquei. Poucos minutos depois, deletei. Não era o que eu estava sentindo. Nem o que eu queria postar. Desisti então de postar qualquer coisa. Resolvi que o faria quando estivesse com cabeça. "Passeando" pelo meu caderninho onde escrevo poesias (não minhas) e algumas músicas, me deparo com uma música que gosto muito e que a muito não ouço. Resolvi procurar pelo vídeo e foi ótimo ouví-la novamente. Li a letra da música mais uma vez, e percebi que Gustavo Soares descreveu exatamente o que estou sentindo. Ah! Sem falar na maravilhosa interpretação da Marjorie Estiano. Aí vai a letra da música e o vídeo.

Beijos,
Kari Mendonça

- aqui o link do youtube. Tentei, mas não consegui botar o vídeo aqui. É complicado demais pra mim., desculpe!

Por mais que eu tente

Se o vento sopra sem sentido
As estrelas podem me guiar
Se eu não te tenho aqui comigo
Quando sonho eu posso encontrar

A liberdade sempre andou comigo
Nas esquinas de algum lugar
Mas o meu lugar é estar contigo
Eu não posso mais me controlar

Por mais que eu tente lhe dizer
O quanto eu sinto por você
Como é possível não saber
que eu te quero

Não importa se estou sozinho
Eu não tenho como te esquecer
Vagando pelas ruas sem destino
Se me perco me encontro em você

Por mais que eu tente lhe dizer
O quanto eu sinto por você
Como é possível não saber
que eu te quero

Por mais que eu tente lhe dizer
O quanto eu sinto por você
Como é possível não saber
que eu te quero

Como é possível não saber...

...te quero

PS.: Tem post meu lá no satélite da Menina Lunar, se quiser aparecer...