terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Uma tarde diferente...

Ana estava andando pela rua. O céu estava nublado, assim como seus olhos, mas diferente deles, a chuva ainda não estava caindo... Ela não gostava que a vissem chorar, mas não havia como esconder o rosto e não mais conseguia segurar as lágrimas que caiam a cada instante numa velocidade e quantidade ainda maior.

Seus passos estavam cada vez mais largos, mas o caminho parecia, a cada momento, mais longo. Queria correr, mas sabia que em nada ajudaria, pois o caminho só ficaria maior e mais cansativo.

Quando ainda faltava uma boa parte do caminho, ela já não agüentava aquela situação. Foi quando olhou para o lado esquerdo e percebeu um pequeno parque, estava com a cabeça tão longe que não lembrou que ele ficava ali. Era um parque bonito, cheio de flores e um pequeno lago.

Ela então, atravessou a rua, sentou-se próximo ao lago com os braços na cabeça e entregou-se aquele choro tão angustiante. Chorava, e chorava a cada instante com mais intensidade. Fazia uma enorme força para buscar o ar e as lágrimas não paravam de cair.

A angústia lhe invadia o peito. A solidão lhe abraçava a alma. E a dor esmagava todo o seu corpo. Sentia-se incapaz de tudo e qualquer coisa. Senti-se insegura e indefesa. Por um instante quis morrer, mas sabia que aquela não podia ser sua última opção. Também não poderia desejar "matar" ninguém, pois não havia quem fosse o causador de seus tormentos.

De uma coisa ela tinha certeza, não desejava ver ninguém. As pessoas ao seu redor nunca a conseguiram compreender, e sempre que estava triste a chamavam de chata ou diziam que precisava mudar seu humor. E ela odiava aquilo! Não estava mal humorada, estava apenas triste, oras.

Não sabia há quanto tempo estava sentada em frente ao lago, mas o Sol, escondido entre as nuvens, estava indo embora. Suas lágrimas já haviam secado. Sentia o corpo um pouco mais leve. Levantou-se então, e seguiu o resto do caminho até em casa.

Ao entrar, foi questionada sobre onde estava, mas conseguiu apenas responder que estava bem. Subiu as escadas, tomou um demorado banho e foi dormir. Sim! Era cedo, mas quanto mais tempo se “desligasse do mundo”, mais fácil seria acordar na manhã seguinte.


Kari Mendonça

13 comentários:

Palavras de um mundo incerto disse...

Bah, guria, mas esses choros são por causa da solidão que assim ela estava vivendo?

UM BEIJOS E UNS ABRAÇOS EM TI!

COM CARINHO!


MARCOS STER

Marcus Alexandre disse...

Ela apenas "botou pra fora" o que lhe afligia...

PS: Obrigado por matar minha curiosidade sobre os números!
ahuahuahuahuahua

;*

Flavinha disse...

Kari, querida, desculpe a ausência. E obrigada pela sua presença sempre constante lá no "Sabe"... uma carícia dada comentário seu.

Passei só pra te deixar um abraço. Assim que vida e tempo entrarem nos eixos volto para ler tudo com a atenção que vc merece.

Beijos!

candy disse...

eiii, moçaaa
vai dar certo, viu?!
relaxa!

vc vai ser a melhor daí
\o/

qlqer coisa é só me chamar, viiiiu?

;*******

Candinha disse...

queria tá do teu lado agora! =/
como eu sinto falta de vcs, kari..



"Amigos são 'cores', cada qual com seu matiz, e um jeito sempre muito marcante(...)"

lembra?! :*

Mylene Ribeiro disse...

Kari q saudade q eu tô de tu !!!

Ultimamente tô super atarefada, não tô com tempo nem pra escrever no meu blog mas no teu eu sempre vou comentar viu ?!

Milhões de beijos pra ti

E amei o conto !!

Pripa Pontes disse...

ah momentos em que só nós nos entendemos e é melhor se guardar para si do qe enfrentar as críticas dos outros...dormir para tentar encontrar a paz, e refletir só para por os pensamentos nos lugares certos..
linda crônica kari!


Bjos.

Marcus Vinícius disse...

Ainda não inventaram conselheiro melhor do que uma boa chorada. Depois de chorar dessa maneira, mesmo que os problemas continuem iguais, tu se sente mais forte para combatê-los...

Beijão!

::Lone Wolf:: disse...

Hum... Começou a escrever semelhante a mim. Não preciso dizer a finidade que tenho com textos desse tipo. O seu ficou muito bom.

Um prêmio ao meu blog favorito.

Beijos.

∆٭♥∞

Antônio disse...

Quando puder, me passa o endereço desse parque. Não que eu queira chorar, apenas quero ler um livro sossegado, sem ninguém pra me encher a paciência...

Beijão, cuide-se!

Rafael Coelho disse...

Oi Kari!

Poxa, valeu mesmo pela sua visita frequente no Palavriando. E desculpe-me pela minha presença falha aqui!

Há dias que a gente precisa de um banho demorado mesmo. Já "se desligar do mundo, mesmo enquanto se dorme, é mais complicado. Os sonhos não me permitem este "arrebatamento"! rs

Belo texto, parabéns!


www.palavriando.com.br

Katarine disse...

As lágrimas são mais amigas do podemos imaginar. Entende?
bjokas!

ALF disse...

Nada como um dia após o outro.
Pra finalmente ela sair dessa aflição. Recolocar as ideias na mente, relaxar, se deixar kevar pela serene existência e perceber como a vida merece ser vivida.

Belo conto

;)

Beijos