segunda-feira, 10 de março de 2008

A estória de Pedro e Clara (Parte II)

-Não esqueça de ler a Parte I.
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“Eu não o pedi desculpas”, pensava ela. Gostava de ouvir sua mãe, pois sempre a acalmava, mas ela sempre acabava falando que Pedro havia telefonado e mandado alguns recados, e isso a deixava angustiada.
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“Eu não posso morrer, não agora! Não sem antes falar com ele e dizer o quanto o amo”. E era esse pensamento que a deixava mais forte a cada dia. Com o tempo sua mãe reparou que as lágrimas caiam quando se falavam em Pedro e, apesar de querer que a filha ficasse boa, sabia que o pior poderia acontecer.
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Ao sair do hospital, ela telefonou para Pedro e lhe contou o que havia reparado. Disse-lhe que compraria sua passagem ainda naquela manhã, pois o queria lá o mais rápido possível. Ele ficou feliz, mas pensou que aquela atitude poderia ser um aviso da piora de Clara e isso o deixou triste e nervoso.
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A passagem foi comprada e, na manhã seguinte Pedro chegou à cidade. Do aeroporto foi direto para o hospital. Entrou sozinho na UTI e, ao perceber sua amada deitada naquela cama, as lágrimas não paravam de cair dos seus olhos. Sentou-se ao lado da cama, segurou sua mão, encostou a cabeça nela e chorou.
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Enquanto chorava uma enfermeira entrou e, ao perceber a cena falou:
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- Fale com ela. Ela pode ouvi-lo.
.Ele sabia disso, mas não conseguia dizer coisa alguma. Até que a olhou no rosto e disse:
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- Minha menina, eu estava com tanta saudade de ti. Não imaginas o quanto foi difícil estar longe todos esses dias. Não parei de telefonar nem um dia, e não deixei de pensar em ti por nem um segundo. Eu queria dizer o quanto te amo e o quanto és especial e importante na minha vida. E enquanto falava, as lágrimas caiam e caíram ainda mais ao perceber as lágrimas no rosto de Clara.
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Novamente ele encostou a cabeça nas mãos que segurava com as suas, e chorou por não poder fazer nada. Queria ajudá-la. Queria vê-la bem. Enquanto Clara ouvia tudo atentamente. As lágrimas escorriam por seus olhos, pois sentia vontade de lhe dizer as mesmas coisas.
.Enquanto ouvia aquele choro tão triste, Clara abriu os olhos. Não sabia exatamente onde estava. Percebeu que alguém segurava suas mãos e rapidamente abaixou o olhar para aquele que chorava. Foi quando reparou que era Pedro, e logo se lembrou da discussão, do carro, do barulho das ambulâncias e da voz de sua mãe.
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Lembrou da voz de Pedro, e das coisas que ele havia dito há pouco. Ela apertou a mão, o que o fez levantar a cabeça e olhá-la nos olhos. Ao perceber que ela estava acordada não acreditou. E antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela falou "te amo! E amo muito”.
.- Minha menina!!! Também te amo muito, respondeu ele.
.Ela colocou a mão na boca dele e então falou:
.- Me desculpa por aquela discussão boba. Nada justifica minhas atitudes, mas eu preciso te pedir desculpas.
- Não! Não precisa se desculpar de nada, vamos esquecer aquele dia. Não fala nada agora que eu vou chamar um médico, respondeu Pedro.
- Não! Não chama ninguém. Eu preciso falar contigo. E precisa ser agora, ela falou ao perceber que ele estava se levantando.
- Mas... Ele tentou.
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Mas ela continuou firme:
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- Você não entende... Foi você que me manteve consciente todos esses dias. Foi por você que eu lutei pela vida. Eu precisava te pedir desculpas. Dizer-te o quanto fui boba e o quanto te amo. Naquela noite eu fui à praia, mas esqueci o celular no carro, por isso não atendi as tuas ligações, me desculpa!
.Em meio às lágrimas, Pedro respondeu:
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- Minha menina, eu já disse que não precisa se desculpar. Aquela foi só uma discussão boba. Ambos falamos coisas que não queríamos, e tu não imaginas quão maravilhoso é poder te ver bem. Não imaginas como fiquei desesperado em pensar na possibilidade de te perder. Te amo muito e não sei se saberia viver sem a parte mais linda do meu ser, tu.
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Quando terminou de falar, ele a beijou na testa e foi chamar o médico... Alguns dias depois Clara foi transferida para um quarto. Pedro ficou ainda umas semanas e voltou para sua cidade.
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A relação dos dois está cada dia mais firme, e o sentimento de ambos, cada vez mais forte. Eles pensam em noivar no meio do ano, e pretendem casar ainda esse ano, pois Pedro quer levá-la para morar junto dele. Não agüenta mais ficar longe de sua amada.
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A saúde de Clara está ótima. Não teve nenhuma seqüela do acidente e ela está muito feliz com a idéia de se casar com Pedro. Também não vê a hora poder estar com ele a todo o momento.
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Kari Mendonça

14 comentários:

Caroline disse...

kariii,
adorei a estorinha... não te disse que vc tinha um jeitinho todo especial pra "botar pra fora" as coisas que vc deseja! te amo muitão beijinhos carol

Katarine disse...

Maravilha.
Andei sumida mas voltar aqui foi surpreendente. Quem bom!

PS: Uma coisa que me veio à cabeça depois que li sobre esse par de apaixonados: pena que algumas pessoas só percebem que realmente amam alguém quando as perde.

Ah! Adorei ler sobre a ética do amor... Vivo com essas questões em minha mente. E às vezes isso me deixa angustiada. Qual a verdade que nos faz ser o que somos? Qual das das éticas usamos em nossa vida? Ui... tenho que pensar melhor sobre isso.
Bjos e fica com Deus!!!

Antônio disse...

Li as duas partes...

Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência? Baseado em fatos reais? Afinal, de onde saiu uma história tão dramática?

Meus parabéns, foi um belo folhetim...

Beijão, boa semana!

Fire disse...

Isso afirma que as dificuldades existem apenas para fazer-nos dar valor ao que merece, e tornar nossa hitória ainda mais linda, como essa aí q vc escrreveu!!

Bjus Kari!

Auíri Au disse...

Oi querida joia??
ando me escafedendo hehehe
ainda não me acostumei com a nova rotina,
trabalho faculdade e extras


hehe


mais estou feliz...



beijos

Reticências disse...

Duas lições: não dá pra guardar mágoas, meias palavras, maus entendidos.Nem sempre haverá uma segunda chance.
E outra, ainda q paradoxal a primeira: nunca é tarde para admitir que se ama, pedir perdão.

Escrevendo muit heinm mocinha?
Bjos

Marcela disse...

“Eu não posso morrer, não agora! Não sem antes falar com ele e dizer o quanto o amo”.
Eu senti exatamente isso uma vez.

E que estória mais linda e tocante... e o final, à la Marcela. Que não vê a hora de casar com Marcos =)

Obrigada mesmo por dividir estórias tão lindas do seu coração!

BEijos

Candinha disse...

que história liiinda, kari! fui devorando a parte 1 e fui agoniada pra parte 2 pra ver como terminava.. tão liiinda! ^^

já te falei q tu arrasa escrevendo, né? simplesmente ARRASA!! =D

siiiim, dia 13 termina a quarentena certo? que tal aquele velho encontro numa famosa lanchonete na agamenom? essa semana eu te ligo! xeeeero ;*

Amanda disse...

adorei a sua estória ;D

Marcus Vinícius disse...

Nossa, muito triste e muito feliz ao mesmo tempo... bem aventurados os que tem a chance de se redimir dos seus erros...

Beijão!

Marcus Alexandre disse...

história interessante!
;D

triste e final feliz!
bjs

Zihh disse...

só não vale me fazer chorar né dona Karina Mendonça??
poxa, que saudade de ler teus textos!!! eu tinha esquecido o quão tu é boa em emocionar as pessoas com algumas boas palavras.

Esse texto serviu de um exmeplo pra tudo que eu to vivendo agora, e fique sabendo que eu fiquei muito feliz por Clara, por um certo momento achei que tu ia tomar uma atitude mais drástica em relação a ela.

E agora vc é a minha mais nova vizinha e eu nem sabia disso!! caramba, nós precisamos marcar um dia pra ir pra praia, shopping, mc qualque coisa.

Saudades da senhora..

=**

candy disse...

Eu ando tão trágica que o meu final seria ela morrendo.
Alias, ando tragica nao, acho que eu sou!
:o

*acabaaaaaada de cansada hj, kari
affff
=/

;****

ALF disse...

Nossa, que lindo.
:)
Na dor é que percebemos o quando as pessoas são especiais para a gente. Surge na nossa mente todo esse bem vivido e compartilhado.

Ah o amor...
Texto belíssimo, com muita doçura e cheio de amor.

ps: eu li a primeira parte :)
E tem mais ou cabou??

Beijos