quarta-feira, 30 de abril de 2008

Amontoado de palavras

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É, aconteceu. Eu me apaixonei.
Mas não foi uma paixão qualquer,
não foi coisa de um verão, até
porque, se tivesse sido, teria sido
de inverno. Estavamos meio longe
do verão, digamos assim... Mas enfim...

Me apaixonei. Da forma mais inesperada
mais inexplicável e mais gostosa possível.
Foi de repente, mas também foi de uma forma
lenta. De um dia pro outro eu estava apaixonada,
enquanto a paixão ia crescendo aos poucos.

Um dia eu achava que o conhecia,
no outro eu queria saber tudo sobre ele,
e, enquanto isso, eu ia descobrindo tudo
no seu devido tempo. Nada foi rápido,
ou impensado. Não foi impulsivo.

Foi bom! O tempo, pela primeira vez,
foi meu amigo das horas boas. Não estava
lá pra me fazer esquecer coisa alguma,
estava me ajudando a seguir com algo
tão bom. Tão gostoso, tão apaixonante.

Os apaixonados são bobos. E é por
isso que todas as cartas de amor são
ridículas, como diz o poeta (não lembro
qual, mas foi um dos grandes).

Enquanto a paixão crescia,
eu só queria estar com ele
(o cara por quem me apaixonei, né?).
Queria estar ao seu lado, queria lhe dizer
o que estava acontecendo comigo. E eu disse,
sempre que ele pensava diferente, eu
lhe mostrava que valia a pena continuar.

Acho que hoje ele percebe isso.
Apaixonar-se é fácil, difícil é seguir em frente.
Alguns desistem logo de cara, outros quebram
a cara até conseguirem. Ás vezes, qualquer coisa
parece uma desculpa para não seguir, outras
vezes, qualquer coisa parece uma razão
para seguir em frente.

Não! Isso não é um poema, só
estava cansada daquela velha forma
dos textos, sempre justifcados e tão bem
organizados... A minha cabeça não está assim,
digo, organizada. Na verdade está uma bagunça,
sim! O meu coração também.

Talvez pelo fato de eu estar apaixonada,
não sei... Talvez isso seja apenas um amontoado
de palvras sem sentido algum. Desculpe se te fiz
perder um pouco de tempo lendo tanta besteira.
Mas, eu avisei, em alguma parte aí em cima que,
os apaixonados ficam bobos e, logo no começo,
acho que mencionei a minha paixão, não foi?

Parece confuso, né?
É por isso que não é um poema,
nem um conto, ou discuro, ou o que for...
É apenas um diálogo interno, entre
neurônios e pensamentos. Algo que estava
se tornando apenas lixo e, pra não jogar fora,
prefiri "botar pra fora"...

Ah! Mas eu não poderia terminar
sem falar da minha paixão. Sabe como é...
A paixão nunca vem sozinha... Traz a saudade,
sempre que ele não está por perto. Traz
a solidão sempre que ele está distante.
Traz um amontoado de sentimentos
e sensações tão bons e tão gostosos de
se sentir que, sinceramente, eu havia
esquecido como é bom apaixonar-se por alguém.

Ou, pensando bem, como é bom estar apaixonada
e poder sentir que ele também se apaixonou. É
maravilhoso perceber que não é apenas mais uma
paixão platônica, daquelas em que o outro não sabe
nada sobre o ocorrido e talvez nunca chegue a saber...

Enfim... Chega de juntar palavras.
Chega de dialogar com o meu interior,
acho que ele já está ficando cansado...
E talvez não seja o único...


Kari Mendonça

sexta-feira, 25 de abril de 2008

E agora? Não sei mais...

Para os que ainda não sabem, sou estudante de jornalismo, cursando o terceiro período (ou semestre, como queira). No último semestre, passei por momentos ruins e cheguei a desistir do curso. Digo do curso, não do jornalismo, mas a dúvida passou e vi o que eu realmente queria.

O novo semestre começou e eu estava empolgada. Tinha certeza, mais que nunca, que estava no curso certo. Mas a banalização da informação começou a me perturbar. Sim! Eu quero ser jornalista, procurar a notícia onde ela estiver, informar a população, escrever... Mas não quero passar por cima de ninguém pra isso.

Vou ser mais específica. O fato é que, há quase um mês, sempre que ligo a televisão, o nome Isabella está sendo pronunciado, e, quando não, está escrito na tela. Só se fala na menina que foi jogada do sexto andar.

Hoje, assistindo ao “Hoje em dia” da Rede Record que, desde o dia primeiro, “dedica” mais de uma hora para falar sobre o caso. Acho que hoje, no entanto, foi diferente, pois as horas de “dedicação” foram maiores.

Enquanto no estúdio tinham peritos, advogados e promotores falando sobre o caso, na frente do edifício London, estava uma repórter que, a cada vez que saia alguém do prédio ela entrava no ar na tentativa de perguntar se sabiam algo sobre o ocorrido naquela madrugada de sábado.

Sim! Ela estava fazendo o papel dela, mas confesso que fiquei irritada. A cada pessoa que saia ela fazia as mesmas perguntas. Entrevistaram até a esposa do zelador do edifício que não morava no local (até pouco depois do crime) e não conhece ninguém, ou seja, nada do que ela falou foi relevante.

Talvez você me ache insensível, mas o fato é que estou cansada dessa apelação e sensacionalismo que temos visto tanto. Os programas de televisão não falam sobre isso o tempo inteiro para informar a ninguém, falam, pois dá ibope e o que eles querem é audiência e lucro.

Conversando com alguém (não lembro quem) eu disse que, logo as pessoas esqueceriam da Isabella. Então me responderam que não, pois foi um crime “bárbaro” e a sociedade está chocada. Mas eu continuo afirmando que isso também será esquecido. Afinal, alguém lembra quem foi o João Hélio? Ou o Manfred e a Marisa?

Viu? As pessoas esquecem. O calor do momento passa. A vida volta ao normal e, quando ninguém lembrar de mais nada, haverá um julgamento. E, quando isso acontecer, será necessário lembrar a sociedade, detalhadamente, de todo o ocorrido.

Sabe a Suzane e os irmãos Cravinhos que mataram o Manfred e a Marisa? Não sei se lembras, mas eles confessaram o crime. Acredita que no julgamento (após terem confessado), eles foram quase absorvidos? É, foram três votos a favor deles, e quatro votos contra. Ou seja, não adianta culpar o casal hoje, pois ninguém sabe quem será o jurado daqui a uns cinco (no mínimo) anos...

Enfim, o fato é que, após observar a forma como uma notícia está sendo tratada e de me irritar completamente com uma repórter eu fiquei bastante pensativa. “É isso que eu quero pra mim”? Na verdade, eu não sei. O que me levou ao jornalismo foi a vontade de escrever, mas acho que não será o suficiente para seguir.

Mas, de uma coisa eu tenho certeza, eu não gosto dessa banalização da informação. E, para obter qualquer “notícia”, também não quero precisar passar por cima de ninguém.


Kari Mendonça

domingo, 20 de abril de 2008

Há "dias" e "dias"...

A vida é um eterno ciclo. E, como dizem, “há ‘dias’ e ‘dias’”.
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Há dias em que acordaremos com um mau humor inexplicável, e acabaremos discutindo com todos ao redor. Há os dias em que chutaremos o pé da cama logo ao acordar, e este será apenas o começo de um dia difícil.
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Há dias, no entanto, que acordaremos com um bom humor tremendo e cumprimentaremos até o pássaro na janela. Há dias em que tudo vai dar certo, exceto apenas pela discussão com o namorado.
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Há os dias em que perderemos alguém. E é quando nos sentiremos mais incapazes por não poder fazer nada e não saber o que dizer a ninguém. Há dias em que alguns “serzinhos” vão chegar na nossa vida e nos sentiremos responsáveis por eles.
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Há os dias em que acordaremos com uma imensa vontade de não sair da cama. Ás vezes levantaremos reclamando e seguiremos um dia normal, outras vezes, vai ser bom ficar um pouco deitado, pensando na vida, mas coisas feitas e nas por fazer...
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Há também os dias em que começaremos a ler um livro e o leremos até o fim. Há dias em que decidiremos escrever uma carta, e perceberemos que é muito melhor que um e-mail. Ou talvez escrevamos sem destinatário, apenas por escrever, botar pra fora.
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Há os dias em sentiremos saudade da infância, do urso de pelúcia, de alguém que já foi ou de quem mora longe. A saudade vai apertar, machucar, mas o dia vai acabar passando. Há também os dias em que desejaremos estar em outro lugar, com outras pessoas.
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Há dias em que decidiremos não estudar e iremos ao cinema assistir a um desenho animado, após tanto tempo. Há os dias em que estaremos carentes, querendo um colo, um carinho, um beijo.
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Mas há também as noites. Aquelas noites em que, antes de dormir, nos sentaremos na cama e agradeceremos a Deus por tudo de bom que nos anda acontecendo. E há aquelas noites em que deitaremos com a cabeça no travesseiro e choraremos perguntando quando as coisas irão melhor.
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Há os dias que serão inesquecíveis, e há aqueles que jamais desejaremos lembrar. Porque a vida é assim e a nós, só "resta" viver.
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Kari Mendonça
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PS.: Estou sem internet em casa. O que implica em uma demora nas postagens e em uma demora maior ainda em passar nos blogs. Mas, sempre que dá, eu leio, mas nem sempre posso comentar. Um beijão e tô com saudade em...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Modernidade dependente

Estava passando pela Uol, quando percebi uma proposta para redação que falava sobre termos sido dominados pelas máquinas que criamos. Achei interessante e resolvi escrever a respeito.

De fato, nos tornamos altamente dependentes dessas máquinas que nos rodeiam. Há quem não saiba viver sem celular ou sem computador. E o caso, não é apenas o fato de não saber viver sem, mas de não “poder”.

Sim! O “não ‘poder’ viver sem” é entre aspas, afinal, há 20 anos fazíamos tudo o que fazemos hoje e não tínhamos nenhum desses recursos tecnológicos. É fato que não tínhamos blogs, mas muitas de nós, meninas, tínhamos algum diário.

Quando o computador quebra (fato que aconteceu ontem, quando a internet voltou a funcionar após quatro dias), o meu pai sempre reclama. Ontem então, eu lhe respondi que, se não quisesse concertar o computador, por mim, tudo bem, mas que ele também parasse de pagar a faculdade.

E não vai pensando que é algum exagero, pois, se não tivesse internet, eu não teria feito nenhuma das provas que tive a semana passada. A faculdade possui um site onde os professores colocam os assuntos e materiais utilizados na aula. A turma também possui um e-mail, e para lá, muitos professores mandam seus assuntos.

E foi com mais de 50 folhas impressas que fiz as provas semana passada. Em uma prova, não se sai bem, pois, o assunto era “pesado” e o professor acabou não colocando no site. E, como não tenho um “pen-dive” acabei ficando sem ele.

E é assim que o mundo tecnológico acaba nos engolindo. Sair de casa sem celular é algo terrível. Se eu esquecer o celular em casa, a minha mãe morre de preocupação sem saber onde estou. E a minha mãe não é daquelas que ficam no pé, ela apenas gosta que eu avise quando chegar.

Acabei de ler um e-mail sobre, como sabemos que estamos em 2008. Em um dos tópicos ele fala que, “quando o computador pára, parece que o nosso coração parou”. E é verdade. Para pessoas como eu, que possuem pessoas queridas “longe”, o computador é fundamental para a comunicação.

É, é certo que também existe o telefone, e não falo do celular, mas daquele outro que fica em casa. O fato é que a ligação é cara. E por isso, a internet acaba ajudando bastante no custo mensal.

Enfim, falei, falei e não disse coisa alguma. O fato é que, mesmo gostando e dependendo desses recursos tecnológicos, eu sei que nos tornamos altamente dependente de cada um deles. Seja o chuveiro elétrico, o computador, celular, msn, internet....

Ah! E aproveito pra pedir desculpa pela ausência, que se deu devido a falta de funcionamento da minha internet que, quando ficou boa, o computador parou de funcionar. Estou escrevendo da casa de uma prima e, logo estarei levando o computador para concertar.

Espero voltar em breve.

Kari Mendonça

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Qual a validade?

Sabe, não são poucas as vezes que recebo comentários anônimos, mas sempre me pergunto qual a validade deles. Mas a dúvida não me perturba por muito tempo, pois logo percebo que não há validade alguma. As palavras de um anônimo, para mim, não guardam valia alguma. Mostra-me apenas a covardia existênte, afinal, se não fosse covarde, haveria alguma assinatura. É uma pena que algumas pessoas tenham tanto a dizer, mas resolvem reconhecer a sua insignificância como ser humano, se escondendo atrás de um anonimato. É por isso que eu digo: se você realmente tem algo útil a me dizer, diga, ficarei agradecida em ler, mas faça direito e assine. Opine, mas mostre a sua cara, pois, como já foi visto, quando eu tenho algo a dizer, eu digo, sem problema algum. Doa em quem doer. E assim continuarei. Se realmente você quer credibilizar as suas palavras, assine, não machuca, é só digitar o seu nome. Não é difícil, basta saber das coisas, o que, não me parece o fato, não é mesmo? Quando você não souber, não fale a respeito, desligue o computador e vá ler um livro, acredito que será muito mais produtivo.
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Karina Mendonça

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Um relato pessoal

A vida é algo "complicado" de se viver. É preciso ter "boa vontade" ou nunca se sairá da "estaca zero". Eu sou uma pessoa que costumava dizer que não aprendia com os erros alheios, gosto de cair, sentir a dor, para poder me levantar mais forte. Mas a vida acabou querendo me ensinar sem precisar cair. Não foi uma maneira fácil de aprender, mas digamos que foi valiosa.
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Cresci arrodeada de pessoas ganaciosas, daquelas que vivem para o dinheiro, para juntar, obter propriedades e jóias. A minha avó era assim. Passou a vida inteira vivendo para o trabalho e para o dinheiro que recebia. Dizia que, ao se aposentar, aí sim, aproveitaria a vida. Mas ela não sabia que a vida também é traiçoira, e a sua aposentadoria acabou sendo forçada devido a um câncer. E o câncer acabou tomando-lhe os três últimos anos de sua vida e, ao invés de aproveitar a aposentadoria "vivendo", "aproveitou" lutando pela vida.
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Não foi fácil ver aquela mulher tão forte, sempre tão decida desistindo de viver. Não foi fácil ouví-la pedir a Deus que trocasse a sua vida pela de seu neto, que também estava doente. Não foi fácil vê-la morrer com o passar dos dias, mas confesso que foi uma verdadeira lição que levarei por toda minha existência.
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Nos dias que passou no hospital, poucas foram as visitas que recebeu, e isso se deu, por nunca ter procurado e nem cativado amigos. Os "amigos" que tinha eram apenas ligados a algum interesse. Não sabia o que era amizade, o que era a mão de um amigo ou um ombro acolhedor. Nunca fora de 'sair com as amigas', preferia ficar em casa, assinstindo a novela.
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Jóias? Ela tinha demais. Inúmeras. Jóias que nem sequer lembrava a existência, mas as tinha, e isso a fazia sentir-se bem. O seu guarda-roupas era enorme e cheio dos mais variados modelos, mas as roupas que usava eram sempre as mesmas, as que ficavam em uma pequena parte daquela imensidão. Os produtos de beleza também eram em grandes quantidades. Alguns com a data de validade vencida a anos e que sequer foram abertos. Coisas ela tinha, muitas, mas parece que ela não sabia ser e nem viver.
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Quando morreu, não teve oportunidade nem de escolher a última roupa, a minha mãe o fez. O sapato também. Lembro perfeitamente daquela roupa verde, sempre usada em ocasiões especiais. E por falar nisso, ainda hoje me pergunto se aquela foi ou não uma ocasião especial. Mas penso que sim, ela jamais gostaria de ser enterrada com algo 'simples'.
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Não gosto de me aproximar do caixão, nunca gostei. Quero sempre levar boas lembranças dos que se foram. Lembrar de seus sorrisos, suas piadas e naquela vez não foi diferente. Não me aproximei, mas não consegui não observar de longe.
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Lá estava ela, deitada, sem nem saber quem a olhava. Reparei que não estava com nenhuma jóia. Nenhuma. Inclusive a sua aliança. Não a deixaram levar nem a aliança! Quiseram prendê-la aqui, para ficar 'jogada', sem dona. Nenhuma outra das suas tantas jóias foram com ela. As suas propriedades, aquelas que lutou tanto para obter, ficaram por aqui, também sem dono e sem seus cuidados.
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E foi ali, naquele momento, quando o caixão estava sendo abaixado para dentro da terra, que pude perceber o quanto perdemos da vida. O quanto a deixamos de valorizar. Perdemos tempo querendo, tendo, e esquecemos de ser quem verdadeiramente somos. De valorizar quem precisa de valor. Valor esse que deve ser dado as pessoas, e não as coisas. Não adianta valorizar coisas, pois elas jamais se sentirão valorizadas.
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Quando fazemos um sacrifício por alguém, não fazemos para sermos 'vangloriados', mas sim por querermos, por nos sentirmos bem desta forma. Mas sabe, é sempre bom ser valorizado por aquilo que se faz. E não é preciso que seja dito com palavras, mas ao menos com ações. Valorizar as pessoas, o que elas são e o que fazem, estreita os relacionamentos e torna as pessoas mais próximas. Mas, por algum motivo, tenho notado que não há interesse em aproximação.
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As pessoas tornaram-se cada vez mais egoístas. Só querem ter. Só querem para si. E esquecem-se que nada levarão dessa vida. Naquele buraco, em baixo a sete palmos da terra, não cabe mais nada, apenas você (ou nem você, só o seu corpo) e o seu caixão (aquele que você também não poderá escolher).
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E é por isso que resolvei escrever, para botar pra fora algo que a muito aprendi e que não acho que deva ficar guardado comigo.
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Kari Mendonça

domingo, 6 de abril de 2008

Quero muito tu!

Só agora consegui me sentar para escrever. Tentei escrever antes, mas não queria perder nenhum momento me lembrando de cada detalhe, cada momento. Cada sorriso ou abraço, cada beijo ou cada silêncio juntos. Sim! Agora o que eu sinto, definitivamente é saudade, e eu já não vejo a hora de estar ao teu lado novamente.
.Eu passei a semana inteira ansiosa, desejando que ela acabasse logo para poder estar contigo, mas naquela sexta-feira eu acordei tranqüila. Já tentei explicar para mim como estava me sentindo, mas continuo sem sucesso. E é por isso que não posso te dizer como eu estava me sentindo, mas eu estava bem.
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Cheguei antes da hora, não queria correr o risco de tu chegares antes de mim, e por isso logo cedo eu já estava te esperando. Sentei-me numa cadeira e fiquei olhando as pessoas indo e vindo. Lembrei até da música da Maria Rita que fala que “a hora do encontro é também despedida”. Quando ouvi que havias chegado, continue sentada.
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Uns minutos depois levantei e fiquei ali, bem na frente daquela porta vai-vem esperando tu “aparecer”. Indescritível também foi o que senti ao te ver. Ah!!! Foi tão bom te ver ali, sorrindo pra mim, e ir até o teu encontro. Tão bom foi aquele primeiro abraço, seguido do primeiro e tão gostoso beijo.
.O que eu senti, não consigo descrever em palavras, mas de uma coisa eu sei, foi algo forte. Foi como se tu tivesses feito apenas uma viagem e voltou pra casa. Foi como se eu sempre fosse lá te buscar. E é isso que eu quero, ir te buscar algumas muitas outras vezes.
.Cada momento juntos foi exatamente como a gente sempre quis, mágico! Apesar de quê, nada saiu como planejamos, talvez por isso tenha sido tão bom. Não fomos ao cinema, mas foi maravilhoso pegar no sono ao teu lado, na rede e ao som da chuva. Tão bom foi ficar ao teu lado, sem dizer nada, apenas te sentindo por perto.
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Não fomos ao shopping, mas amei ficar te mostrando fotos e te namorando a tarde inteira. Também amei o nosso dia na praia, apesar de termos ficados bem vermelhinhos os dois. Adorei ver a tua carinha de dúvida ao experimentar alguma comida daqui, ou quando estavas prestando atenção em algo.
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E depois que eu voltei para aquele tal lugar dos “encontros e despedidas”, foi tão ruim me despedir de “tu”. Foi um beijo de “quero mais” e de “até loguinho”. Ao chegar em casa, o quarto ainda estava com a tua presença, o lençol com o teu cheiro e o meu coração imensamente feliz.
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Hoje, no meu quarto, estão as nossas fotos, os nossos momentos todos registrados, para não correr o risco de esquecer de nada, nem por um segundo (não que eu consiga esquecer alguma coisa, né?). Mas ei... Já não vejo a hora de estar nos teus braços novamente!
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Quero muito tu!.
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Kari Mendonça
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.PS.: Ando ausente, eu sei, e peço desculpas de todo coração. Mas aconteceram muitas coisas, depois o pc quebrou e só agora consegui sentar e escrever. Aos poucos vou visitar os blogs, mas não garanto muito essa semana, pois as provas vão começar. Mas um beijão pra todos e obrigada pelo carinho. Também tô com saudade de cada um!!!!!!!