sexta-feira, 30 de maio de 2008

Pensei em você

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Pensei na monotonia que não existe quando eu estou com você.
Pensei no vulcão que tu és por jorrar lavas de paixão no meu ser.
Pensei na felicidade que vivo por sentir tamanho carinho de você.
Pensei na imensidão de nosso querer.

Essa imensidão é como as estórias românticas de Shakespeare.

Torna-se infinita,
pois penso em você.

É infinito como os números,
é infinito como o universo.
É a flor que vive no meu jardim pouco povoado.

É a culpa desse meu sentimento bobo,
pois cheguei ao ponto de dizer que eu estou
apaixonado por você.

Nosso solo virou uma comoção que explode de nossos corações.


Marcos Seiter



Só para que não reste nenhuma dúvida (pois, acredite, sempre há quem pergunte, mesmo quando não tem o meu nome no final, se fui eu que escrevi), essa belíssima poesia foi escrita por um belíssimo poeta, que, por acaso, é o meu preferido dentre todos os grandes poetas, Marcos Seiter. E, se quiser ler mais poesias dele, é só entrar no "Palavras de um mundo incerto".
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Beijos,
Kari Mendonça

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quero você quando a tarde acabar

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Hoje uma lágrima caiu.
De felicidade por lembrar
Dos teus abraços. Mas também
De tristeza, por sentir a saudade.

Enquanto ela caía, lembrei-me
Daquele final de tarde,
Do pôr-do-sol e dos teus beijos.

Senti falta. Queria voltar no tempo.
Queria mais tempo ao teu lado.
Não! Eu não queria. Eu quero!
E se quero, vou ter.

Quero mais finais de tarde
A beira do Rio Guaíba ou Capibaribe.
Não importa onde, mas com você.

Quero sentir o Sol se despedir
Enquanto recebo um beijo quente,
Um abraço envolvente,
E um amor, que só a gente sente!


Kari Mendonça

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Até onde o amor me levou...

Já realizou algum sonho? Digo, sonho mesmo, daqueles que você passa a vida sonhando, mas, na verdade, acha que nunca vai poder realizá-lo e talvez por isso sonhar seja, ás vezes, tão frustrante. O sonhar pode até frustrar, mas a realização deixa cada segundo, cada detalhe ainda mais especial.

Agora eu posso dizer que já realizei um sonho, e sim, daqueles que sonhei a vida inteira. Hoje não escrevo de casa e nem ao menos de Recife, escrevo diretamente de Porto Alegre, a terra de Mário Quintana.

Desde pequena sonho em conhecer esse lugar, mas confesso que não foi o lugar que me trouxe dessa vez, foi o amor e eu devo muito a ele, pois, se não existisse, e se não fosse assim tão forte, eu jamais estaria aqui hoje.

Eu poderia escrever sobre várias coisas. Os belos lugares que conheci, os cantos por onde andei, o clima que tanto gostei, mas, como eu disse, não foi nada disso que me trouxe aqui.

E é por isso que o final da tarde do sábado não teria sido o mesmo sem ele. Nem o belíssimo pôr-do-sol teria bilhado tanto à margem do Rio Guaíba se ele não estivesse ao meu lado. Conhecer ainda mais sobre Mário Quintana, não teria sido tão interessante, se ele não estivesse lendo as poesias pra mim e se não tivesse me mostrado cada detalhe.

O estádio do Grêmio (mesmo do lado de fora), não teria sido tão bonito sem ele pra me mostrar o pedaçinho de grama pela grade. A usina do Gasômetro não teria sido tão legal, se ele não estivesse me mostrando as fotos, e se não estivesse comigo, mais uma vez, no pôr-do-sol á margem do Guaíba.

Porto Alegre não seria tão bonita se eu estivesse andando sozinha por todos os lados. Mas eu estava acompanhada, e muito bem acompanhada de quem tanto amo, e talvez por isso eu tenha olhado cada coisinha de um jeito diferente.

Amanhã eu volto pra casa, a tristeza, tenho que confessar, já começa a bater a porta do coração, a saudade também. Mas o que me faz seguir em frente, é saber que foi apenas a primeira vez. E não volto a mesma que cheguei. Volto mais apaixonada, não apenas pela cidade com a qual tanto sonhei, mas o amor que tanto cultivei, e ainda cultivarei...
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Kari Mendonça

PS.: Em breve colocarei mais fotos dessa viagem tão especial....

terça-feira, 13 de maio de 2008

Procura-se

Acho engraçado os momentos que passo deitada antes de pegar no sono… A minha cabeça vai muito longe… Penso em muitas, muitas coisas… Numa dessas noites, lembrei de algumas pessoas. Pessoas que fizeram parte da minha vida por algum período, acabamos nos separando. Percebi que gostaria de reencontrar alguns deles para conversarmos, e para falarmos sobre a vida depois de tanto tempo... É por isso que resolvi procurar cada um deles.

Procura-se Ricardo.
Meu primeiro amor. Um amor inocênte e puro. Me apaixonei por ele aos seis anos, estudávamos juntos, mas ele falava pouco comigo. Sempre que podia, lembro que comprava duas pipocas e dava uma para ele e uma para o irmão gêmeo. Quando acabou o ano de 97, resolvi lhe escrever uma carta e pedi para minha amiga entregar. Só soube que, após ler, ele rasgou a carta...

Porcura-se Rayssa.
A menina que entregou a carta. Era minha melhor amiga. Estudamos juntas na primeira e segunda séries. Falavamos sobre tudo. Conversávamos muito e, a maioria do papo era na sala de aula, mas isso nunca nos prejudicou a nota. Um dia, a uns dois anos, acho que a vi uma lanchonete, mas não tenho certeza...

Procura-se Pietra.
Minha melhor amiga na terceira série. Vivíamos juntas e, na maioria das vezes, falávamos sobre homens, mas não qualquer um... Leonardo DiCaprio era o nosso “ídolo”. Tinhamos pastas e pastas com fotos e reportagens dele.... No final do ano, ela teve que ir morar em Natal e, para que eu não a esquecesse, meu deu um pingente em forma de pirâmide que tenho até hoje. Eu a vi quando morei em um condomínio. Nos esbarravamos quando chegavamos do colégio, mas nunca nos falamos. Acho que por verhonha, não sei...

Procura-se Angêlica.
Estudei com ela na terceira e quarta séries. Ela gostava muito de mim, mas não muito de Pietra, por isso não ficávamos tão juntas no início. O avô dela era dono de uma granja de ovos e, todas as vezes que vou ao supermercado e vejo os ovos, é inevitável não lembar dela. Lembro que ela era muito pequena, mas era uma boa pessoa. Na quarta série, quando ela achou que ficaríamos mais juntas, surgiu Juliana.

Procura-se Juliana CMC.
A conheci na quarta série, em minha fase revoltada e lembro que aperriávamos muito no colégio... Juliana sempre foi uma pessoa alegre e super extrovertida. Alegrava o meu dia. Juntas dessíamos sentadas no corrimão enorme que tinha no meio do colégio. Mas o ano acabou e só voltamos a nos encontrar na festa de são joão do colégio onde eu estudava. No ano seguinte estudamos juntas novamente, mas não ficamos muito juntas...

Procura-se Juliana.

Não é a mesma Juliana, é uma que estudou comtigo na quinta série. Juliana era ótima, mas sabia como me extressar como ninguém... Discutíamos muito, mas vivíamos juntas fazendo de tudo. Eu vivia estudando na casa dela, e morria de raiva pois ela nunca copiava as aulas, mas, no dia anterior a prova, sempre me ligava pedindo pra que eu passasse um fax com as minhas anotações. Eu sempre dizia que não ia passar, mas acabava indo na casa da minha avó e passando o fax. Os pais dela eram donos duma padaria e ela morava em cima. Adorava ir pra lá e comer coxinha....

Procura-se Jéssica, Malu, Katherine e Bruna.
Andávamos todas juntas e mais Juliana. Estudamos juntas também na quinta série. Jéssica era toda exagerada, lembro quando ela arrumou um namorado e ele a perguntou se poderia dar um beijo. Passamos dias rindo sobre isso. Bruna andava sempre com uma atadura no braço por causa de uma queimadura. Era tímida, mas era legal. Katherine era muito legal também. Lembro que ela gostava de um menino, Darlan, mas ele gostava de mim e eu não gostava de ninguém. Mas ela botou na cabeça que eu gostava dele e vivia me dando indiretas pra eu ficar longe dele... Malu era a mais animada de todas. Lembro da sua festa de aniver e do quanto nos divertimos. A encontrei num restaurante uma vez. Saudades delas....

Procura-se Ana Cláudia.
Uma grande amiga. Era aquelas amigas que durariam pra sempre, sabe? Estudamos juntas da sexta a oitava série, mas a amizade ultrapassava os muros da escola. Vivíamos na casa uma da outra, no cinema e em shows. Era tudo muito bom, até que, no segundo ano, quando, apesar de estudar separadas, ainda existia uma grande amizade, ela arranjou um namorado e escolheu ele a mim. Até já escrevi sobre isso...

Procura-se Gabi e Debinha.

Também estudamos juntos da sexta a oitava série. Éramos muito amigas e saiamos um pouco. Conversávamos sobre tudo. Gabi sempre me fez companhia na hora de reclamar da educação física, pois odiávamos fazer... Já Debinha sempre foi tímida, mas uma pessoa muito especial.
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Se alguém encontrá-los, favor entrar em contato.
Obrigada!
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Kari Mendonça

domingo, 11 de maio de 2008

Nós dois!


Eu e você.
Nós dois.
Não importa onde,
Nem fazendo o quê.
Nessa vida só importa
Estar com você!
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Kari Mendonça

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Um parabéns a todas as mães, não pelo dia comercialmente sugerido para ser o "dia das mães", mas por todos os dias. Pois não há profissão mais árdua e difícil do que a de ser mãe. Não há quem dedique mais a vida por alguém do que uma mãe. Não há amor maior que o de uma mãe por um filho (a minha mãe vive me dizendo isso, então, como ainda não sou mãe, prefiro acreditar nela.). Parabéns, pela tarefa mais difícil que existe!
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Kari

sexta-feira, 9 de maio de 2008

À todos

Sabe a outra noite em que a solidão me fez companhia? Ela, por algum motivo, me fez pensar na minha morte. Não, eu não planejo morrer, mas nunca se sabe, né? Fiquei pensando em que apareceria para se despedir, quem derramaria alguma lágrima e quem ignoraria o fato por completo... Em meio a tantos pensamentos confusos, cheguei a visualizar o velório e percebi que gostaria de escrever algo, não apenas para os que apareceram, mas para os que, de certa forma, fizeram parte da minha vida...


Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer aos meus pais. Eles que sempre estiveram comigo e me apoiaram. Desculpem-me pelas mancadas que dei e por todas as vezes que os magoei. Saibam que são as pessoas mais importantes pra mim e que eternamente os amarei.

Às minhas irmãs, as três igualmente, saibam que sempre foram imensamente especiais pra mim. E, como todos os irmãos do mundo, tivemos nossas brigas, nossos momentos de distância, mas nunca passei um dia sem pensar em vocês e desejar que estivessem bem.

Aos amigos do colégio, obrigada por fazerem as minhas manhãs tão especiais. Lembram do texto do “Chico Xavier” que Mila nos mandou? Espero que vocês estejam todos reunidos hoje. Sinto não poder fazer parte dessa reunião, mas fico feliz em tê-la proporcionado. Tenho apenas uma coisa a pedir, não deixem para se encontrar quando mais alguém se for, marquem sempre aqueles encontros no MC para trazer boas lembranças e saibam que vocês fizeram a minha vida melhor.

Aos amigos de qualquer outro lugar, saibam que, cada sorriso que demos juntos, foi especial. Sem cada um de vocês, a vida não teria tido a mesma graça. Lembro dos jogos de dominó ou master, os jogos de “pêra, uva, maça, salada mista...”, das conversas sérias, dos momentos de tensão... Lembro de cada bom momento e dos ruins.

Aos amigos que já não tenho contato, saibam que, apesar da distância, vocês foram especiais. Não importa por quanto tempo, nem o que nos tenha separado, o tempo que passamos juntos marcou e valeu a pena. É triste que tenham acabado, mas, de toda forma, terem acabado hoje, não é mesmo?

Aos meus familiares, aqueles com quem tenho fortes laços, pois há muito deixei de acreditar que família é todo aquele que tem o mesmo sangue. Há os de sangue com que não me importo e há os “sem sangue” por quem tenho grande afeto. Enfim, aqueles que sempre estiveram comigo, obrigada pelo apoio, pelo carinho e pelas ótimas conversas depois do almoço....

Aos que nunca se importaram comigo, saibam que, por algum tempo, sofri pelo desprezo, mas percebi que não valia a pena e resolvi seguir em frente, apenas com aqueles que me queriam bem. E a vida seguiu, sem vocês e sem, nem ao menos, sentir falta do que passou....

Aos meus amigos blogueiros, creio que nenhum deles está presente, mas não poderia deixar de citá-los. Saibam que a vida não teria sido igual sem a presença de cada um. E não importa a distância que tenha nos separado por toda a vida, a cada comentário era uma conversa. A cada post eu me senti mais próxima de cada um e espero tê-los feito sentir o mesmo. Obrigado por alegrarem meus dias com suas palavras e por me fortaleceram com suas belas escritas.

E por último, mas não menos importante, ao meu namorado. Sim! Aquele que sempre esteve presente, não importa a distância que tenha existido. Aquele com quem sempre me senti segura e querida. Aquele em quem estava pensando nos últimos momentos. Que me fez sentir menina e mulher das formas mais variadas. Obrigada por ter entrado na minha vida e por tê-la modificado completamente. Se eu não sabia o que era o amor, tenho certeza que aprendi com você.

Á todos que se dispuseram a se despedir, não importa a forma, muito obrigada. Gostaria de abraçar cada um em forma de agradecimento, mas agora não dá mais. Mesmo assim, sintam-se abraçados, para alguns aquele “abraço falso” que tanto comentavam, para outros, um abraço forte, e para um, um beijo gostoso!

Até logo! Mas espero que não tão logo assim...


Kari Mendonça

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A solidão!

A aula acabou e tudo parecia normal. Fui até o carro, entrei, liguei o som com Ana Carolina e seus “dois quartos” e segui o caminho para casa. Não se passou muito tempo e logo percebi que não estava sozinha. Olhei o retrovisor e lá estava ela, sentada no banco de trás, me olhando com aquele olhar sarcástico.

Tentei ignorar sua presença, e comecei então a cantar, “Pois então vai! / A porta esteve aberta o tempo todo / Sai! (...) Pois então vai! / A porta na verdade nem existe / Sai! / O que está esperando?”... Mas ela continuava a me olhar.

Segui o resto do caminho tentando esquecer aquela presença, mas era quase impossível. Enquanto dirigia, não conseguia parar de fitá-la e começei a me angustiar. E a angústia foi tomando conta de mim e, quando cheguei em casa só queria ir para o quarto.

Queria me esconder, dela, do mundo. Queria sumir, mas até isso parecia difícil... Fui para o computador, pensei que poderia encontrar um momento de paz, quando ele entrou. Ele, o único que consegue me fazer rir, que me entende.

Enquanto falava com ele, percebi que ela se afastou, acho que quis nos dar um pouco de privacidade, não sei. Mas nos falamos pouco e logo ele teve que ir embora, e no instante em que saiu ela voltou. Mas dessa vez não ficou distante.

Sentou-se ao meu lado, me abraçou com força e acabei me entregando por completo. Fui tomar banho, mas nem assim ela me deixou em paz. Ficou ali, sentada, esperando eu sair. E quando fui me deixar, lá estava ela.

Eu queria mandá-la embora, mas já não conseguia. Sentia apenas vontade de chorar. Deitei-me na cama, quando senti aquele abraço forte. Forte, porém angustiante. As lágrimas começaram a cair e os meus pensamentos se tornaram os mais diversos.

Não conseguia parar de pensar em coisas ruins, coisas que dóem. Sentimentos tristes. Era ela. Era tudo culpa dela. Cheguei a pensar na minha morte. Me questinei quem apareceria para se despedir, e conclui que jamais saberia, pois, quando acontecer, será tarde demais para mim.

Os minutos antes de pegar no sono não foram tantos quanto parecerram, mas demoram a passar. E, quando eu já estava quase dormindo, senti um beijo na testa e ouvi, lá longe, um “até logo”.


Kari Mendonça

domingo, 4 de maio de 2008

Hoje á noite

Hoje eu quero fazer tudo diferente.
Vou acordar cedo e vou às compras.
Quero comprar um vestido bonito,
Talvez decotado, mas nada vulgar.

Vou passar num supermercado
E comprar umas coisas.
Quero fazer um jantar especial,
Quero uma noite diferente.

Vou preparar algo que você gosta,
E vou deixar a casa arrumada.
Quero um jantar a luz das velas,
E quero poder ver apenas os seus olhos.

Vou me arrumar, colocar o vestido novo,
Quero como, quase nunca, me maquiar.
Quero ficar bonita pra você.
Quero fazer você me querer como nunca.

E, quando eu estiver pronta,
Quero te ver chegar e te mostrar
Que a noite é especial, e
Quero que você também sinta.

Vou te dar um beijo e mostrar
Que, mais que qualquer noite,
Especial é te ter por perto,
É poder estar contigo.

Vou esquentar o jantar,
Enquanto você se prepara.
Quero te receber com tudo pronto.
Quero ver os teus olhos me querendo,
E quero mostrar que também quero.

Depois do jantar, vou te dar um beijo.
Quero um beijo, só pra começar.
Afinal, eu quero uma noite
Muito mais que especial...
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Kari Mendonça

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Um amor de filme

Fazia tempo que eu não passava uma tarde assistindo filme e comendo brigadeiro. O filme escolhido, não foi um qualquer. “Diário de uma paixão”, que conta a estória de Allie e Noah. Não foi a primeira vez que o assisti, já até sei as falas decoradas, mas sempre que assisto, sinto as mesmas sensações da primeira vez.

Há filmes que, ao assistir, uma das cenas me marca. Esse é diferente, pois o filme inteiro é marcante. Cada momento, cada belíssimo cenário, cada olhar... Sim! Sei que é pura ficção, mas gosto de imaginar que não é. Nesse filme, no entanto, o que me marca mais, é algumas das falas.

Falas fortes, instigantes e intensas. Gosto quando Noah a olha nos olhos e diz, “If you are a bird, I’m a bird” (“se você é um pássaro, eu sou um pássaro”). Parece uma frase boba, sem sentido, mas eu a acho tão intensa. Ele diz que, não importa o que “sejamos”, eu serei sempre algo que te completará, que ficará com você.

Em um outro momento, em meio a uma briga, ele diz, “não vai ser fácil. Vai ser difícil. Vamos ter que nos esforçar. Mas eu quero tentar, porque eu quero você. Eu quero você pra sempre. Nós dois juntos, todos os dias.”

Realmente, eu vivo falando aqui que manter um relacionamento não é fácil. E, pra falar a verdade, não acho que apenas o amor seja suficiente. É fato que a vida não é um filme, mas, se os filmes tantas vezes imitam a realidade, não poderia a realidade algum dia imitar um desses filmes?

Há alguns dias atrás vi um anúncio publicitário da fanta com a frase “amores impossíveis”. Desde então não parei de pensar... Existem amores impossíveis? Penso que, se são impossíveis, não podem ser amor. O amor não foi feito para ser apreciado em uma redoma de vidro.

O amor foi feito para ser vivido. Para ser intenso, ás vezes rotineiro, outras vezes malandro, mas nunca impossível. Se for impossível não poderá ser vivido. O amor é paciente, não tem pressa (em alguns momentos até tem), é feito para ser degustado. Esperado, algumas vezes, e em outras, devorado.

O amor não foi feito para as telas de cinema, para assistirmos em uma tarde solitária comendo biscoito. Ah não! Ele foi feito para nos sentirmos nos filmes e fazer da nossa vida, do nosso amor, algo mágico, louco, impensado, arriscado...

É, assistir a esse filme sempre me deixa assim, romântica, com pensamentos confusos e, das outras vezes, me deixava triste, por querer viver um amor igual ao dos filmes. Mas hoje não, hoje me deixou feliz, pois a vida me deu um presente inesperado. Pois é... Um amor igual ao dos filmes, mas ainda sem final, estamos apenas no início, onde os nomes dos personagens aparecem...


Kari Mendonça