sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Amor de mãe

Há quem ache tudo uma tremenda besteira, mas eu sempre levei a sério. A minha vida sempre foi rodeada de animais. Já tive hamster, coelhos, pintinhos, cachorros e gatos. Na maior parte da vida morei em casas, até que, em 2003 mudei-me para um apartamento onde mal cabia eu, meus pais e minha irmã.

Assim, nossas cadelas (Thalía e Kelly) foram dadas a um conhecido, exceto Lili que já tinha 12 anos e era parte da família, que ficou com meus avôs. Em 2004, por motivos nunca revelados a mim e a minha família, soubemos do falecimento de Lili e foi uma tristeza enorme. Ela era realmente um membro da família e fez (faz até hoje) uma falta sem tamanho.

Ainda em 2004, me sentindo muito só, pedi a minha mãe um hamster, seu nome era, em homenagem a mulher de Che, Hilda Beatriz Gadea Chevara de Mendonça. Era pequenininha com um nome enorme, mas me fazia, de certa forma, companhia. Mas Hildinha morreu antes do final de 2005 e também fiquei muito triste.

Em dezembro, também de 2005, com a vontade de nos levar embora de Recife, meu pai trouxe Meg as nossas vidas. Meg é uma yorkshire muito linda. É o xodó da casa. Anda atrás da minha mãe o tempo inteiro e dorme todas as noites, comigo. Digo que é minha companheira de quarto, mas ocupa mais a cama do que eu.

Esse ano, como voltamos para a casa (aquela que saímos quando demos as cadelas), achamos que precisávamos de mais “gente” em casa e acabamos ganhando Kate, uma rottweiler. Ela chegou bem pequenininha e também dormia comigo, mas agora já está grandinha e dorme lá fora. É grande, mas ainda é tão boba.... Tão linda!!!!

O caso é que, mesmo com a casa cheia, sabe quando você acha que falta “mais alguém”? Eu achei. E também estava me sentindo só, abandonada... Com aquela sensação de “ninguém me ama, ninguém me quer”. E foi por isso que resolvi adotar “Darlanzinho”. Era um gatinho que, por várias vezes, quando levei Meg pra tomar banho, encontrei.

Foi encontrado muito novinho na rua e, Darlan (um amigo meu, que trabalha no pet shop) pegou para cuidar. Foi amor a primeira vista. Falei com minha mãe, mas ela sempre dizia que ele era muito pequeno e daria um trabalho sem tamanho. Mas, tanto fiz que acabei trazendo-o para casa. Seu nome é em homenagem ao seu “salvador”.
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Darlanzinho cabe na palma da minha mão. Comecei a dar comida numa seringa, mas vi que ele tentava sempre chupar e resolvi facilitar as coisas, comprei uma mamadeira. Sim, uma mamadeira! E com bico de silicone. E não é que ele adorou? Quando pego a mamadeira ele vem de longe correndo e é a coisa mais linda quando está mamando.

E, como disse no início, sei que muitos acham uma temenda besteira, mas eu levo a sério. Darlanzinho só está comigo há duas semanas, mas eu não saberia viver sem ele que, por acaso, também dorme comigo. Acorda-me no meio da madrugada para comer e eu, sequer reclamo.

Nesse exato momento ele está olhando pra mim, com uma carinha de “pidão” e está miando muito... Eu me apaguei completamente a esse bichinho tão pequeno. E eu, como já disse, não saberia mais viver sem ele. Sem aqueles lindos olhos azuis me olhando pela manhã. Sem um “mial” de bom dia logo cedo.

Ele precisa de mim e talvez por isso eu me sinta tão importante perto dele. Sinto-me bem. E, por mais idiota que possa parecer para alguns, eu amo tanto ele... Amo e cuido com todo carinho. É como um filho, sabe? Até atenção ele me pede... E, se falei tantas coisas, foi apenas para dizer que, de todos, nunca havia me apegado tanto a um bichinho como me apeguei a ele.


Kari Mendonça

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PS.: Aproveitando, quero fazer uma homenagem a todos os meus bichinhos (exceto os que não lembro, pois era pequena e, só sei que existiram pela minha mãe). Saudades eternas de: Lili, Darla, Thalía, Kelly, Buiuda, Stanley, Tarzan, Claudinei, Rambo e a todos que fizeram parte da minha vida!

7 comentários:

Uma Vencedora disse...

Oie Kari...

Muito legal o seu nome amiguinho!

Eu tive uma gatinha linda, mas ela me tirada sem dó e piedade... Eu ainda poderei ter um gatinho só meu pra me fazer companhia como a Tete me fazia!

Boa sorte pra vc e seu mais novo amigo!

Bjs

Janaína

Dan disse...

Ah q lindo, animais sao tao bons pra nos ajudar

:)

Mayara disse...

Ah Kari, somos duas. Sou criada desde pequena com animais, e hoje, morando em uma apartamento, tenho três cachorros e dois gatos.
É incrível como eles nos confortam quando mais precisamos, não?

Beijos e bom início de semana ;D

Palavras de um mundo incerto disse...

Bah, que lindo!!!


Beijos


Marcos

No meu mundo. disse...

Eu sou a prova viva de quanto essa mãezona está babando por esse mais novo filhote.
Lindo Darlanzinho!

Érica disse...

É o filhote mais lindo que eu já vi!
:))

® disse...

Eu nao tinha comentado esse texto no dia que li... pq cê sabe, todo esse mundo maternal me toca muito e eu prefiro estar ´inteira` quando comento e deixar coisas boas escritas. Apesar que nem sempre consigo. Lindo texto!