quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Algumas vezes...

Abriu a porta. Entrou calmamente como sempre entrava. Fechou a porta e só então acendeu a luz. Espantou-se com a mesa de jantar. Estava arrumada com dois pratos, duas taças, talheres, duas velas (ainda apagadas) e algumas pétalas. Notou que o chão também estava com pétalas. Eram rosas vermelhas, as suas preferidas. Mas não ouviu nada. Estava silencioso.
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Aproveitando, entrou silenciosamente em casa. Mas, ao dar o primeiro passo, a música “Sometimes”, de Gabrielle, começou a tocar. Gostava daquela música, pois falava das dificuldades de um relacionamento. Fala que, mesmo com os dias difíceis, ainda assim vale a pena estar junto. Havia mostrado essa música para ele depois de uma briga que tiveram, mas não imaginava que ele lembrasse.
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“Sometimes I love you (Algumas vezes eu te amo)
Sometimes I don't (Algumas vezes não)
But I never ever (Mas eu nunca, nunca)
Never want to let you go (Nunca quero deixar você ir)
The road's not easy (A estrada não é fácil)
But the feeling's strong (Mas o sentimento é forte)
It's the little things that keep me holding on (São as pequenas coisas que me fazem agüentar)”
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As lágrimas começaram a cair. Lembrou da discussão que tiveram dois dias antes. O motivo havia sido algo bobo. Não lembrava ao certo, mas sabia que tudo tinha sido resolvido. Quase não consegui andar até o quarto. Sabia que, ao vê-lo choraria ainda mais. Sim! Era uma boba que chorava muito. Persistiu e continuou caminhando. Ele a estava esperando na porta. Estava bonito. “Meu Deus como ele é lindo!”.
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Antes de se mexer, ele percebeu suas lágrimas e então correu para abraçá-la. E foi um abraço forte e envolvente. Não queriam se largar. Ela então o beijou e ele limpou suas lágrimas. Ela perguntou o que estava acontecendo e ele respondeu que aquele dia era um dia especial. Num susto, tentou lembrar qual era aquela data e não lembrou de nada comemorativo.
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Perguntou-lhe então se havia esquecido a data e ele respondeu: “não esqueceu, pois não havia o que lembrar. Hoje, eu apenas acordei com uma enorme vontade de dizer o quanto te amo e não queria dormir sem demonstrar tudo o que eu sinto.” Involuntariamente as lágrimas voltaram a cair e ela o abraçou ainda mais forte. Perguntou se poderia tomar um rápido banho e se arrumar para a noite especial. Ele lhe deu cinco minutos.
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Enquanto tomava banho, ouviu ainda o final da música:
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Of all the crazy things in life there's pain (De todas as coisas loucas da vida que doem)
It's you and me (É você e eu)
We've come so far sometimes I can't believe (Nós chegamos tão longe às vezes que eu não acredito)
That I wouldn't change a thing (Que eu não mudaria nada)”
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E como nenhuma mulher consegue se arrumar nesse tempo, ela só apareceu dez minutos depois. Colocou aquele vestido vermelho que havia comprado para uma ocasião especial. Definitivamente aquela era uma ocasião especial. Foi até a sala e lá estava ele. Ajeitou a cadeira e ela sentou. O jantar ele mesmo havia preparado. Ele cozinhava, mas só quando tinha muita vontade mesmo. Mas, quando se esforçava fazia algo bom.
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Era filé ao molho madeira com arroz. Estava gostoso. Comeram silenciosamente. Olhavam-se em alguns momentos e sempre saia um sorriso tímido. Ela parou de comer e ficou encarando-o. “Te amo”, soltou. Ele sorrio e respondeu, “eu também, minha linda”. Continuaram a comer e logo acabaram. Então ele se levantou, pegou os pratos e levou para a cozinha.
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Então voltou, a pegou pela mão e disse: “está preparada? A noite está apenas começando...”, e sorriu maliciosamente. Ela respondeu. E foram para o quarto.
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Kari Mendonça
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A última semana foi muito corrida. Aí aí... Muitos trabalhos. Finalmente acabei tudo hoje. Entretanto, férias só sexta-feira. Colocarei as visitas em ordem. Estou morrendo de saudade... Beijos!

10 comentários:

candy disse...

Kari, nao li não.
depois volto.

Vc acredita que eu cheguei a citar o livro de Pedro Bandeira no post e depois apaguei?

vc vai 14 de dezembro, né? volta qnd?
pq acho que vou em janeiro... pretendo ir, depende do trabalho (depois te explico com mais calma). E se deeeeus quiser, no final de janeiro tem aquela outra viagem
:X

:**

ALF disse...

Muitas vezes os caminhos se separam. Mas inesperadamente o destino os junta novamente.

É sempre dificil suportar. A estrada é difícil. E são pequenas coisas que ficam lá estimulando a continuar.

:)

aiai

Beijocas Kari

Cris_do_Brasil disse...

Nossa, que momento especial, e todos deveriam ser, quando se ama assim nao é.

E sim, concordo contigo, essa época é melancólica demaisdaconta. Eu diria que os mais fortes é que sobrevivem hehe


Um beijo e boa semana Kari! Que bom vc está livre agora.

Camila .:εïз disse...

Ai Kari! VOcê me fez chorar! Hoje estou muito sensível e me deparo com uma história linda asssim?!
Que amorrrr!
Você sempre arrasa!
Beijo querida

Érica disse...

Que lindoooo!
Mais um história que eu fico aqui, imaginando coisas.
Eu acho que estou com problemas.
huahuauhahuahuuhauhahua
Amiga, adoro você e oq ue você escreve.
Beijos pra tu.

Bruninha disse...

Nossa Senhoraa.. eh demais pra minha TPM, será que um dia paro de chorar e desejar um amor assim??

=Pp

Achei seu blog por ai e adorei... voltarei mais vezes :D

Beeijo

× Alice × disse...

A reconciliação é o melhor momento da briga! Quero um dia ter uma dessas, assim como foi descrito no teu post!

Xerus
=***

Reticências disse...

Adoro quando o amor se mostra mais insinuante sem perder a sua doçura.
Bjo e ótimas férias!
:)

Flávia disse...

ai, Kari, vc me fez chorar. Estou sensíve hoje. Não posso ouvir falar de brigas, nem de reconciliações, rs.

Beijo!

*Lusinha* disse...

Lindo esse momento!
Pareceu até eu e meu namorado fazendo as pases depois de uma grande discussão. Não tem a surpresa de chegar em casa e ter um jantar montado, mas consigo imaginar a intensidade e emoção de nos vermos e reconhecermos um para o outro que somos idiotas e que nos amamos.
Bjitos!