terça-feira, 31 de março de 2009

Diário das minhas mazelas

Continuando o meu diário, eu sinto informar que faltam novidades. Da última vez que dei notícias, o pedreiro havia desaparecido. Na terça passada, meu pai telefonou e ele disse, apenas, que havia ido ao médico. Na quarta-feira, entretanto, ele não apareceu. Nem na quinta, ou sexta.

Hoje, pela manhã, quando não estávamos em casa, ele apareceu por aqui, pegou as suas ferramentas e foi embora. Nem uma pequena explicação. Ou um pedido de desculpas. Nem, se quer, alguma indicação de quem pudesse não ser igual a ele. Ou seja, fomos abandonados por alguém que estava sendo pago. Vai entender esse povo...

No domingo, meu pai arrumou outro pedreiro (alguém que, cá entre nós, não me deu muita confiança, mas, resolvi lhe dar o benefício da dúvida) que veio, à tarde, conversar. A conversa parece ter sido boa, e ficou tudo combinado para ele aparecer na segunda que vem (dia seis), pois essa semana ele estava ocupado.

Nesse meio tempo, quando tudo está parado e bagunçado, chegaram as grades e as janelas. São tão lindas!!! Mas, infelizmente, só Deus sabe quando as janelas estarão no lugar. Até o portão que iria demorar um bom tempo já está pronto. Mas não pode vir, pois não está pronto o local onde ele ficará.

A frente da casa continua suja, cheia de areia, pedras, madeiras, telhas, lajotas e lajes. E, vez ou outra quando olho pra lá, me bate aquele pequeno desespero, quando penso que, talvez, as coisas não terminem nunca. Sabe, eu até estava pensando... Alguém sabe se material de construção (esses que falei) tem prazo de validade?

Pois, sinceramente, eu tenho medo que eles tenham... Já pensou? Era só o que faltava, né? Meses após tudo parado (sim, pois semanas já parecem meses), o material não pudesse mais ser utilizado? E tudo fosse perdido? Não quero nem pensar!

Ah! E, como desgraça pouco é bobagem, para completar as mazelas que andam me rodeando, hoje, enquanto ia para a aula de pintura (a terapia que arrumei), um filho da puta (desculpem o palavrão, mas é que FDP ou filho da p*, jamais seria capaz de descrevê-lo) batei, com toda a força do mundo na traseira do carro.

Quase seria um engavetamento, mas, graças a Deus, que segurou o nosso carro, não batemos no carro (novíssimo, diga-se de passagem) que estava na frente. O nosso carrinho sofreu coisas leves, como o travamento da mala e uma coisinha na lanterna. Já o carro do filho da puta (desculpem, mais uma vez) ficou completamente detonado (de verdade).

Como é que alguém não vê o carro da frente freando? Me diz??? Sei que ele (o tal filho da puta), tinha uma cara tão mal encarada, que eu e mainha, após constatar que o carro não estava amassado e nem nada grave, seguimos o caminho. A minha cabeça ficou doendo (e ainda está) horrores por causa da batida no banco. Já mainha ficou com a coluna dolorida.

Pois é, as coisas não andam muito boas para o meu lado. E, pra completar, ontem começou a semana de prova. Vê se pode?! Mas, era isso. Prometo, em breve, voltar com algo que não seja um diário ou coisa tão inútil assim.

Beijos,
Kari

4 comentários:

Pripa Pontes disse...

Reformas...o resultado final é ótimo, mas até chegar lá dá uma dor de cabeça!
E semana de provas, meu deus, as minhas tbm estão começando =/
Mas é a vida...
Mas vai dar tudo certo na sua reforma e graças à Deus que o carro não foi tão prejudicado na batida.


E n me canso de dizer q to com saudades :(
Mas essa vida corrida parece que tira todo mundo do eixo - inclusive é esse o tema do meu atual post - e agente acaba deixando a vida levar e perdendo contatos com aqueles que gostamos...Mas vcs realmente fazem falta na minha vida!


Bjos.

Katarine disse...

Bom, já li um texto, certa vez, que dizia que, se um casamento passar por um problema fianceiro, ou por uma obra, cara, vai durar pra sempre, rsrsrs.
Não sei pq disse isso, acho que foi pra descontrair.
bjos e fica com Deus!!

Dona Poesia disse...

Kari, tenho lido suas agruras com a reforma, e as vezes parece que sou eu contando meus sofrimentos quando reformava a minha casa.
Não fique apavorada: conheço gente - de verdade- que ficou com crise nervosa, teve que parar a obra , para se recuperar das raivas.
Tive um pedreiro que pedia dinheiro adiantado, e quinze dias antes de acabar a reforma ele já havia recebido tudo!
Eu rezava todo dia pra ele nao fugir!
hj, encontro com ele na rua, e ele - de bicicleta,- sorri e me diz: "Bom dia, dona!".
Sabe que o ódio já passou???
eu vejo ele é só penso; "cara, vc quase me deixou biruta"!.
mas quando a casa fica pronta, como a gente fica feliz!

C. disse...

Karitia, reforma deixa tudo mesmo de cabeça pra cima, literalmente, num é.
Nunca reformei, mas apenas as mudanças de apartamento já foram suficientes pra me deixar de cabelo em pé hohoho!!!