quarta-feira, 18 de março de 2009

Reforma

A vida tem suas graças. Há 14 anos existe a minha casa que, por acaso, foi construída por meus pais. Por um tempo ficamos longe, mas, há um ano voltamos para cá. Nesses anos todos, a minha mãe sempre quis rebaixar um teto aqui, colocar um móvel ali, arrumar o canil acolá e por aí vai. Foram anos que a ouvi pedindo ao meu pai.

Finalmente, depois de vender um apartamento que tínhamos, decidimos fazer tudo o que queríamos. Ajeitar todos os detalhes, arrumar tudo direitinho e deixar a casa do jeito que minha mãe e nós, sempre quisemos. Faz duas semanas que meu pai saiu para resolver umas coisas e comprar uns materiais.

E, como trabalha o dia inteiro, ele já havia falado que hoje o dia seria bastante cheio. O que ele não havia dito é que seria muito mais que cheio. Eu não imaginava que fazer reforma e ajustes cansassem tanto. Era oito e meia quando acordei, precisa me vestir, afinal, não andaria pela casa com pijama, estando ela cheia de homens.

Ao sair do quarto, corri até o computador e, distraída olhei para a janela. Por uns instantes não acreditei e desviei o olhar, até que olhei novamente e constatei que eu não estava louca, tinha, realmente, um cavalo no meu quintal. Foi quando, alguns muitos minutos depois, me dei conta que era o rapaz trazendo as pedras (sim, ele vem numa carroça).

A carroça, no entanto, era bem pequena para a quantidade de pedras, logo ele veio aqui em casa, pelo menos, umas 20 vezes e, para cada vez, tocava a companhia ou dava murros no portão, o que tornava tudo estressante. Ah! Enquanto isso, haviam dois homens trabalhando na área de casa, arrumando o canil.

Sai por 5 minutos para ir ao banco e, ao voltar, a casa estava cheia. O rapaz chegou para montar os móveis da cozinha, enquanto o outro rapaz estava arrumando a fiação da cozinha e outro estava descarregando a areia e os tijolos e ainda havia outro trazendo as pedras. Achei que fosse enlouquecer, até que a companhia tocou.

Era o rapaz do gesso. Ele entrou e começou a descarregar gesso, a desarrumar meu quarto, a tirar os meus livros do lugar. Enquanto o outro rapaz reclamava do local dos móveis e o outro não conseguia arrumar a fiação. Foram os minutos mais estressantes, até então. E, quando eu achava que estava acabando, não estava.

Até que a minha mãe perguntou se eu trocava duas notas de cinco reais e eu disse que sim, afinal, tinha um dinheirinho guardado no guarda-roupas. E foi aí que me dei conta que eu não tinha mais guarda-roupas. Como assim? O inteligente rapaz que veio colocar o gesso, perguntou onde deveria colocar os meus móveis e cama, e minha mãe respondeu: na sala.

Mas não, ele colocou tudo no minúsculo quarto onde fica o meu guarda-roupas. E o quarto é pequeno e cheio de coisas ficou impossível de abrir qualquer coisa. Ou seja, estou sem roupas até que ele acabe de arrumar tudo, o que, pelo andar da carruagem, vai demorar bastante. Para comprovar, nesse exato momento, estou usando um pijama da minha mãe.

E eu achei que não podia ser pior. E, cada vez que minha mãe reclama de algo, o que acontece a cada dez minutos, eu digo: “mãe, pensa que é por um bem maior”. Mas sabe, eu não tento convencer a ela, eu tento convencer a mim mesma. Querer mudar é muito bom. As idéias são demais e pensar é sempre maravilhoso.

Mas, por em prática, pode fazer você querer desistir de tudo num instante. Aí aí.... Mas não! Eu não vou desistir, porque amanhã começa tudo de novo... E, afinal, “é por um bem maior”, não é?



Kari Mendonça

15 comentários:

Cris_do_Brasil disse...

Fica lindo depois, mas dá trabalho mesmo, exige paciência, e a casa vira de pernas pro ar!!!

Cotovia disse...

...a persitência gera sucesso!

Força

Jaya disse...

Vivi disso, igualzinho, em novembro. Fora o fato de eu estar fazendo monografia, e ter atacado todas as minhas alergias, a tormenta era a mesma.

Ai, ai...

Que dure pouco e fique belo.

Beijo, Kari.

Pripa Pontes disse...

Ai reformas! Sei bem o que é isso, a casa que moro a dez anos, era antes uma academia...foi uma baita reforma pra ela virar um casa e até hoje volta e meia painho e/ou mainha decidem derrubar algo, para fazer outra coisa..meu quarto já foi sala de máquinas da academia, sala de janta e hoje meu quarto..Já teve época de dormismos até na sala, por conta das reformas...pedreiros? já são quase parte da família..ashuahsuahs
mas perseverança, como vc mesmo lembrou: "é por um bem maior!"


Bjos kari!

Katarine disse...

Ai, nem me fale em reformas.
Em 2007 foi a reforma para contruir a casa da minha irmã.
Ano passado, foi a vez da minha casa e esse ano, bem, além da construção ao lado da minha casa (os pedreiros GRITAM o dia inteiro!!), este ano estamos contruindo uma garagem na frente, oou seja, mais bagunça, mais sugeira e poeira, mais e mais stress.
Fazer o quê. Mas uma hora passa e a recompensa será bem melhor.
bjos!!

Candy disse...

To rindo aqui!
kkkkkkkkkkkkk
desculpa!
imaginei a cena todinha!
uahauhauahau
a do cavalo foi a melhor!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

calma lá que qnd passar vai ter valido a pena!
pelo menos é assim que tentamos pensar pra aguentar o tranco!

beeeeijooo

Jéssica disse...

Olhaaaa, eu te acho tão feminina sabia? Invejo, às vezes. Então, repassei um selo pra voce, mas se não quiser, sem problemas. Só passei por consideração que tenho por aqui e por voce, é claro :D

Palavras de um mundo incerto disse...

Pior, Poxa!!!

Beijos e agora vou dormir!!!

Marcos

Somente EU mesma!!! disse...

Oie Kari...

Muito bom que a sua família está podendo realizar sonhos, e principalmente, estar feliz com o assunto da reforma...

Fico feliz por vc!

Bjs

Janaína

ALF disse...

Mudar é sempre bom.
Com certeza deve ser por um bem maior.

Nos próximos dias também passaremos por algumas reforminhas. Acho que vai causar uma tremenda zorra também, mas vai ser útil.

Que fique belo a casa.

Grande beijo.
;)

Dona Poesia disse...

Reformar a casa? bom...quem sobrevive a uma reforma está pronto pra qualquer coisa! Eu que o diga!
Coragem, mulher!

Tem um premiozinho para mulheres como você, lá no meu blog: Femininas e fortes!
Abração

Simples Assim... disse...

Como já dizia Milton, "chegar e partir são dois lados da mesma moeda". Não conheço qualquer mudança que não venha junto de algumas (ou muitas) concessões. Pra abrir espaço no armário pra uma roupa nova é preciso se desfazer das antigas e o processo normalmente é doloroso, no mínimo, "agitado". O jeito é medir os custos da mudança e decidir se é melhor deixar tudo como está ou agir.

Como vc mesma escreveu: "É por um bem maior, não é?"

Camila disse...

Kari
Reforma dá mais trabalho que construçao... mas como voce mesma disse 'é para um bem maior'. Vai ficar divino quando acabarem.
Paciencia, viu?!
BeijO querida e boa sorte.

C. disse...

Karitia, venha me ver!

Auíri Au disse...

As reformas são sempre bem vindas...
E que junto com gesso, cimento, pedras, martelos, móveis e força, venham sentimentos novos, puros, bons....
VOcê merece!!

Beijos