quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hoje eu avistei a lua. E fiquei a pensar...

Hoje eu avistei a lua. Estava tão bonita. Parecia um sorriso, meio de lado. Aquele amarelão partido ao meio, brilhante. O céu estava azul escuro, cor de céu à noite, com a pequena claridade recebida pela lua. As estrelas estavam lá. Há quanto tempo que eu não via as estrelas! Mas elas estavam lá, hoje. E na outra noite também. Estavam brilhando. Não tanto como a lua, mas estavam diferentes.

Na outra noite, inclusive, parei, por alguns instantes, para apreciar aquele céu. Aquele, parecido com o de hoje, mas com a lua um pouco menor, e, portanto, com menos claridade. Ah! Quantas vezes estamos tão ocupados que não paramos para apreciar o céu? O céu é uma das coisas mais belas no mundo e, com certeza, a maior e mais brilhante. O céu é quase uma terapia. Sim! Eu gosto de terapias. Mas não da convencional.

Não gosto da idéia de sentar e falar com alguém (desculpa Lili, mas não me sinto a vontade). Prefiro a idéia de terapia em tantas outras coisas. A aula de pintura, da terça-feira, por exemplo, minha mãe sempre disse que era sua terapia, e hoje percebo que ela tinha razão. Agora, é como se fizéssemos terapia juntas. Também gosto da ideia de escrever num blog. Acalma como ninguém.

Conversar com as amigas, na mesa do MC Donald´s também é uma terapia boa, ou pode ser, num barzinho, tanto faz. Mas enfim, de todas as terapias, a do céu é a melhor que existe. Já deitou no meio da grama, numa noite bonita? É tão gostoso... Tão reconfortante. Ou não precisa ser na grama, pode ser no chão, ou na janela, tanto faz, o importante é parar para olhar o céu e só ele.

É como se a mente saísse de você e fosse até lá em cima. Você pensa em tantas coisas e em nada ao mesmo tempo. Ah! Sentir a brisa da noite também é algo magnífico. A noite traz uma sensação tão boa, ao menos para mim. É uma sensação de liberdade, de bem estar. A noite é mais agradável, mais silenciosa, mais bonita. Quer dizer, é fato que um dia ensolarado é brilhante (em todos os sentidos), mas não há dia como a noite.

O céu continua bonito. Há poucas nuvens por lá. Há inúmeras estrelas brilhantes. E há uma lua linda. E, mesmo não estando lá fora há algum tempo, eu não paro de pensar em tudo que vi essa noite. E na outra noite também. É que... É tanta beleza que fica difícil esquecer. É tanta beleza que não consigo não pensar em que não pode mais olhar o céu ao meu lado. Ou em quem até pode olhar, mas não ao meu lado.

Está muito ocupado agora? Então para tudo e vai olhar a noite... Verás que não é tempo perdido. É tempo precioso. É tempo sagrado. Afinal, acredito que não existe algo mais sagrado do que o céu. Lá, ao menos, o homem nunca conseguiu meter a mão para modificar ou tirar de lugar...


Kari Mendonça

7 comentários:

Alexsandra Moreira disse...

Eu quase nunca olho para o céu... acho que é comum... resalva quando a lua está cheia e linda.

Uma vez estava no interior e percebi que o céu de lá é mais bonito que os da cidade. Mts estrelas...

bj

Kari disse...

Alexandra, o céu do interior não é mais bonito. É que lá faltam tantas prédios e o céu fica mais visível, apenas isso...

Abraço!

Simples Assim... disse...

Vc tem toda razão. O céu é algo deslumbrante, mas que por estar lá todos os dias, esquecemos de apreciar. Somos assim, não? A gente se interessa mais por um buraco de fechadura, escuro, estreito, do que pela imensidão brilhante do céu. Felizmente, às vezes a ficha cai e nós paramos pra apreciar esse show cotidiano. Sorte a nossa, há quem nem isso faça. Lindo post !!!

Jéssica disse...

Concordo com o último parágrafo. Olhar para o céu e viajar(!) não é tempo perdido, mas tempo precioso. As pessoas andam tão ocupadas, preocupadas com tudo, que nem tem tempo de observar as coisas ao seu redor...

Isso me entristece. ;~~

;**

ALF disse...

Nem preciso dizer mais nada. É tudo tão lindo Kari.
O céu realmente nos porporcional algo tão mágico...

É encantador.

Beijos
;)

Gabriela Magnani disse...

Eu adoro o céu. A lua, as estrelas. Me sinto muito bem quando olho para ele. Sinto uma paz interna, que seria impossível descrever.

C. disse...

Minha terapia é uma revista, um livro, filme então, meu psicotrópico!
Nunca fui admiradora do céu, mas adoro a chuva e o barulhinho dela na hora de dormir.