sábado, 23 de maio de 2009

Botando pra fora - Informação

Vacina contra o HPV. Você conhece?
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Quando se fala em doenças sexualmente transmissíveis (DST), é inevitável não pensar na AIDS e no seu vírus causador, o HIV. Mas, o que muita gente não sabe é que a quantidade pode ser bem maior. Algumas delas são causadas por bactérias, como a Treponema pallidumo, causadora da sífilis. Outras por vírus, como é o caso do HBV, causador da Hepatite B, o HSV, do herpes e também o HPV, que causa o câncer de colo de útero e as verrugas genitais.
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O Papilomavirus Humano, conhecido como HPV, é um grupo de vírus que abrange mais de 100 tipos, e vive na pele e nas mucosas genitais, tais como a vulva, vagina, colo do útero e pênis. O vírus pode ser transmitido através do contato sexual, mas não necessariamente pela penetração, e sim por aquele “amasso”, muitas vezes considerado inocente. Já é comprovado também, que todas as mulheres com câncer de colo de útero foram antes infectadas pelo vírus. Mas nem todas as portadoras desenvolveram o câncer. Uma curiosidade, é que ele é mais comum em mulheres de baixa renda. O motivo? Ninguém sabe.
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Para esse vírus, não há cura, uma vez infectada é para sempre. E, para completar, o ele pode ser traiçoeiro, pois muitas pessoas não desenvolvem os sintomas, mas nem por isso deixam de transmiti-lo. Apesar de não existir cura, há a prevenção que recentemente ganhou mais um aliado. O tão conhecido (e até temido) Papanicolaou, é um exame preventivo e detecta mudanças fisiológicas (normais) ou patológicas (doenças) nas células que revestem o colo do útero. Como é um exame que deve ser feito regularmente, é considerado preventivo, pois detecta a doença logo no princípio.
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Detectar a doença é importante, prevenir, é melhor ainda. Desde 2007 está em uso a vacina contra o HPV, que pode combater o vírus antes da infecção. Entretanto, a vacina não previne contra os 100 tipos e sim contra os de maior incidência, como o HPV 16 e 18, os causadores do câncer. A vacina é um alívio para as mães cujas filhas começam a vida sexual cada vez mais cedo. Segundo a ginecologista Maria Betânia Turton Lopes, existem dois tipos da vacina, a quadrivalente, que imuniza os vírus HPV 6, 11, 16 e 18, e a bivalente que imuniza apenas os vírus HPV 16 e 18. “A vacina negativa a ação do vírus e é por isso que a quadrivalente é a mais indicada, pois ela previne tanto contra o câncer de colo de útero quanto a vulva, que são as verrugas genitais”, diz Maria Bethânia.
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A vacina é indicada para meninas dos nove anos até mulheres com 45. Alguns médicos dizem que o efeito é mais eficaz quando a menina ou mulher ainda não iniciou a vida sexual, porém, Maria Betânia discorda e diz que é necessário se prevenir em qualquer idade, independente se teve relações ou não. A vacina, por não prevenir todos os tipos de vírus, não exclui que sejam feitos os preventivos, como o Papanicolaou.
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O custo da prevenção
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O que acontece é que, apesar do vírus infectar 80% das mulheres sexualmente ativas e causar a morte de 250 mil delas, a vacina não é acessível para a maior parte da população, visto que mesmo estando em uso há dois anos, ainda há quem não sabia da sua existência. No Recife, a vacina está sendo aplicada em clínicas particulares e o preço é de R$ 1.200,00, parcelados em três vezes. O pagamento é feito junto com as doses, pois a vacina é aplicada em três doses (0-60-180 dias). Hoje, ela não está disponível em postos de saúde.
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A vacina não está incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI), pois, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), não é oportuno, pelo fato de não prevenir contra todos os tipos do HPV. O motivo também, da vacina não ter sido incluída pelo SUS é, principalmente, pelo seu valor. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estipulou, em 2007, que o preço máximo da dose seria R$ 364,16, mas, como o laboratório Merck Sharp & Dohme, criador da vacina, recorreu, a dose custa hoje R$ 400.
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É fato que cuidar da saúde nunca é um gasto, é sempre um investimento para o futuro. Mas alguns deles não são acessíveis para grande parte da população. Por isso, fica a dúvida, vale a pena divulgar a vacina? Ou é melhor deixá-la escondida para a parte da sociedade que pode usufruir?
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Kari Mendonça
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Perguntas e respostas sobre o HPV*
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As garotas/mulheres vacinadas ainda precisam fazer o exame de Papanicolaou?
Sim, existem três razões pelas quais ainda precisam ir ao ginecologista regularmente e realizar o exame de Papanicolaou para câncer de colo de útero: as vacinas não proporcionam proteção contra todos os tipos de HPV que casam o câncer de colo de útero; algumas mulheres podem não tomar todas as doses necessárias, conforma o caso, não obtendo assim o benefício total das vacinas; mulheres que eventualmente tenham tido a infecção por HPV previamente podem não ter benefício completo da vacinação. Vale lembra ainda que existem outras doenças que são detectadas pelo Papanicolaou.
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Por que as adolescentes devem ser consideradas um dos principais alvos da vacinação?
É importante que as adolescentes recebam esquema completo com as vacinas contra o HPV o mais precocemente possível, de preferência antes de se tornarem sexualmente ativas. As vacinas são potencialmente mais eficazes para garotas ou mulheres antes de seu primeiro contato sexual; não pela atividade sexual em si, mas sim pela possibilidade de contaminação com HPV. Contudo, a maioria das mulheres ainda se beneficiará da vacinação, pois serão protegidas contra outros tipos de HPV contidos na vacina.
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O HPV pode ser tratado?

Não existe cura para o HPV. Porém, existem tratamentos para os problemas de saúde que o HPV pode causar, tais como verrugas genitais, alterações celulares do colo do útero e cânceres. É fundamental que as mulheres tenham acesso às medidas preventivas como o Papanicolaou e a vacinação.
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*Retirado do panfleto da Merck Sharp & Dohme

15 comentários:

Gabi Magnani disse...

Legal saber. Pena que essa tal vacina custa tanto... Mas pelo menos vale a pena gastar dinheiro com essas coisas.

::Lone Wolf:: disse...

Muito apreciada a sua iniciativa de transmitir esse informativo. Gostei muito.

Sempre fazem falta os seus lisonjeiros elogios. Peço desculpas por ter sumido, mas eu tenho sentido imensa dificuldade em escrever. Diversos motivos. Um deles é achar que sempre falo o mesmo, as mesmas palavras, em ordens diversas. Mas acho que em breve colocarei mais um.

Beijos.

∆٭♥∞

candy disse...

Kari, quanto ao post passado:

Pouco se fala a respeito, mas segundo Ramos (2002), desde o século XVI as crianças que estavam a bordo dos navios que chegavam ao Brasil, vinham como grumetes, ou para se casarem com os súditos da Coroa ou apenas como passageiros que estavam acompanhando os pais e/ou parentes.
Também pouco é falado sobre os abusos sexuais aos quais as crianças eram submetidas, inclusive as que iam acompanhadas dos pais. Salvo algumas do sexo feminino que eram poupadas para manterem-se virgens até, ao menos, a chegada à Colônia. Nos casos que os navios eram atacados por piratas as crianças eram escravizadas e obrigadas a trabalhar arduamente (às vezes até a morte) em navios franceses, holandeses e ingleses, sendo inclusive, prostituídas (RAMOS, 2002).
Dificilmente os casos das crianças exploradas eram ditos aos oficiais, uma vez que muitos desses casos eram cometidos pelos próprios oficiais. Há casos nos quais a criança se prostituía para ganhar a proteção por parte de um adulto, o que na concepção deles seria menos doloroso ou penoso (RAMOS, 2002).
Havia em Portugal, ainda segundo Ramos (2002), as meninas pobres e órfãs de pai que eram levadas à força de suas famílias e embarcadas, eram as chamadas "órfãs do rei" ou ainda "órfãs Del Rei" que eram levadas às colônias de Portugal (a maioria dos casos no século XVI), entre elas o Brasil. Os homens a bordo ficavam em polvorosos com essa presença feminina. Os relatos são quase inexistentes já que as meninas raramente denunciavam por medo, vergonha ou receio de que fossem desvalorizadas no mercado matrimonial; as conseqüências eram inúmeros abusos sexuais que raramente levavam à punição do violentador. Isso leva a crer que a violência sexual é algo que acontece desde remotas épocas em nosso país.

Diretamente do meu tcc de ano retrasado.

Lastimavel.

Marcus Vinícius da Silva disse...

É um horro viver num mundo com tantas doenças como essas...
O negócio é se prevenir e ser feliz!

Beijão!

*Lusinha* disse...

Post de utilidade pública?
É bom mesmo compartilhar, porque tem muita coisa que muita gente não sabe.
Só acho uma pena tantos casas não serem cuidados, porque as pessoas não se preocupam com o mínimo de sua saúde, afinal, quantas e quantas mulheres você não conhece que nem ir ao ginco periodicamente vão?
Bjitos!

Leh disse...

Informativo!!
Muito bacana.

Jaya disse...

É, Kari. Me trouxe notícias novas. E me fez chamar a atenção por aí. Tão bom que existe prevenção, tão lastimável o acesso ser escasso.

Beijo, frô.

Libélula da Noite disse...

Nossa! Eu não sabia dessa vacina.. E é cara neh??
Q terror rsrsrs
Bom, como eu não ando achando homem aqui na minha horta vou adiar a idéia da vacina.. mas é uma boa!
Quando puder irei me informar mais e ver isso direitinho..
Previnir é sempre melhor!

Bjos!

Cαmilα ♥ disse...

Kari, muito bacana sua iniciativa de usar o seu canto para divilgar um assunto pouco conhecido.
Infelizmente a vacina custa caro e nao previne todos os tipo de cancer... e por esses motivos (dentre outros) o SUS nao adere, e mantem longe de muitas mulheres essa aliada contra o HPV!

BeijOs Kari querida!!

paulinho damascena disse...

Gostei de saber disso, agradeço pela boa informação.

Aguardo sua visita

http://souzapaulo.zip.net/

C. disse...

CAMISINHA, melhor forma de prevencao.
Sabe amiga, quando indiquei o blog da Tetê no meu CaFoFo foi justamente nesse tocante. Lá ela aborda, escracha e faz a pessoa lembrar do uso da camisinha, sempre!

Eu sei que ainda existem mulheres que deixam de pedir para seus parceiros, apenas com medo de serem questionadas ´mas meu amor, pq quer que eu use? Só transo com vc...`

Ótimas informacoes Kari, e apoio toda informação que postar nesse sentido, pq em comparação com essa vacina (que cara tá loko!) uma camisinha ainda é beeeeem mais barata!

Cláudia I, Vetter disse...

muito interessante!

;*

Hugo Simões disse...

Gostei do post, bem informativo. Eu não sabia muito sobre a doença hehehe..
Beijos Kari, confira minhas novas poesias!

Pripa Pontes disse...

Nossa Kri, muito bom essa sua série "informação" coisas que nem eu sabia direito, muito bom, parabéns!

E tem selinho pra vc lá no blog amador :)


Xêro!

Jaya disse...

ATUALIZA!

Poxa.