sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carta ao Meu Amôr

Hoje eu li que saudade pode causar os mesmos sintomas que abstinência de drogas. Será? Eu acredito que sim. Sabe... Desde que voltei para casa, parece que não voltei completamente. E não voltei mesmo. Uma parte de mim continua aí. Sentada no sofá esperando teu beijo ao entrar em casa. Deitada na cama, esperando que acabes o banho. Assistindo filme ao teu lado. Andando pelas ruas de Porto Alegre contigo....
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Ah! Faz tão pouco que voltei e já me sinto tomada por uma saudade sem tamanho. Senti saudade, antes mesmo de ir. É que... Pensar em te deixar me parte o coração. É saudade de pensar que não estarei contigo quando acordares e que vais ter que preparar sozinho o sanduíche antes de sair. Voltar para a cama sozinha é a pior parte, mas sinto saudade de saber que vais chegar a noite e vamos poder ficar juntos novamente.
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Que você saiba, meu bem, que foi a minha melhor parte que ficou contigo. Pois é essa parte que despertas em mim, a melhor e mais bonita. A parte boa, que me faz mostrar o sorriso "tronxo" o tempo inteiro. Que me deixa encabulada quando percebo que me olhas. É a parte que te pertence. Ou melhor, tua, sou por completo, mas uma parte, por enquanto, ainda precisa voltar para o que hoje, chamo de casa.
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Digo assim, pois, penso que, em breve (seja breve quanto for), chamarei de casa, e de minha, uma outra morada, em outro endereço. Terei novos vizinhos, um novo CEP e, acredito, alguém para dividir tudo comigo. Não alguém qualquer, mas alguém especial. Tu! És tu o meu alguém, o meu bem. E eu quero ainda não precisar sentir tanta saudade. Sentir apenas a saudade pequena. Aquela que se sabe acabar no fim do dia. Com, pelo menos, um beijo.
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Meu bem, acordo lembrando dos passeios contigo. Das ruas de Porto Alegre, de Gramado... Lembrando de cada conversa, cada desentendimento e cada vez que tu me olhou de uma forma especial. Aí como sinto saudade do teu olhar me penetrando a alma. Sim, já falei desse olhar. É que gosto dos teus olhos verdes. Gosto de olhá-los bem de perto e de sentir teus cílios batendo em meu rosto.
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Lembra do que falei no começo? Talvez seja verdade... De uma coisa eu tenho certeza: saudade baixa a imunidade. Pois não é coincidência que eu tenha ficado gripada justo quando tive que ir pra longe dos teus braços... Amo-te demais e sei que não consegues esquecer isso.
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Hoje, mais que nunca, eu queria poder te abraçar bem forte e me fazer presente nesse momento.
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Beijos apaixonados,
Tua Pequena

7 comentários:

Jaya disse...

Me deu uma dorzinha. Depois que li teu último post, muita coisa fez sentido, sabe Kari? Me sinto parte de cada sentimento teu. E entendo a dimensão de tudo. Mesmo. Se a gente sentasse pra tomar um suco, entenderíamos ainda mais da nossa poesia comum.

'Despedir dá febre'.

[Guimarães Rosa].

A queda de imunidade se explica.

Um beijo, frô.

Katarine disse...

Ei Kari!
Sei bem o que é ter vontade de estar 24h ao lado da pessoa amada.
Linda carta!
Mas Calma, não fiques tão doente, se não, não terás forças para encontrá-lo novamente. rsrsrsrs...
E pode deixar que estou voando beeeeem além!
bjos e fica com Deus.

Érica disse...

:(
Que injusta é a distância.
Né?
Ai ai, saudade de tu.
Beijos

Quase Trinta disse...

Saudades dói... e muito.
O melhor namoro que eu tive foi um namoro a distância.
E como era bom cada reencontro, mas lembro até hoje a sensação de peito apertado já no sabado pela despedida que ocorreria no domingo.

Auíri Au disse...

Vejo que a saudade realmente veste todo dia um vestido novo.
Só te desejo bons ventos e que ela diminua a distancia..
Beijos

Hugo Simões disse...

Que lindo esse post Kari! Saudade dó mesmo..

só uma dúvida: o gaúcho em questão é o autor de 'Palavras de um mundo incerto'?

Beijos, ótimo texto!

*Lusinha* disse...

Pois é uma saudade que não dá para explicar às vezes.
Tem uns que acham exagero, mas até eu que vejo meu namorado todos os dias, quando estou longe sinto saudades.
Bjitos!