sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Acabou!

Ele parecia indignado, quando questionou:
.- Como assim? Como você pode dizer que me ama, mas que não pode mais ficar comigo?
- Mas eu amo você e acho que, de alguma forma, sempre vou amar, mas acontece que não dá pra continuar.- Por quê? Se eu também amo você?
- Porque não é só de amor que sobrevive uma relação. Por isso!
- Eu sei que não é só de amar, mas a gente se ama tanto...
- Eu também sei disso, mas sei que você também sabe que não está mais dando certo.- Não sei...
- Você bem sabe que, para manter uma relação, o amor é necessário, mas não é o fundamental. É preciso, acima de tudo, a confiança, o respeito, a cumplicidade...- E nós não temos mais isso? Você não confia em mim?
- Confiar? Confio sim. Mas parece que já não temos mais tanta cumplicidade. É como se tivéssemos perdido... Perdido o “encanto”.
- O encanto?
- É... Eu não passo mais o dia esperando a hora de te ver... E sei que você sente o mesmo... Quando a gente se encontra, já não é mais a mesma coisa... A conversa não flui mais com tanta facilidade... Eu não sei explicar...- Se você que está falando não sabe explicar, eu é que não vou saber... Eu sequer estou conseguindo entender o que está acontecendo.
- O que está acontecendo é claro, nós estamos nos despedindo um do outro, afinal, faz um tempo que voltamos a ser um e outro e não mais o “nós”.- Talvez eu não queira admitir, mas você pode ter razão.
- Sim... E não pense que não me dói. Já chorei muito antes de termos essa conversa e sei que ainda vai me doer muito mais.
Ele estava chorando e ela não estava mais conseguindo se controlar.

- Eu não acho que isso aconteceu por causa do tempo... Não é o tempo que desgasta uma relação. Se aconteceu, é porque, de alguma forma, nós deixamos acontecer...- E como eu vou viver sem você?
- Você vai aprender. Eu também vou. Não vai ser fácil, mas eu sei que, em algum momento, nós saberemos que foi o melhor. Lembraremos sempre dos momentos bons... Mas saberemos que foi melhor assim...- Será?
- Sim... Saberemos.- E o que eu faço agora?

Ela sentou-se no sofá, olhou para o lado e, em meio a lágrimas, disse:

- Agora, você deixa a chave em cima da mesa, antes de sair.
.
.Kari Mendonça
PS.: Ficção!

8 comentários:

Jéssica disse...

Que triste. Gostei não. é verídico?
;~~

;**

Kari disse...

De certa forma, é verídico.
Mas não foi comigo, e por isso o "ficção" em baixo do nome...

Beijos

Hugo Simões disse...

eu também tenho que colocar começar a colocar ficção nos meus textos, o povo acha que eu tô em depressão kkkk..
sobre o que eu falei, o meu blog parece que tem duas faixas nas laterais, ele fica no centro, mas tem um espaço vazio dos lados, o seu preenche a tela, como faz isso? eu sei que faltou pontuação aí! kkk
como vc está? vc já é formada kari? beijos!

ALF disse...

Esse texto me faz até recordar uma vivência pessoal. No entanto foi mais dolorido do que a forma mostrada nessa história.

Quando o encanto acaba, os dias já não são o mesmo. A maneira de acordar, de olhar, de se dirigir mudam em função das condições.

É dolorido a forma como o céu azul se torna negro. É tenso a maneira como a tempestade se assinala sobre as nossas cabeças.

Não é fácil, pensar em viver sem o carinho de uma pessoa. Sem aquela pessoa que sustentou com o seu olhar um amor tão fraterno, complacente.

Amores vêm e vão, mas a verdade é que todos desejamos que ele se torne eterno...


Beijo carinhoso Kari.
Saudades :***

--

http://oscaleidoscopios.blogspot.com/
;

Lusinha disse...

Ah, eu bem sei o que é isso. Passei isso recentemente com o meu namorado... Mas decidimos tentar de novo! :)
Bjitos!

Candinha disse...

Foi verídico pra mim um dia. A gnt acha que nunca vai passar por isso, e pede a Deus secretamente que nunca precise passar; e uns poucos tem a imensa sorte de nunca precisar acabar um relacionamento que se desgastou; já outros.. É, acontece né, kari? De uma certa forma, é até bastante enriquecedor ouvir ou sentir essas histórias, a gnt sempre aprende com elas. =]

beeeijo, Kariroca! ;*

Ignoto Jardim disse...

Olá princesa, boa dia!
Sobrinha querida, gosto de vc, acho que tu tem um futuro na literatura, e vou ousar de dar umas dicas; tu escreve muito bem, mas cuidado na escolha dos títulos. Esse texto aqui vc entrega de cara o final: o título é ACABOU! Vc nao deixou uma brecha para a imaginação do leitor. As vezes o autor pode ousar, mas naõ sempre. Por exemplo: a morte de quincas berro d'água...Jorge amado nos avisa que vai falar da morte de quincas, mas trata-se de um texto longo, onde milhares de outros acontecimentos se entremeiam certo? em um conto pequeno, melhor nao dizer tudo no título. o outro texto tb me inomodou no título: Um dia bom...deu um cacófato feio...dia - bo...( Um dia Feliz teria sido mais bonitinho).
Tu nao ficou brava, né??
beijos
ah misturei você e tu pq gosto de usar essa linguagem informal, aqui nos blogs, principalmente com quem tenho mais intimidade

Érica disse...

Algumas decisões precisam ser exatas, não deixar incertezas, inclusive as mais difíceis de se tomar. Ela foi forte, e corajosa.
Beijos pra tu!