domingo, 31 de janeiro de 2010

Sobre o Casamento (Parte II)

Para entender melhor: Sobre o Casamento (Parte I)

Com todas as minhas regras e decisões formadas, comecei a procurar buffets. Algo mais complicado do que havia imaginado. Quando vou conversar sobre orçamentos, não peço apenas para o meu casamento e sim para o da minha irmã também. Ou seja, quem conversar bem comigo ganha “dois em um”. O que, acredito, deveria ser algo bom para quem trabalha com essas coisas. Mas eu posso estar errada. As pessoas não me tratam bem pensando nessa vantagem, elas apenas oferecem aquilo que querem e me acham na obrigação de aceitar tudo.

O casamento da minha irmã é algo mais comum, algo que todos oferecem. Comigo é um pouco diferente e é aí que complica. Na última semana fui ao primeiro buffet, onde fui muito bem tratada. Minha mãe não pode ir e fui sozinha. Quando lhe falei a minha ideia, ela disse que não tinha feito um casamento daquela forma, mas havia um aniversário de quinze anos com aquelas características. Amei a sugestão que ela me deu, com a ideia de várias “estações”. Cada uma com um tipo de coisa, bem diversificado.

Esta semana, tiramos uma tarde para visitar buffet. O primeiro do dia e segundo da lista, não me agradou. Rapidamente resolvemos o da minha irmã. O meu, não apenas por falta de datas, mas também por ela dizer que não faria como eu queria e sim poderia mudar isso e aquilo outro. Não gostei, pois se quero de um jeito, vai ser dele. Claro que estou aberta a modificações, mas nenhuma que muda a essência da coisa. Ela me deu algumas ideias com a intenção de mudar tudo. Não gostei. Gostei apenas de algumas coisas e guardei.

Peguei as ideias, juntei com o que queria e fiz uma mistura com algumas coisas. Fomos então ao terceiro buffet, dos quais, confesso, mais gostei. O lugar era agradável e sem muito luxo. Gostei também do atendimento. Mais uma vez resolvemos logo o da minha irmã e ela ficou muito empolgada quando falei das minhas ideias. Disse que nunca havia feito nada igual e seria um prazer fazer. Montou o cardápio todo comigo, com tudo o que eu queria. Claro que deu algumas ideias, mas em momento algum sugeriu que eu mudasse tudo. Consegui, finalmente, expressar tudo o que estava querendo. Marcamos de nos encontrar no sábado (ontem) e conversamos sobre como poderíamos ajeitar o orçamentos levando em conta que serão dois em um. Espero que dê tudo certo. Semana que vem conto como foi.

No quarto buffet que visitamos, confesso que não me senti bem. Foi o buffet mais de indicado e sempre muito elogiado, mas me decepcionei, confesso. Nem para o casamento da minha irmã conseguimos o que queríamos. Diferente dos outros, queria fazer um cardápio super reduzido e, para ficar como os outros buffets teríamos que escolher mais de um cardápio dobrando o preço. Quando falei as minhas vontades, a mulher me olhou, entregou um papel e disse: nós fazemos isso, você pode escolher entre esses. Naquele momento eu tive vontade de sair... É uma pena, pois perderam um ótimo “dois em um”.

A saga pelos buffets continua. Semana que vem eu conto como foi a conversa e se decidimos alguma coisa.



Kari Mendonça

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sobre o Casamento (Parte I)

Ser diferente não é tão fácil assim. Tenho descoberto isso nos últimos dias. Recebi vários “foras”, mas mantenho a cabeça erguida e as minhas idéias firmes. Antes de tudo, deixe-me dizer algumas coisas. Desde que me lembro como pessoinha, eu sempre quis casar com um gaúcho e morar em Porto Alegre. Na época do vestibular, cheguei a passar madrugadas inteiras namorando os sites de todas as faculdades do sul do país que tivessem o curso de jornalismo. Assim, obviamente, as minhas chances seriam mais fáceis. O problema é que me faltou dinheiro e acabei em uma faculdade aqui pelo Recife mesmo...

Através deste singelo blogue, eu conheci um gaúcho. E sabe onde ele mora? Sim! Em Porto Alegre. E é com ele que eu vou casar. Então eu pensei: se Deus me deu um gaúcho como eu sempre pedi, sem que eu saísse de casa, porque eu deveria desistir do meu sonho? Então eu percebi que eu não vou desistir de nenhum dos meus sonhos. E eu sou daquele tipo: ou eu faço como eu quero, ou não faço de jeito nenhum. E é assim que vai ser. Porque eu pretendo casar uma única vez e não quero passar o resto da vida pensando que todos os meus convidados saíram satisfeitos, mas eu não.

Então, existem algumas regras que eu determinei. Na verdade são coisas das quais eu sempre sonhei e não abro mão. Para começar, eu não vou casar na igreja, pois o meu maior sonho era casar na casa onde moro. E é lá que irei casar. Depois, nada de vestido branco. Eu nunca quis entrar de branco, afinal, toda noiva (ou a maioria) entra de branco. E eu quero ser diferente. Quando mais nova, queria casar com o vestido da Bela, do filme A Bela e a Fera, mas seria muito elegante para a minha festa. Decidi então que não casarei com o vestido dela, mas não abro mão do amarelo.

É provável, e eu não vou dizer com certeza para não perder a surpresa, que o meu vestido seja igual a este aqui (não consegui postar foto daqui do estágio, então vai pelo site). Com algumas modificações: ele será curto (um pouco acima do joelho) e claro, amarelo. E antes que você me critique, o casamento será ás 17h30min, portanto, não estarei contra a etiqueta. Apesar de que, eu não ligo para ela. Só me importa a minha satisfação. E por falar nisso, não haverá bolo de noiva. Eu não gosto de passa, ameixa ou frutas cristalizadas, portanto, o meu bolo será de chocolate com cobertura de brigadeiro. Já descobri, inclusive, que existem granulados amarelos e são eles que quero em cima do bolo.

Ah! Esqueci de dizer que a decoração será baseada nas cores branco e amarelo. Gosto delas e da combinação. As flores usadas serão flores do campo (como as da foto). Quero um ambiente agradável, sabe? Quero que as pessoas se sintam bem e quero me sentir bem também. Em breve eu contarei a minha odisséia em busca de orçamentos pelos buffets.


Kari Mendonça

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Há 21 anos na terra!

E mais um ano se passou... Foram tantas coisas desde a última vez que apaguei as velinhas. Sinto que aconteceu mais do que costuma acontecer. Sinto-me mais madura, diferente em alguns aspectos. Não! O rosto continua o mesmo dos últimos anos. Talvez com algumas preocupações a mais, mas nada que me faça querer mudá-lo. Agora apago as velas com uma aliança na mão direita. No próximo ano, ela estará na esquerda. Uma pequena mudança que faz uma grande diferença. De todas as formas.

Tenho percebi várias coisas nos últimos dias. Talvez eu esteja mais atenta, não sei. Mas fazer aniversário é sempre tempo de reflexão. É verdade! Penso mais no aniversário que no ano novo... Percebi que existem feridas que não cicatrizam. Não me ache tola. Algumas feridas realmente não cicatrizam. Podem não sangrar, mas nunca se recuperam. E sua existência se faz presente em várias formas. É em um medo de morrer para não deixar os filhos sozinhos, é num rosto eternamente triste, numa mania esquisita...

Não sei se sou eu, mas com o tempo, ficamos mais saudosistas (aprendi a usar essa palavra com o Antônio). É saudade de uma tia que não pode mais te dar um abraço e saiu cedo naquele outro ano só pra te comprar um bolo. Das avós que não poderão te desejar um feliz aniversário. Da irmã que só vai poder te fazer um telefonema. Da casa de praia com todos os primos e um prato vermelho com divisórias para o ovo, o pão e o copo de leite. Saudade da festa feita na casa de praia com o bolo de chocolate feito pela avó. Saudade de quando as coisas eram melhores e algumas pessoas ainda faziam parte da nossa vida...

Com o tempo, fazer aniversário deixa de ser dia festa, de receber presentes e passa a ser apenas mais um dia no calendário. Nunca fui fã de festas, mas nunca rejeitei os presentes (e quem rejeita?). Diferente de muitos, gosto de ganhar mais um ano. Ele vem com um pacote de aprendizados, um pouco de maturidade, algum quilo de sabedoria... É fato que vem (com o tempo) com algumas mudanças no espelho, mas acredito que elas jamais poderão superar todas as outras coisas.

Costumava dizer que nasci tarde... Alegava que gostaria de ter nascido nos anos oitenta, para aproveitar bem os anos noventa. Nunca entendi bem essa minha vontade. Hoje gosto de quando nasci (o que de fato, foi nos anos oitenta, mas que no fim dele). Agora começo a maior idade oficialmente. São vinte e um anos de vida. De muitos que ainda estão por vir (se Deus quiser!).



Kari Mendonça
(A internet não existe mais. Até que todas as burocracias sejam resolvidas, ela será providenciada. Escrevo do estágio. Abraços!)

sábado, 16 de janeiro de 2010

A gente se vê

É com enorme pesar que eu venho dizer que não sei quando volto.
Essa não foi uma ida programada, mas a minha internet não me permite vir aqui e conseguir postar (não sem passar horas tentando entrar em cada página).
E também não me permite ir até seus blogs, o que faz com que vocês deixem de vir até o meu.
E isso é uma merda, porque eu tenho muita coisa pra falar...
Logo agora que andam acontecendo tantas coisas...
Enfim... Quando a internet permitir, eu volto.

Abraços,
Kari

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Conforto


Um dos piores momentos em uma viagem é arrumar as malas. É a certeza de que está chegando ao fim, e de que voltará para casa. Todas as vezes que tenho que arrumar as malas, sejam minhas ou dele, sinto um aperto no peito. Nunca consigo não chorar, porque sei que algum de nós estará indo para casa. Não ficaremos mais juntos. Ou melhor, ficaremos sim juntos, mas também distantes (fisicamente falando). Enquanto dobrava cada camisa, a dor no peito me apertava. A cada coisa na mala, era como se ele já começasse a ir.

Mas, ainda pior do que arrumar as malas é ter de levá-lo ao aeroporto. É a confirmação de que não poderei tocá-lo nos próximos dias, ou até meses. É a saudade antecipada, por não poder beijá-lo a cada vontade que surgir. É o saber das noites mais frias. Da cama vazia. Da voz ao pé do ouvido, pelo telefone. É a lembrança de todos os momentos, chegando de uma única vez. É a certeza de que tudo foi mais intenso que antes, e por isso que a dor da despedida é sempre maior.

Choro por sentir esta saudade. Mas saber que é uma das últimas vezes que nos despedimos é um conforto. É esse conforto que me ajudou a levantar pela manhã, e que vai me acompanhar por todos os dias, até que nos encontremos novamente em um desses aeroportos da vida...



Kari Mendonça

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Dois mil e dez começou

Dois mil e dez começou. E fazendo um balanço rápido, posso dizer que dois mil e nove foi um ano bom. Não aconteceu nada extraordinário e nada trágico demais. Foi o ano em que fiz algumas ótimas amizades e fortaleci algumas outras. Um ano em que estive bem comigo e com aqueles ao meu redor. Foi em dois mil e nove que conheci Gramado, numa viagem linda e inesquecível. Ah! E também foi em dois mil e nove que me tornei, oficialmente, uma Noiva.com. Pois é, no último dia 16, eu noivei com o amor da minha vida. E talvez por isso, dois mil e dez será tão importante.

Dois mil e dez começou e eu já penso no seu fim. O meu casamento será no dia 18 de dezembro. Imagina como vou passar o ano inteiro? Será um ano corrido. A minha irmã casa em agosto. Tenho pena da minha mãe, que vai arrumar duas festas, de duas pessoas completamente diferentes. E num período tão curto de tempo. Sem falar que, além de pensar no casamento (ou melhor, nós casamentos, visto que minha irmã mora longe e terei que preparar tudo com minha mãe), terei também um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) para preparar. É o último ano da faculdade e por isso, pretendo aproveitar bastante.

Dois mil e dez começou ainda melhor do que pretendia. Em outubro fiz uma entrevista de estágio, mas não me ligaram como prometeram. Mas, quando eu estava me preparando para o jantar em comemoração ao noivado, o telefone tocou e fui informada que a demora se deu devido algumas mudanças, mas a minha vaga ainda estava certa. Não acreditei. Na semana seguinte entraram em contato comigo e me mandaram até o CIEE, onde já resolvi tudo e começo a estagiar no primeiro dia útil de janeiro (4). Mas continuarei na Rádio Universitária AM, apresentando o Música & Notícia, ás segundas e quartas, das 15h ás 16h.

Dois mil e dez começou, e sei que será um ano especial. Afinal, será meu último ano no Recife. Pretendo aproveitar cada detalhe e curtir cada momento. O estágio servirá como escola. Quero crescer como profissional. Quero curtir as pessoas que tanto amo. Quero fazer desse ano, o melhor ano da minha vida. E quero desejar que dois mil e dez seja tão maravilhoso para cada um de vocês, como sei que será para mim. Que possamos estreitar laços e crescer como pessoas, como amigos, como filhos, pais. Que tenhamos mais paciência (e isso serve muito para mim), não apenas como as coisas da vida, mas com as pessoas.

Dois mil e dez começou. E esse, é apenas o começo.


Kari Mendonça