segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Há 21 anos na terra!

E mais um ano se passou... Foram tantas coisas desde a última vez que apaguei as velinhas. Sinto que aconteceu mais do que costuma acontecer. Sinto-me mais madura, diferente em alguns aspectos. Não! O rosto continua o mesmo dos últimos anos. Talvez com algumas preocupações a mais, mas nada que me faça querer mudá-lo. Agora apago as velas com uma aliança na mão direita. No próximo ano, ela estará na esquerda. Uma pequena mudança que faz uma grande diferença. De todas as formas.

Tenho percebi várias coisas nos últimos dias. Talvez eu esteja mais atenta, não sei. Mas fazer aniversário é sempre tempo de reflexão. É verdade! Penso mais no aniversário que no ano novo... Percebi que existem feridas que não cicatrizam. Não me ache tola. Algumas feridas realmente não cicatrizam. Podem não sangrar, mas nunca se recuperam. E sua existência se faz presente em várias formas. É em um medo de morrer para não deixar os filhos sozinhos, é num rosto eternamente triste, numa mania esquisita...

Não sei se sou eu, mas com o tempo, ficamos mais saudosistas (aprendi a usar essa palavra com o Antônio). É saudade de uma tia que não pode mais te dar um abraço e saiu cedo naquele outro ano só pra te comprar um bolo. Das avós que não poderão te desejar um feliz aniversário. Da irmã que só vai poder te fazer um telefonema. Da casa de praia com todos os primos e um prato vermelho com divisórias para o ovo, o pão e o copo de leite. Saudade da festa feita na casa de praia com o bolo de chocolate feito pela avó. Saudade de quando as coisas eram melhores e algumas pessoas ainda faziam parte da nossa vida...

Com o tempo, fazer aniversário deixa de ser dia festa, de receber presentes e passa a ser apenas mais um dia no calendário. Nunca fui fã de festas, mas nunca rejeitei os presentes (e quem rejeita?). Diferente de muitos, gosto de ganhar mais um ano. Ele vem com um pacote de aprendizados, um pouco de maturidade, algum quilo de sabedoria... É fato que vem (com o tempo) com algumas mudanças no espelho, mas acredito que elas jamais poderão superar todas as outras coisas.

Costumava dizer que nasci tarde... Alegava que gostaria de ter nascido nos anos oitenta, para aproveitar bem os anos noventa. Nunca entendi bem essa minha vontade. Hoje gosto de quando nasci (o que de fato, foi nos anos oitenta, mas que no fim dele). Agora começo a maior idade oficialmente. São vinte e um anos de vida. De muitos que ainda estão por vir (se Deus quiser!).



Kari Mendonça
(A internet não existe mais. Até que todas as burocracias sejam resolvidas, ela será providenciada. Escrevo do estágio. Abraços!)

7 comentários:

Agostinho Lopes disse...

Feliz dia de hoje, Kari. E desejo ainda, "dias felizes vida à fora", como são felizes os "dias de aniversário".

De fato, os anos passam e sempre deixamos algo para trás, mas sempre com o coração aberto, para outras tantas boas que virão. Óbvio que junto com elas virão também as "não boas", mas essas a gente vai tirando de letra e levando a vida.


Quanto a troca da operadora, são todas muito sacanas. Como te falei, pedi a portabilidade da Oi para GVT. A Oi simplesmente cancelou as linhas e passei 5 dias no escritório, sem receber nenhuma ligação. Imagina o preju... Ah... Nem sabes o que faço profissionalmente, né? Tá lá em www.topus3.com.br

Beijo!

Simples Assim... disse...

Como vc, o meu aniversário é meu Ano Novo oficial. É quando reavalio as coisas que passaram, planejo o que desejo pro meu futuro e, principalmente, tento perceber o que quero hoje, agora e o que deve ser descartado.

Parabéns, querida, tudo de melhor pra vc nesse ano em que tanta coisa vai acontecer na sua vida.

E... ahhh... não se preocupe, vc aparecendo ou não, a gente sempre passa por aqui... rs. Bjs.

♥ Cαmilα Girαssol disse...

Aim cheguei atrasada, mas penso que sempre é tempo de demonstrar afeto por aqueles que nos sao queridos:

Kari, desejo que Deus a abençoe todos os dias, que sua vida seja repleta de felicidade, fé e amor.

Um beijo e parabéns!


Ps1. COncordo quando diz que há coisas que nao cicatrizam.
Ps2. Quero ser convidada para o casamento, heim?
Ps3. Acredita que talvez irei morar no Sul? =x

Jéssica disse...

Hmm.. que ótimo. Eu adoro aniversários, tanto os meus (claro!) quanto dos outros. Adoro dar presentes e me sinto como se tivesse realmente festejando o dia daquela pessoa :D

Então, parabéns pra você, que você seja muito feliz e começe a sua "vida nova" com um ultra-mega-hiper-power pé direito \o/

;**

Alexandre Fernandes disse...

Ah Kari, quando fazemos aniversário fazemos aquela balanço de tudo que aprendemos nesse período. Dores e alegrias, amores e desamores.
Nem tudo vai, nem tudo vem. Pouca coisa fica, mas as que ficam marcam.

O fato de não cicatrizar algumas feridas é um fato triste. Depende muito de cada um isso. Mas é possível sim Anjo. Por mais que uma dor marque.

Feliz aniversário então.
Te desejo toda a felicidade do mundo.

Beijão Kari
:)

Kari disse...

Alf, quando falei das feridas que não saram, me referi aquelas que realmente não saram nunca. E não é um coração partido por um namorado que foi embora ou um marido que deixou tudo por outra (coisa que, segundo estudos, causa um grande distúrbio pscológico). Falo das dores que levaremos para sempre, a morte. A morte de um marido que transforma sua vida para sempre. Seja nos distúrbios pscológicos, nos "TOCs", nas manias que surgem. Na morte de um filho, que deixa para sempre aquele buraquinho no peito. Hoje, inclusive, quando estava conversando com uma pessoa, ela comentou sobre a filha que está doente e então, logo falou: já perdi um filho, não quero perder outro. Senti aquela fisgada de dor. Aquela voz rouca no fim da frase.
E foi então que eu só tive mais certeza de que algumas feridas, não importa o tempo, nunca saram.

Beijos pra tu

*Lusinha* disse...

Ui, um parabéns atrasadérrimo vale? :)
Bjitos!