terça-feira, 25 de maio de 2010

Coisas do Coração



Relacionar-se com alguém, por si só, já é difícil. Afinal, ninguém é igual a ninguém e os pensamentos e ideias são sempre diferentes. As vontades também. Querendo ou não, cada um tem a sua vida, suas prioridades e suas metas. Aprendemos a conviver com pessoas desde pequenos. Se não for filho único, a história começa ainda mais cedo. É necessário aprender a conviver com aquela pessoa completamente diferente de você, que está ali o tempo inteiro, que faz tudo para irritar você e não há opção, é preciso continuar ali aguentando tudo.

Convivemos também com nossos pais, mas essa convivência só começa a ficar difícil mais tarde. Aprendemos a conviver com outros da mesma idade no colégio e assim vão começando as relações e os relacionamentos da nossa vida. Algumas amizades duram a vida inteira. É difícil, mas não é impossível. E não necessariamente há afinidade entre os dois lados. O tempo passa e começamos a conhecer a relação amorosa. Aquela que temos com alguém do outro sexo (minha opção, ok?), que além de ter tudo para ser diferente, é completamente diferente de você.

E mesmo assim você não desiste das relações amorosas. Algumas não dão certo, outras dão tão certo que duram até a morte. Mas o fato é que nunca desistimos delas. E não importa o quão difícil pode ser conviver com alguém que parece nunca entender você, ainda assim você quer continuar ao lado daquela pessoa. E não importa o quão difícil é entender o que o outro pense ou deseje, continuamos lutando por aquela relação. Porque não importa desistir de lutar por ela, qualquer relação é assim, difícil, lembra? Qualquer outro que não seja você mesmo vai dar trabalho.

Discutir a relação é necessário e até saudável. Não o tempo inteiro e nem por qualquer besteira, mas conversar sobre o que sentem, sobre como as coisas mudaram (elas sempre mudam de alguma forma) só vai ajudar a fortalecer e a diminuir a barreira que existe, naturalmente, entre os dois. Se não quer dar um grande passo, não o dê só porque o outro está disposto. Converse, seja sincero e assim as coisas serão mais saudáveis, agradáveis e a cumplicidade só aumentará.

Hoje existem especialistas em relacionamentos que dão “dicas” e ensinam as pessoas a conviverem juntas. A manterem um casamento duradouro. A “segurar seu homem” e tantos outros. Mas na verdade, não existe razão para as coisas feitas pelo coração, já dizia a Legião Urbana. E não existe mesmo. Um relacionamento se dá por sentimento. É difícil relacionar-se com alguém por quem não se sente absolutamente nada. Há quem tente, mas, dificilmente vai para frente. E há quem ame. Ah! Esses fazem de tudo para um relacionamento dar certo. Porque certo, não é perfeito. Se o fosse, qual seria a graça?

"Somos a reposta exata do que a gente perguntou
entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração
Coisas do Coração..."*


Kari Mendonça
*Coisas do Coração, Raul Seixas

4 comentários:

Cândida Ramos disse...

indiquei o teu blog no twitter aí me esqueci que ele tava bloqueado, óó! =P
LINDO post, karê! ;**

*Lusinha* disse...

E acho que isso que faz um relacionamento dar certo: o amor. É a disposição dos dois fazerem aquilo dar certo.
Bjitos!

Katarine Rosalem disse...

É isso aí. Bola pra frente!
E que venham os novos e aé mesmo, os velhos desafios.
Eu que convivo há quase dois anos um um alguém BEM diferente de mim, quebro a cabeça pra tentar entendê-lo. Mas o que nos une, ainda bem, é o amor. E então, é deixar a vida rolar. Errando e acertando. Uma hora dá certo.
Bjos e bom te ler mais animada.

Dani Pedroza disse...

Lendo seu post me lembrei de um ditado popular, simples e brutalmente verdadeiro: "Rapadura é doce, mas não é mole não."... rs. Simples assim.