quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não só de amor... Mas não sem ele.

Acabo de chegar do cinema. Assisti ao filme “Comer Rezar Amar”. Confesso que não estava louca de vontades de ver o filme, mas, por falta de opções, acabei nele. Por não esperar muito, fui surpreendida. Aprendi que realmente precisamos de um tempo para nós mesmos. Que precisamos do luto, vivido da forma que for, para superar e levantar. E que não importa quão grande seja a nossa dor, devemos sempre estar abertos para o amor (piegas, eu sei, mas foi o que saiu). Que o medo existe mesmo e é ele que torna tudo tão mais bonito. Mas a lição maior que tirei de todo o filme foi de uma parte ali pelo meio em uma frase só.

Calma, eu não sou do tipo que sai contando o filme para quem não assistiu ainda. Em uma parte, ela comenta que não adianta ser infeliz junto de quem se ama só para ser feliz por estar junto. Confuso? Nem tanto! O fato é que é verdade. Não adianta levar uma relação que deixa os dois infelizes só para continuarem na ilusão de que são felizes juntos. Porque, no fundo da alma, ambos sabem e sentem que o outro não está feliz. E por pior que seja a dor da separação, da distância, ás vezes é melhor que a dor de ver a infelicidade de quem você ama, só por estar com você.

E acabei aprendendo que não é só de amor que vive um relacionamento (isso eu já sabia), mas sem ele não há relação que resista. Uma amiga me contou recentemente que o namorado havia dito que não a amava mais. Ela achou que ainda dava para continuarem, pois ambos estavam bem juntos e havia a amizade e o carinho. O sexo. Mas não o amor. E ela tentou, sou testemunha do quanto tentou. Até o momento que percebeu que, apesar de ser maravilhosa a presença dele, ela já não se sentia amada. E isso doeu.

Ela ainda tentou um pouco mais até que não aguentou. Porque companheirismo e carinho jamais poderão se comparar ao amor. Amor é coisa que não se explica. Que se sente e pronto. É coisa que não se diz. Se demonstra. Se faz sentir. Se fala mesmo calado. E quando falta o amor, o silêncio fica chato, a conversa não tem para onde ir, a relação parece sem futuro. Até o momento que um dos dois percebe que também não está havendo presente e é melhor passar pela dor da separação, do distanciamento do que continuarem sofrendo juntos. Sim! Pois aquele que não ama (mas amou) também sente.

E o filme me fez pensar que não importa o quanto esteja doendo ou o quanto estou desiludida com relacionamentos, em algum momento eu vou estar pronta (novamente) para ele, e alguém estará pronto para vivê-lo comigo. E o que me resta é só arrumar dinheiro para viajar, não pelo mundo, mas por esse Brasil lindo e ter aquele momento meu comigo mesma. E, quem sabe, conhecer um Javier Bardem que fale português...



Kari Mendonça

4 comentários:

élida disse...

Mentira que eu li isso, né?
As lágrimas chega pingaram
=/




*ainda bem que nao assisti o filme e agora é que nao pretendo ir mesmo.

élida disse...

Ah, ainda bem que voltou a postar
:D

Agostinho Lopes disse...

Kari!

Quando puder, leia o livro também. É melhor que o filme.

Beijos

Marionete Embaraçada disse...

Ola! Voltei a pouco a escrever um blog. Naturalmente estou vendo outros. Eu tbm vi Comer, Rezar e Amar e tbm n tinha intenção de ve-lo. Logo mais escreverei sobre ele em meu blog, mas n seria exagero dizer q ele mudou minha vida. Quero muito ler o livro p saber se é tão inspirador quanto o filme. Pelo q notei, pelo o q escreveu, você sentiu mais a parte 'amar', do filme, correto? Bem, eu senti mais a rezar! Foi no cinema mesmo meio q fiz minhas pazes c minha religiosidade, e isso virou minha vida do avesso. Pra melhor. A lição q tirei, é q Deus, ou seja lá qual nome for, está dentro de vc, e te ama, como vc mesmo. Esse filme entrou p meus favoritos sabe?! Bem, gostei do seu blog e voltarei mais vezes! Visite o meu se quiser! Abraços