domingo, 28 de novembro de 2010

Pontos Cardeais

 
Pontos Cardeias, Isabella Taviani


A correria com o TCC está grande. O trabalho foi até adiado para ser feito com mais cuidado. Enquanto não volto, fica uma música que adoro da Isabella Taviani.

Ah! E aproveito para dizer que fiquei super feliz ao descobrir hoje que o Botando pra fora está no site Portal do Professor. Site do MEC! Emoção total!!!!!

Prometo aparecer, antes do TCC ainda, mas assim que as coisas se arrumarem um pouco mais!


Kari Mendonça

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Promessa

Chegar o final de alguma coisa é sempre um momento reflexivo. Daqueles que nos sentimos sempre arrependidos. Há sempre algo que deveríamos ter feito melhor, ou simplesmente feito. Como bem sabem, a faculdade está acabando. Não o ano letivo, mas o curso em si. E bate aquela tristezinha de que, sem dúvida, a melhor fase da minha vida está chegando ao fim. E com quem eu vou ao barzinho em frente a faculdade nas noites de sexta-feira? Com quem vou comer macaxeira com charque quando der vontade?

E no último final de semana participei do VII Congresso de Comunicação Social. As palestras foram muito boas. Os profissionais foram bem escolhidos. Mas ouvi tudo o que ouvi me fez pensar nos últimos quatro anos que passei dentro da faculdade. E isso me deixou péssima. Sim! Eu deveria ter feito tantas outras coisas. Deveria ter estudado mais, me dedicado mais. Corrido mais atrás. Eu deveria ter pensado mais no presente ao invés de planejar o futuro. Deveria ter olhado mais para aquele tempo ao invés de pensar como seria quando acabasse.

Porque no final das contas, nada vai sair como planejado. E isso não é necessariamente ruim. Mas fez com que eu me desse conta de que eu preciso aprender a viver o presente e só ele. Aprender a me dedicar mais ao que eu quero olhando para o hoje e, no máximo, o amanhã. Nada de olhar ou pensar no próximo ano, ou no mês que vem. Ah não! Deixarei a vida tomar seu rumo. E, sem dúvida, preciso aprender a não deixar as coisas tão para cima da hora.

O final da faculdade já tem dada marcada. A minha banca acontecerá no dia seis de dezembro. Falta pouquinho. E dá aquele super frio na barriga. O coração anda acelerado. As ideias não param na cabeça. E eu, apesar de querer ver tudo pronto, confesso: não queria que acabasse logo. Mas, não posso mudar tudo agora. O que está feito, está feito. E agora, olhando para a frente, eu vou ser melhor. Serei uma profissional melhor do que fui estudante. Fica a promessa, junto ao coração acelerado...


Kari Mendonça

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma música


 Música, Vanessa da Mata

Essa música não me sai da cabeça.
E uma música, ás vezes, vale mais que mil palavras...

Kari

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quando Dezembro chegar...

Se você me perguntasse o que eu estou sentindo nesse exato momento, a primeira palavra seria medo. A segunda poderia ser ansiedade. E a terceira, medo. Sim, de novo. Porque o medo que eu sinto é tão grande e por tantas coisas diferentes que eu não poderia citá-lo uma única vez.

Os meus dias estão sendo terríveis. As minhas noites, piores ainda. Eu não paro de pensar no meu TCC e em como eu simplesmente não consigo escrever as matérias como deveria. E mesmo que eu não consiga escrever, o sono não vem, a cabeça não para de girar, de pensar, de ter ideias, de corrigir uma página ou outra. Se consigo dormir, é pior ainda, porque os sonhos são invadidos pela revista (sim, o meu TCC é uma revista) e eu sonho que perdi o pendrive ou apaguei o arquivo ou tudo vai dar errado e não vai estar pronto quando deveria.

E quando estou acordada, eu lembro que a faculdade está acabando. E que a hora de tomar as decisões estão chegando. Apesar de saber bem o que eu quero, eu tenho medo. Medo que eu não consiga ir para onde gostaria. Que eu não arrume nenhum emprego. Que a “profecia” do meu avô de que eu ficaria quatro anos desempregada, realmente aconteça. E que sair da faculdade se torne a pior coisa que poderia me acontecer.

Mas apesar do futuro, dos prazos. O meu maior medo é do Dezembro. Eu gostaria que ele nunca chegasse. Que pudéssemos acabar o ano junto com o Novembro. Que todas as festas de final de ano não acontecessem. Que todos os sábados fossem tirados do calendário. Que o Dezembro de 2010 fosse... Que simplesmente não fosse. Porque só de pensar eu tenho vontade de me esconder. E, ora essa, eu não fiz nada errado. Mas ainda assim eu gostaria de me esconder.

Porque eu estou começando a ter medo das pessoas. É que elas mudam quando o Dezembro chega, já reparou? Todos ficam mais “felizes”, mais “alegres” e “contentes” e eu não quero fazer parte disso. É! Eu sei que é egoísmo. Mas eu não quero ver as pessoas comemorando suas felicidades. Sorrindo. E sabe qual o pior de tudo isso?

É que eu estou acabando a faculdade. E isso é o que eu mais queria. E eu deveria comemorar. Alegrar-me com tudo isso. E festejar a minha vitória! Mas tudo que eu quero é ficar no meu quarto e esperar o Dezembro passar bem rápido. Deixar o Janeiro chegar, fazer aniversário e esperar o que Papai do Céu guardou pra mim. Porque eu realmente espero que Ele tenha guardado uma coisa bem boa, depois de tudo que eu passei (e ainda estou passando)...

E por fim, fica um poema do grande Drummond:

Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.



Kari Mendonça

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meus amigos

O que seria da vida sem os amigos? Sim, eu sei que todo mundo adora escrever sobre isso. Mas sabe, é verdade. Os amigos são as coisas mais preciosas que você pode ter. E não importa que você não os veja todos os dias ou não telefone sempre que lembrar deles. Eles não deixarão de ser seus amigos e continuarão ao seu lado de todas as formas. São aqueles amigos que você vai levar para a vida inteira, mesmo que não possa convidá-los para a formatura ou para aquele seu casamento “simples” ou para a sua casa na praia. Porque amigos mesmo sobrevivem.

No último sábado eu fui jantar com os amigos do colégio. Marcamos ás 19:30h e saímos quase meia-noite. Foi uma noite maravilhosa. Alguns não puderam ir, mas todos foram lembrados. Um grupo grande de 12 pessoas. Cada uma mais diferente que a outra. Cada um seguiu seu rumo. Estamos fazendo nossas vidas e não somos mais os mesmos 12 como há quatro anos atrás. Estamos diferentes. Virando “gente grande”. E é tão bom ver a vitória de cada um. Na sua área, na sua vida, cada um está trilhando seu caminho, para quando nos encontramos daqui uns 10 anos, podermos dizer se aquilo ou aquilo outro deu certo ou não.

E é tão maravilhoso poder saber que, mesmo não nos encontrando todos os dias, podemos sempre contar uns com os outros. Basta mandar um e-mail, um telefonema e sai um encontro. Ou só um desabafo e todos te acolhem de como podem. Descobri que eles são mais amigos do que eu pensei e eu fui boba quando tentei me esconder para não ter que lhes contar que falhei em algumas coisas. Ora essa! Eles continuam me estendendo a mão. E continuam me apoiando e... E sendo meus amigos. E a noite foi tão magnífica. Nossa! Há quanto tempo eu não ria tanto...

Estava começando a não lembrar do meu sorriso. Ouvi minhas risadas e foi bom saber que elas ainda estão aqui, mesmo que adormecidas. Estar com eles me mostrou que, não importa o que aconteça, eu não estou sozinha. Eles estarão sempre comigo, para onde eu for. E não importa que alguns estejam lutando por seu sonho, que outros estejam terminando outra etapa da vida e que outros estejam começando uma vida nova, ainda assim, estamos uns com os outros. Mesmo que em encontros rápidos e tempos distantes.

Porque amigos mesmo, esses sobrevivem mesmo quando o colégio acabar, a faculdade passar e a vida acontecer...

Amo demais cada um deles. Cada um dos 11!

Kari Mendonça