sábado, 29 de janeiro de 2011

Hoje eu acordei...

Hoje eu acordei com vontade de sexo. Não sonhei com sexo e não faço ideia de onde essa vontade toda surgiu. Mas o fato é que acordei decidida a fazer sexo. Não sozinha, claro. Eu queria uma boa transa. Daquelas que, ao acabar, ambos estão exaustos e satisfeitos. Pensei um pouco e decidi: hoje eu iria transar com o André. Todas as vezes que nos encontramos rola aquele clima, sabe? E eu sabia que bastava dar a entender que ele iria as vias de fato. Peguei o telefone e disquei.

- Oi Deco, tu vais fazer alguma coisa hoje a noite? É que eu queira experimentar aquele sushi que tu me falou.
- Marcado então, que horas te pego?

Pronto! Agora a coisa ia. Passei o dia esperando ansiosamente. E a vontade do sexo só aumentava. O que era aquilo? Eu precisava, eu necessitava transar. Uma hora antes do Deco aparecer, eu já fui tomar banho. Então, abri a gaveta e peguei a lingerie vermelha. Opa! Aí eu lembrei da pesquisa que li e os homens não gostam de lingerie vermelha. Olhei para a branca, mas pensei que era muito coisa de noiva. Mas afinal, por que eu tenho uma lingerie branca? Ah sim! Foi a Paulinha que me deu.

Enfim peguei a lingerie preta. Gosto dela. É bonita, pequena, confortável e os homens adoram! Abri então o armário e não pensei duas vezes. Peguei o vestido colorido e bem curto que comprei há cerca de duas semanas. Fiz uma maquiagem básica e terminei com a sandália rosa de salto. Estava pronta! Mas senti que faltava algo. Ouvi a buzina lá fora e o telefone tocou. Pedi que ele esperasse e corri até o banheiro. Havia esquecido as camisinhas. Sabia que o Deco sempre tinha camisinhas na carteira (e todas novas), mas peguei mesmo assim.

Ao abrir o portão, senti o corpo queimar tamanha a olhada que ele me deu. Queria dar um beijo nele naquele momento, mas achei que seria demais. As coisas precisavam ir com calma. Nos abraçamos e, no momento dos dois beijinhos, senti o rosto dele deslizando. Tentei fazer um pouco de charme, demonstrar surpresa e virar o rosto. Mas eu estava com muita vontade de fazer sexo, lembra? Então respondi ao que ele começou e nos beijamos. E que beijo! Se eu soubesse que o Deco beijava daquele jeito, eu não teria esperado tanto.

O meu vestido era curto e senti uma mão alisando minhas coxas. Quase derreti de tanto tesão. Abri um pouco as pernas e deixei que mão dele fosse onde quisesse ir. Mas ele não foi. Mas também não parou de beijar. Fiquei um pouco sem entender, mas decidi parar de pensar. Até que ele parou, respirou fundo e perguntou se eu realmente queria experimentar o sushi. Respondi que poderíamos deixar para um outro dia. Então ele começou a dirigir. Um pouco rápido, se não me engano. Cada vez que o sinal estava fechado nos beijávamos como se fosse a última vez.


Foto: Getty Images
 O tesão só aumentava. A minha vontade também. Até que, finalmente ele chegou ao motel. E que motel! Sabia que o Deco não me levaria para qualquer lugar e foi por isso que liguei pra ele. Entramos no quarto e não conseguimos parar de beijar. Não demorou muito e a mão começou a subir pela minha coxa. Enquanto eu comecei a desabotoar a calça dele. E beijo foi ficando cada vez mais intenso. O meu vestido foi parar do outro lado do quarto. A roupa dele também. Mas a lingerie preta continuou. Ele disse que achou bonita demais parar tirar.

[…]


Cheguei em casa há poucos minutos. Se o sexo foi bom? Minha nossa! Não poderia ter sido melhor. Há muito tempo eu não sentia tanto prazer, tanto tesão... Coisa boa demais esse tal de sexo, viu? Agora eu vou dormir. A meta do dia não apenas foi alcançada como também superada. Marquei de encontrar o Deco amanhã à noite. Vamos comer o tal sushi.



Kari Mendonça

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Enfim 22

Quem já me conhece sabe bem que o ano só começa, de fato, depois do meu aniversário. É sempre assim! É mais ou menos como o Brasil, onde o ano só começa mesmo depois do carnaval. Este ano, no entanto, as coisas parecem ter tomado um outro rumo. É que tantas coisas aconteceram que não gostaria de considerá-las “coisas de 2010”. Não! Elas merecem mais que isso, merecem ser as “coisas boas de 2011” e assim serão! Porque, não importa o rumo que as coisas tomem, já desiste de entender isso, o importante mesmo é a vida seguir andando...

E esse dois mil e onze começou com tudo. Mas, por algum motivo, uma pequena história não me sai da cabeça. Há alguns muitos anos meu pai recebeu um e-mail e o leu aqui em casa. Desde então nunca o esqueci. E ultimamente, não paro de relembrar cada detalhe. A história é a seguinte:

Um rapaz pobre, precisando de dinheiro, deixou a esposa em casa e seguiu para um interior próximo à procura de trabalho. Logo o encontrou e trabalhou todos os dias, arduamente, durante 20 anos. Fez um acordo com o patrão para só receber o pagamento de todo trabalho no dia em que fosse embora. Queria levar cada centavo para a esposa. Até o dia que decidiu voltar e pediu ao patrão todo o seu dinheiro. O patrão o olhou e, antes de entregar, fez a seguinte proposta:

- Você prefere levar o dinheiro todo, ou prefere que eu lhe dê três conselhos e alguns pães?Pense um pouco e amanhã você me responde.

O rapaz pensou a noite inteira. Não sabia o que decidir. Conselho seria bom, mas e todo o dinheiro que havia juntado? Na manhã seguinte, respondeu ao patrão que gostaria de receber os três conselhos. E o patrão respondeu:

- Muito boa a escolha. Os três conselhos são: nunca pegue atalhos, não seja curioso e não tome decisões de cabeça quente.

Ao responder, entregou-lhe o saco com vários pães e o homem seguiu de volta para a esposa que não encontrava há 20 anos. No caminho foi abordado por um jovem que insistiu que ele pegasse aquele outro caminho, pois assim chegaria mais rápido ao destino. Ele hesitou, pensou um pouco e quando estava prestes a entrar no caminho, lembrou-se do primeiro conselho: “não pegue atalhos”. E seguiu pela estrada mais longa. Mais adiante o homem descobriu que havia uma quadrilha assaltando todos os que pegavam o atalho.

Já no final da tarde, o homem parou para dormir em uma pousada. Durante a noite ouviu uma gritaria muito grande e correu para a porta do quarto. Quando estava prestes a abri-la, lembou do segundo conselho: “não seja curioso”. E então, voltou a dormir. Na manhã seguinte, o dono da pousada peguntou se ele havia escutado a gritaria e ele respondeu que sim. O dono peguntou se ele havia olhado pela porta e explicou que seu filho era doente e todos as noites atacava os clientes que saiam do quarto.

Seguindo o caminho, o homem já estava cansado quando, já à noite avistou sua casa. Quando começou a sentir uma emoção, ele reparou que havia um jovem com a cabeça encostada no colo da sua esposa. Uma fúria tomou conta daquele homem e ele sentiu vontade de correr e matar o jovem e a esposa. Mas então, lembou-se do terceiro conselho: “não tome decisões de cabeça quente”. Então ele deitou próximo a casa, atrás de umas plantas e esperou até o dia seguinte.

Ao nascer do sol, com os pensamentos mais tranquilos, o homem seguiu para sua casa. Quando sua esposa o encontrou, chorou e o abraçou. Ele perguntou sobre o rapaz da noite anterior e ela respondeu que logo que ele foi embora, descobriu que estava grávida. Aquele era o filho deles. Naquele momento, feliz e tranquilo, o homem abriu o saco de pão para comer com a família e ali dentro, encontrou o pagamento por todos os seus anos de serviço.
Sempre que as coisas estão acontecendo comigo, eu lembro dos três conselhos. Sempre! Em alguns momentos, no entanto, eu não consegui segui-los e talvez por isso algumas decisões tenham sido tão erradas. Se me arrependo das coisas que fiz enquanto estava com 21 anos? Não! Queria ter amado menos, é verdade. Ter tido alguns problemas pequenos e ter chorado menos. Mas não me arrependo das coisas que fiz e do momento em que tomei cada decisão. Por mais que tenha demorado em alguns assuntos, o ponto final chegou na hora certa.

E, como eu já disse, aprendi demais! Enquanto tive 21 anos, aprendi coisas que talvez muitos só aprendam mais tarde e eu tive o privilégio de aprender logo. Dentre todas as coisas, aprendi que os três conselhos são mais que fundamentais e, de agora em diante, vou lembrar deles antes de qualquer atitude. Sim! Porque não é em vão que esta história não me sai da cabeça.

E aprendi também que os meus pais são muito mais importantes que qualquer coisa, pessoa, amor ou objeto inanimado existente. Porque eles são os meus pais e eu aprendi a ouvi-los melhor, e a seguir também seus conselhos. Entendi que eles estão comigo mesmo quando eu estou indo pelo caminho errado. E eles jamais me deixarão sozinha. Sempre, sempre posso contar com eles!

Hoje completo 22 anos de vida. De muita felicidade, de muito choro. De uma vida que passou e uma que ainda está por vir... Vinte e dois anos fazendo e desfazendo amizades. Guardando e ficando apenas com os amigos mais chegados e os mais verdadeiros. Vinte e dois anos de sonhos desfeitos, de planos inventados e frustrados e de metas criadas, reformuladas e inventadas.

Enfim, completo hoje os primeiros 22 anos do resto de minha vida!

Kari Mendonça

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um presente e tanto!


Hoje é um dia de grande emoção!
Ás 10h da manhã nasceu Lucas, meu primo (mas que será ensinado a me chamar de tia).
Gente, assim que eu vi Lucas nos braços de Bruno (meu primo e pai de Lucas), a emoção foi enorme.
Os olhos encheram de lágrimas. E, ao olhar ao redor, percebi que não eram apenas os meus.
Meu primo é pai! É isso é tão... É tão...
Ainda sem palavras!!!!

Desejo muitas felicidades aos novos pais.
Aos novos tios e tias (adotivos, porque oficialmente ele só tem um, Léo).
Felicidades aos avôs, aos tios avôs, ao bisavó...

É certo que Lucas já trouxe muita alegria para todos nós! E que ele continue trazendo!!!!

Há tão pouco chegou e já é tão amado!!!!

Um beijão da Tia,
Kari

sábado, 1 de janeiro de 2011

"Mas a vida continua..."



Inúmeras vezes pensei em escrever algo sobre o ano que acabou. Até que conclui que ele não merecia sequer ser comentado. Mas então eu me dei conta que foi um grande ano. Sem dúvida, um ano inesquecível e cheio de aprendizados. E sim, eu sei que todos dizem isso, sempre, mas acredito que dessa vez é verdade. Com toda certeza 2010 será lembrado em meu leito de morte, independente de quando isso vá ocorrer.

Uma das lições que aprendi foi a não confiar tanto nas pessoas, não importe o quanto você goste ou o quanto acha que as conhece. Ninguém é merecedor da sua (ou pelo menos da minha) total confiança. Porque, quanto maior a confiança, maior a queda. E eu não quero cair de novo. De agora em diante, confiarei sempre com aquela pequena desconfiança, assim, nada será tão inesperado. Não é a melhor forma de viver, mas pode ser menos dolorosa.

Aprendi também que amigos de verdade são aqueles que enxugam as tuas lágrimas. E como lágrimas eu tive de sobra em 2010, descobri que também tenho bons amigos. Fortaleci algumas amizades, consegui não destruir outras e percebi que, não importa o que aconteça e quem apareça na minha vida, os meus amigos são os únicos que levarei para sempre.

E entre todas, a maior lição que tirei do ano é: não fazer planos. Pois é. Comecei 2010 cheia de planos, com o futuro todo planejado, com uma festa para organizar e com tantos sonhos. No meio do caminho tudo desmoronou e me vi sem a possibilidade de realizar nenhum daqueles planos/sonhos. E doeu. E chorei, até que me dei conta que, ao invés de novos planos, novos sonhos, eu precisava deixar a vida seguir seu rumo.

E até tentei, mas nem os planos para passar o réveillon dormindo, eu consegui realizar. De última hora, mudou tudo e terminei no hospital com o meu avô e minha mãe. Naquele momento, com tanto tempo para refletir, eu me dei conta que não importa o quanto você planeja algo, as coisas nem sempre irão acontecer como você gostaria. E acabei lembrando do filme “Sob o Sol da Toscana”, que mostra que ás vezes recebemos exatamente aquilo que pedimos, apenas não conseguimos identificar. Por isso, estarei mais atenta neste novo ano.

E como disse a enfermeira, esta madrugada, “o ano é novo, mas a vida continua”. E, sabe? Ela tem toda razão!


Kari Mendonça