sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ele foi embora!

Naquela manhã acordei diferente. Não sabia o que era, exatamente, mas logo senti uma paz, um alívio. Até que me dei conta que aquele era um sentimento de liberdade. Mas de onde veio? Como chegou até mim? Não sabia responder. Não ainda! O dia foi passando... A rotina foi tomando conta. Sai correndo para resolver umas coisas, usei o computador para resolver tantas outras. Escrevi, telefonei, tuitei, matei a saudade de quem mora longe, brinquei, sorri, conversei, falei besteiras, sorri.

O dia foi bom. Normal, rotineiro, mas bom. Especialmente bom por algum motivo que só descobri mais tarde. Não! Não tarde, mas só descobri no dia seguinte e isso fez daquele dia tão especial. Quando na manhã seguinte acordei e me dei conta que não havia falado de você, sobre você ou sequer pensado em você. Não senti saudade. Não senti falta. Não quis ouvir sua voz e nem te contar as novidades. Não quis saber sobre a sua vida, sua rotina ou sobre suas indagações. Eu não lembrei de nenhum dos nossos momentos juntos e não tive vontade de voltar no tempo.

E foi naquele momento que eu entendi o sentimento de liberdade do dia anterior. Foi o amor! O amor, que por tanto me machucou, finalmente havia ido embora. Assim, de repente. Sem beijos de despedidas, sem lágrimas, sem promessas. Simplesmente ele foi embora e eu finalmente pude sorrir. De alívio! De alegria, por ele ter chegado, mas por também ter ido. 


Kari Mendonça  

5 comentários:

C. disse...

Às vezes elegemos alguém como o nosso foco de atenção, e com isso supervalorizamos dando uma dimensão para a dor ou para a alegria, muito além do que a situação ou pessoa merece, principalmente quando nos faz sofrer, porque o outro não retribui nos aspectos que gostaríamos.

É feito a vida. Sempre tem, entre as muitas estrelas, uma que se mostra para a gente, uma que quer ser vista e sentida, uma que para ela, nós somos a lua. Mas nós não vemos, porque focamos a atenção e o sentir na lua...

Um dia aprendemos a olhar a lua...

Sim, a foto ficou linda visse! ;)

Agostinho Lopes disse...

Tempos de carnaval...

Foi apenas algo de onde "caiu a máscara". Chegou disfarçado de amor, mas depois que virou a face da máscara virou desespero, inquietação, decepção, dor... Daí, por fim a máscara cai e a sensação que fica é que aquilo foi como encontrar um desconhecido na rua, com quem podemos (e devemos) ser cordiais. E daí descobrimos que ainda ficamos inteiros e que nada nos foi levado.

Parabéns!

Quando chegar o teu amor de verdade, ele virá sem máscaras!

Neve disse...

Concordo com a Cris e com o Agostinho: Vai chegar um dia, (e está bem próximo)em que voce vai acordar, o dia vai ser leve, ótimo, cheio de novidades, como o são todos os dias, e vc vai sentir-se muito feliz e não lhe importará se ele sabe disso ou nao. E sabe porque? Porque a opinião dele já não lhe importa mais!

Kari disse...

Sim sim! Como disse a Martha Medeiros, "o contrário do amor é a indiferença". Lembrei desse texto dela quando li teu comentário, Neve! Obrigada, viu?!

beijos

Alle Nascimento disse...

desapego!