sexta-feira, 18 de março de 2011

Sorte?



“Porra!”, foi a primeira coisa que eu pensei quando me dei conta do que estava acontecendo. O mundo tão grande e eu tinha que me apaixonar justo pelo meu melhor amigo? Não! Aquilo não era certo. Quer dizer... E como ficaria a nossa amizade? Porque mesmo que eu nunca fale para ele, agora eu sei, né? E isso muda tudo! Claro que muda! Afinal, agora eu me dei conta do quanto eu fico nervosa quando ele está por perto. Ah não! E agora?

Já ouvi histórias sobre isso. De se apaixonar pelo melhor amigo. Mas nunca formei nenhuma opinião porque eu sempre achei impossível me apaixonar pelo Fábio. Quer dizer, o Fábio? Como assim? Há quem diga que isso seja sorte. É! Se não me engano existe até uma música que fale sobre a sorte de se apaixonar pelo melhor amigo. Mas vem cá, sorte onde? Dizem que é porque nos conhecemos há muito tempo e sabemos tudo sobre o outro. Como agradar, como evitar uma briga, ou como qualquer coisa. Mas eu não acho sorte não!

Imagina se não nos darmos bem como outra coisa além de amigos? E se a gente não conseguir se entender na cama? Minha nossa! Por que eu estou pensando em cama se ele nem sabe o que eu estou sentindo? E eu nem vou contar! Ora essa! Claro que eu não vou contar! Tudo bem que ele poderia até sentir a mesma coisa e poderíamos, quem sabe, começar algum relacionamento, mas e se não der certo? Como eu fico? Sem o namorado e sem o meu melhor amigo?

Ai céus! Mas o Fábio vai perceber, claro que vai! Ele me conhece bem e vai perceber que estou diferente. Isso se ele já não percebeu, né? Porque vai saber há quanto tempo que eu estou assim, sentindo essas coisas e sem saber e perceber. Logo logo ele vai chegar perto e vai perguntar o que está acontecendo, e o motivo de toda essa minha esquisitice, e eu vou dizer o quê? Me fala?! Pronto! Agora eu não paro de pensar que ele já sabe e daqui a pouco vai começar a se afastar de mim.

Eu preciso parar de pensar! Eu preciso parar de pensar! Mas ai que agonia! Porra! Eu tinha que me apaixonar justo pelo Fábio? Justo por ele??? Ah! Lembrei! É aquele tal de Jason Mraz que tem uma música falando da sorte de se apaixonar pelo melhor amigo. Pois eu aposto que ele nunca se apaixonou pela melhor amiga, ou ele saberia a agonia terrível que é! (…)

Acabei de ouvir a música e não é que é bonita mesmo? É! Ele faz tudo parecer tão bom! Ok Jason! Olha só: se apaixonar pelo melhor amigo não é bom! Pronto falei!



Kari Mendonça  

terça-feira, 15 de março de 2011

E aí? Vamos ser feliz de novo?

Esses dias recebi um e-mail que começou com a seguinte frase: “ô coisa boa ver você decidida a ser feliz de novo”. Na hora não dei importância, mas após ler e reler tantas vezes, percebi a veracidade de tais palavras. Sim! Porque a nossa felicidade depende somente de nós. É verdade que na hora que o desespero bate culpamos o mundo inteiro por nossa infelicidade. Culpamos a nós mesmos, algumas vezes, mas não nos damos conta de que a culpa é realmente só nossa. E de mais ninguém.

É fato que não temos o controle da vida e assim não podemos decidir tudo que nos acontecerá. Mas afinal, quem disse que a felicidade não pode surgir com o inesperado? E também, os acontecimentos podem surgir, mas é você quem decide como vai lidar com cada um deles. Porque, afinal de contas, a vida é sua, não é? Então você precisa tomar as rédeas das coisas, assumir o comando e decidir ser feliz. Sim! Porque se você não tomar essa decisão, a felicidade vai passar e você nem vai perceber. E nós não queremos isso, não é?

Se você estava de casamento marcado, por exemplo, e tudo deu errado, você é quem decide se vai chorar todas as noites pelo resto da sua vida, ou se vai cortar o cabelo, fazer uma viagem, conhecer pessoas novas e, quem sabe, encontrar alguém especial no meio do caminho. Quer dizer, tudo bem que você até pode chorar por algumas noites, mas uma hora tem que seguir em frente. Porque perder aquele que você julgava “o amor da sua vida” não é fim do mundo. Por mais que possa parecer, não o é.

Acredito que existem vários amores para uma vida só. Todos diferentes, mas não menos especiais. E é por isso que você precisa decidir o que quer. Porque imagina que você está totalmente deprê, achando que é o fim do mundo, vai para aquela festa só porque as amigas te convenceram e fica sentada no cantinho sem nem perceber aquele gatinho que passou a noite inteira te olhando. Imaginou? Não seria bem ruim isso? Então não deixa acontecer!

Porque uma hora você precisa decidir ser feliz de novo. Afinal, se você não o fizer, ninguém o fará por você!


Kari Mendonça  

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia Nacional da Poesia

Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma.
Você pode voltar e nada ser como antes.
Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém.
Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de algum momento importante na sua vida: formatura, casamento, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido, mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples:
Da sua mãe te chamando pra acordar,
Do seu pai te levando pela mão,
Dos desenhos animados com seu irmão,
Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural
Do cheiro que você sentia naquele abraço,
Da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver,
E como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura.



Martha Medeiros 

quarta-feira, 2 de março de 2011

A irmã da Nati

Há três anos escrevi o o texto “A irmã de Natália”, onde falei sobre o incomodo que me causava ser conhecida, por tantos, como a irmã de alguém. Na época, não me incomodava apenas ter os mesmos amigos que ela, mas o fato de muitos não quererem me conhecer, apenas me levar por causa dela. E, de repente, eu me tornei a Kari, só a Kari. Eu não era mais irmã de ninguém. E eu finalmente estava sozinha, vivendo a vida do meu jeito e fazendo os meus amigos. Ok! Fazer amigos sempre foi ótimo, é fato, mas o que eu não imaginava é que me faria tanta falta a minha irmã.

Assim que cheguei para visitá-la, aqui na Itália, eu me tornei “a irmã da Nati”. E quer saber? Gostei demais! É tão bom voltar a ser a irmã dela novamente, porque isso significa que eu não estou sozinha. Significa que ela vai me levar para sair, que poderemos ficar deitadas até tarde e conversar sobre tudo. Que ela vai me abraçar só por me abraçar e poderemos ir juntas ao MC, ou comprar uma roupa ou tomar sorvete.

Estar com a Nati significa que ela vai combinar todas as roupas que eu vou usar. E vai me comprar a melhor maquiagem para eu ficar mais bonita. E ela vai fazer de tudo para que eu me divirta, mesmo que ela tenha que sair tarde, morrendo de sono, só para me levar até a discoteca. Porque essa é a Nati, a minha irmã! E não importa a minha idade ou o quanto eu tenha amadurecido, ela sempre vai tomar conta de mim, e me arrumar a melhor a roupa, o melhor brinco e a sandália mais sexy. Havia esquecido como é bom estar com ela. E é bom, gente! É bom demais ter a Nati por perto (ou estar perto dela, visto que eu que estou aqui).

E sabe, só em pensar que eu vou voltar para casa e voltar a ser a Kari, sem a Nati, já começa a me doer. E talvez por isso estes momentos são tão mágicos, porque são únicos e raros! E quanto a mim? Eu sou a Kari, a sempre irmã da Nati! 


Kari Mendonça