quarta-feira, 2 de março de 2011

A irmã da Nati

Há três anos escrevi o o texto “A irmã de Natália”, onde falei sobre o incomodo que me causava ser conhecida, por tantos, como a irmã de alguém. Na época, não me incomodava apenas ter os mesmos amigos que ela, mas o fato de muitos não quererem me conhecer, apenas me levar por causa dela. E, de repente, eu me tornei a Kari, só a Kari. Eu não era mais irmã de ninguém. E eu finalmente estava sozinha, vivendo a vida do meu jeito e fazendo os meus amigos. Ok! Fazer amigos sempre foi ótimo, é fato, mas o que eu não imaginava é que me faria tanta falta a minha irmã.

Assim que cheguei para visitá-la, aqui na Itália, eu me tornei “a irmã da Nati”. E quer saber? Gostei demais! É tão bom voltar a ser a irmã dela novamente, porque isso significa que eu não estou sozinha. Significa que ela vai me levar para sair, que poderemos ficar deitadas até tarde e conversar sobre tudo. Que ela vai me abraçar só por me abraçar e poderemos ir juntas ao MC, ou comprar uma roupa ou tomar sorvete.

Estar com a Nati significa que ela vai combinar todas as roupas que eu vou usar. E vai me comprar a melhor maquiagem para eu ficar mais bonita. E ela vai fazer de tudo para que eu me divirta, mesmo que ela tenha que sair tarde, morrendo de sono, só para me levar até a discoteca. Porque essa é a Nati, a minha irmã! E não importa a minha idade ou o quanto eu tenha amadurecido, ela sempre vai tomar conta de mim, e me arrumar a melhor a roupa, o melhor brinco e a sandália mais sexy. Havia esquecido como é bom estar com ela. E é bom, gente! É bom demais ter a Nati por perto (ou estar perto dela, visto que eu que estou aqui).

E sabe, só em pensar que eu vou voltar para casa e voltar a ser a Kari, sem a Nati, já começa a me doer. E talvez por isso estes momentos são tão mágicos, porque são únicos e raros! E quanto a mim? Eu sou a Kari, a sempre irmã da Nati! 


Kari Mendonça 

3 comentários:

C. disse...

Ouxi como passou rápido!
Penso que ao ir, passamos por mutações, vindas dos olhares, sentires, dos toques, dos cheiros, das trocas. Portanto, não voltamos como éramos, pois mudamos, somos mais, nunca menos!
E vc voltará com a sua essência mais forte, figurada na sua irma Nati.

* E olha eu ali comentando na "Irma de Natália" hehe 3 anos já! (lembro desse texto)

Agostinho Lopes disse...

Ela é Kari-oca? Não! É Kari Pernambucana.

A irmã da Nati e ainda irmã de tantas pessoas amigas que a cercam e aprenderam a admirá-la simplesmente por ser assim, apenas Kari!

Neve disse...

Fico feliz em te ver feliz, Kari!
A Itália é parte de meus sonhos. Ainda quero conhecer esse belo país.