domingo, 1 de julho de 2012

Disponibilidade afetiva

Nos últimos dias lendo o grande Caio Fernando Abreu deparei-me com um termo, ou, digamos, uma denominação: disponibilidade afetiva. Achei interessante e percebi que é exatamente como me encontro no momento. Não em "um relacionamento sério" ou "solteira", mas em "disponibilidade afetiva". A princípio soou estranho. E deprimente, confesso. Mas com o tempo, acostumei-me a ideia.

Disponibilidade afetiva significa não estar apaixonada, e nem amando. E acredite, isso pode ser bom. Ao menos por um tempo. E o termo que define tão bem o sentimento é "paz". Não me sinto angustiada e nem ansiosa. Vivo os dias para mim e não esperando por nada. Saio sem o celular e isso não me causa nenhum estresse (acredite, já causou bastante).

Depois de muito tempo (sequer consigo dizer com precisão), eu não olho para o celular a cada dois minutos a procura de uma sms ou um telefonema que eu por algum motivo do além, não ouvi tocar. E eu não abro o meu e-mail o tempo inteiro e até parei de usar o MSN. Porque eu não estou esperando ninguém me enviar nada. E isso é... É bom!

Ok! Não vou dizer que casais românticos não me deprimam, mas sentir essa paz, sem ansiedade é reconfortante. E eu sei que não vai durar. Conheço-me como ninguém. E nem quero que dure tanto tempo. Mas estou aproveitando o momento. Aproveitando a minha disponibilidade afetiva da melhor maneira possível. Afinal, tenho que aproveitar a calmaria que antecede a tempestade.



Kari Mendonça


terça-feira, 15 de maio de 2012

Você nasceu!


Hoje a vida ficou mais bonita. O sol se pôs sorrindo. Você nasceu, Chiara! E com tão pouco tempo, já enche toda a sua família de uma alegria inexplicável. Mas antes de lhe contar sobre o dia de hoje, deixe-me fazer um pequeno resumo de tudo o que aconteceu desde a minha última carta.

Seus pais estavam cada dia mais felizes. Em meados de fevereiro, mudaram-se para um apartamento maior e antes que eu fosse embora seu quarto já estava arrumado. Logo depois a sua mãe arrumou a decoração da parede e tudo ficou pronto para sua chegada. Os meses foram passando, você começou a crescer mais e mais. Cada vez que via a barriga da sua mãe, lembrava-me do dia em que a sentir chutar. E me apertava o coração por não estar perto.

Ao perceber a barriga crescer sem parar, comecei a duvidar da previsão médica. Eles diziam que você chegaria em 30/05, mas eu disse que era muito tempo e sabia que você estava apressada. Fizemos uma aposta: eu e seu pai concordamos que você nasceria no dia 15/05, sua mãe apostou em logo após o dia 20, sua avó opinou com o dia 28/05 e seu avô, com tamanha ansiedade, só queria que você viesse logo. No último domingo, dia 13, perguntei a sua mãe se tudo já estava pronto, pois “avisei” que ela iria para o hospital na noite da segunda-feira e você iria nascer na terça, dia 15. Todos rimos com a piada.

Até que recebi a informação de que sua mãe havia ido para o hospital, ontem, dia 14. Meu Deus! Eu pensei. Mas logo comecei a me preocupar. Com tudo bem, fomos dormir, até que sua avó me acordou ás 2h56 da manhã para falar que a bolsa havia rompido. Você chegaria hoje, isso já era certo. E por mais que quisesse me alegrar por acertar, a agonia tomou conta de mim, de nós. Nós que não pudemos estar com vocês.

E as horas foram passando e seu pai não telefonava para dizer que você havia nascido. Então telefonei. E passei a telefonar a cada duas horas. Tudo estava bem, era o que ele sempre afirmava. Mas eu não tinha como saber. Ele poderia não querer nos preocupar. E eu precisava saber de você, da sua mãe. E o dia passou devagar como nunca. E as horas machucavam a alma. Até que, por volta das 15h30, quando mais uma vez resolvi telefonar, seu pai atendeu, emocionado. “Ela nasceu”, ele disse. Mas eu já sabia porque pude ouvir seu choro (e que choro!) do outro lado do telefone.

Naquele momento não consegui falar mais nada. Passei o telefone para sua avó que, ao ouvir seu choro, começou a chorar. Chorávamos nós duas no quarto. Sua mãe disse que estava bem e que você estava bem e pelo seu grito eu pude sentir que você realmente estava bem. Você chegou ao mundo hoje, dia 15 de maio de 2012, em Pordenone, ás 20h30 (no horário da Itália), pesando 2,600 kg.

Eu ainda não vi nenhuma foto sua, mas já choro por sentir a sua falta. Lamento por não estar lá quando você chegou. Por não ter tirado uma foto sua. E por não poder carregá-la no colo, mesmo que por alguns instantes. Minha pequena! Você foi muito esperada e já é muito amada. Nós aqui no Brasil, estamos ansiosos para te ver, mesmo que por foto. Estamos ansiosos para saber como você é. Mas nenhuma ansiedade vai mudar o fato de que estamos todos completamente apaixonados por você!

Te amo muito,
Tia Kaká


Foto recebida no dia 16/05!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dos diálogos que nunca irão acontecer

- Oi! Tudo bem?
- Oi! Tudo sim, e com você?
- Tudo bem também... Olha... (pausa demorada)
- Oi?
- É que eu acho que precisamos conversar...
- Não acho que tenhamos nada para conversar. Mesmo!
- Mas eu queria me desculp...
- Ah não! Realmente não é necessário.
- Mas...
- Mas, você não precisa se preocupar, afinal, não é como se realmente tivéssemos tido alguma coisa, não é mesmo?
- Claro que tivemos, quer dizer...
- Não! Nós saímos algumas vezes, mas o fato de eu ter me apaixonado, é problema só meu.
- Eu não queria que tivesse terminado assim, mas você foi embora, e...
- Eu sei! Eu estou sempre indo embora e ninguém parece disposto a me esperar... Mas como eu disse, você realmente não precisa se preocupar porque o que tivemos não foi nada. Você mesmo me disse isso certa vez!
- Mas não queria que você ficasse chateada comigo.
- E não estou. Quer dizer... No momento, eu não sei o que estou sentindo a seu respeito, mas não é raiva. Só que também não é mais amor...!
- Nada?
- É! Quando eu me despedi, eu amava você. Mas a saudade e a angústia do seu desprezo, e saber que você já estava com outra (não que algum dia tenhas estado comigo), me fizeram perceber que você sempre esteve certo.
- Como assim?
- Nós não fomos feitos para ficar juntos. Temos planos diferentes. E eu? Bom... Eu quero alguém que sinta por mim o que você nunca sentiu. Alguém que me ligue na quarta-feira só para dizer que está com saudade. Que me abrace porque quer me abraçar e não porque quer mostrar aos outros que estou com ele. Alguém que seja, para mim, o homem que você nunca foi...
- Desculpe!
- Não por isso! Obrigada por me lembrar que eu realmente mereço quem, de fato, consiga me amar. Agora vai... Tem alguém em casa esperando por você!
- Nos vemos, então?
- Não, meu bem! Assim espero! Felicidades para você, é só o que desejo!


Kari Mendonca

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Finais felizes

- Quer saber? Pois eu não acredito mais em finais felizes.
- Finais felizes? Como assim?
- Ah! Final feliz ora essa! Do tipo da Branca de Neve que depois que o príncipe apareceu eles "foram felizes para sempre"...
- Ah! Mas isso são contos, fantasias...
- Eu sei! Mas falando na vida real, eu não acredito.
- Ok! E qual o motivo de tanta desilusão?
- Não, meu bem! Não é desilusão não... É que, pensa comigo: como é que a gente sabe que é o final?
- Oi?
- Deixa pra lá! Você já assistiu aquele seriado novo?
- O que fala dessas fantasias que você está falando? Já!
- Ele mesmo! Então... Eu acho que é mais ou menos daquele jeito. Tirando, claro, a parte toda da fantasia.
- Como assim?
- É que eu acho que finais felizes existem sim, mas não aqui. É como se eles existissem mais em outra realidade, sabe?
- No mundo da fantasia?
- É! Lá mesmo! Mas aqui, no mundo real, não existe. Como se estivéssemos todos presos numa realidade sem finais felizes.
- Mais ou menos como no caso quando fomos expulsos do paraíso?
- É isso! Mais ou menos... Alguém deve ter feito alguma coisa e então os finais felizes foram extintos.
- Você não acha que podemos ser felizes? Isso pra mim é desilusão sim...
- Eu não disse que não poderemos ser felizes. Eu disse apenas que não poderemos ser felizes até o final, seja lá quando o final chegar.
- Desculpa! Estou confuso!
- Tudo bem! O que eu estou querendo dizer, basicamente, é que, não importa o quanto estejamos felizes em alguns momentos, esses momentos sempre acabarão.
- E no final não seremos felizes?
- Bom, depende, se você morrer antes de todos que você não gostaria de perder, então talvez o seu final seja feliz...
- Complexo tudo isso...
- Desculpe! É que andei assistindo muito seriado, sabe? Acabei envolvida com tanta fantasia...
- Mas, se no final do seriado os finais felizes voltarem, você volta a acreditar neles?
- Não! Porque eu acho que já me iludi demais... É talvez tenha um pouco de desilusão nisso tudo... Melhor aprender a aproveitar os momentos felizes, porque eles não irão durar até o fim...


Kari Mendonça
Mais ou menos inspirado em "Once upon a time".

sábado, 14 de abril de 2012

Você foi embora e nem se despediu

De todas as pessoas que poderiam ir embora sem fazer falta, você nunca será uma delas. Porque você era como uma irmã pra mim. E irmãs não vão embora. Não sem se despedir. E há dias que eu não paro de pensar no que posso ter feito para que você passasse a me ignorar. E não me venha dizer que a culpa é da vida... Porque nós sempre demos um jeito. Nos momentos mais difíceis e nos mais alegres. Ou nos momentos normais da vida, quando nos encontrávamos somente para conversar sobre as coisas, sobre a faculdade, os relacionamentos e nossas mães. 

E eu sei que você passou por tanta coisa... Eu também passei, lembra? E isso é uma coisa que sempre teremos em comum. É verdade que não é uma coisa boa, mas é para mostrar que eu entendo o que você sentiu. Quando todo mundo diz que aquilo é exagerado, eu sei que não é. E quando todos reclamam do seu choro, eu sei o quanto é difícil pará-lo. E eu sei o quando dói ver todos os seus planos jogados fora. E todo o seu amor desprezado. Mas o que eu não sei é porque você me afastou quando tudo aconteceu. 

E eu sinto tanto a sua falta. Porque tem tantas coisas acontecendo comigo. Algumas boas, com as quais daríamos várias risadas. Outras nem tão boas assim, mas com as quais você reclamaria comigo e diria que foi melhor assim. Queria deitar na cama com você, como sempre fazíamos, e conversar sobre tudo... Sobre o que aconteceu no último ano, o quanto eu mudei, o quanto você mudou e o quanto as nossas vidas mudaram... E eu queria curtir com você essa coisa de ser tia, sabe? Afinal, você é tanto tia quanto eu.

Não sei se algum dia você lerá esta carta, mas espero que você saiba que eu sempre vou amá-la como a uma irmã. E que nunca vou entender porque você foi embora sem sequer, se despedir...


Kari

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Meus apegos e amores

- Então vai ser assim? Sempre?
- Assim como?
- Que eu não vou mais poder me apegar a ninguém...
- Mas eu não disse isso...!
- É, mas primeiro eu me paguei a ele e você não o deixou ficar.
- Mas ei... Não foi ele quem foi embora, foi você.
- Eu sei, mas ainda assim ele poderia ter ficado e não ficou. E eu havia me apegado tanto...
- Mas você vai generalizar só por uma situação?
- Não! Também teve ela. Tão linda! Tão pequena! E eu me apeguei tanto!
- Mas foi pouco tempo que vocês passaram juntas, não foi?
- Foi. Mas desde quando tempo determina apego ou amor? Eu o amei desde a primeira vez que nos despedimos, e havíamos nos conhecido há tão poucos dias... Com ela foi o mesmo...
- Você e esses seus apegos e amores...
- E agora o que eu vou fazer? Sinto tanto a falta dela...
- Me explica isso...
- É que eu passei tanto tempo tão egoísta pensando somento em mim e nele e na minha saudade.... E aí ela chegou e me fez perceber que existe mais dessa vida. E me fez pensar nela, e nos horários dos remédios e na hora de dormir e na noite inteira em claro olhando se estava tudo bem... Não foram apenas 20 dias, foram 20 dias e vinte noites o tempo inteiro. E agora eu só sinto um vazio. Vazio dela. Para completar o vazio dele.
- Dele eu não posso falar. Mas sei que ela também a amava e você fez tudo o que pode. Você a amou como ninguém mais.
- Eu sei. E sei que fiz o melhor por ela. Mas quando fecho os olhos, vejo aquele olhar sapeca pronto para me atacar. E isso dói.
- Eu sei que dói, meu bem, mas ás vezes, as pessoas que amamos não foram feitas para estarem ao nosso lado. Algumas precisam seguir a vida, como ele. Outras precisam terminar o ciclo da vida, como ela.
- Eu sei... É que mesmo pequenina, ela me ocupou um espaço grande no coração.
- É... Eu também sei... Mas você não pode continuar chorando assim... Por mais que doa. Você precisa ser forte.
- Forte? Eu não sei se sei ser forte... É sempre todo mundo me dizendo para ser forte, para ser isso ou aquilo... Ah! Me deixa não ser forte durante o meu luto... Porque isso dói! E é tão difícil ser forte em meio a dor... Me deixa não ser forte hoje, só hoje, por favor.
- Ok! Hoje você pode chorar por ela e talvez por ele. Mas você precisa me prometer que vai levantar a cabeça, por ela e por você.
- Certo! Levantarei. Mas não hoje... Porque hoje a saudade ainda me dói. E a despedida ainda não me saiu da cabeça...

Kari Mendonça
(Dedicado a minha pequeninha, Sakira, que apesar do pouco tempo, foi muito amada e faz muita falta.)

quinta-feira, 22 de março de 2012

O meu não arrependimento

Tenho percebido que sempre que alguma coisa não dá certo, por qualquer motivo, as pessoas começam a questinar-se sobre o início de tudo. "E se eu não tivesse ido aquele dia?" ou, "e se eu não tivesse telefonado?". É o que sempre pensam. E a tendência é o arrependimento. Preferem arrepender-se daquele primeiro passo, pois, sem ele, não estariam sofrendo naquele outro momento. Lembro-me que você questionou sobre como tudo começou quando sabíamos exatamente como terminaria. Como se estivéssemos, desde o começo, fazendo algo de errado. 

Mas não houve erro. Somos dois adultos que queriam ficar juntos enquanto fosse possível. E assim o fizemos. Sem arrependimentos. Ao menos, para mim, apesar de toda a saudade e agonia que tem me causado, não estou arrependida de nenhum momento sequer. E se pudesse voltar atrás, faria tudo exatamente da mesma forma. Porque cada dia que eu passei ao seu lado, foi especial. Não porque foram dias mágicos, mas porque você me fez sentir diferente. De um jeito bom. E eu gostei da pessoa que me tornei ao seu lado. 

E por isso não me arrependo daquele primeiro beijo, que não fui eu quem deu, mas que permite chegar até o segundo. Também não me arrependo daquele beijo do retorno. Aquele que podería nos ter evitado tantas coisas, mas ao mesmo tempo, foi ele que nos proporcionou tantos daqueles momentos. E eu não me arrependo de ter dito para você tudo que planejei guardar só para mim. E eu não me arrependi de nada, nem quando nos despedimos e eu sabia que aquela poderia ser a última vez que estávamos no vendo. Mesmo sabendo que, talvez, jamais ouvisse a sua voz novamente. 

Porque eu simplesmente não poderia me arrepender de ter te conhecido e ter te deixado se aproximar. Só eu sei o bem que você me fez (e o tamanho da falta que você me faz).

Com amor, 
Ka

sábado, 3 de março de 2012

...

- Oi! Você está sozinha?

- Oi? Sim...

- Posso sentar aqui?

- A vontade...

- Você está esperando alguém?

- Estou.

- E não tem problema se ele me ver aqui?

- Não... Ele não vai vir pra cá...

- Como?

- É que você perguntou se eu estava esperando alguém...

- Sim...

- E eu estou... Mas não aqui.

- Desculpa, mas não entendi. Você é solteira ou não, afinal?

- Sou. Mas o coração é que está comprometido. E, no momento, esperando...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Querida Chiara

Querida Chiara, você ainda não me conhece, mas eu já te conheço e já a amo mais do que amei em toda minha vida. Eu já sonho com você, já falo sobre você o tempo inteiro e já te espero ansiosamente. Eu, caso você esteja curiosa, sou a sua tia. Não a única, é verdade, e nem a que estará sempre por perto, mas espero que isso não diminua o que venhas a sentir por mim. 

Nós duas sabemos que eu não poderei tirar a sua primeira foto para mostrar ao mundo (como fiz quando Lucas, seu priminho, nasceu), e eu não estarei te esperando em casa quando você chegar. É provável que eu também não esteja presente nas suas festas de aniversário e nem vou poder enxugar suas lágrimas cada vez que sua mãe reclamar com você. 

Mas meu amor, eu espero que você saiba, desde já, que não importa onde eu esteja, eu sempre a levarei no meu coração. E todos os dias eu vou sentir saudades suas. E eu vou te escrever cartas, porque é uma das poucas coisas que eu sei fazer bem. Espero que você, assim que aprender a escrever, que também me envie cartas, que me conte as novidades e me fale de cada descoberta que fizer. Assim eu poderia me sentir presente em cada momento que você me descrever.

Não sei se você gostará de ler, como eu gosto, mas já te comprei um presente, o livro "O pequeno príncipe", uma verdadeira joia, como você perceberá ao longo da vida. Sim! Porque este não é um livro infantil, apesar das "aquarelas do autor". É um livro sobre o amor, a amizade e a vida. Espero que gostes. Um dia teremos uma boa conversa sobre o principezinho. 


Minha princesa, sei que você será uma boa menina. Espero que você seja tranquila como sempre foi a sua mãe e que você faça-a sorrir mais do que qualquer um já conseguiu. Que possas, além de filha, ser sua amiga, porque não existe nada mais bonito do que ter a mãe como melhor amiga. 

E que você nunca esqueça que, apesar de longe, você tem uma família que te ama muito. Serás amada do norte ao sul do Brasil. Estamos todos ansiosos esperando você e loucos para ver o teu sorriso, teu olhar...

Com muito, muito amor, 
Tia Kaká