domingo, 1 de julho de 2012

Disponibilidade afetiva

Nos últimos dias lendo o grande Caio Fernando Abreu deparei-me com um termo, ou, digamos, uma denominação: disponibilidade afetiva. Achei interessante e percebi que é exatamente como me encontro no momento. Não em "um relacionamento sério" ou "solteira", mas em "disponibilidade afetiva". A princípio soou estranho. E deprimente, confesso. Mas com o tempo, acostumei-me a ideia.

Disponibilidade afetiva significa não estar apaixonada, e nem amando. E acredite, isso pode ser bom. Ao menos por um tempo. E o termo que define tão bem o sentimento é "paz". Não me sinto angustiada e nem ansiosa. Vivo os dias para mim e não esperando por nada. Saio sem o celular e isso não me causa nenhum estresse (acredite, já causou bastante).

Depois de muito tempo (sequer consigo dizer com precisão), eu não olho para o celular a cada dois minutos a procura de uma sms ou um telefonema que eu por algum motivo do além, não ouvi tocar. E eu não abro o meu e-mail o tempo inteiro e até parei de usar o MSN. Porque eu não estou esperando ninguém me enviar nada. E isso é... É bom!

Ok! Não vou dizer que casais românticos não me deprimam, mas sentir essa paz, sem ansiedade é reconfortante. E eu sei que não vai durar. Conheço-me como ninguém. E nem quero que dure tanto tempo. Mas estou aproveitando o momento. Aproveitando a minha disponibilidade afetiva da melhor maneira possível. Afinal, tenho que aproveitar a calmaria que antecede a tempestade.



Kari Mendonça