domingo, 25 de janeiro de 2015

Meus doce 26


Durante boa parte da minha adolescência ouvi que, "dos 20 para os 30 é um pulo". E é verdade que ainda não cheguei aos 30, mas lembro dos meus 20 anos como se fosse ontem. E às vezes, sinto saudades daquela menina metida a mulher, que jurava conhecer a vida tão bem, e que sonhava tanto, e fazia tantos planos. Entretanto, de tudo o que mais sinto saudades, é de poder usar a pouca idade como desculpa. 

Hoje faço 26 anos. E parece que passou voando. A vida não foi bem como eu havia planejado, e, definitivamente eu não estou onde planejava estar aos 16 (aquela coisa de "como você se vê em 10 anos"). Não me tornei uma jornalista bem sucedida e conhecida nacionalmente. Não escrevo para nenhum jornal e nem tenho um blog de sucesso. Não sai da casa dos meus pais (algo que planejei fazer aos 18!). Não mudei de cidade (não definitivamente), e nem escrevi um livro. 

Entretanto, Deus foi muito generoso comigo. Ele me deu os melhores pais do mundo, e mesmo quando eu decido largar tudo e começar do zero, ainda assim eles me apoiam, e entram comigo de cabeça. E eles são a minha fortaleza. Eles me seguraram quando eu mais precisei e sei que continuam dispostos a me segurar sempre que eu cair. E é por isso que aquela ideia de sair da casa deles já nem passa pela minha cabeça...! 

Deus também me presenteou com uma irmã maravilhosa, que sempre me ensina algo novo. Que me acolheu na sua casa e me deu forças sempre que eu precisei (o mesmo feito pelo cunhado, obrigada!). Que me proporcionou alguns dos melhores dias da minha vida e me apresentou a pessoas tão queridas. Minha irmã, que me ensinou um amor que eu não sabia existir, mas que descobri ao segurar minha afilhada (e sobrinha!!!) nos braços pela primeira vez. 

Pois é! Deus me presenteou com uma afilhada linda, e o melhor é que Ele a trouxe pra pertinho de mim e eu posso acompanhar o crescimento e o aprendizado dela todos os dias. E não existe nada melhor do que acordar com um "bom dia" que só ela sabe dar, e aprender todos os dias a amar e a ensinar. Ser Dinda foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida. 

E sabe aquilo dos 10 anos? Então...! Eu jamais poderia imaginar que hoje ainda teria os mesmos amigos que eu tinha nos meus 16, mas Deus é tão bom e tão maravilhoso, que Ele preservou a nossa amizade. E a Família Trololó só fez crescer e aumentar o amor, a amizade, o respeito e a cumplicidade. E é muito gratificante ver o crescimento e amadurecimento de cada um de nós! 

E é por isso que, mesmo que nada tenha saído como eu planejei, sei que tudo foi cuidadosamente planejado e cuidado por Deus. Por isso, sou muito grata a Ele por mais este ano de vida. E que venham muitos outros, sempre guiados por Deus!


Kari Mendonça 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Tudo que você me ensinou


Você me ensinou a amar. A ver a vida de um jeito mais belo. Ensinou-me alegria das descobertas e os sorrisos sem motivo. Ensinou-me a aprender com os erros e a tentar não repeti-los, principalmente quando machucam. 

Você me ensinou que, mesmo que a saudade doa, a espera não precisa ser dolorosa. Ensinou-me também que uma criança na rua pode me fazer sorrir, e eu posso retribuir. Ensinou-me que as baratas não fazem nenhum mal, e por isso não preciso temê-las. 

Você me ensinou que ficar com raiva é bobagem. E que pedir perdão (e perdoar), faz sempre diferença. Ensinou-me que um abraço pode curar a dor, a saudade, a tristeza e a solidão. E o seu beijo cura qualquer ferida. 

Meu amor, você me ensinou que que o amor pode ser maior que o coração. E que que seu sorriso pode iluminar um dia. Mas, principalmente, você me ensina que, com você, eu aprendo algo novo todos dias. 

Com amor,
Dinda

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Não se apega, não!

No último domingo, eu terminei de ler o livro "Não se apega, não", da Isabela Freitas. Um livro que, como o próprio nome já diz, fala sobre o desapego. E não o desapego amoroso apenas, mas o desapegar-se de tudo que não faz bem. Comprei o livro, pois, como falei no post do ano novo, passei 2014 me desapegando de várias pessoas, por isso, o tema me pareceu interessante.

A Isabela é ótima. Já me tornei  fã da sua maneira fantástica de escrever. A leitura do livro é quase uma conversa. Parecia que ela estava aqui no quarto, sentada ao meu lado, contando-me como fez para desapegar-se de tantas coisas e pessoas. Uma leitura leve, do tipo que você começa e não consegue mais parar. Indico super!

Sabe, por muito tempo tive dificuldades para praticar o desapego. Por vezes fiz todos os rituais (rasgar cartas, fotos, apagar conversas), e de nada adiantou. Por outro lado, desapego-me facilmente de pessoas ao meu redor (desde sempre!). Aprendi a desapegar quando, principalmente, percebo que a prática já foi feita pela outra parte. Se, em uma relação (seja qual tipo for) houver o desapego de um lado, de que adianta o outro tentar seguir adiante?

Não lembro exatamente quando comecei a tratar o desapego como algo fundamental na vida. Mas sei que nunca mais consegui parar. Vez ou outra faço aquela arrumação no guarda-roupa e desapego de tudo que não uso faz tempo (sabe aquela camisa que faz seis meses que não sai para passear? Então, ela vai passear, com outra!). Também costumo fazer aquela arrumação nos objetos (principalmente aqueles que trazem lembranças). E no Facebook (sim! Aquela pessoa que não fala comigo faz tempo, não curte nada e coisa e tal...).

Por muito tempo senti dificuldades de desapegar de ideias. Sim! Mas isso também já passou. Ideias são coisas ótimas! Mas não precisam ser definitivas. Assim como os sonhos. E os objetivos de vida. E as metas. É bom ter/desejar cada um deles, mas se necessário for, nada como desapegar-se, renovar-se e seguir em frente. Porque ninguém precisa ser sempre aquela mesma coisa, com aqueles mesmos sentimentos o tempo todo.

Portanto, fica a dica, vai lá e desapega menina, de tudo que não te faz bem!




Kari Mendonça  

sábado, 3 de janeiro de 2015

Eu sem "você"

Estava no carro, dirigindo para casa e, como sempre, pensando na vida, quando reparei que todas as músicas que haviam tocado na rádio falavam sobre "eu" e "você". E eu pensei, mas e aquelas pessoas que não tem um "você", como ficam? Quer dizer, a sociedade nos constrange de tal forma que as músicas não são feitas para as pessoas sozinhas.

Sim, porque não existe nenhum problema em ser sozinha. Ao contrário do que falam os poemas, as músicas, os romances, existe vida sem alguém ao lado. Existe sim! E pode ser temporário, ou não, o que importa é que as pessoas precisam entender e aceitar que algumas pessoas estão bem sem um telefonema diário para contar o dia. Ou sem uma mensagem de boa noite.

E, é importante lembrar que algumas dessas pessoas sozinhas (ou solteiras, dispenso rótulos), não estão assim por estarem com o coração partido (como tanto falam as músicas) e não, necessariamente, estão se lamentando por um amor que acabou. E nem sofrendo por algo. Acredite, as pessoas sozinhas não são pessoas tristes que vivem se lamentando (com raras exceções, claro!).

Ontem, ao me encontrar com uma amiga (em nosso encontro anual -  moramos em cidades diferentes, por isso, todo início de ano nos encontramos para contar as novidades), foi engraçado reparar a sua  surpresa quando eu respondi que não havia nenhuma novidade relacionada a relacionamentos. Em contrapartida, eu falei por horas sobre todas as outras coisas que me aconteceram no ano que acabou (e foram muitas, e intensas também).

Mas, veja bem, eu não sou daquelas pessoas mesquinhas que odeiam pessoas comprometidas (como o tão conhecido estereótipo das pessoas sozinhas). Pelo contrário, eu fico feliz quando vejo pessoas que se gostam juntas (e acho super fofo casais de adolescentes jurando amor eterno, mesmo que eles não saibam o que estão falando). E quando minhas amigas casam (sim! Elas estão começando a casar!!!), isso me enche de orgulho e felicidade. Porque foi o que elas escolheram e elas encontraram alguém que as faz feliz (eu posso desejar mais o quê?).

Ser sozinha, no entanto, tem suas vantagens. Nos últimos anos conheci lugares lindos. Posso dizer que conheci o mundo (verdade que foi uma pequena parte dele - bem pequena, eu sei, mas...). Tenho conhecido pessoas maravilhosas e me divertido muito. É uma pena que as músicas, os poemas e os romances não relatam essas coisas. Essas, de ser feliz e ponto.



Kari Mendonça